<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113</id><updated>2011-12-15T00:56:34.367-02:00</updated><title type='text'>ARTIGOS TEOLÓGICOS 01  - JOSEMAR BESSA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115773358320382227</id><published>2009-09-08T13:38:00.000-03:00</published><updated>2009-04-10T15:24:08.133-03:00</updated><title type='text'>ÍNDICE GERAL DE ARTIGOS TEOLÓGICOS</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/2006/06/artigos-em-srie.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Artigos em Série&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/2006/06/artigos.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Artigos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115773358320382227?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115773358320382227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115773358320382227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115773358320382227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115773358320382227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2007/09/ndice-geral-de-artigos-teolgicos.html' title='ÍNDICE GERAL DE ARTIGOS TEOLÓGICOS'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-3120199934954933097</id><published>2009-05-21T01:06:00.004-03:00</published><updated>2009-05-21T02:27:25.447-03:00</updated><title type='text'>DEUS TEM O CONTROLE DE TUDO! - Arthur Walkington</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos." (1 Crônicas 29:11)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Você compreende o que implicam as palavras "Soberania de Deus"? Embora exista muita maldade no mundo, a bíblica afirma que Deus está em completo controle de tudo. Isto é o que implicam as palavras "Soberania de Deus". Quando dizemos que ES é soberano, queremos dizer que Deus tem poder absoluto sobre tudo. Ele é o Supremo, o Grande Rei; Ele é Deus. Ele faz a sua vontade no céu e na terra, e não existe mas ninguém que possa deter a sua mão e Lhe dizer: "O que fazes?". Quando dizemos que Deus é soberano, queremos dizer que Ele é o Deus Todo Poderoso, que possui todo poder no céu e na terra e que ninguém pode resistir a sua vontade. Este é o Deus da Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Freqüentemente, o ensino moderno nos dá um conceito muito diferente acerca de Deus. a miúdo apresenta um "deus" impotente e ineficaz, um "deus" de aflição mais do que um Deus digno de ser temido. A maioria do ensino moderno diz que Deus "o Pai" quer salvar a todo mundo, e que "o Filho" morreu para salvar a "todos", e que Deus o Espírito Santo está tentando agora ganhar a todos os homens no mundo. Mas, não resulta obvio que muitas pessoas estão morrendo sem ter sido salvas por Cristo, e sem esperança alguma? Então, se muitos morrem sendo perdidos e se acreditamos que Deus queria salvá-los a todos, com certeza o Pai deve estar desapontado, o Filho deve sentir-se insatisfeito e o Espírito Santo tem sido derrotado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Não podemos dizer que Deus tenha sido surpreendido pelo pecado humano, porque isto deixaria a Deus no nível dos seres humanos que são falíveis e cheios de erros. Também não podemos dizer que Deus fique impotente diante do sofrimento e do pecado no mundo, porque então estaríamos passando por alto o que a Bíblia diz: que Deus controla até os maus atos que os homens cometem. Em verdade, se negamos a soberania de Deus, pronto já não teremos espaço para Deus em nossos pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Deus é completamente soberano. Ele possui o direito de governar tudo tal como Ele quer. Deus é como o oleiro que tem o controle completo sobre o barro. Deus é soberano na forma em que usa o seu poder. Ele o usa como, quando e onde deseja. Todo o testemunho da Bíblia afirma esta verdade. Quando o Faraó, rei do Egito, tentou deter os israelitas para que não fossem adorar a Deus no deserto, Deus usou o seu poder e os israelitas foram salvos, enquanto que os egípcios foram vencidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Depois, quando os israelitas entraram na terra de Canaã e acharam que a cidade de Jericó era um obstáculo, Deus usou seu poder e os muros da cidade forram derrubados. O poder de Deus salvou Davi de Golias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Deus fechou as bocas dos leões para que não ferissem Daniel. Ainda assim, em ocasiões Deus não mostra o seu poder por um longo tempo, e então repentinamente o manifesta e todos podem vê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O poder de Deus nem sempre resgata seu povo dos perigos.&lt;/span&gt; Em Hebreus 11:36-37, nos diz como alguns que creram em Deus foram apedrejados e ainda mortos, e outros andaram errantes cobertos com peles de animais e suportando muito sofrimento. Por que não foram resgatadas estas pessoas pelo poder de Deus como as outras? A única resposta é que Deus é soberano na maneira em que usa o seu poder. Ele faz o que sabe que é melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus é soberano também na maneira em que outorga o seu poder a outros. Concedeu poder a Matusalém para que vivesse muito mais tempo que ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus concede a alguns a capacidade de ganhar muito dinheiro, porém não faz a todos ricos. Isto se deve a que Deus exerce sua soberania ao conceder o seu poder às pessoas. Ele não dá o mesmo poder a todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus é soberano também no outorgamento de sua misericórdia. Quando Jesus foi ao tanque de Betesda em Jerusalém, havia muitos doentes ali e entre eles estava um homem que tinha estado enfermo por trinta e oito anos. João capítulo 5 nos fala que Jesus disse a este homem: "Levanta-te, toma o teu leito, e anda" (versículo 8). Imediatamente o homem foi sarado; levantou seu leito e se foi. Então, por que foi curado este homem em particular?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não nos diz que fosse devido a que merecesse ser sarado. Ou seja, a misericórdia de Deus manifestou-se nele de uma maneira soberana, porque Jesus poderia ter sarado a toda a multidão tão facilmente como o fez com este homem. Porém Jesus usou seu poder divino para curar um único homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus é soberano na maneira em que outorga a sua misericórdia. Ele mostra sua misericórdia como a Ele apraz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus é soberano na forma em que mostra a sua graça. A graça é o favor divino mostrado àqueles que não a merecem (senão que, ao contrário, merecem ser enviados para o inferno). A graça é o oposto à justiça, já que a justiça nos dá só o que merecemos. A graça é a bondade de Deus para as pessoas que não a merecem, uma vez que ela tem odiado e desobedecido a Deus e Sua lei. A graça é um dom (um presente) de Deus, de maneira tal que ninguém pode exigi-la como se fosse um direito, pois então deixaria de ser graça. Deus não deve graça a ninguém, senão que a concede aos que Ele quer pela sua própria soberana vontade. Podemos regozijar-nos nisso, porque os pecadores são salvos pela graça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto significa que a pessoa mais pecaminosa pode ser alcançada por esta graça. A graça exclui toda arrogância humana e dá a Deus toda a glória da salvação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase em cada página, a Bíblia nos lembra que Deus é soberano no outorgamento de sua graça. Quando Jesus nasceu, as boas novas não foram anunciadas a todo mundo, senão que foram dadas aos pastores de Belém e aos homens sábios do Oriente. Deus poderia tê-lo dito a todos, porém não o fez, porque Ele é soberano na forma em que exerce a sua graça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebe você que Deus tem outorgado a sua graça a pessoas com poucas probabilidades de serem alcançadas? Ele a mostrou aos pastores e a homens que nem sequer eram judeus. Freqüentemente, desde aquele momento até o dia de hoje, Deus tem feito exatamente o mesmo, mostrando a sua graça às pessoas mais desprezíveis e indignas. Tem Ele mostrado a sua graça para você? Temos visto que tudo na Bíblia nos diz que Deus é soberano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;TEXTOS BÍBLICOS:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniel 11:32:&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Isaias 55:8-9:&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Romanos 11:33&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Efésios 1:1:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Romanos 11:36:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;1 Crônicas 29:10-11:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Por isso Davi louvou ao SENHOR na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;1&lt;strong&gt; Tm 6:15:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores."&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.josemarbessa.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Clique aqui para retornar a página principal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Clique aqui para ir para o índice de Artigos Teológicos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-3120199934954933097?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/3120199934954933097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=3120199934954933097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/3120199934954933097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/3120199934954933097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/05/deus-tem-o-controle-de-tudo-arthur.html' title='DEUS TEM O CONTROLE DE TUDO! - Arthur Walkington'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-5665228028743618069</id><published>2009-05-20T14:41:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T15:06:24.425-03:00</updated><title type='text'>Seis Componentes do Arrependimento - Thomas Watson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior. A fim de proporcionar melhor entendimento, saiba que o arrependimento é um remédio espiritual formado de seis componentes especiais... Se um for deixado fora, o arrependimento perde o seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Componente 1:&lt;/strong&gt; Percepção do pecado. A primeira parte do remédio de Cristo são olhos abertos (At 26.18). Este é um dos fatos importantes a observarmos no arrependimento do filho pródigo: ele caiu em si (Lc 15.17). Ele se viu como pecador e nada mais do que um pecador. Antes que um homem venha a Cristo, ele tem primeiramente de vir a si mesmo. Em sua descrição de arrependimento, Salomão considerou isto como o primeiro componente: “Caírem em si” (1 Rs 8.47). Uma pessoa deve, antes de tudo, reconhecer e considerar o que é o seu pecado e conhecer a praga de seu coração, antes que seja devidamente humilhado por ela. A primeira coisa que Deus criou foi a luz. Portanto, a primeira coisa que deve haver em uma pessoa arrependida é a iluminação. “Agora, sois luz no Senhor” (Ef 5.8). Os olhos são feitos tanto para ver como para chorar. Antes de lamentarmos pelo pecado, temos de vê-lo. Disso, podemos inferir que, onde não percepção do pecado, não pode haver arrependimento. Muitos que acham falhas nos outros não vêem nenhum erro em si mesmos... Pessoas são vendadas por ignorância e amor próprio. Por isso, não vêem o que deforma a sua alma. O Diabo faz com elas como o falcoeiro faz à sua ave: ele as cega e as leva encapuzadas ao inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Componente 2:&lt;/strong&gt; Tristeza pelo pecado. “Suporto tristeza por causa do meu pecado” (Sl 38.18). Ambrósio chamava essa tristeza de amargura da alma. A palavra hebraica que se traduz por ficar triste significa “ter a alma, por assim dizer, crucificada”. Isso precisa estar presente no verdadeiro arrependimento. “Olharão para aquele a quem traspassaram... e chorarão” (Zc 12.10), como se sentissem os cravos da cruz penetrando o seu lado. Uma mulher pode esperar ter um filho sem dores, assim como alguém pode esperar arrepender-se sem tristeza. Aquele que crê sem duvidar, põe sob suspeita a sua fé; aquele que se arrepende sem entristecer-se nos deixa incertos de seu arrependimento... Esta tristeza pelo pecado não é superficial; é uma agonia santa. Nas Escrituras, ela é chamada de quebrantamento de coração: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17); um rasgamento do coração: “Rasgai o vosso coração” (Jl 2.13). As expressões bater no peito (Jr 31.19; Lc 18.13), cingir o cilício (Is 22.12), arrancar os cabelos (Ed 9.3) — todas essas expressões são apenas sinais exteriores de tristeza. Essa tristeza implica:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;(1) tornar a Cristo precioso&lt;/em&gt;. Oh! quão precioso é o Salvador para uma alma atribulada! Agora, Cristo é, de fato, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cristo; e a misericórdia é realmente misericórdia. Enquanto o coração não estiver repleto de compunção, ele não estará pronto para o arrependimento. Quão bem-vindo é um cirurgião para um homem que sangra por suas feridas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(&lt;em&gt;2) Implica repelir o pecado.&lt;/em&gt; O pecado gera tristeza, e a tristeza mata o pecado... A água salgada das lágrimas mata o verme da&lt;/span&gt; consciência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;em&gt;3) Implica preparar-se para receber firme consolo.&lt;/em&gt; “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5). O penitente tem uma semeadura de lágrimas, mas uma colheita deliciosa. O arrependimento rompe os abscessos do pecado, e, em seguida, a alma fica tranqüila... O ato de Deus em afligir a alma por causa do pecado é como o agitar da água que trazia cura, no tanque (Jo 5.4) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, nem toda tristeza evidencia o verdadeiro arrependimento... o que é esse entristecer piedoso? Há seis descrições:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1. A verdadeira tristeza espiritual é interior&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. É interior em duas maneiras: (&lt;em&gt;1) é uma tristeza de coração&lt;/em&gt;. A tristeza dos hipócritas evidencia-se somente em sua face. “Desfiguram o rosto” (Mt 6.16). Mostram um rosto melancólico, mas a tristeza deles não vai além disso, como o orvalho que umedece a folha, mas não penetra a raiz. O arrependimento de Acabe foi uma exibição exterior. Seus vestidos foram rasgados, mas não o seu espírito (1 Rs 21.27). A tristeza segundo Deus avança mais além; é como uma veia que sangra internamente. O coração sangra por causa do pecado — “Compungiu-se-lhes o coração” (At 2.37). Assim como o coração tem a parte principal no ato de pecar, o mesmo deve acontecer no caso do entristecer-se. Paulo lamentava por causa da lei em seus membros (Rm 7.23). Aquele que lamenta verdadeiramente o pecado se entristece por conta das incitações do orgulho e da concupiscência. Ele se entristece por causa da “raiz de amargura”, embora ela nunca prospere até ao ponto de levá-lo a agir. Um homem ímpio pode sentir-se atribulado por pecados escandalosos; um verdadeiro convertido lamenta os pecados do coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. A tristeza espiritual é sincera.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É a tristeza pela ofensa, e não pela punição. A lei de Deus foi infringida, e seu amor, abusado. Isso leva a alma às lágrimas. Uma pessoa pode ficar triste e não se arrepender. Um ladrão fica triste quando é apanhado, mas não por causa do roubo, e sim porque tem de sofrer a pena... A tristeza piedosa se expressa principalmente por causa da transgressão contra Deus. Portanto, se não houvesse uma consciência a ferir, uma diabo a acusar, um inferno para servir de castigo, a alma ainda se sentiria triste por causa da ofensa praticada contra Deus... Oh! que eu não ofenda o meu bom Deus, nem entristeça o meu Consolador! Isso parte o meu coração!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3. A tristeza espiritual Deus é repleta de confiança&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. É mesclada com fé... A tristeza bíblica afundará o coração, se a roldana da fé não o erguer. Assim como o nosso pecado está sempre diante de Deus, assim também a promessa de Deus tem de estar sempre diante de nós...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4. A tristeza espiritual é uma grande tristeza&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. “Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom” (Zc 12.11). Dois sóis se puserem no dia em que Josias morreu, e houve um enorme lamento fúnebre. A tristeza pelo pecado deve chegar a esse nível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5. A tristeza espiritual é, em alguns casos, acompanhada de restituição&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Aquele que, por injustiça, errou contra outrem, em seus bens, lidando com fraude, deve em sã consciência realizar a compensação. Há um mandamento claro quanto a isso: “Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (Nm 5.7). Por isso, Zaqueu fez restituição: “Se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19.8).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;6. A tristeza espiritual é permanente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Não são algumas lágrimas derramadas ocasionalmente que servirão. Alguns derramarão lágrimas ao ouvirem um sermão, mas isso é como uma chuva de abril — logo acaba — ou como uma veia aberta e fechada novamente. A verdadeira tristeza tem de ser habitual. Ó cristão, a doença de sua alma é crônica, e a recaída, freqüente. Portanto, você tem de tratar-se com remédio continuamente, por meio do arrependimento. Essa é a tristeza “segundo Deus”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Componente 3:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Confissão de pecado&lt;/em&gt;. A tristeza é um sentimento tão forte, que terá expressões. Suas expressões são lágrimas nos olhos e confissão nos lábios. “Os da linhagem de Israel... puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados” (Ne 9.2). Gregório de Nazianzo chamou a confissão de “um bálsamo para a alma ferida”.A confissão é auto-acusadora. “Eu é que pequei” (2 Sm 24.17)... E a verdade é que por meio desta auto-acusação impedimos Satanás de acusar-nos. Em nossas confissões, nos identificamos com orgulho, infidelidade e paixão. Assim, quando Satanás, chamado de acusador dos irmãos, lançar essas coisas contra nós, Deus lhe replicará: “Eles já acusaram a si mesmos. Então, Satanás, você está destituído de motivos legítimos; suas acusações surgiram muito tarde...” Agora, ouça o que diz o apóstolo Paulo: “Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11.31).Entretanto, homens ímpios, como Judas e Saul, não confessaram seus pecados? Sim, mas as suas confissões não eram verdadeiras. Para que a confissão de pecado seja correta e genuína, estas... qualificações precisam estar presentes:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1&lt;em&gt;. A confissão tem de ser espontânea&lt;/em&gt;. Tem de surgir como a água que brota do manancial, livremente. A confissão do ímpios é obtida à força, como a confissão de um homem sob tortura. Quando uma faísca da ira de Deus atinge a consciência dos ímpios ou estão sob o temor da morte, eles se prostrarão em confissão... Mas a verdadeira confissão flui dos lábios tal como a mirra jorra da árvore ou o mel da colméia, espontaneamente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;2. A confissão tem ocorrer com contrição&lt;/em&gt;. O coração precisa ressentir profundamente o pecado. As confissões de um homem natural procede de seu íntimo assim como uma água que passa por um cano. Elas não o afetam de maneira alguma. Mas a confissão verdadeira deixa impressões que pungem o coração. Ao confessar seus pecados, a alma de Davi sentiu-se sobrecarregada: “Já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças” (Sl 38.4). Uma coisa é confessar o pecado, outra coisa é sentir o pecado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;3. A confissão tem de ser sincera&lt;/em&gt;. Nosso coração precisa estar em harmonia com a confissão. O hipócrita confessa o pecado, mas o ama, assim como um ladrão que confessa os bens roubados e continua a amar o roubo. Quantos confessam o orgulho e a cobiça, com seus lábios, mas se deleitam neles ocultamente... Um verdadeiro cristão é mais honesto. Seu coração anda em harmonia com usa língua. Ele é convencido dos pecados que confessa e detesta os pecados dos quais é convencido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;4. Na confissão verdadeira, o crente especifica o pecado.&lt;/em&gt; O ímpio reconhece que é um pecador como todos os outros. Ele confessa o pecado de maneira geral... Um verdadeiro convertido reconhece seus pecados específicos. Ele se comporta à semelhança de uma pessoa enferma que vai ao médico e lhe mostra as feridas, dizendo: “Levei um corte na cabeça, recebi um tiro no braço”. O pecador entristecido confessa as diversas imperfeições de sua alma... Por meio de uma inspeção diligente de nosso coração, podemos achar alguns pecados específicos que tratamos com indulgência. Confessemos com lágrimas esses pecados, indicando-os pelo nome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;5. Um pessoa verdadeiramente arrependida confessa o pecado em sua fonte.&lt;/em&gt; Ela reconhece a contaminação de sua natureza. O pecado de nossa natureza não é somente uma falta do bem, mas também uma infusão do mal... Nossa natureza é um abismo e uma fonte de todo mal, dos quais procedem os escândalos que infestam o mundo. É essa depravação de natureza que envenena nossas coisas santas. Isso traz os juízos de Deus e paralisa em sua origem as nossas misericórdias. Oh! Confesse o pecado em sua fonte!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Componente 4:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Vergonha pelo pecado. O quarto componente no arrependimento é a vergonha. “Para que... se envergonhe das suas iniqüidades” (Ez 43.10). O envergonhar-se é a força da virtude. Quando o coração se enegrece por causa do pecado, a graça faz o rosto envergonhar-se com rubor — “Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face” (Ed 9.6). O filho pródigo, arrependido, ficou tão envergonhado de seus excessos que se julgava indigno de ser, outra vez, chamado filho (Lc 15.21). O arrependimento causa um acanhamento santo. Se Cristo não estivesse no coração do pecador, não haveria tanta vergonha se expressando no rosto. Há... algumas considerações sobre o pecado que nos causa vergonha:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;. Todo pecado nos torna culpados, e a culpa nos deixa envergonhados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;. Em todo pecado, há muita ingratidão. E essa é a razão da vergonha. Abusar da bondade de Deus, como isso nos envergonha!... Ingratidão é um pecado tão grave, que Deus mesmo se admira dele (Is 1.2).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;. O pecado mostra o que somos, e isso nos causa vergonha. O pecado nos rouba as vestes de santidade. E nos deixa destituídos de pureza, deformados aos olhos de Deus; e isso nos envergonha...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt;. Nossos pecados expuseram Cristo à vergonha. E não nos envergonharemos deles? Vestimos a púrpura; não vestiremos o carmesim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5&lt;/strong&gt;. Aquilo que nos deixa envergonhados é o fato de que os pecados que cometemos são piores do que os pecados dos incrédulos. Agimos contra a luz que possuímos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;6&lt;/strong&gt;. Nossos pecados são piores do que os pecados dos demônios. Os anjos caídos nunca pecaram contra o sangue de Cristo. Cristo não morreu por eles... Com certeza, se sobrepujamos o pecado dos demônios, isso deve nos causar muita vergonha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Componente 5:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ódio pelo pecado. O quinto componente do arrependimento é o ódio pelo pecado. Os eruditos distinguem dois tipos de ódio: o ódio das iniqüidades e o ódio da inimizade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Primeiramente, há um ódio ou abominação das iniqüidades.&lt;/em&gt; “Tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações” (Ez 36.31). Um cristão verdadeiramente arrependido é alguém que detesta o pecado. Se uma pessoa detesta aquilo que faz seu estômago adoecer, ela deve, com muito mais intensidade, detestar aquilo que deixa enferma a sua consciência. É mais fácil abominar o pecado do que deixá-lo... Não amamos a Cristo enquanto não odiamos o pecado. Nuca anelamos o céu enquanto não detestamos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em segundo, há um ódio da inimizade&lt;/em&gt;. Não há melhor maneira de descobrir vida do que por meio do movimento. Os olhos se movem, o pulso bate. Portanto, para constatar o arrependimento, não há sinal melhor do que uma antipatia santa para com o pecado... O arrependimento correto começa no amor a Deus e termina no ódio ao pecado.Como podemos discernir o verdadeiro ódio para com o pecado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1. Quando a pessoa se mantém resoluta contra o pecado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A língua lamenta amargamente o pecado, e o coração o odeia, de modo que, embora o pecado se apresente de forma atraente, nós o achamos detestável e o abominados com ódio mortal, sem levarmos em conta a sua aparência agradável... O diabo pode vestir e disfarçar o pecado com prazer e proveito, mas um verdadeiro penitente, que tem ódio secreto pelo pecado, sente repulsa e não se envolverá nele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. O verdadeiro ódio pelo pecado é abrangente. Isso se aplica a dois aspectos:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no que diz respeito às faculdades e ao objeto. (a) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne às faculdades da alma, ou seja, há um desgosto para com o pecado não somente no juízo, mas também na vontade e nas afeições. Há alguns que são convencidos de que o pecado é maligno e, em seu juízo, têm uma aversão para com ele. Mas acham-no agradável e têm satisfação íntima nele. Nesse caso, há um desprazer do pecado no juízo e um aceitação dele nas afeições. No verdadeiro arrependimento, o ódio pelo pecado está presente em todas as faculdades da alma; não somente no intelecto, mas, principalmente, na vontade. “Não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7.15). Paulo não era livre do pecado, mas a sua vontade se posicionava contra o pecado. (b) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne ao objeto. Aquele que odeia um pecado odeia todos... Os hipócritas odeiam alguns pecados que mancham sua reputação, mas o verdadeiro convertido odeia todos os pecados: os pecados que produzem vantagem, os pecados resultantes de nossas inclinações naturais, as próprias instigações da corrupção. Paulo odiava as obras do pecado (Rm 7.23).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3. O verdadeiro ódio pelo pecado se manifesta contra o pecado em todas as suas formas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Um coração santo detesta o pecado por causa de sua contaminação natural. O pecado deixa uma mancha na alma. Uma pessoa regenerada aborrece o pecado não somente por causa da maldição, mas também por causa do contágio. Ele odeia essa serpente não somente por causa de sua picada, mas também por causa de seu veneno. Abomina o pecado não somente por causa do inferno, mas como o próprio inferno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4. O verdadeiro ódio pelo pecado é implacável&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. O cristão genuíno nunca mais se conciliará com o pecado. A ira pode experimentar conciliação, porém o ódio não pode experimentá-la...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5. Onde há verdadeiro ódio pelo pecado, nos opomos ao pecado em nós mesmos e nos outros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A igreja de Éfeso não podia suportar aqueles que eram maus (Ap 2.2). Paulo repreendeu arduamente Pedro por causa de sua dissimulação, embora este fosse um apóstolo. Com insatisfação santa, Cristo expulsou os cambistas do templo (Jo 2.15). Ele não tolerou que o templo sofresse uma mudança. Neemias repreendeu os nobres por sua usura (Ne 5.7) e pela profanação do sábado (Ne 13.17). Aquele que odeia o pecado não suportará a iniqüidade em sua família — “Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude” (Sl 101.7). Que vergonha se manifesta quando os magistrados mostram força de espírito em suas paixões e nenhum heroísmo em suprimir o erro! Aqueles que não tem qualquer antipatia para com o pecado não conhecem o arrependimento. O pecado está neles como o veneno está em uma serpente e, por ser natural, lhe proporciona deleite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quão distantes estão do arrependimento aqueles que, ao invés de odiarem o pecado, amam-no! Para os santos, o pecado é um espinho nos olhos; para os ímpios, é uma coroa na cabeça — “Que direito tem na minha casa a minha amada, ela que cometeu vilezas? Acaso, ó amada, votos e carnes sacrificadas poderão afastar de ti o mal? Então, saltarias de prazer” (Jr 11.15). Amar o pecado é pior do que praticá-lo. Um homem bom pode precipitar-se cair em uma atitude pecaminosa, mas amar o pecado é desesperador. O que faz um porco amar o revolver-se na lama? O que faz um demônio amar aquilo que se opõe a Deus? Amar o pecado mostra que a vontade está no pecado; e, quanto mais a vontade estiver no pecado, tanto maior ele será. A obstinação faz com que não haja mais purificação para o pecado (Hb 10.26). Oh! quantos existem que amam o fruto proibido! Amam as imprecações e os adultérios. Amam o pecado e odeiam a repreensão... Portanto, quando os homens amam o pecado, apegam-se àquilo que será a sua morte e brincam com a condenação, isso indica que “o coração dos homens está cheio de maldade” (Ec 9.3). Isso nos persuade a mostrar nosso arrependimento por meio de um ódio amargo para com o pecado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Componente 6:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Converter-se do pecado. O sexto componente no arrependimento é converter-se do pecado... Esse converter-se é chamado de abandonar o pecado (Is 55.7), tal como um homem que abandona a companhia de um ladrão ou de um feiticeiro. É chamado de lançar para longe o pecado (Jó 11.14), como Paulo lançou de si aquela víbora, atirando-a ao fogo (At 28.5). Morrer para o pecado é a vida do arrependimento. No mesmo dia em que o crente se converte do pecado, deve se regozijar com um gozo eterno. Os olhos devem fugir de vislumbres impuros. O ouvido tem de fugir dos escárnios. A língua, do praguejamento. As mãos, dos subornos. Os pés, dos caminho das meretrizes. E alma, do amor à impiedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse converter-se do pecado implica uma mudança notável. Converter-se do pecado é tão visível, que os outros podem percebê-lo. Por isso, é chamado de uma mudança das trevas para a luz (Ef 5.8). Paulo, depois de ter recebido a visão celestial, ficou tão diferente, que todos se admiraram da mudança (At 9.12). O arrependimento transformou o carcereiro em um enfermeiro e médico (At 16.33). Ele cuidou dos apóstolos, lavou-lhes as feridas e serviu-lhes comida. Um navio se dirige ao leste; e o vento muda seu rumo para o oeste. De modo semelhante, um homem se encaminhava para o inferno, mas o vento contrário do Espírito soprou, mudou o seu rumo e o fez andar em direção ao céu... Essa mudança visível que o arrependimento produz em uma pessoa é como se outra alma se abrigasse no mesmo corpo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para identifica corretamente o converter-se do pecado, essas poucas coisas são necessárias:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1. Tem de haver um volver-se sinceramente do pecado.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; O coração é o primum vivens, a primeira coisa que vive. E tem de ser o primum vertens, a primeira coisa que se volve. O coração é aquilo por que o Diabo se empenha arduamente... No cristianismo, o coração é tudo. Se o coração não é convertido do pecado, ele não passa de uma mentira... Deus quer todo o coração convertido do pecado. O verdadeiro arrependimento não pode ter reservas nem outros ocupantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. Tem de haver um volver-se de todo pecado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. “Deixe o perverso o seu caminho” (Is 55.7). Uma pessoa verdadeiramente arrependida abandona o caminho do pecado. Ela deixa todo pecado... Aquele que esconde um subversivo em sua casa é um traidor da nação. E aquele que satisfaz um pecado é um hipócrita traiçoeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3. Tem de haver um volver-se do pecado por motivos espirituais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Um homem pode restringir seus atos de pecados e não converter-se do pecado da maneira correta. Atos de pecados podem ser restringidos por temor ou desígnio, mas uma pessoa verdadeiramente arrependida deixa o pecado com base em um princípio espiritual, ou seja, o amor de Deus... Três homens perguntaram um ao outro o que os fizera abandonar o pecado. Um disse: “Acho que são as alegrias do céu”. Outro respondeu: “Acho que são os tormentos do inferno”. Mas o terceiro disse: “&lt;em&gt;Acho que é o amor de Deus; e isso ainda me faz abandonar o pecado. Como eu ofenderia o amor de Deus?”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://josemarbessa.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Clique aqui para retornar a página principal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Clique aqui para ir par o índice de Artigos Teológicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-5665228028743618069?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/5665228028743618069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=5665228028743618069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/5665228028743618069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/5665228028743618069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/05/seis-componentes-do-arrependimento.html' title='Seis Componentes do Arrependimento - Thomas Watson'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-7127348049716037482</id><published>2009-05-19T13:35:00.002-03:00</published><updated>2009-05-19T13:44:10.414-03:00</updated><title type='text'>A SABEDORIA DE DEUS - J. IAN</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O&lt;strong&gt; que a Bíblia quer dizer&lt;/strong&gt; ao afirmar que Deus é sábio? Nas Escrituras a sabedoria é uma qualidade tanto moral quanto intelectual, é mais que simples inteligência ou conhecimento, mais que esperteza ou astúcia. Para ser realmente sábio, no sentido bíblico, a inteligência e a habilidade de uma pessoa devem ser usadas para um fim útil. A sabedoria é o poder para ver e a propensão para escolher o alvo melhor e mais elevado, aliada aos meios corretos para atingi-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A sabedoria, na realidade, é o lado prático da bondade moral e, por isso, é encontrada em plenitude somente em Deus. Só ele é natural, inteira e invariavelmente sábio. "Sua sabedoria sempre a postos", diz com toda a verdade o hino sacro. Deus é sábio em tudo o que fez. A sabedoria, como diziam os antigos teólogos, é sua essência, assim como também o são poder, verdade, bondade — elementos que formam seu caráter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Sabedoria: humana e divina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A sabedoria humana pode ser frustrada por fatores circunstanciais que fogem ao controle do homem sábio. Aitofel, o conselheiro desleal de Davi, deu um sábio conselho quando insistiu com Absalão para acabar de uma vez com Davi, antes que este se recuperasse do primeiro choque causado pela revolta do filho. Absalão, porém, tolamente seguiu outro caminho, e Aitofel, irritado e com o orgulho ferido, prevendo sem dúvida o sufocamento da revolta e incapaz de perdoar-se por ter sido tão tolo a ponto de se juntar a ela, foi para casa em desespero e se matou (2Sm 17).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A sabedoria de Deus, entretanto, não pode ser frustrada como aconteceu com o "eficiente conselho" (v. 14) de Aitofel, pois está unida à onipotência. Tanto o poder quanto a sabedoria são essência de Deus. A onisciência governando a onipotência, o poder infinito dirigido pela sabedoria também infinita, assim é basicamente a descrição do caráter divino na Bíblia: "Sua sabedoria é profunda, seu poder é imenso" (Jó 9:4); "Deus é quem tem sabedoria e poder" (12:13); " grande é em força e sabedoria" (36:5; sbtb); "Tão grande é o seu poder sua sabedoria é insondável" (Is 40:26,28); " a sabedoria e o poder a ele pertencem" (Dn 2:20).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Essa mesma associação aparece no Novo Testamento: "Ora, àquele que tem poder para confirmá-los pelo meu evangelho [...] ao único Deus sábio " (Rm 16:25,27). A sabedoria sem o poder seria patética, inútil; o poder sem a sabedoria seria meramente assustador; mas em Deus a sabedoria ilimitada e o poder infinito estão unidos, e isso o torna completamente digno de nossa mais total confiança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A poderosa sabedoria de Deus está sempre ativa e jamais falha. Todas as&lt;/span&gt; obras de sua criação, providência e graça demonstram isso, e enquanto não virmos nelas sua sabedoria não teremos uma avaliação caneta. Não poderemos, entretanto, reconhecer a sabedoria de Deus a menos que conheçamos com que finalidade ele age. Muitos erram neste ponto. Entendem mal o que a Bíblia diz ao afirmar que Deus é amor (v. 1Jo 4:8-10). Pensam que ele planeja uma vida livre de problemas para todos, independentemente de sua condição moral e espiritual. Por isso concluem que qualquer situação dolorosa ou difícil (doença, acidente, dano, perda de trabalho, sofrimento de alguém querido) aponta uma falha na sabedoria ou no poder de Deus, ou ainda em ambos, ou que Deus não existe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa avaliação acerca do propósito de Deus, porém, é um completo engano. A sabedoria divina não é, e nunca foi, prometida a fim de manter feliz este mundo caído ou confortar a impiedade. Nem mesmo aos cristãos foi prometida uma vida fácil, e sim o contrário. Ele tem outros objetivos para a vida neste mundo do que simplesmente torná-la fácil para todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que Deus pretende, então? Qual é seu objetivo? O que ele almeja? Ao nos criar, seu propósito era que deveríamos amá-lo e honrá-lo, louvando-o pela complexidade maravilhosamente ordenada de seu mundo, usando-o de acordo com sua vontade, e assim desfrutar tanto do mundo quanto de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora o ser humano tenha caído, Deus não abandonou seu propósito inicial. Ele ainda planeja que uma grande multidão venha a amá-lo e honrá-lo. Seu objetivo supremo é levá-la a um estado em que o agrade inteiramente e o louve adequadamente, uma condição na qual Deus seja tudo para ela e juntos se regozijem continuamente na fruição do amor mútuo — as pessoas se regozijando no amor salvífico de Deus dedicado a elas por toda a eternidade, e Deus se regozijando no amor correspondido pela humanidade, manifestado nela por meio da graça mediante o Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta será a glória de Deus, e a nossa glória também, em todos os sentidos expressos por esta palavra. Isso, porém, só será totalmente realizado no mundo futuro, no contexto da transformação de toda a ordem criada. Enquanto isso, entretanto, Deus trabalha continuamente para sua realização. Seus objetivos imediatos são conduzir cada homem e mulher a um relacionamento de fé, esperança e amor consigo, livrando-o do pecado e mostrando-lhe na vida o poder de sua graça, defendendo seu povo contra as forças do mal e espalhando por todo o mundo o Evangelho mediante o qual ele salva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o cumprimento de cada parte desse propósito, o Senhor Jesus Cristo é fundamental, pois Deus fez dele não só o Salvador dos pecadores, em quem as pessoas devem confiar, como também o Senhor da Igreja, a quem devem obedecer. Vimos como a sabedoria divina foi manifestada na encarnação e na cruz de Cristo; acrescentaremos agora que é à luz desse complexo propósito delineado que veremos a sabedoria de Deus em seu trato com o ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://josemarbessa.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Para retornar a página principal clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://josemarcuriosidades.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Para ir para o índice de Artigos Teológicos clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-7127348049716037482?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/7127348049716037482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=7127348049716037482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7127348049716037482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7127348049716037482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/05/sabedoria-de-deus-j-ian.html' title='A SABEDORIA DE DEUS - J. IAN'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-7249938179107739350</id><published>2009-05-19T04:38:00.010-03:00</published><updated>2009-05-19T12:54:48.109-03:00</updated><title type='text'>GRAÇA BARATA - Dietrich Bonhoeffer</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Teólogo- mártir executado pelos nazistas em 1945&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A graça barata é a inimiga mortal da Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torna da graça preciosa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Graça barata é graça como refugo, perdão malbaratado, consolo malbaratado, sacramento malbaratado; é graça como inesgotável tesouro da igreja, distribuído diariamente com mãos levianas, sem pensar e sem limites; a graça sem preço, sem custo. A essência da graça seria justamente que a conta foi liquidada antecipadamente e para todos os tempos. Estando a conta paga, pode-se obter tudo gratuitamente. Por ser infinitamente grande o preço pago, são também infinitamente grandes as possibilidades de uso e dissipação. Que seria a graça se não fosse barata?&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Graça barata significa a graça como doutrina, como princípio, como sistema; significa perdão dos pecados como verdade geral, significa o amor de Deus como conceito cristão de Deus. Quem o aceita já tem o perdão de seus pecados. A Igreja participa da graça já pelo simples fato de ter essa doutrina da graça. Nesta Igreja, o mundo encontra fácil cobertura pra seus pecados dos quais não tem remorso e não deseja verdadeiramente libertar-se. A graça barata é, por isso, uma negação da Palavra viva de Deus, negação da encarnação do Verbo de Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Graça barata significa justificação do pecado, e não do pecador. Coma o graça faz tudo “sozinha”, tudo também poder permanecer como antes. “Afinal, a minha força nada faz”. O mundo continua sendo mundo, e nós permanecemos sendo pecadores “mesmo na vida piedosa”. Viva, pois, o crente como vive o mundo, coloque-se, em tudo, em pé de igualdade com o mundo, e não se atreva – sob pena de ser acusado de heresia entusiasta” – a ter, sob a graça, uma vida diferente da que tinha sob o pecado! Que se guarde de encolerizar-se contra a graça, de envergonhar essa graça grande e barata, e de instituir um novo culto do literalismo tentando ter uma vida de obediência de acordo com os mandamentos de Jesus Cristo!&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O mundo é justificado pela graça, e, por isso – por amor da seriedade dessa graça, para que não haja resistência a essa graça insubstituível” – que o cristão viva como o resto do mundo! É Certo que ele gostaria de realizar algo extraordinário, e constitui, sem dúvida, um grande sacrifício não poder fazê-lo, mas ter que viver mundanamente. Contudo, ele precisa fazer esse sacrifício, praticar a autonegação, renunciar a uma vida que se distinga da do mundo. Tem que deixar a graça ser realmente graça, para não destruir ao mundo a fé nessa graça barata. Todavia, que o crente em seu mundanismo, nessa renúncia necessária que tem de fazer por amor do mundo – não, por amor da graça! – continue consolado e seguro (securos ) na posse dessa graça, que tudo opera! Por isso, que o crente não seja discípulo, antes se console com a graça barata! Isso é graça barata como a justificação do pecado, mas não da justificação do pecador penitente, que abandona o pecado e se arrepende; não é o perdão que separa do pecado. A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios.&lt;/span&gt;A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão de pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o ser humano sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para cuja equisição o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o senhorio régio de Cristo, por amor do qual o ser humano arranco o olho que o faz tropeçar; o chamado de Jesus Cristo, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue.&lt;br /&gt;A graça preciosa é o Evangelho que se deve procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao ser humano, e é graça por, assim, lhe dar a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por ter sido preciosa para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “vocês foram comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que custou caro para Deus. A graça é preciosa sobretudo porque Deus achou que se Filho fosse preço demasiado caro para pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.A graça preciosa é a graça como santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e por isso é graça como palavra vida, a Palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado. A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve” são expressões da graça.Por duas vezes Pedro ouviu o chamado: “Segue-me!” Foi esta a primeira e a última palavra de Jesus ao seu discípulo (Mc 1.17; Jo 21.22). Toda sua vida se situa entre esses dois chamados. Da primeira vez, Pedro, no Logo de Genesaré; ao ouvir o chamado de Jesus, largara as redes e abandonara a profissão, seguindo a Jesus em obediência cega. Da última vez, é o Ressurreto que o encontra em seu antigo ofício, novamente no Lago de Genesaré; e mais uma vez o chamado é: “Segue-me!” No espaço entre esses dois chamados, havia toda uma vida de discipulado de Cristo. No meio dela encontra-se a confissão de que Jesus é o Cristo de Deus. Por três vezes a mesma mensagem foi anunciada a Pedro, no início, no fim e em Cesaréia de Filipe, ou seja, a mensagem de que Cristo é o seu Senhor e Deus. A graça de cristo que chama: “Segue-me!” é a mesma que se revela a Pedro em sua confissão do Filho de Deus.Houve, pois, uma intervenção tripla da graça no caminho de Pedro, a mesma graça proclamada em três ocasiões diferentes; ela era, assim, de fato a graça do próprio Cristo e não a graça que Pedro atribuía a si mesmo. Foi essa mesma graça de Cristo que venceu esse discípulo, levando-o a largar tudo por amor do discipulado; foi ela que o impeliu a uma confissão blasfema aos ouvidos do mundo; foi ela que chamou o infiel Pedro à comunhão derradeira, a do martírio. A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados a vida de Pedro. Ele havia recebido graça preciosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://josemarbessa.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Clique aqui para retornar a página principal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Clique aqui para ir para o índice de Artigos Teológicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-7249938179107739350?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/7249938179107739350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=7249938179107739350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7249938179107739350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7249938179107739350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/05/graca-barata-dietrich-bonhoeffer.html' title='GRAÇA BARATA - Dietrich Bonhoeffer'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-8442139904624694267</id><published>2009-05-07T01:32:00.005-03:00</published><updated>2009-05-07T01:54:28.528-03:00</updated><title type='text'>NATUREZA E GRAÇA - F. Schaeffer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A origem do homem moderno se pode atribuir a diversos períodos. Todavia, partirei do ensino de alguém que transformou o mundo de modo muito real. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tomás de Aquino (1225-1274)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; abriu caminho para a discussão do que convencionalmente é designado de “natureza e graça”. Elas podem ser representadas em termos do seguinte diagrama:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GRAÇA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;_____________&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NATUREZA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Este diagrama pode ser ampliado nos seguintes moldes, mostrando o que se inclui em ambos os níveis: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;GRAÇA, O NÍVEL SUPERIOR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;DEUS O CRIADOR; O CÉU E AS COISAS CELESTES; O INVISÍVEL E SUA INFLUÊNCIA NA TERRA; A ALMA HUMANA; A UNIDADE &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;NATUREZA, O NÍVEL INFERIOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A CRIAÇÃO; A TERRA E AS COISAS TERRENAS; O VISÍVEL E O QUE FAZEM A NATUREZA E O HOMEM NA TERRA; O CORPO HUMANO; A DIVERSIDADE&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até esta época, as formas de pensamento haviam sido bizantinas. As realidades celestiais capitalizavam toda importância e se revestiam de tal santidade que não eram retratadas de maneira realista. É o que se observa com relação a Maria e a Jesus Cristo: - não são nunca retratados de forma realista nesta fase. Retratam-se apenas símbolos. Assim, se examinarmos qualquer dos mosaicos do fim do período bizantino no batistério de Florença, por exemplo, não é um retrato de Maria que veremos, mas um símbolo que representa Maria.&lt;br /&gt;Por outro lado, a natureza em si – as árvores e as montanhas – não se revestia de interesse para o artista, exceto como sendo parte desse mundo em que vivemos. O alpinismo, por exemplo, simplesmente não exercia apelo algum como escalada a ser intentada pelo prazer de subir montanhas. Como veremos, esse esporte como tal só veio a surgir realmente quando ao fim se despertou um novo interesse pela natureza. Destarte, antes de Tomás de Aquino, dava-se esmagadora ênfase às coisas celestes, tão remotas e transcendentes, tão santas e sublimes, representadas através de símbolos, com pouco interesse pela natureza como tal. Com o advento de Tomás de Aquino temos o verdadeiro surto da Renascença humanista.&lt;br /&gt;A concepção tomista da natureza e graça não envolvia completa descontinuidade dos dois princípios porquanto sustentava Tomás de Aquino um conceito de unidade que as correlacionava. Desde os tempos de Aquino, por muitos anos a seguir, houve empenho constante de estabelecer-se uma unidade da graça e natureza, bem como a esperança de que a racionalidade houvesse de dizer algo a respeito de uma e outra.&lt;br /&gt;Uma boa porção de coisas excelentes adveio do surto do pensamento renascentista. De modo particular a natureza passou a usufruir de conceito mais apropriado. Do ponto de vista bíblico a natureza é importante porquanto criada por deus e, por isso, não deve ser menosprezada. Nem devem ás coisas relativas ao corpo ser desprezadas quando comparadas com as da alma. Tudo que reflete a beleza se reveste de importância. A sexualidade em si mesma não é um mal. Tudo isto se integra no fato de que Deus nos outorgou na própria natureza uma dádiva excelente, pelo que, se o homem a desdenha, está na realidade atentando contra a dignidade daquilo que é criação divina. Destarte em certo sentido está desprezando o próprio Deus, pois &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;que despreza o que Deus criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tomás de Aquino e o Autônomo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao mesmo tempo estamos agora em condições de ver o significado do diagrama da natureza e graça numa perspectiva diferente. Embora bons resultados adviessem da posição de maior realce conferida à natureza, isso deu lugar a muita coisa de cunho destrutivo, como se verá. Na concepção tomista a vontade humana estava caída, mas não o intelecto. Dessa noção incompleta do conceito bíblico da Queda, defluiram todas as dificuldades subseqüentes. O intelecto humano se tornou autônomo. Em um aspecto era o homem agora independente, autônomo.&lt;br /&gt;Esta esfera do autônomo em Tomás de Aquino assume várias formas. Um dos resultados, por exemplo, foi o desenvolvimento da teologia natural. Nesta perspectiva, a teologia natural é uma teologia que se poderia formular independentemente das Escrituras. Embora fosse um estudo autônomo, ele esperava que resultasse numa unidade e dizia existir uma correlação inegável entre a teologia natural e a Bíblia. O ponto importante, porém, no que se seguiu foi que uma [área completamente autônoma assim se estabelecia.&lt;br /&gt;Com base neste princípio de autonomia, também a filosofia se tornou livre e se separou da revelação. Portanto, a filosofia começou a criar asas, por assim dizer, voando por onde quer que lhe aprazia, deixando à margem as Escrituras. Não quer isto dizer que essa tendência não se manifestara em tempos anteriores, apenas que de agora em diante se patenteia de maneira mais completa.&lt;br /&gt;Nem se limitou à teologia filosófica de Tomás de Aquino. Bem logo se fez sentir no mundo da arte.O processo educacional hodierno tem um ponto falho por não levar em conta as associações naturais entre as diferentes disciplinas. Tendemos a estudá-las todas á parte, em linhas paralelas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esta tendência é real tanto na educação secular como na educação cristã. Esta é uma das razões porque evangélicos se têm surpreendido ante a tremenda mudança produzida em nossa geração. Temos estudado exegese apenas como exegese, teologia apenas como teologia, filosofia apenas como filosofia; estudamos algo na esfera da arte, apenas como arte; estudamos música simplesmente como sendo música, despercebidos de que são elaborações humanas e as coisas do homem não se podem conceber como linhas paralelas não relacionadas.&lt;br /&gt;Há diversas maneiras em que esta associação de teologia, filosofia e arte emergiu em seqüela a Tomás de Aquino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pintores e Escritores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O primeiro artista a ser assim influenciado foi Cimabue (1240-1302), mestre de Giotto (1267-1337). Visto que Tomás de Aquino viveu de 1225 a 1274, estas influências se fizeram sentir bem depressa no campo da arte. Ao invés de situarem todos os motivos da arte acima da linha divisória entre a natureza e a graça na maneira simbólica do Bizantino, Cimabue e Giotto começaram a pintar as coisas da natureza como natureza. Neste período de transição a mudança não ocorreu toda de uma vez. Havia, por isso, a tendência, a princípio, de se pintarem os elementos de menos importância no quadro de forma naturalista, continuando, porém a se representar Maria, por exemplo como um Símbolo.&lt;br /&gt;Depois Dante (1265-1321) passou a escrever de maneira como estes artistas pintava. De repente, tudo começa a alterar-se no sentido de que a natureza veio a tornar-se importante. Idêntica expressão pode-se perceber nos renomados escritores Petrarca (1304-1374) e Bocácio (1313-1375). Petrarca foi o primeiro de quem se ouviu dizer jamais haver escalado montanhas sem ser pelo simples prazer de fazê-lo. Tal interesse pela natureza como Deus a criou é, como já vimos, bom e apropriado. Tomás de Aquino, porém, havia aberto caminho a um Humanismo Autônomo, uma filosofia autônoma e, tão logo o movimento adquiriu força, a tendência se tornou um verdadeiro dilúvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Natureza versus Graça&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O princípio vital a notar-se é que, à medida que a natureza se fazia autônoma, passava a ”devorar” a graça. Através da Renascença, de Dante a Miguel Ângelo, gradualmente a natureza se fez mais inteiramente autônoma. Ela libertou-se de Deus à medida que os filósofos humanistas começaram a operar cada vez mais à vontade. Quando a Renascença chegou ao seu clímax, a natureza havia devorado a graça.De várias maneiras pode-se demonstrar isto. Comecemos com uma miniatura conhecida como Grandes Heures de Rohan (Grandes Horas de Rohan), pintada por volta de 1415. O motivo que explora é uma estória miraculosa do período. Maria, José e o menino, em fuga para o Egito, passam por um campo em que um homem está semeando, e um milagre se realiza. Germina o grão semeado, e cresce no espaço de mais ou menos uma hora, e se mostra em condições de ser ceifado. Quando o homem se põe a cortar o trigo, aparecem os soldados que vinham em perseguição à família fugitiva e indagam: “Quanto tempo faz que passaram por aqui?” Responde o lavrador que na ocasião ele estava semeando aquele cereal e, diante disso, os soldados retrocedem. Não é, porém, propriamente a estória que nos interessa mas a maneira como se dispõem as figuras na miniatura. Em primeiro lugar, há uma notória diferença no tamanho das figuras de Maria e José, do menino, do criado e do jumento, que ocupam a parte superior da tela e a dominam pelas dimensões avultadas, e as minúsculas representações do soldado e do homem que empunha a foice na porção inferior do quadro. Em segundo lugar, a mensagem se evidencia não só mercê do porte das figuras superiores mas ainda pelo fato de que o fundo dessa porção é coberto de linhas douradas. Há, pois, total expressão pictórica da graça e da natureza.&lt;br /&gt;Este é o antigo conceito, a graça avultadamente importante, a natureza merecendo pouco destaque.&lt;br /&gt;No Norte Europeu, Van Eyck (1380-1441) foi quem abriu a porta à natureza numa nova maneira. Começou a pintar a natureza real, tal qual se mostra. Em 1410, data muito importante na história da arte, pintou uma miniatura de reduzidas proporções. Mede apenas doze por oito centímetros. É, contudo, um quadro de tremendo significado porque representa a primeira paisagem real. Deu origem a todos os fundos de quadro que surgiram posteriormente no decurso da Renascença. O tema é o batismo de Jesus, mas a cena abrange apenas diminuta área no quadro como um todo. O fundo apresenta um rio, um castelo muito real, casas, colinas e outros elementos – paisagem natural: a natureza se tornou importante. Depois desta, paisagens do gênero se difundiram rapidamente do norte ao sul da Europa.&lt;br /&gt;Surge logo o estágio seguinte. Em 1435, Van Eyck pintou a Madona do Chanceler Rolin – hoje no Museu do Louvre em Paris. A característica significante é que o Chanceler Rolin, ao defrontar-se com Maria, tem as mesmas dimensões que ela. Maria não mais se retrata remota, o Chanceler não mais uma figura minúscula, como teria sido o caso em relação aos patrocinadores do período anterior. Embora tenha as mãos em postura de prece, aparece em pé de igualdade com Maria. De agora em diante a pressão se faz sentir: como resolver este equilíbrio entre a graça e a natureza?&lt;br /&gt;Neste ponto cabe uma menção a Masaccio (1401-1428), outro vulto importante. Ele dá o próximo grande passo na Itália após Giotto, que faleceu em 1337, por introduzir perspectiva e espaço reais. Pela primeira vez, a luz é projetada da direção própria. Por exemplo, na maravilhosa Capela Carmina em Florença, há uma janela que ele levou em consideração ao pintar os quadros nas paredes, de sorte que as sombras nas pinturas caem na posição que a luz advinda dessa janela determinada. Estava Masaccio fitando a natureza real, verdadeira. Pintava de tal modo que seus quadros pareciam refletir a exata perspectiva da realidade em três dimensões; dão a sensação de atmosfera; e ele introduziu a composição real. Viveu apenas até os vinte e sete anos; entretanto, abriu quase de completo a porta à natureza. Com a obra de Masaccio, assim como a maior pare dos trabalhos de Van Eyck, a ênfase à natureza foi AL que poderia ter levado à pintura um verdadeiro ponto de vista bíblico.&lt;br /&gt;Com Filippo Lippi (1406-1469), salta à vista que a natureza começa a “devorar” a graça de modo mais sério do que se viu na Madona do Chanceler Rolin, de Van Eyck. Bem poucos anos antes, artista nenhum ousaria pensar em pintar Maria em moldes naturais – pintar-lhe-ia apenas um símbolo. Quando, porém, Filippo Lippi executou o quadro da Madona em 1465 a mudança que se patenteava era surpreendente. Retratava uma jovem extremamente formosa com uma criança nos braços em uma paisagem que sem dúvida fora grandemente influenciada pela obra de Van Eyck. Esta Madona já não mais era um símbolo remoto, distante, de cunho transcendente, era uma linda jovem com uma criança. Mas há algo ainda que devemos saber acerca deste quadro. A jovem que representava Maria era nada menos que sua amante, fato conhecido de toda Florença. Ninguém teria ousado fazer isso alguns anos antes. A natureza estava matando a graça.&lt;br /&gt;Na França, Fouquet (cerca de 1416-1480) pintou, por volta de 1450, a amante do rei, Agnes Sorel, como Maria. Todos quantos conheciam a Corte de perto, vendo o quadro, sabiam tratar-se da então amante do rei. Ademais, Fouquet pintou-a com um dos seios a mostra. Enquanto nos tempos precedentes a representação seria de Maria amamentando o menino Jesus, agora era a amante do rei, com um seio à vista – e a graça estava morta!&lt;br /&gt;O ponto a acentuar-se é que a natureza, uma vez tratada como coisa autônoma, reveste-se de caráter destrutivo. Tão logo se estabelece esse reino autônomo verifica-se que o elemento inferior começa a corroer o superior. Daqui por diante referir-me-ei a estes dois elementos como o “andar inferior” e o “andar superior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Leonardo DaVinci e Rafael&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Leonardo da Vinci é a figura que em seguida se impõe à consideração. Ele introduz um novo fator no fluxo da história e mais do que qualquer vulto que o precedeu é a individualidade que mais se aproxima do homem moderno. Viveu de 1452 a 1519, faixa que se reveste de não reduzida importância porquanto coincide com os primórdios da Reforma Protestante. Integra também, e com acentuada relevância, a assinalada mudança que se manifestou no pensamento filosófico. Cósimo, o velho de Florença, que faleceu em 1464, foi o primeiro a perceber a importância da filosofia de Platão. Tomás de Aquino havia introduzido o pensamento aristotélico. Cósimo começou a bater-se pelo Neo-Platonismo. Ficino (1433-1499), o grande neo-platonista, foi mestre de Lourenço, o Magnífico (1449-1492). Nos dias de Leonardo da Vinci era o Neo-Platonismo força dominante em Florença. Assumiu essa relevância simplesmente porque se fazia mister encontrar algo a colocar-se no “andar superior”. O Neo-platonismo era guindado a essa privilegiada posição com vistas a restaurar idéias e ideais – isto é, coisas universais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;GRAÇA – UNIVERSAIS&lt;br /&gt;NATUREZA - PARTICULARES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Um quadro que ilustra este ponto é A Escola de Atenas, de Rafael (1483-1520). Na sala do Vaticano em que se encontra esta obra famosa, Rafael pintou em uma das paredes um mural que representa a Igreja Católica Romana que contrabalança, na parede oposta, A Escola de Atenas, que tipifica o pensamento pagão clássico. Em A Escola de Atenas Rafael retrata a diferença entre o elemento aristotélico e o platônico. Os dois filósofos ocupam o centro do quadro, Aristóteles com as mãos voltadas para o chão, Platão a apontar para o alto.&lt;br /&gt;Este problema pode-se expressar de outra forma. Onde encontrar a unidade depois de conceder plena liberdade à diversidade? Se são libertadas, de que modo conservá-las num todo uno? Leonardo se debateu com esse problema. Ele era um pintor neo-platônico, e, muitos o tem dito – julgo que com muita propriedade – o primeiro matemático moderno. Percebeu ele que, se partirmos da racionalidade autônoma, chegaremos á matemática (matéria que se pode medir); e a matemática trata somente de particulares, nunca de universais. Portanto, não iremos nunca além da mecânica. A uma pessoa que se apercebia de quão necessária era a unidade, era patente a insuficiência deste esquema. Procurou, pois pintar a alma. Não a alma cristã; a alma era-lhe a universalidade, a alma, por exemplo, do amor ou da árvore.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ALMA – UNIDADE&lt;br /&gt;MATEMÁTICA – PARTICULARIDADES – MECÂNICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma das razões por que jamais pintou de modo intenso foi simplesmente porque procurou desenhar, sempre desenhar, com vistas a ser capaz de retratar o universal . Não é necessário dizer que jamais o conseguiu.&lt;br /&gt;Giovanni Gentile, um dos maiores expoentes do pensamento filosófico italiano, falecido em tempos relativamente recentes, disse que Leonardo morreu em desalento porquanto não queria abrir mão da esperança de uma unidade racional entre os particulares e o universal. Para haver escapado a esse desalento, necessário teria sido que Leonardo fosse criatura diferente. Ter-lhe-ia sido imperativo desvencilhar-se desse anelo por uma unidade acima e abaixo da linha. Leonardo, que não era pensador da linhagem moderna, jamais abandonou a esperança de um campo de conhecimento unificado. Em outras palavras, não abriria mão da esperança do homem erudito que, no passado, se caracterizou por esta insistência em um todo unificado de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;F. Schaeffer&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-8442139904624694267?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/8442139904624694267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=8442139904624694267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/8442139904624694267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/8442139904624694267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/05/natureza-e-graca-f-schaeffer.html' title='NATUREZA E GRAÇA - F. Schaeffer'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-3923167041305614450</id><published>2009-04-18T00:38:00.004-03:00</published><updated>2009-04-18T00:45:35.804-03:00</updated><title type='text'>AS ESCRITURAS E O PECADO - Arthur Walkington</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Há seriíssimas razões para crermos que grande parte da leitura e do estudo bíblicos, nestes últimos poucos anos, não tem sido de grande proveito para aqueles que disso se tem ocupado. E vamos mais longe; pois tememos grandemente que, em muitos casos, isso tem sido antes uma maldição do que uma bênção. Estamos perfeitamente cônscios de que esta é uma linguagem dura, mas não mais forte do que o caso exige. Os dons divinos podem ser sujeitados a uso errôneo, e as misericórdias divinas podem ser alvo de abusos. Que assim tem sido, naquilo que aqui salientamos, é evidente através dos frutos produzidos.&lt;br /&gt;Até mesmo o homem natural pode (e com freqüência o faz) atirar-se ao estudo das Escrituras com o mesmo entusiasmo e prazer que faria se estudasse as ciências. Quando assim faz, aumenta o seu cabedal de conhecimentos, mas também aumenta o seu orgulho. Tal como o químico atarefado em fazer experiências interessantes, o pesquisador intelectual da Palavra é invadido de satisfação ao fazer ali alguma descoberta; mas a alegria deste último não é mais espiritual do que a alegria daquele primeiro.&lt;br /&gt;Outrossim, tal como os sucessos de um químico geralmente acentuam o seu senso de importância própria, levando-o a olhar com desdém para outros, que sejam mais ignorantes que ele mesmo, assim também, desafortunadamente, dá-se no caso daqueles que investigam a numerologia, a tipologia, a profecia bíblica e outros temas dessa natureza.&lt;br /&gt;O estudo da Palavra de Deus pode ser levado a efeito com base em vários motivos. Alguns lêem-na a fim de satisfazerem seu orgulho literário. Em certos círculos tornou-se algo respeitável e popular a obtenção de um conhecimento geral do conteúdo da Bíblia, simplesmente por ser considerado como defeito de educação a ignorância dela. Outros lêem a Bíblia para satisfazer seu senso de curiosidade, como o fariam com qualquer outro livro famoso. Ainda outros lêem-na para satisfazer seu orgulho sectarista. Esses consideram um dever estar bem familiarizados com as crenças particulares de sua própria denominação, pelo que também buscam ansiosamente textos de prova que dão apoio ao que eles chamam de ''nossas doutrinas''. Ainda há aqueles que&lt;/span&gt; lêem a Bíblia com a finalidade de argumentar com êxito com aqueles que discordam de suas opiniões. Em toda essa atividade, entretanto, não há qualquer pensamento acerca de Deus, não há qualquer anelo pela edificação espiritual, e, portanto, não há qualquer beneficio real para a alma.&lt;br /&gt;Assim sendo, de que maneira nos podemos beneficiar da Bíblia? A passagem de II Timóteo 3:16,17 não nos fornece clara resposta para essa pergunta? Lemos ali: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." Observemos o que aqui é omitido: as Sagradas Escrituras não nos foram dadas a fim de satisfazer nossa curiosidade intelectual e nem nossas especulações carnais, e sim para habilitar-nos para toda boa obra, e isso mediante o ensino, a reprovação e a correção. Envidaremos esforços por ampliar isso com a ajuda de outros trechos bíblicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o convence de pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é o seu primeiro préstimo: revelar a nossa depravação, desmascarar a nossa vileza, tornar conhecida a nossa iniquidade. A vida moral de um homem pode ser irrepreensível, seu trato com os seus semelhantes pode ser sem faltas; mas quando o Espírito Santo aplica a Palavra ao seu coração e à sua consciência, abrindo os seus olhos fechados pelo pecado para que perceba a sua relação e a sua atitude para com Deus, então ele exclama: "Ai de mim! Estou perdido!" (Isaías 6:5). É desse modo que toda a alma verdadeiramente salva é levada a perceber a necessidade que tem de Cristo. "Os sãos não precisam de médicos, e, sim, os doentes" (Lucas 5:31). Contudo, somente quando o Espírito aplica a Palavra, com poder divino, é que qualquer indivíduo é levado a sentir-se enfermo, enfermo até à morte.&lt;br /&gt;Essa convicção, que impressiona o coração com o fato de que o pecado produziu tremenda devastação na constituição humana, não se restringe à experiência inicial, que precede de imediato à conversão. De cada vez que Deus bendiz a sua Palavra em meu coração, sou levado a sentir quão longe ando do padrão que Ele me apresenta, a saber: "...tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento" (I Pedro 1:15). Aqui, por conseguinte, temos o primeiro teste a ser aplicado: quando leio acerca dos tristes fracassos de diferentes personagens das Escrituras, isso me faz perceber quão infelizmente parecido com eles eu sou? E quando leio sabre a vida bem-aventurada e perfeita como a de Cristo, isso me faz reconhecer quão terrivelmente diferente sou eu dEle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o faz entristecer-se por causa do pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com respeito ao ouvinte do solo rochoso foi dito que "...esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo antes de pouca duração..." (Mateus 13:20, 21). Porém, acerca daqueles que foram convencidos de pecado, sob a pregação de Pedro, está registrado que eles se sentiram compungidos em seus corações (ver Atos 2:37). O mesmo contraste se verifica hoje. Muitos ouvem um sermão floreado ou um discurso sobre a ''verdade dispensacional'', que exibe a capacidade de oratória ou mostra a habilidade intelectual do orador, mas que, usualmente, não contém qualquer aplicação à consciência. Aquela exposição é recebida com aprovação, mas ninguém é humilhado diante de Deus e nem é levado a andar mais perto dEle, por ela.&lt;br /&gt;Porém, deixe-se que um servo fiel do Senhor (o qual pela graça divina não busca adquirir reputação por ''brilhantismo'') faça os ensinamentos bíblicos exercerem pressão sabre o caráter e a conduta, desvendando os tristes fracassos até mesmo dos melhores entre o povo de Deus, e embora a multidão despreze o mensageiro, as pessoas realmente regeneradas sentir-se-ão gratas pela mensagem que as leva a se lamentarem diante de Deus e a clamarem: "Desventurado homem que sou!" (Romanos 7:24). Assim acontece quando lemos pessoalmente a Palavra. E assim sucede quando o Espírito Santo a aplica de tal maneira que sou levado a ver e a sentir minha corrupção íntima, para que eu seja verdadeiramente abençoado.&lt;br /&gt;Que palavra encontramos no trecho de Jeremias 31:19: "Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade!"&lt;br /&gt;Meu prezado amigo, você conhece algo parecido com essa experiência? Os seus estudos da Palavra de Deus produzem um coração quebrantado e o levam a humilhar-se perante Deus? Fica você convicto de seus pecados, de tal modo que é levado a arrepender-se diariamente perante ele? O cordeiro pascal tinha de ser comido com ''ervas amargas'' (Êxodo 12:8). Por semelhante modo, quando realmente nos alimentamos da Palavra, o Espírito Santo a torna "amarga" para nós, antes de tornar-se doce ao nosso paladar. Notemos a ordem das coisas, no trecho de Apocalipse 10.9: "Fui pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele então me fala: Toma-o, e devora-o; certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca, doce coma mel". Essa será sempre a ordem da experiência: primeiramente deve vir a lamentação, e somente depois vem o consolo (Mateus 5:4); primeiro a humilhação, e depois a exaltação (I Pedro 5 :6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o conduz à confissão de pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras são proveitosas para a "repreensão" (II Timóteo 3:16); e a alma honesta está pronta a reconhecer as suas próprias faltas. Mas acerca do indivíduo carnal é declarado: "Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3:20). "Deus tenha misericórdia de mim, um pecador", é o clamor dos corações renovados; e cada vez que somos revivificados pela Palavra (Salmo 119), recebemos nova revelação e renovada convicção de nossas transgressões aos olhos de Deus. "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Não pode haver prosperidade nem frutificação espirituais (Salmos 1:3), enquanto ocultarmos em nosso seio as nossas culpas secretas; somente quando são livremente reconhecidas perante Deus, e isso com detalhes, é que desfrutaremos de Sua misericórdia.&lt;br /&gt;Não há paz real para a consciência e nem descanso para o coração, enquanto sepultarmos a carga do pecado não confessado. O alívio só nos é outorgado se confessarmos o pecado a Deus. Notemos bem a experiência de Davi: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim; e o meu vigor se tornou em sequidão de estio." (Salmos 32:3,4).&lt;br /&gt;Essa linguagem figurada mas vigorosa lhe parece ininteligível? ou a sua própria história espiritual a explica? Há muitos versículos nas Escrituras que nenhum comentário pode interpretar satisfatoriamente, mas que a experiência pessoal pode fazê-lo. Verdadeiramente bem-aventuradas são as palavras seguintes: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado." (Salmos 32:5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O indivíduo se beneficia da Palavra, espiritualmente falando, quando ele odeia o pecado com maior profundidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Vós, que amais o SENHOR, detestai o mal: ele guarda as almas dos seus santos, livra-os da mão dos ímpios" (Salmos 97:10). "Não podemos amar a Deus sem odiar aquilo que Ele odeia. Não somente devemos evitar o mal, recusando-nos a continuar nele, mas também devemos declarar guerra contra ele, voltando-nos contra ele com indignação no íntimo" (C.H. Spurgeon).&lt;br /&gt;Um dos testes mais seguros que se pode aplicar à professada conversão é a atitude do coração para com o pecado. Sempre que o princípio de santidade houver sido implantado, necessariamente haverá repulsa por tudo quanto é profano. E se nosso repúdio ao mal for genuíno, então seremos gratos quando a Palavra reprovar até mesmo o mal de que nem suspeitávamos.&lt;br /&gt;Essa foi também a experiência de Davi: "Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; par isso detesto todo caminho de falsidade" (Salmos 119:104). Observemos atentamente que não devemos meramente "abster-nos do pecado", pois "detesto"; e não somente a "alguns" ou "muitos" pecados, mas antes, a "todo caminho de falsidade", e não apenas a "todo mal" mas a "todo caminho de falsidade". E continua o salmista: "Por isso tenho por em tudo retos os teus preceitos todos, e aborreço todo caminho de falsidade" (Salmos 119:128).&lt;br /&gt;No entanto, dá-se exatamente o contrário no caso do ímpio: "De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? " (Salmos 50:16,17).&lt;br /&gt;E em Provérbios 8:13, lemos: "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho, e a boca perversa, eu os aborreço". Ora, esse temor piedoso nos vem através da leitura da Palavra (ver a passagem de Deuteronômio 17:18,19). Com razão, pois, é que alguém declarou: "Enquanto não odiarmos ao pecado, não poderemos mortificá-lo, ninguém clamará contra o pecado, como os judeus clamaram contra o Cristo: ''Crucifica-O! Crucifica-O!'', enquanto realmente não abominar o pecado como Ele foi abominado" (Edward Reyner, 1635).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o leva a abandonar o pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor" (II Timóteo 2:19). Quanto mais lemos a Palavra com o objetivo definido de descobrir o que é agradável e o que é desagradável ao Senhor, mais a Sua vontade tornar-se-á conhecida por nós; e se os nossos corações forem corretos diante dEle, mais ainda os nossos caminhos se harmonizarão com a Sua vontade. Então é que andaremos "na verdade" (II João 4).&lt;br /&gt;No fim do sexto capítulo da segunda epístola aos Coríntios algumas promessas preciosas são dadas àqueles que se separarem dos incrédulos. Observemos, naquela passagem, a aplicação feita pelo Espírito Santo. Não diz o Senhor "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, consolemo-nos e nos entreguemos à complacência...", e, sim: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito..." (II Coríntios 7:1).&lt;br /&gt;"Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado" (João I5:3). Eis aqui uma outra importante regra, par meio da qual nos deveríamos testar com freqüência: a leitura e o estudo da Palavra de Deus está produzindo a purgação de minha conduta? Desde os dias antigos vinha sendo feita a indagação: "De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?" E a resposta do salmista inspirado declara: ''Observando-o segundo a Tua Palavra" (Salmo119:9).&lt;br /&gt;Sim, não basta ler a Palavra, crer nela ou memorizá-la; mas é preciso haver a aplicação pessoal da Palavra ao nosso "caminho". É quando "damos ouvidos" a exortações como aquelas que estipulam: "Fugi da impureza!" (I Coríntios 6:18), "Fugi da idolatria" (I Coríntios 10:14), "... foge destas cousas..." – da cobiça apaixonada pelo dinheiro (1 Tim. 6:11) e "Foge, outrossim, das paixões da mocidade" (II Tim. 2:22), é que o crente é levado a separar-se do mal, na prática; pois então o pecado não somente tem sido confessado, mas também tem sido "deixado" (ver Provérbios 28:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o fortalece contra o pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As Sagradas Escrituras nos foram dadas não somente com o propósito de revelar-nos a nossa pecaminosidade inata, ou a fim de mostrar as muitas e muitas maneiras mediante as quais carecemos "da glória de Deus" (Romanos 3:23), mas igualmente para ensinar-nos como podemos obter livramento do pecado, como podemos ser livres de desagradar a Deus. "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" (Salmos 119:11). E de cada um de nós é requerido o seguinte: "Aceita, pego-te, a instrução que profere, e põe as suas palavras no teu coração" (Jó 22:22).&lt;br /&gt;O de que precisamos é, particularmente, dos mandamentos, das advertências, das exortações da Bíblia, para que sejam como que nosso tesouro particular; devemos memorizá-los, meditar sobre os mesmos, orar a seu respeito e pô-los em prática. Eis a única maneira eficaz de se evitar que um terreno qualquer seja invadido por ervas daninhas: é semear ali a boa semente: "...vence o mal com o bem" (Romanos 12:21). Por conseguinte, quanto mais "ricamente" estiver habitando em nós a Palavra de Cristo (ver Colossenses 3:16), menos espaço haverá para o exercício do pecado, em nossos corações e em nossas vidas.&lt;br /&gt;Não é suficiente apenas assentirmos à veracidade das Escrituras, mas é necessário que elas sejam recebidas em nossos afetos. É uma verdade soleníssima aquela em que o Espírito Santo especifica a base da apostasia, "...porque ao amor da verdade eles não receberam" (II Tessalonicenses 2:10, grego).&lt;br /&gt;"Se essa semente ficar apenas na língua ou na mente, para que seja apenas uma questão de palavras ou de especulação, não demorará muito para que desapareça. A semente que jaz à superfície será apanhada pelas aves do céu. Portanto, que cada qual a esconda no profundo do ser; que vá dos ouvidos para a mente, da mente para o coração; e que ela penetre cada vez mais profundamente. Somente ao exercer ela um domínio soberano sobre o coração, é que a receberemos na força de seu amor – quando ela é mais cara para nós que nossas concupiscências mais queridas, então nos apegamos a ela". (Thomas Manton).&lt;br /&gt;Não há qualquer outra coisa que nos preserve das infecções deste mundo, que nos livre das tentações de Satanás, que se mostre preservativo tão eficaz contra o pecado, como a Palavra de Deus recebida em nossos afetos: "No coração tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão" (Salmos 37:31). Enquanto a verdade mostrar-se ativa em nosso íntimo, despertando-nos a consciência e sendo realmente amada par nós, seremos preservados da queda. Quando José foi tentado pela esposa de Potifar, respondeu ele: "... como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?" (Gênesis 39:9). A Palavra de Deus se achava em seu coração, pelo que também prevaleceu sobre os seus desejos. Essa é a inefável santidade, o grandioso poder de Deus, o qual é poderoso tanto para salvar como para destruir.&lt;br /&gt;Nenhum de nós sabemos em que ocasião será sujeito às tentações; portanto, é mister estarmos preparados contra elas. "Quem há entre vós que ouça isto? que atenda e ouça o que há de ser depois?" (Isaías 42:23). Sim, compete-nos antecipar o futuro e nos fortalecermos intimamente para ele, entesourando a Palavra em nossos corações, para as emergências futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o leva a praticar o contrário do pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"... o pecado é a transgressão da lei" (I João 3 :4). Deus diz: "Farás...'', mas o pecado retruca: "Não quero". Deus diz: "Não farás...", e o pecado diz: "Farei". Assim, pois, o pecado é a rebeldia contra Deus, é a determinação do indivíduo seguir o seu próprio caminho (ver Isa. 53:6).&lt;br /&gt;Isso capacita-nos a entender que o pecado é uma espécie de anarquia no campo espiritual, o que pode ser comparado com o ato de sacudir uma bandeira vermelha no rosto de Deus. Ora, a atitude oposta ao pecado contra Deus é a submissão a Ele, da mesma maneira que o contrário da iniqüidade é a sujeição à lei. Portanto, praticar o contrário do pecado é andar na vereda da obediência.&lt;br /&gt;Esta é uma das outras grandes razões pelas quais as Escrituras nos foram dadas: tornar conhecida a senda pela qual devemos andar, o que agrada a Deus. As Escrituras são proveitosas não somente para repreensão e correção, mas também para a "instrução na justiça".&lt;br /&gt;Neste ponto, pois, encontramos outra importante regra mediante a qual devemos testar freqüentemente a nós mesmos: Os meus pensamentos estão sendo formados, o meu coração está sendo controlado e a minha conduta e as minhas obras estão sendo regulamentadas pela Palavra de Deus? Eis o que o Senhor exige: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tiago 1:22). E aqui temos a declaração de como devem ser expressos a nossa gratidão e os nossos afetos por Cristo: "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos" (João 14:15). Para tanto, é necessário a ajuda divina. Davi orava: "Guia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela me comprazo" (Salmos I19:35).&lt;br /&gt;"Precisamos não somente de luz para reconhecermos o nosso caminho, mas também de um coração bem disposto para andar por esse caminho. A orientação é necessária por causa da cegueira das nossas mentes; e os impulsos eficazes da graça são necessários par causa da fraqueza dos nossos corações. Não cumpriremos o nosso dever mediante a mera noção das verdades, a menos que as abracemos e as sigamos". (Manton). Notemos que o salmista falava sabre a "... vereda dos Teus mandamentos..." Não aludia ele a algum caminho pessoal, auto-escolhido, e, sim, a um caminho bem demarcado; não se trata de uma estrada "pública", mas de uma vereda ''particular''.&lt;br /&gt;Que tanto o escritor como o leitor se aquilatem, honesta e diligentemente, como na presença de Deus, pelas sete coisas acima enumeradas. O estudo da Bíblia, prezado amigo, o tem tornado uma pessoa mais humilde, ou mais orgulhosa – orgulhosa com o conhecimento que assim adquiriu? Esse estudo o elevou na estima de seus semelhantes, ou o rebaixou a um lugar inferior, na presença de Deus? Tem isso produzido, em sua experiência, uma atitude de mais profunda repulsa e asco par si mesmo, ou tornou-o mais complacente? Isso tem feito com que aqueles que entram em contato consigo, aos quais talvez você ensine, digam: "Gostaria de ter o seu conhecimento sobre a Bíblia!"; ou isso os tem levado a orar: "Senhor, dá-me a fé, a graça e a santidade que tens conferido a meu amigo ou professor?'' "Medita estas cousas, e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto" (1 Timóteo 4:15). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Arthur Walkington&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-3923167041305614450?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/3923167041305614450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=3923167041305614450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/3923167041305614450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/3923167041305614450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/04/as-escrituras-e-o-pecado-artigo.html' title='AS ESCRITURAS E O PECADO - Arthur Walkington'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-7318393902950187197</id><published>2009-04-13T12:03:00.008-03:00</published><updated>2009-04-13T12:33:41.123-03:00</updated><title type='text'>DEUS NÃO MUDA - James Ian</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;DESU NÃO MUDA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;j&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Aprendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus — lâmpada para nossos pés e luz para o caminho. Aprendemos que nela encontraremos o conhecimento de Deus e sua vontade para nossa vida. Cremos nisso tudo, pois o que dizem é verdade. Tomamos então da Bíblia e começamos a sua leitura. Lemos constante e conscientemente, pois estamos ansiosos, queremos realmente conhecer a Deus.&lt;br /&gt;Mas, à medida que lemos, ficamos mais e mais confusos. Embora fascinados, não nos alimentamos. Nossa leitura não nos ajuda, ficamos espantados e, para dizer a verdade, às vezes deprimidos. Descobrimo-nos questionando se vale a pena prosseguir com a leitura da Bíblia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DOIS MUNDOS DISTINTOS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Qual é o problema? Bem, basicamente é este: A leitura da Bíblia nos introduz em um mundo bastante novo para nós — o do Oriente Próximo como ele era há milhares anos, primitivo e bárbaro, agrícola e sem mecanização. Nesse mundo se desenrola a ação da história bíblica. Nele encontramos Abraão, Moisés, Davi e os demais personagens e observamos como Deus lida com eles. Ouvimos os profetas denunciar a idolatria e ameaçar com a condenação do pecado. Vemos o Homem da Galiléia operar milagres, discutir com os judeus, morrer pelos pecadores, ressuscitar da morte e subir ao céu. Lemos as cartas dos mestres cristãos dirigidas contra erros estranhos que, tanto quanto sabemos, não existem hoje.&lt;br /&gt;O interesse sentido é intenso, mas tudo nos parece muito distante. Tudo pertence àquele mundo, não a este; e sentimos como se olhássemos de fora para dentro do mundo bíblico. Somos simples espectadores, nada mais. Pensamos: "Sim, Deus fez tudo isso naquela época, e foi maravilhoso para o povo envolvido na história, mas como isso pode nos afetar hoje? Não vivemos no mesmo mundo. Como pode o registro das palavras e ações de Deus nos tempos bíblicos, a narrativa de seu trato com Abraão, Moisés, Davi e os outros, nos ajudar, a nós que vivemos no século XXI?".&lt;br /&gt;Não podemos ver nenhum ponto de ligação entre esses dois mundos, e por isso somos tomados pelo pensamento recorrente de que o que lemos na Bíblia não se aplica a nós. E, como acontece muitas vezes, quando os fatos são emocionantes e gloriosos, a sensação de estar excluídos deles nos deprime consideravelmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muitos leitores da Bíblia vivenciam tal sentimento, mas nem todos sabem como enfrentá-lo. Alguns cristãos parecem se conformar em seguir adiante, crendo realmente no registro bíblico, mas não procuram nem esperam para si tal intimidade e relação direta com Deus, como os homens da Bíblia tiveram. Tal atitude, muito comum hoje, é na verdade a confissão da incapacidade de ver uma solução para o problema.&lt;br /&gt;Entretanto, como esse sentimento de distância da experiência bíblica de Deus pode ser superada? Muitas coisas poderiam ser ditas, mas o ponto crucial é que esse sentimento de distância é uma ilusão oriunda da busca, em lugar errado, da ligação entre nossa situação e a de vários personagens da Bíblia. É verdade que, em termos de espaço, tempo e cultura, tanto eles como a época histórica à qual pertencem estão bem distantes de nós. Mas a ligação entre eles e nós não se encontra nesse nível.&lt;br /&gt;A ligação é o próprio Deus. Pois o Deus que eles tiveram é o mesmo Deus de hoje. Para deixar essa idéia mais precisa, podemos dizer que se trata exatamente do mesmo Deus, pois Deus não muda de modo algum. Assim, o que devemos salientar a fim de perder o sentimento de que há um abismo intransponível entre a posição dos personagens bíblicos e as pessoas de nosso tempo é a verdade da imutabilidade de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NÃO SÃO DOIS DEUSES DISTINTOS&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus não muda. Vamos ampliar este pensamento.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A vida de Deus não muda.&lt;/strong&gt; Ele é "desde a antigüidade" (Sl 93:2) "o rei eterno" 0r 10:10), "incorruptível" (Rm 1:23; RA), "O único que é imortal" (1Tm 6:16). "Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus" (Si 90:2). A terra e o céu, diz o salmista, "perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocarás e serão jogados fora. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim" (Sl 102:26,27); "eu sou o primeiro", diz Deus, "e sou o último" (Is 48:12).&lt;br /&gt;As coisas criadas têm começo e fim, mas isso não se aplica ao Criador. A resposta que se deve dar à pergunta feita por uma criança: "Quem fez Deus?" é simplesmente que Deus não teve de ser feito, pois sempre existiu. Ele existe para sempre e é sempre o mesmo. Deus não envelhece, sua vida não aumenta nem diminui. Ele não ganha novas forças nem perde a que possui. Não amadurece nem se desenvolve. Ele não se torna mais forte nem mais fraco, nem mais sábio à medida que o tempo passa. "Ele não pode mudar para melhor", escreveu Arthur W. Pink1, "pois já é perfeito; e sendo perfeito não pode mudar para pior"2. A diferença primordial e fundamental entre o Criador e suas criaturas é que elas são&lt;br /&gt;mutáveis e sua natureza admite mudança, ao passo que Deus é imutável e nunca pode deixar de ser o que é. Isso é expresso no hino: Crescemos e nos desenvolvemos como folhas na árvore, Murchamos e perecemos — mas nada muda a ti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tal é o poder da própria "vida indissolúvel" (Hb 7:16) de Deus.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O caráter de Deus não muda.&lt;/strong&gt; Tensão, choque ou lobotomia podem alterar o caráter de uma pessoa, mas nada altera o caráter de Deus. No curso da vida humana, os gostos, a perspectiva e o temperamento podem mudar radicalmente. Alguém gentil, equilibrado, pode se tornar amargo e irritadiço. Uma pessoa de bom gênio pode se tornar cínica e insensível. Mas com o Criador nada disso acontece. Ele nunca se torna menos verdadeiro, misericordioso, justo ou melhor do que sempre foi. O caráter de Deus é hoje, e sempre será, exatamente como era nos tempos bíblicos.&lt;br /&gt;É instrutivo neste ponto trazer à lembrança as duas vezes em que Deus revelou seu "nome" no livro de Êxodo. O "nome" de Deus revelado é, por certo, mais que apenas uma etiqueta, trata-se da revelação do que ele é relativamente ao ser humano.&lt;br /&gt;Em Êxodo 3 lemos como Deus anunciou seu nome a Moisés: "Eu sou o que Sou" (v. 14), expressão da qual Yahweh (Jeová, o SENHOR) é na verdade uma forma resumida (v. 15). Esse "nome" não descreve a Deus, declara apenas sua existência e eterna imutabilidade; uma lembrança à humanidade de que ele tem vida em si mesmo e de que o que ele é agora será eternamente. Em Êxodo 34, entretanto, lemos como Deus "proclamou o seu nome: o SENHOR" a Moisés relacionando as várias facetas de seu caráter santo, "SENHOR, SENHOR Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações" (v. 6 e 7).&lt;br /&gt;Esta proclamação complementa a de Êxodo 3 — ao dizer-nos o que Yahweh é de fato — e esta complementa aquela ao expressar que Deus é para sempre o que naquele momento, há três mil anos, afirmou ser a Moisés. O caráter moral de Deus é imutável. Assim Tiago, numa passagem que trata da bondade e santidade de Deus, sua generosidade para com os homens e hostilidade para com o pecado, menciona a Deus como aquele "em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tg 1:17; RA). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A verdade de Deus não muda&lt;/strong&gt;. As pessoas às vezes falam coisas que não querem dizer de fato apenas porque não conhecem a própria mente. Do mesmo modo, porque sua visão muda, não raro descobrem a incapacidade de sustentar o que disseram no passado. Todos nós às vezes temos de anular nossas palavras porque deixaram de expressar o que realmente pensamos; temos de engolir as palavras porque a realidade dos fatos as nega.&lt;br /&gt;O discurso do ser humano é instável, mas isso não acontece com as palavras de Deus. Elas permanecem para sempre como expressões permanentemente válidas de sua mente e de seu pensamento. Nenhuma situação o induz a anular suas palavras; nenhuma mudança de opinião lhe requer correção de idéias. Isaías escreve: "Toda a carne é erva [...] seca-se a erva [...] mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Is 40:6; RA). DO mesmo modo o salmista diz: "A tua palavra, SENHOR, para sempre está firmada nos céus" (Si 119:89) e "[...] todos os teus mandamentos são verdadeiros [...] tu os estabeleceste para sempre" (v. 151,152). A palavra traduzida por "verdadeiros" no último versículo apresenta a idéia de estabilidade.&lt;br /&gt;Ao ler a Bíblia, precisamos lembrar, portanto, que Deus ainda cumpre todas as promessas, ordens, declarações de propósitos e palavras de admoestação endereçadas aos cristãos do Novo Testamento. Elas não são relíquias de eras passadas, mas a revelação eternamente válida da mente divina para seu povo, em todas as gerações, enquanto este mundo existir. Assim como o Senhor mesmo disse "A Escritura não pode falhar" (Jo 10:35; RA), nada pode anular a verdade eterna de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Os caminhos de Deus não mudam&lt;/strong&gt;. Deus lida com os pecadores como fazia na história bíblica. Ele ainda mostra sua liberdade e poder de distingui-los, agindo de modo que alguns ouçam o Evangelho enquanto outros não. Leva alguns a ouvi-lo e a se arrependerem, deixando outros na incredulidade. Ao agir assim, ensina aos santos que ele não deve misericórdia a ninguém e que é apenas por sua graça, e não por esforço deles, que os santos encontraram a vida.&lt;br /&gt;Deus abençoa aqueles a quem dirige seu amor de modo que se tornam humildes, para que toda a glória possa ser apenas sua. Ele odeia os pecados de seu povo, e usa todo o tipo de sofrimento e dor, quer internos quer externos, para desviar da transigência e da desobediência o coração das pessoas. Ele busca a convivência com seu povo e envia-lhe tanto alegrias como tristezas a fim de que deixem de amar a outras coisas para se ligarem inteiramente a ele.&lt;br /&gt;Deus ensina o cristão a valorizar os dons prometidos, fazendo-o esperar por eles e obrigando-o a orar com insistência para obtê-los, antes que ele os conceda. Assim, lemos nos registros da Bíblia sobre como Deus lidou com seu povo, e ainda atua. Seus objetivos e atos permanecem constantes. Nunca, em tempo algum, ele age em desacordo com seu caráter. Os caminhos do ser humano, sabemos, são pateticamente inconstantes, mas não são assim os de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Os propósitos de Deus não mudam&lt;/strong&gt;. "Aquele que é a glória de Israel não mente nem se arrepende", declarou Samuel, "pois não é homem para se arrepender" (1Sm 15:29). Balaão dissera o mesmo: "Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?" (Nm 23:19).&lt;br /&gt;Arrepender significa rever uma opinião e mudar o plano de ação. Deus nunca faz isso; ele não precisa, pois seus planos são baseados no conhecimento e controle completos de todas as coisas no passado, presente e futuro, de modo que não pode haver emergências nem desenvolvimentos inesperados que o tomem de surpresa: "Uma de duas coisas levam a pessoa mudar de idéia e a rever seus planos: falta de precaução ao antecipar todos os acontecimentos ou falta de precaução ao executá-los. Mas por ser Deus tanto onisciente como onipotente nunca precisa rever seus decretos" (Arthur W. Pink).4 "Mas os planos do SENHOR permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações" (Sl 33:11).&lt;br /&gt;O que Deus executa no tempo ele já planejara desde a eternidade, e tudo o que planejou na eternidade realiza no tempo. Tudo o que, em sua Palavra, ele se comprometeu a realizar será infalivelmente consumado. Lemos, portanto, sobre a "natureza imutável do seu propósito", que levará à alegria completa da herança prometida, e sobre o juramento imutável pelo qual confirmou seu desígnio a Abraão, o arquétipo do cristão, tanto para a segurança deste como para a nossa também (Hb 6:17). Isso acontece com todos os planos anunciados por Deus. Eles não mudam. Parte alguma de seu plano eterno jamais mudará.&lt;br /&gt;É verdade que existem alguns textos (Gn 6:6; ISm 15:11; 2Sm 24:16; Jn 3:10; Jl 2:13) que falam sobre o arrependimento de Deus. A referência em cada caso é sobre a anulação do tratamento prévio dispensado a certos homens, como conseqüência da reação deles a esse tratamento. Mas não há insinuação de que essa reação não tenha sido prevista, nem que Deus tenha sido tomado de surpresa, e que ela não estivesse estabelecida em seu plano eterno. Não há mudança alguma em seu propósito eterno quando ele começa a agir em relação a uma pessoa de maneira diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. O Filho de Deus não muda&lt;/strong&gt;. Jesus Cristo "é o mesmo ontem, hoje e para sempre" (Hb 13:8), e seu toque ainda possui o antigo poder. Ainda permanece a verdade de que "ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles" (Hb 7:25). Jesus nunca muda. Este fato é forte consolação para todo o povo de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DEVEMOS SER COMO ELES&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Onde está então o sentimento de distância e de diferença entre os cristãos dos tempos bíblicos e nós? Foi eliminado. Baseado em quê? Na imutabilidade divina. Amizade com ele, confiança em suas palavras, vida pela fé, permanência nas promessas de Deus, são essencialmente as mesmas verdades para nós hoje como o foram para os cristãos do Antigo ou do Novo Testamento. Esse pensamento nos traz conforto à medida que enfrentamos as perplexidades de cada dia; no meio de tantas mudanças e incertezas da vida neste novo milênio, Deus e seu Cristo permanência os mesmos — poderosos para salvar.&lt;br /&gt;Mas esse pensamento também traz um desafio penetrante. Se nosso Deus é o mesmo Deus dos cristãos do Novo Testamento, como podemos justificar nossa satisfação com uma experiência de comunhão com ele em um plano de conduta cristã tão inferior ao deles? Se Deus é o mesmo, esta é uma questão que nenhum de nós pode sofismar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;James Ian&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-7318393902950187197?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/7318393902950187197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=7318393902950187197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7318393902950187197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/7318393902950187197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/04/deus-nao-muda-james-ian.html' title='DEUS NÃO MUDA - James Ian'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-1854250227914864414</id><published>2009-04-10T15:18:00.002-03:00</published><updated>2009-04-10T15:23:14.329-03:00</updated><title type='text'>QUEM ESTÁ NO CONTROLE??</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Quero fazer-lhe uma pergunta: Quem está no controle de tudo quanto se passa no mundo? Deus ou Satanás? Muita gente pensa que Deus é somente rei no céu, porém não pensa que Ele é o criador do mundo e também não acreditam que o controle todas as coisas que acontecem nele. Algumas pessoas acham que o mundo funciona como uma máquina, obedecendo as leis da natureza. Outros consideram que o homem pode controlar o que lhe acontece usando seu próprio livre arbítrio.&lt;br /&gt;Mas me deixe fazê-lhe novamente a pergunta: Quem está no controle de tudo quanto se passa no mundo? É Deus ou Satanás? Quando olhamos para o que se passa no mundo, facilmente poderíamos concluir que Satanás está no controle, isso devido a que existe tanta confusão e pecado. Vemos que as coisas vão de mal em pior; continuamente ouvimos falar em guerras e revoluções; sabemos que há uma grande inquietude e temor no mundo. A maioria das pessoas permanecem na ignorância a respeito da verdade de Jesus Cristo, e muitos pensam que cristianismo é um fracasso. Ainda alguns que se identificam como crentes, têm sugerido que, embora Deus queira salvar às pessoas, não pode fazê-lo, porque essas mesmas pessoas não O deixam! Todo pareceria indicar que Satanás tem mais controle do que Deus tem.&lt;br /&gt;Os crentes, mais do que ninguém, não deveriam pensar desta maneira.Os crentes não devem interpretar o que acontece só pelo que seus olhos vêm, senão que devem interpretar as coisas através da fé. ("Porque andamos por fé, e não por vista", 2 Co 5:7). Os crentes acreditam o que Deus tem falado na Bíblia, e a Bíblia sempre tem advertido que o que está acontecendo no mundo é o que devia suceder (porque assim foi determinado por Deus desde o princípio). A Bíblia diz que a gente inconversa sempre estará em rebelião contra a autoridade e a lei de Deus. Assim sendo, não deveria surpreender-nos quando a gente despreza a Deus mesmo, porque Ele é a autoridade suprema e o doador da lei. A Bíblia anuncia que é Deus e não Satanás quem está controlando o que ocorre no mundo. A Bíblia nos ensina que&lt;/span&gt; Deus criou todas as coisas, e que Ele exerce um controle completo e soberano sobre tudo o que fez. A vontade de Deus não pode ser mudada. Ele é o Rei soberano sobre todas as coisas e nunca pode ser surpreendido por nada do que acontece. Ele reina sobre tudo, fazendo com que todas as coisas operem juntas para o bem de todos aqueles que O amam e que têm sido chamados por Ele para ser Seu povo.&lt;br /&gt;Embora estas coisas sejam verdadeiras, somente podemos entendê-las e desfrutá-las se somos crentes em Deus. Temos que encher as nossas mentes com conceitos verdadeiros acerca de Deus, a Sua natureza e o Seu caráter. Só então poderemos aceitar com submissão e confiança todo quanto nos aconteça, sejam decepções, dificuldades ou tristezas, porque sabemos que todas as coisas, incluso estas, são controladas por um Deus tão sábio que não pode errar, e demasiadamente amoroso para ser cruel.&lt;br /&gt;A gente precisa ouvir estas verdades acerca de Deus; a predicação superficial e vaga não basta. Então, permita-me observar novamente: Deus ainda vive; Ele vê tudo o que acontece e está em completo controle.&lt;br /&gt;Quando pensamos acerca do que está acontecendo no mundo, não deveríamos começar a explicá-lo desde uma perspectiva meramente humana, porque se assim o fazemos, jamais compreenderemos esta vida. Existem muitas coisas na vida que achamos estranhas e difíceis de entender, porém através da Bíblia Deus nos dá entendimento. A Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina para nós. Então, se queremos entender o que acontece no mundo, devemos começar aprendendo o que a Bíblia diz acerca de Deus. Este é o lugar correto para começar.&lt;br /&gt;Se tentamos explicar as coisas partindo do estado atual do mundo e depois tentamos conectá-lo com Deus, concluiremos que Deus tem muito pouco a fazer com o mundo tal e como nós o conhecemos hoje.&lt;br /&gt;Porém se começamos com Deus e depois O relacionamos com o mundo, começaremos a compreender o motivo pelo qual  as coisas estão assim agora. Deus é santo e julga aqueles que pecam contra Ele. Deus cumpre a sua Palavra e castiga a maldade, assim como tem prometido fazer na Bíblia. Deus pode fazer tudo, e nada pode resisti-Lhe ou vencê-Lo. Deus conhece tudo e ninguém sabe mais do que Ele. Nada é impossível para Deus. Assim então, quando olhamos para o que está acontecendo no mundo, podemos concluir que Deus tem iniciado seu juízo contra a maldade e o pecado em nosso mundo moderno, tal e como o fez no passado.Existem duas maneiras de responder a minha pergunta acerca de quem está no controle. A pessoa que não acredita em Deus considera tudo desde o seu próprio ponto de vista humano, começa com o homem e é por isso que não pode entender como Deus pode estar no controle. Doutro lado, a Bíblia nos diz que os pensamentos de Deus não são os nossos, e que os caminhos de Deus não são como os nossos. A pessoa que não crê em Deus sempre pensará que é idiota dizer que Deus controla tudo. Porém, o crente sabe que Deus está no controle porque assim o tem falado Deus na Bíblia. O cristão começa com Deus. Embora haja muito pecado e sofrimento no mundo, o que causa tristeza no crente, ainda assim ele não diz "Se eu fosse Deus, não o permitiria". O cristão acredita que os caminhos de Deus são inescrutáveis e incompreensíveis. Deus tem ocultado muitas coisas de nós com o propósito de provar a nossa fé, para fortalecer a nossa confiança em Sua sabedoria e para ajudar-nos e aceitar a sua vontade. O cristão confia em Deus e tenta interpretar todas as coisas desde o ponto de vista de Deus. O crente confia em Deus e aceita o que acontece, porque sabe que provém dEle. E porque confia em Deus, seu coração pode ficar tranqüilo em meio da tempestade. Confiando em Deus, regozija-se porque sabe que no fim de tudo verá a glória de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;A. W. Pink&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-1854250227914864414?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/1854250227914864414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=1854250227914864414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/1854250227914864414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/1854250227914864414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2009/04/quem-esta-no-controle.html' title='QUEM ESTÁ NO CONTROLE??'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115864652291121586</id><published>2006-09-19T03:15:00.001-03:00</published><updated>2009-04-10T15:17:53.654-03:00</updated><title type='text'>O Pragmatismo e a "igreja" hoje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O que é Pragmatismo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Pragmatismo é a noção de que o significado ou o valor é determinado pelas conseqüências práticas. É muito similar ao utilitarismo, a crença de que a utilidade estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista, se uma determinada técnica ou um curso de ação resulta no efeito desejado, a utilização de tal recurso é válida. Se parece não produzir resultados, então não tem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pragmatismo como filosofia foi desenvolvido e popularizado no final do século passado pelo filósofo William James, junto com outros intelectuais famosos como John Dewey e George Santayna. Foi William James que deu o nome e molde à nova filosofia. Em 1907, ele publicou uma coleção de preleções intitulada Pragmatismo: Uma Nova Nomenclatura para Algumas Velhas Formas de Pensar. Assim, delineou uma nova abordagem para a verdade e a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pragmatismo tem suas raízes do darwinismo e no humanismo secular. É inerentemente relativista, rejeitando a noção dos absolutos - certo e errado, bem e mal, verdade e erro. Em última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico. As idéias que não parecem úteis ou relevantes são rejeitadas como sendo falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de errado com o pragmatismo? Afinal de contas, o bom senso requer uma dose de pragmatismo legítimo, não é mesmo? Se uma torneira que vazava constantemente volta a funcionar após Ter sido substituído o "reparo" gasto, é razoável supor que o problema estava no "reparo" gasto. Se o medicamento receitado por seu médico tem efeitos colaterais, ou se não produz o resultado esperado, você precisa solicitar-lhe um remédio que funcione. Realidades pragmáticas simples como essas são, por si mesmas, óbvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o pragmatismo, entretanto, é utilizado para formularmos juízo acerca do certo e do errado ou quando se torna a filosofia norteadora da vida, da teologia e do ministério, acaba, inevitavelmente, colidindo com as Escrituras. A verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que "funciona" ou no que "não funciona". Sabemos por intermédio das próprias Escrituras, por exemplo, que o evangelho freqüentemente não produz uma resposta positiva (1 Co 1:22,23 e 2:14). Por outro lado, as mentiras satânicas e o engano podem&lt;/span&gt; ser bastantes eficazes (Mt 24:23, 24; 2 Co 4:3,4). A reação da maioria não é um parâmetro seguro para determinar o que é válido (Mt 7:13,14), e a prosperidade não é uma medida para a veracidade (jó 12:6). O pragmatismo como uma filosofia norteadora do ministério é inerentemente defeituoso e como uma prova para a veracidade é satânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, um irresistível surto de pragmatismo está permeando o evangelicalismo. A metodologia tradicional - especialmente a pregação - está sendo descartada ou menosprezada em favor de novos métodos, tais como dramatização, dança, comédia, variedades, grandiosas atrações, concertos populares e outras formas de entretenimento. Esses novos métodos são, supostamente, mais "eficazes", ou seja, atraem grandes multidões. E, visto que, para muitos, a quantidade de pessoas nos cultos tornou-se o principal critério para se avaliar o sucesso de uma igreja, aquilo que mais atrair público é aceito como bom, sem uma análise crítica. Isso é pragmatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os sinais mais visíveis do pragmatismo sejam as mudanças convulsivas que, na década passada, revolucionaram o culto de adoração das igrejas. Algumas das maiores e mais influentes igrejas evangélicas agora ostentam cultos dominicais que são planejados com o propósito de serem mais divertidos do que reverentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda, a teologia concede à metodologia o lugar de honra. Certo autor escreveu o seguinte: "Anteriormente, a declaração de fé representava a razão de ser de uma denominação. Hoje, a metodologia é o vínculo que mantém as igrejas unidas. Uma declaração ministerial define a igreja e a sua própria existência denominacional". É incrível , porém muitos crêem que essa é uma tendência positiva, um tremendo avanço para a igreja moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns líderes eclesiásticos aparentemente pensam que as quatro prioridades da igreja apresentadas no livro de Atos - a doutrinados apóstolos, a comunhão, o partir do pão e as orações (At 2:42) - constituem uma agenda deficiente para a igreja de nossos dias. Eles estão consentindo que a dramatização, a música, a recreação, o entretenimento, os programas de auto-ajuda e iniciativas semelhantes eclipsem o culto e a comunhão dominical tradicionais. Aliás, na igreja contemporânea tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica. O novo pragmatismo encara a pregação (particularmente, a pregação expositiva) como antiquada. Proclamar de modo claro e simples a verdade da Palavra de Deus é visto como ingênuo, ofensivo e ineficaz. Dizem-nos que obteremos melhores resultados se, primeiramente, entretivermos as pessoas ou lhes oferecermos dicas a respeito de como serem bem-sucedidas e lhes ministrarmos "psicologia popular", cortejando-as assim para que "façam parte de nosso grupo". E, uma vez que se sintam bem, estarão dispostas a receberem a verdade bíblica em doses homeopáticas e diluídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pastores se voltando para livros de marketing em busca de técnicas que ajudem no crescimento da igreja. Muitos seminários abandonaram sua ênfase básica de treinamento pastoral alicerçado em um currículo bíblico-teológico, trocando-o por um treinamento alicerçado em técnicas de aconselhamento e em teorias de crescimento de igreja. Todas essas tendências apontam para o crescente comprometimento da igreja com o pragmatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como delineou Dr. Martin Lloyd-Jones,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas propostas que nos convidam a pregar menos e a fazer mais determinadas outras coisas naturalmente não são nenhuma novidade. As pessoas parecem pensar que tudo isso é relativamente novo ou que é o carimbo da modernidade censurar ou depreciar a pregação, pondo ênfase sobre essas coisa. A resposta simples a isso é que nada há de novo em torno dessa atitude. A sua forma externa pode ser nova, mas o princípio certamente nada tem de moderno; de fato, tem sido a ênfase específica do presente século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pragmatismo é Realmente Uma Séria Ameaça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convencido de que o pragmatismo representa à igreja de hoje exatamente a mesma ameaça sutil que o modernismo representou há quase um século. O modernismo foi um movimento que abraçou a teologia liberal e a alta crítica (uma abordagem das Escrituras que descarta a noção de que a Bíblia é a Palavra de Deus), ao mesmo tempo que negou praticamente todos os aspectos sobrenaturais do cristianismo. O modernismo, entretanto, não surgiu como um ataque frontal à doutrina ortodoxa. Os primeiros modernistas pareciam estar fundamentalmente preocupados com a unidade inter-denominacional. Estavam dispostos a abandonar a ênfase posta sobre a doutrina, para atingir seu objetivo, pois acreditavam que a doutrina em si era divisiva e que uma igreja fragmentada acabaria se tornando irrelevante à era moderna. A fim de aumentar a relevância do cristianismo, os modernistas procuraram sintetizar os ensinamentos cristãos com os conceitos contemporâneos oferecidos pela ciência, filosofia e criticismo literário. O modernismo começou como uma metodologia, mas logo se tornou em uma teologia singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os modernistas consideravam a doutrina como uma questão secundária. Enfatizaram a fraternidade e a experiência, menosprezando as diferenças doutrinárias. A doutrina, pensavam eles, deveria ser fluente e adaptável, mas certamente nada digno de se lutar por ela. Em 1935, John Murray fez a seguinte avaliação do modernista típico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modernista constantemente se orgulha com base na suposição de que ele se preocupa com a vida, com os princípios de conduta e com o tornar os princípios de Jesus operantes em todas as áreas da vida - individual, social, eclesiástica, econômica e política. O slogan do modernista tem sido que o cristianismo é vida, não doutrina. Ele acredita que o cristão ortodoxo ou fundamentalista, como gosta de chamá-lo, preocupa-se tão-somente com a conservação e a perpetuação dos velhos dogmas da crença doutrinária, uma preocupação que torna a ortodoxia, na opinião do modernista, uma petrificação fria e sem vida do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os precursores do modernismo começaram a surgiu no final do século XIX, poucos cristãos ficaram preocupados. As controvérsias mais acirradas, naqueles dias, não passavam de pequenos ataques contra homens como Charles Spurgeon, homens que estavam procurando advertir a igreja quanto àquela ameaça. A maioria dos cristãos (especialmente os líderes eclesiásticos) se mostraram totalmente insensíveis a essas advertências. Afinal, não eram como se intrusos estivessem impondo novos ensinos à igreja; tratava-se de pessoas de dentro das denominações - na realidade, eram eruditos. Por certo, eles não tinham o propósito de minar o âmago da teologia ortodoxa ou atacar o cerne do cristianismo. O divisionismo e o cisma pareciam ser perigos maiores do que a apostasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar das motivações iniciais dos modernistas, suas idéias representaram uma grave ameaça à ortodoxia, como a história comprovou. O movimento gerou ensinamentos que dividiram quase todas as denominações históricas na primeira metade deste século. Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade aberta. Atualmente, a maioria dos evangélicos tende a compreender a palavra "modernismo" como uma negação completa da fé. Por isso, com facilidade esquecemos que o objetivo dos primeiros modernistas era apenas tornar a igreja mais "moderna", mais unificada, mais relevante e mais aceitável a uma era moderna caracterizada pela modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, acontece a mesma coisa com os pragmatistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como a igreja de cem anos atrás, vivemos em um mundo de mudanças rápidas e de grandes avanços na ciência, tecnologia, política mundial e educação. Assim como os irmãos daquela geração, os cristãos de hoje estão abertos, para não dizer sedentos, a mudanças na igreja. Como eles, anelamos por uma unidade entre os fiéis e somo sensíveis à hostilidade de um mundo incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, existe pelo menos mais um paralelo entre a igreja da atualidade e a do final do século XIX: muitos cristãos parecem inconscientes (ou não estão querendo enxergar) a respeito dos sérios perigos que ameaçam a igreja por dentro. Porém, se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por viver em uma época tão instável, a igreja não pode se dar ao luxo de vacilar. Ministramos a pessoas que buscam desesperadamente respostas; por isso, não podemos amenizar a verdade ou abrandar o evangelho. Se fizermos amizade com o mundo, nos tornaremos inimigos de Deus. Se nos dispusermos a crer em artifícios mundanos, estaremos automaticamente abrindo mão do poder do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas verdades são freqüentemente reiteradas nas Escrituras: "infiéis, não compreendei que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tg 4:4). "Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele"(1 Jo 2:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente. O cavalo não garante a vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar"(Sl 33:16,17). "Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e se estribam em cavalos; que confiam em carros, porque são muitos, e em cavaleiros, porque são mui fortes, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor" (Is 31:1). "Não por força nem por poder, mas pelo meu espírito, diz o Senhor dos Exércitos"(Zc 4:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a questão acerca de Israel ser uma luz para o mundo(Is 42:6; 49:6) concentra-se no fato que eles deveriam ser diferentes. Eles foram explicitamente proibidos de imitar os gentios em sua maneira de vestir, enfeitar-se, comer, praticar sua religião e outros aspectos culturais. Deus lhes ordenou: "Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos"(Lv 18:3). Esta verdade foi salientada pelo Dr. Martyn Lloyd-Jones: "Nosso Senhor atraía os pecadores porque Ele era diferente. Aproximavam-se dEle porque sentiam haver nEle algo diferente... E o mundo sempre espera que sejamos diferentes. Essa idéia de que poderemos ganhar pessoas parta a fé cristã, se lhes mostrarmos que, afinal de contas, somos notavelmente parecidos com elas é um erro profundo, teológica e psicologicamente falando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundanismo Ainda é Pecado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos dias, o mundanismo raramente é mencionada e, menos ainda, identificado com aquilo que ele realmente é. A própria palavra começa a soar como algo antiquado. Mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procedem do Pai, mas procedem do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; mas aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente"(1 Jo 2:16,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programa de igreja elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano - "A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida". E, para satisfazerem esse apelo mundano, as atividades das igrejas vão além do que é meramente frívolo. Durante vários anos, um colega meu vem formando o que ele chamou de "arquivo do horror" - recortes falando de igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que seus cultos de adoração se tornem monótonos. Nos últimos cinco anos, algumas das maiores igrejas dos Estados Unidos, têm se utilizado de recursos mundanos, exibições de luta livre e até mesmo imitações de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais. Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser trazida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da igreja pragmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, muitos na igreja crêem que essa é a única forma pela qual haveremos de alcançar o mundo. Por isso, dizem-nos que, se as multidões de pessoas que não freqüentam as igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar-lhes aquilo que desejam. Centenas de igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar os incrédulos a fim de saber o que é preciso para que estes passem a freqüentá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea. Pregar a Palavra e confrontar ousadamente o pecado são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de se alcançar o mundo. Afinal de contas, não são essas coisas que afastam a maioria das pessoas? Por que não atraí-las para a igreja, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem seus impulsos mais fortes? É como se, de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-O, de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dEle menos ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa maneira de pensa distorce por completo a missão da igreja. A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pe 1:23). Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (Gl 5:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Toda Inovação é Errada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não interprete minha preocupação de forma errada. Não é à inovação e si que eu me oponho. Reconheço que os estilos de adoração estão em constante mudança. Também reconheço que, se um puritano do século XVII entrasse na Grace Commutiny Church (a igreja que pastoreio), é bem provável que ele ficaria chocado ao ouvir nossa música, e , provavelmente espantado ao ver homens e mulheres sentados juntos, e talvez perturbado ao ver que utilizamos aparelhos de som para falar à igreja. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha contenda é contra uma filosofia que relega a Deus e à Sua Palavra um papel secundário na igreja. Creio que colocar o entretenimento acima da pregação bíblica e da adoração no culto da igreja é contrário às Escrituras. Oponho-me àqueles que acreditam que as habilidades humanas podem conquistar pessoas para o reino de Deus com maior eficácia do que o Deus Soberano. Essa filosofia abriu as portas da igreja para o mundanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não me envergonho do evangelho", disse o apóstolo Paulo (Rm 1:16). Infelizmente, "com vergonha do evangelho" parece uma descrição, a cada dia mais exata , de algumas das mais conhecidas influentes igrejas de nossa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo paralelos impressionantes entre o que hoje está acontecendo nas igrejas e o que aconteceu há um século. Quanto mais leio a respeito daquela época, tanto mais me convenço de que estamos vendo a história se repetir. Nos capítulos destes livro, salientarei características do evangelicalismo do final do século passado que correspondem às questões contemporâneas. Desejo concentrar minhas atenções em um episódio da vida de Spurgeon que se tornou conhecido como "A controvérsia do Declínio". Por isso farei constantes citações dos escritos de Spurgeon a respeito dessa controvérsia. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, não desejo suscitar o tipo de contenda que Spurgeon suscitou na A Controvérsia do Declínio. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controvérsia, para mim, é algo repugnante. Aqueles que me conhecem pessoalmente afirmarão que não gosto de qualquer tipo de disputa. Por outro lado, há um fogo que reside em meu ser constrangendo-me a falar abertamente sobre as minhas convicções bíblicas. Não posso ficar quieto quando há tanto em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com essa atitude que ofereço este livro. Espero que ninguém o considere com um ataque a qualquer pessoa ou ministério em particular. Ele não é. Trata-se de um apelo à igreja como um todo em questões de princípio, não de personalidades. Embora sabendo que haverá discórdia generalizada com relação a maior parte do que escrevi, procurei escrever sem ser ofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há questões a respeito das quais muitas pessoas têm convicções profundas. (...) Eu não escrevo manifestando zanga; e solicito a meus leitores que recebam esta obra no mesmo espírito com o qual a escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha oração é que este livro estimule e desafie a sua maneira de pensar, de tal forma a impelir você às Escrituras "para ver se as cousas" são, "de fato, assim"(At 17:11). Oro para que o Senhor livre sua igreja do mesmo tipo de deslizamento, ladeira abaixo, o qual levou a igreja ao mundanismo e à incredulidade e exauriu seu vigor espiritual há cem anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115864652291121586?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115864652291121586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115864652291121586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/o-pragmatismo-e-igreja-hoje.html' title='O Pragmatismo e a &quot;igreja&quot; hoje'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115855076169550698</id><published>2006-09-18T06:39:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T00:39:21.730-03:00</updated><title type='text'>O Dever de Reprovar Nosso Próximo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;'Não aborrecerás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e nele não sofrerás pecado'. (Levítico 19:17)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma grande parte do livro de Êxodo e quase todo o livro de Levítico relatam o ritual ou lei cerimonial de Moisés; que era peculiarmente dada aos filhos de Israel; mas tal 'jugo', diz o Apóstolo Pedro, 'nem nossos antepassados, nem nós seríamos capazes de suportar'. Nós estamos, por conseguinte, libertos dele: E isto é uma das ramificações da 'liberdade com a qual Cristo nos tem feito livres'. Ainda assim, é fácil observar que muitos preceitos morais excelentes estão entremeados nessas leis cerimoniais. Diversos deles, nós encontramos nesse mesmo capítulo: Tais como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;'Semelhantemente, tu não rabiscarás a tua vinha; nem colherás os bagos caídos da tua vinha; irás deixá-los aos pobres e ao estrangeiro. Eu sou o Senhor vosso Deus' (Levítico 19:10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não deve roubar ou mentir um ao outro. 'Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade, cada um com o eu próximo' (Levítico 19:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até à manhã' (Levítico 19:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas terás temor do teu Deus. Eu sou o Senhor' (Levítico 19:14). Como se ele tivesse dito: "Eu sou aquele cujos olhos estão sobre toda a terra, e cujos ouvidos estão abertos ao clamor deles".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não fareis injustiça no juízo; o que os homens compassivos podem estar tentados a fazer; não aceitarás o pobre, nem respeitarás o grande; com justiça julgarás o teu próximo', para o que existem milhares de tentações (Levítico 19:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não andarás como mexeriqueiro, entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor'. Embora este seja um pecado que as leis humanas nunca tinham sido capazes de evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então segue: 'Não aborrecerás a teu irmão no teu coração;não deixarás de repreender o teu próximo,e nele não sofrerás pecado' (Levítico 19:17).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de entender essa importante direção, corretamente, e aplicá-la de maneira proveitosa para nossas almas, vamos considerar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;I. O que devemos repreender ou reprovar? Qual é a coisa que está aqui ordenada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Quem eles são, a quem somos ordenados a reprovar? E…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Como deveremos reprová-los?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Vamos considerar, Primeiro, qual o dever que está aqui prescrito? O que é isto que devemos repreender ou reprovar? Dizer a cada um de suas faltas; como claramente aparece das palavras seguintes: 'Você não sofrerá pecado nele'. O Pecado é, portanto, a coisa que nós somos chamados a reprovar; ou, preferivelmente, a ele que comete pecado. Nós devemos fazer tudo o que está em nós para convencê-lo de sua falta, e conduzi-lo ao caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O amor, de fato, requer que nós o admoestemos, não apenas por causa do pecado (embora, por isto, principalmente), mas igualmente, por qualquer erro que, se persistido nele, naturalmente conduziria ao pecado. Se nós não 'o odiarmos em nosso coração', se nós amarmos nosso próximo como a nós mesmos, este será nosso esforço constante; chamar-lhe a atenção a cada caminho pecaminoso, e a cada equívoco que se incline ao mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Mas, se nós não desejamos perder nosso trabalho, nós raramente deveremos reprovar alguém, por alguma coisa que seja de natureza disputável; que se poderá dizer, ser de ambos os lados. Uma coisa pode parecer possivelmente má, para mim; portanto, eu tenho aversão, pelo fato de fazê-la; mas, se eu tiver de fazê-la, enquanto aquele escrúpulo permanecer em mim, eu serei um pecador diante de Deus. Mas um outro não deverá ser julgado, pela minha consciência: Pelo seu mestre, ele resiste ou cai. Por conseguinte, eu não o reprovaria, a não ser por aquilo que fosse claramente e inegavelmente pecaminoso. Tais, por exemplo, como blasfêmia e juramento profano; que, mesmo aqueles que os praticam, não irão freqüentemente se aventurar a defender, se alguém indulgentemente objetá-los. Tal, como bebedeira, que mesmo um bêbado habitual irá condenar, quando sóbrio. E tal, por conta da generalidade das pessoas, que é o profanar o dia do Senhor. E, se alguém que seja culpado desses pecados, durante um tempo, tentar defendê-los, muito poucos irão persistir em fazê-lo, se vocês os olharem firmemente em seu rosto, e apelarem para suas consciência, às vistas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;II&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em Segundo Lugar, vamos considerar quem são esses, a quem nós somos chamados a reprovar. É bastante necessário considerar isto, porque é afirmado por muitas pessoas sérias, que existem alguns pecadores, os quais as próprias Escrituras nos proíbem de reprovar. Esse entendimento tem sido colocado, naquela solene precaução de nosso Senhor, em seu Sermão do Monte: 'Não jogue pérolas aos porcos, a fim de ele eles não as pisem, e voltem-se e despedacem vocês'. Mas o claro significado dessas palavras é: Não ofereçam as pérolas; as doutrinas sublimes e os mistérios do Evangelho, para aqueles que vocês sabem serem homens brutos, imersos no pecado, e que não têm o medo de Deus diante de seus olhos. Isto exporia aquelas jóias preciosas à contenda, e vocês mesmos ao tratamento injurioso. Mas, mesmos esses a quem nos sabemos ser, no entendimento de nosso Senhor, cães e porcos, se nós os virmos fazer, ou os ouvirmos falar, o que eles mesmos sabem é pecaminoso, nós devemos, de qualquer maneira, reprová-los; em vez de 'odiarmos nosso irmão em nossos corações'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; As pessoas compreendidas como 'nosso próximo' são todos os filhos dos homens; todos que respiram o ar vital; todos os que têm almas a serem salvas. E se nós nos refrearmos de executar esse ofício de amar a qualquer um, porque eles são pecadores acima de outros homens, eles podem persistir em suas iniqüidades, mas o sangue deles será requerido de nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Quão notável é a reflexão do Sr. Baxter, a este respeito, em seu, 'Dia do Descanso Eterno!'. "Suponha que tu encontres, no mundo mais baixo, alguém a quem tu tenhas negado o ofício do amor, quando ambos estavam juntos debaixo do sol; que resposta tu poderias dar para a repreensão dele? 'Em tal momento e lugar, enquanto nós estávamos debaixo do sol, Deus me entregou em tuas mãos. Eu, então, não conhecia o caminho da salvação, mas buscava a morte no erro da minha vida; e, nisto, tu permitistes que eu permanecesse, sem, uma única vez, esforçar-te para acordar-me do sono! Tiveste tu concedido a mim teu conhecimento, e me advertido a fugir da ira que há de vir, nem tu, nem eu precisaríamos ter vindo para este lugar de tormento'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Cada um, portanto, que tem uma alma a ser salva, tem direito a esse bom oficio de amor de vocês. Ainda assim, isto não implica que ele deva ser feito, da mesma maneira, a todos. Não pode ser negado que existem alguns, aos quais ele é particularmente devido. Em primeiro lugar, aos nossos pais, se alguém permanece na dependência deles; a menos que coloquemos nossos cônjuges e nossos filhos em igual valor. Próximo a esses, nós podemos situar nossos irmãos e irmãos; e, mais tarde nossos parentes, já que eles são unidos a nós, de maneira mais ou menos distante, se pelo sangue, ou pelo casamento. Imediatamente após, estão nossos servos, se confinados a nós, por contrato de anos, ou algum termo mais curto. Por fim, tais em níveis diversos são nos compatriotas, nossos concidadãos, e os membros da mesma sociedade, se civis ou religiosos: Os últimos têm uma reivindicação particular para com nosso serviço; vendo que essas sociedades são formadas com o objetivo de vigiar uns aos outros, para essa mesma finalidade: para que não possamos tolerar pecado sobre nosso irmão. Se nós negligenciamos reprovar algum desses, quando uma oportunidade justa se oferece, nós indubitavelmente estaremos entre aqueles que 'odeiam seus irmãos em seus corações'. E quão severa é esta sentença do Apóstolo contra esses que caem nessa condenação! 'Ele que odeia seu irmão', mesmo que ele não o faça por palavras ou ações, 'ele é um assassino'. 'E você sabe', continua o Apóstolo, que nenhum assassinado tem a vida eterna habitando nele'. Ele não tem sementes plantadas em sua alma, que crescem para a vida eterna: em outras palavras, ele está em tal estado, que se ele morrer nele, ele não poderá ver vida. Segue-se claramente que, negligenciar isto não é uma coisa pequena, mas eminentemente perigosa para nossa salvação final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;III&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós vimos o que significa reprovar nosso irmão, e quais são estes que nós devemos reprovar. Mas a principal coisa permanece a ser considerada. Como - de que maneira - nós devemos reprová-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Concorda-se que existe uma dificuldade considerável em executar isto de uma maneira correta. Embora, ao mesmo tempo, ela seja bem menos difícil para alguns do que é para outros. Existem alguns que são particularmente qualificados para isto, se pela natureza, prática, ou graça. Eles são incumbidos tanto da vergonha diabólica, quanto daquela opressão, o medo do homem: Eles estão ambos prontos a empreender seu trabalho de amor, e são hábeis em realizá-los. Para esses, por conseguinte, ele é uma cruz pequena, ou nenhum sacrifício afinal; mais do que isto, eles têm uma espécie de inclinação a ele, e uma satisfação nele; além do que, a consciência de ter feito a sua obrigação. Mas mesmo que ele seja uma cruz para nós, maior ou menor, nós sabemos para o que fomos chamados. E mesmo que a dificuldade seja sempre tão grande, nós sabemos em que nós temos de confiar; e que Ele irá certamente cumprir sua palavra: 'Assim como seu dia, a sua força será'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; De que maneira, então, nós devemos reprovar nossos irmãos, para que nossa reprovação possa ser mais efetiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, nós devemos tomar cuidado para que possamos fazer tudo, no 'espírito de amor'; no espírito de boa-vontade amorosa para com nosso próximo; já que se trata de alguém que é filho de nosso Pai comum, e alguém por quem Cristo morreu, para que ele possa ser um participante da salvação. Então, pela graça de Deus, o amor produz amor. A afeição de um orador irá espalhar-se pelo coração do ouvinte; e vocês irão se certificar, no devido tempo, que o trabalho de vocês não tem sido em vão no Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Nesse meio tempo, o maior cuidado deverá ser tomado para que vocês falem no 'espírito de humildade'. Precavenham-se de pensar em vocês mesmos, mais altamente do que deveriam pensar. Se vocês pensam tão altamente sobre vocês mesmos, vocês dificilmente poderão evitar desdenhar seu irmão. E se vocês mostram, ou mesmo sentem o menor menosprezo por aqueles a quem vocês irão reprovar, isto irá estragar todo o trabalho de vocês, e fará com que vocês percam todo ele. Para prevenir a mesma aparência de orgulho, é necessário freqüentemente ser sincero; para repudiar tudo que prefira vocês mesmos diante dele; e ao mesmo tempo, reprovar aquilo que é pecaminoso, para dar e glorificar a Deus, por aquilo que é bom nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Grande cuidado deve ser tomado, em Terceiro lugar, para falarem no 'espírito de mansidão'. O Apóstolo nos assegura que 'a ira dos homens não opera a retidão de Deus'. Raiva, embora ela seja adornada com o nome de zelo, produz ira. Não amor ou santidade. Nós devemos, por conseguinte, evitar, com todo cuidado possível, a mesma aparência dela. Não deixe existir traço algum dela, tanto em seus olhos, gestos, ou no tom da voz; mas que todos esses concorram para manifestarem o espírito de amor, humildade, e imparcialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Mas, em todo o tempo, veja que vocês não confiem em si mesmos. Ponham nenhuma confiança em sua própria sabedoria, ou atitudes, ou habilidades de quaisquer espécies. Porque todo o sucesso do que quer que vocês falem ou façam, está em não confiar em si mesmos, mas no grande Autor de todos os dons bons e perfeitos. Por conseguinte, enquanto vocês estão falando, continuamente elevem seus corações a Ele que opera tudo em todos. E o que for falado, no espírito de oração, não irá cair ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Tanto para o espírito, por meio do qual nós devemos falar quando reprovamos nosso próximo. Eu agora prossigo para a maneira exterior. Tem sido freqüentemente visto que, prefaciar a reprovação, com uma profissão franca de boa-vontade, tem feito com que o que foi falado mergulhe profundamente no coração. Isto geralmente terá melhor efeito, do que a engenhosidade moderna maravilhosa, -- adulação, por meio da qual os homens do mundo têm feito freqüentemente coisas surpreendentes. Mas as mesmas coisas; sim, muito maiores, têm sido muito mais freqüentemente efetivas, através de uma declaração clara e sincera de amor desinteressado. Quando vocês sentem que Deus tem acendido essa chama em seus corações, não a ocultem; dêem vazão a ela! Ela irá penetrar como a luz. O resistente e o de coração duro irão se derreter diante de vocês, e saberão que Deus está com quem tem a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; Embora seja certo que o ponto principal na reprovação seja fazer isto com o espírito correto; ainda assim, deve-se entender que existem diversas pequenas circunstâncias com respeito às maneiras exteriores, que não deverão ser, de maneira alguma, menosprezadas. Uma dessas é, em qualquer que seja o momento que vocês forem reprovar, fazerem-no com a maior seriedade; de modo que se vocês estiverem realmente sendo sinceros, que isto apareça em vocês. Uma reprovação ridícula causa pequena impressão, e é logo esquecida; além disso, muitas vezes, faz mal, como se vocês ridicularizassem a pessoa que vocês reprovam. De fato, aqueles que não estão acostumados a zombar de alguém, não ficam bem em serem ridículos nisso. Uma maneira de dar um ar sério ao que vocês falam, é, tão freqüentemente quanto possa ser possível, usarem das mesmas palavras das Escrituras. Freqüentemente, nós nos certificamos que a palavra de Deus, mesmo em conversa privada, tem uma energia peculiar; e o pecador, quando menos ele espera, sente-a como 'uma espada afiada de dois gumes'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; Ainda assim, existem algumas exceções para essa regra geral de reprovar seriamente. Existem alguns casos isentos nisto, como um bom juiz da natureza humana observa: uma brincadeira dessa natureza, bem colocada no momento da repreensão, irá penetrar mais profundamente do que um argumento sólido. Mas isto tem lugar principalmente, quando nós temos de fazê-la com aqueles que são estranhos à religião. E quando nós somos condescendentes ao dar uma reprovação ridícula, para uma pessoa desse caráter, parece que estamos autorizados a assim proceder, através daquele conselho de Salomão: 'Responda ao tolo de acordo com sua própria tolice, a fim de que ele seja sábio aos seus próprios olhos'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; A maneira de reprovar pode, em outros aspectos também, variar de acordo com a ocasião. Algumas vezes, vocês podem achar apropriado usar muitas palavras para expressar a idéia de vocês largamente. Outras vezes, vocês podem julgar mais expediente usar poucas palavras; talvez, uma simples sentença; e, em outras, pode ser aconselhável usar nenhuma palavra, afinal, mas um gesto, um sinal, ou um olhar, particularmente quando a pessoa que vocês reprovariam está numa condição hierárquica muito superior a vocês. E, freqüentemente, essa espécie de silêncio de reprovação será atendida pelo poder de Deus, e, conseqüentemente, ter um efeito muito melhor do que um discurso longo e laborioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; Uma vez mais: Lembrem-se da observação de Salomão: 'Uma palavra falada, no momento adequado, quão boa ela é!'. É verdade que se vocês forem providencialmente chamados a reprovar alguém a quem parece que vocês não irão ver mais, vocês devem agarrar a presente oportunidade, e falar, 'no momento certo' ou 'fora do momento'; mas com os que vocês têm a oportunidade de ver freqüentemente, vocês podem esperar pelo momento oportuno. Aqui, o conselho do poeta tem seu lugar: Vocês podem falar, quando ele está de bom humor, ou quando ele pergunta a vocês. Aqui, você pode escolher o momento em que a mente dele está leve, e as feições moderadas: E, então, Deus irá ensinar como falar, e abençoar o que é falado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; Mas deixem-me avisá-los de um erro. Ele passa por uma máxima indiscutível: 'Nunca tente reprovar um homem que esteja intoxicado com bebida. A reprovação é feita, e, então, ela é jogada fora, e não pode ter efeito bom'. Eu não me atreveria a dizer isto. Eu tenho visto não poucos exemplos claros, exatamente do contrário. Aqui vocês têm um: Muitos anos atrás, em Moorfields, passando por um homem que estava tão bêbado, que mal podia permanecer de pé, eu coloquei um papel nas mãos dele. Ele olhou para o que estava escrito, e disse: 'Uma Palavra – Uma Palavra a um Bêbado, — este sou eu, — Sir, Sir! Eu estou errado, — Eu sei que estou errado, — eu imploro que me deixe falar um pouco com você'. Ele me segurou pela mão, por meia hora: E eu creio que nunca mais bebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12.&lt;/strong&gt; Eu suplico a vocês, irmãos, pela misericórdia de Deus, para que não menosprezem os pobres bêbados! Tenham compaixão deles! Estejam um instante com eles, nas boas oportunidades, ou fora delas! Não deixem que a vergonha ou o medo de homens; os impeçam de tirar esses galhos do fogo: Muitos deles já condenaram a si mesmos. Nem eles podem discernir as situações pecaminosas, já que eles estão nelas; a não ser o desespero de não terem esperança de escapar daquilo; e eles afundam, no mais profundo, porque ninguém oferece alguma esperança para eles! 'Pecadores de todas as outras espécies', diz um clérigo notável, 'eu tenho freqüentemente convertido para Deus. Mas um bêbado habitual, eu nunca conheci um que fosse convertido!'. Mas eu [John Wesley] conheci quinhentos, talvez, cinco mil. "Ho! Vocês que leram essas palavras. Então, ouçam as palavras do Senhor! Eu tenho uma mensagem de Deus, para vocês, Ó pecador! Assim diz o Senhor: 'Não jogue fora a esperança. Eu não me esqueci de vocês. Aquele que diz a vocês que não existe esperança, é um mentiroso desde o início'. Olhe para o alto! Vejam o Cordeiro de Deus, que toma os pecados do mundo! Esse dia é a salvação vinda para suas almas: Vejam apenas que vocês não desprezem a ele que fala! Exatamente agora ele diz a vocês: 'Filhos, tenham ânimo! Seus pecados foram perdoados de vocês!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13.&lt;/strong&gt; Por fim: Vocês que são diligentes nesse ofício de amor, vejam que vocês não sejam desencorajados; mesmo que vocês não vejam os frutos presentes, depois de terem usado o melhor de seus esforços. É preciso paciência, e, então, 'depois de terem feito a vontade de Deus', em seguida, a colheita virá. Nunca se 'cansem de fazer o bem; no devido tempo, vocês terão proveito, se vocês não esmorecerem'. Sigam Abraão que 'contra a esperança, ainda acreditou na esperança'. 'Atirem o pão nas águas; e vocês irão encontrá-lo, depois de muitos dias'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14.&lt;/strong&gt; Eu tenho apenas algumas poucas palavras para acrescentar a vocês, meus irmãos, que, vulgarmente, são chamados de 'Metodistas': Eu nunca ouvi ou li, a respeito de algum avivamento considerável de religião, que não fosse atendido com o espírito de reprovação. Eu acredito que não possa ser de outro modo. Para que existe a fé, se não for para ser operada pelo amor? Assim, foi em todas as partes da Inglaterra, quando o avivamento da religião presente começou, por volta de cinqüenta anos atrás: Todos os responsáveis pelo avivamento, -- todos os Metodistas, assim chamados, em todas as partes, foram reprovadores do pecado exterior. E, de fato, assim são todos os que 'justificados pela fé, têm paz com Deus, através de Jesus Cristo'. Dessa forma, eles são, a princípio; e se eles usam aquele dom precioso, ele nunca lhes será tirado. Venham irmãos, em nome de Deus, vamos começar novamente! Rico ou pobre, vamos nos levantar como um só homem; e de alguma forma, que todos os homens 'reprovem seu próximo, e não sofra pecado por ele!'. Então, toda a Grã Bretanha e Irlanda saberão que nós não 'estamos em guerra com nossa própria costa'. Sim; 'e que Deus nos abençoe, e todas as extremidades do mundo possam temê-lo'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;John Wesley&lt;br /&gt;Manchester, 28 de Julho, 1787&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115855076169550698?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115855076169550698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115855076169550698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/o-dever-de-reprovar-nosso-prximo.html' title='O Dever de Reprovar Nosso Próximo'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115769299450183657</id><published>2006-09-08T14:22:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T13:48:15.456-03:00</updated><title type='text'>A VERDADE TEM DUAS ASAS - Tozer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A VERDADE é como um pássaro: não pode voar com uma asa só. Contudo, estamos sempre tentando alçar vôo batendo uma asa furiosamente, com a outra dobrada com cuidado e oculta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que foi o Dr. G. Campbell Morgan que disse que a verdade completa não está em “Está escrito”, mas em “Está escrito” e “Também está escrito”. O segundo texto deve ser defrontado com o primeiro para estabelecer equilíbrio como a asa direita precisa trabalhar junto com a esquerda para dar equilíbrio ao pássaro e capacitá-lo a voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de equilíbrio na vida cristã muitas vezes é conseqüência direta de ênfase excessiva a certos textos favoritos, com uma correspondente falta de ênfase a outras textos relacionados. Pois não é somente a negação que torna nula uma verdade; deixar de dar-lhe ênfase acabará sendo igualmente danoso, com o tempo. E isto nos coloca na estranha posição de sustentar uma verdade teoricamente, enquanto a tornamos sem efeito negligenciando-a na prática. A verdade não utilizada torna-se tão inútil como um músculo não utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a nossa dogmática insistência em “Está escrito”, e a nossa recusa em ouvir “Também está escrito”, faz-nos hereges, sendo que a nossa heresia é de uma categoria não relacionada com credo, pelo que não provoca a oposição dos teólogos. Um exemplo disso é o ensino que vez por outra aflora e que se refere à confissão de pecados. É mais ou menos como segue: Cristo morreu por nossos pecados, não somente por todos os pecados que cometemos no passado, mas também por todos os que venhamos a cometer pelo resto das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando aceitamos a Cristo, recebemos o benefício de tudo que Ele fez por nós em Sua morte e ressurreição. Em Cristo, todos os nossos pecados atuais estão perdoados de antemão. Portanto, é-nos desnecessário confessar os nossos pecados. Em Cristo já estão perdoados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, isso está completamente errado, e o erro é tanto maior por ser MEIO CERTO. É verdade que Cristo morreu por TODOS os nossos pecados, mas não é verdade que, porque Cristo morreu por todos os nossos pecados, não precisamos confessar que pecamos quando pecamos. Esta conclusão não segue daquela premissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está escrito que Cristo morreu poro nossos pecados, e também está escrito que, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados” (1Jo 1.9). Estes dois textos estão escritos a respeito do mesmo grupo de pessoas, a saber, cristãos. Não ousamos impor o primeiro texto para invalidar o segundo. Ambos são verdadeiros e em completa o outro. O sentido dos dois é que, desde que Cristo morreu por nossos pecados, se confessarmos os nossos pecados, serão perdoados. Ensinar outra coisa é tentar voar com um asa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: Tenho encontrado alguns que alegam que é errado orar duas vezes pela mesma coisa, pelo motivo de que, se verdadeiramente crermos quando orarmos, teremos a resposta na primeira vez; uma segundo oração trairá a descrença presente na primeira, ergo (logo), que não haja uma segunda oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três coisas erradas neste ensino. Um é que ignora o vasto conjunto das Escrituras; a segunda é que raramente funciona na prática, mesmo para a mais santa alma; e a terceira é que, se se persiste nele, priva o homem de oração de suas mais poderosas armas em sua guerra contra a carne e o diabo, a saber, a intercessão e a súplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, que se permita dizer sem reserva que o intercessor eficiente jamais é homem de uma só oração, e tampouco o suplicante vitorioso obtém as suas potentes vitórias em sua primeira tentativa. Tivesse Davi subscrito o credo da oração única, poderia ter reduzido os seus Salmos a cerca de um terço da sua presente extensão. Elias não teria orado sete vezes por chuva( e incidentalmente, tampouco haveria chuva), o nosso bendito Senhor não teria orado pela terceira vez “repetindo as mesmas palavras”, nem Paulo teria pedido três vezes ao Pai que afastasse dele o espinho. De fato, se esse ensino fosse verdadeiro, muitas narrativas bíblicas maravilhosas teriam de ser reescritas, pois a Bíblia tem muito o que dizer acerca da oração continuada e persistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa oculta nesses ensinos, já mencionada acima, é o orgulho espiritual inconsciente. O cristão que se nega a confessar pecado com base em que já está perdoado, está colocando acima dos profetas, dos salmistas e de todos os santos que deixaram algum registro sobre se, desde Paulo até os dias atuais. Estes não esconderam os seus pecados atrás de um silogismo, mas os confessaram ardorosa e completamente. Talvez porque eles eram grandes almas, e os que alegam ter encontrado um caminho melhor são almas diminutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos basta notar o fino sorriso de superioridade no semblante do cristão de uma só oração, para percebermos que há um mundo de vaidade por trás daquele sorriso. Enquanto outros cristãos lutam com Deus numa agonia intercessória, eles se sentam com humildade orgulho e ficam à espera. Não oram porque já oraram. O diabo não tem medo desses cristãos. Já os venceu, e a sua técnica consiste em falsa lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usemos ambas as asas. Deste modo iremos mais longe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115769299450183657?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115769299450183657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115769299450183657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115769299450183657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115769299450183657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/verdade-tem-duas-asas-tozer.html' title='A VERDADE TEM DUAS ASAS - Tozer'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115752091837651312</id><published>2006-09-06T07:34:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T02:38:19.050-03:00</updated><title type='text'>A Parábola do Filho Pródigo - Lloyd-Jones</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“E disse: Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para...” (Lucas 15:11-32).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Não há parábola ou discurso de nosso Senhor que seja tão conhecido e tão popular como a parábola do filho pródigo. Nenhuma outra parábola é citada com mais freqüência em discussões religiosas, ou mais usada para apoiar várias teorias ou controvérsias em relação a este assunto. E é verdadeiramente espantoso e admirável quando observamos as inumeráveis formas em que ela é usada, e a infinita variedade de conclusões a que afirmam que ela leva. Todas as escolas de pensamentos parecem ter uma reivindicação sobre a mesma: ela é usada para provar toda espécie de teorias e idéias opostas, que combatem umas às outras e que se excluem mutuamente. É bastante claro, portanto, que a parábola pode facilmente ser manipulada ou mal interpretada. Como podemos evitar esse perigo? Quais os princípios que devem nos orientar quando a interpretamos? Pessoalmente creio que há dois principais fundamentais que devem ser observados, e que se observados, garantirão uma interpretação correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro principio é que sempre devemos nos precaver do perigo de interpretar qualquer passagem das Escrituras de uma forma que entre em conflito com o ensino geral da Bíblia. O Novo Testamento deve ser examinado como um todo. É uma revelação completa e integral, dada por Deus através dos Seus servos - uma revelação que foi dada em partes que, unidas, formam uma unidade completa. Portanto, não há contradições entre essas várias partes, não há conflito nem passagens ou declarações irreconciliáveis. Isso não significa que podemos entender cada uma de suas declarações. O que estou dizendo é que não há contradição nas Escrituras e sugerir que os ensinos de Jesus Cristo e de Paulo, ou os ensinos de Paulo e dos demais apóstolos não concordam entre si é contrário a todas as reivindicações do Novo testamento em si, e as reivindicações da Igreja através dos séculos, até o levantamento da chamada escola da alta crítica, há cerca de cem anos atrás. Não preciso abordar a questão aqui. Basta dizer que são apenas os críticos mais superficiais, os que agora estão ultrapassando em muitos anos, que ainda tentam defender uma antítese entre o que chamam de “a religião de Jesus” e a “fé do apóstolo Paulo”. Escrituras devem ser comparadas com Escrituras. Cada teoria que desenvolvemos deve ser testada pelo conjunto geral de doutrinas e dogmas da Bíblia toda, e que foi definido pela Igreja. Se esta regra fosse lembrada e observada, a maioria das heresias jamais teria surgido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo principio é um pouco mais específico: sempre devemos&lt;/span&gt; evitar o perigo de chegar a conclusão negativas a respeito dos ensinos de uma parábola. Isso não se aplica somente a esta parábola em particular, mas a toda as parábolas. Uma parábola nunca tem o propósito de ser um esboço completo da verdade. Seu objetivo é comunicar uma grande lição, ou apresentar um grande aspecto de uma verdade positiva. Sendo esse o seu objetivo e propósito, nada é mais tolo do que chegar a conclusões negativas a respeito de uma parábola. A omissão de certas coisas numa parábola não tem qualquer significado particular. Uma parábola é importante e significativa por causa daquilo que ela diz, e não devido às coisas que não diz. O seu valor é exclusivamente positivo, e de forma alguma negativo. Ora, digo a vocês que a desconsideração desta simples regra tem sido responsável pela maioria das estranhas e fantásticas teorias e idéias supostamente desenvolvidas a partir desta parábola do filho pródigo. É impressionante que tal coisa tenha sido possível, pois se aquele que fizeram isso tão-somente tivessem examinado as outras duas parábolas que encontramos neste mesmo capítulo, teriam compreendido imediatamente até que ponto seus métodos foram injustificáveis. Porque então, não tiraram delas também conclusões negativas? E igualmente com todas as outras parábolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, à parte disso, como é ridículo e ilógico, basear e estabelecer nosso sistema de doutrina sobre algo que não é dito! É por demais desonesto! Desonesto, porque ignora toda a autoridade, deixando-nos sem quaisquer padrões exceto nossos próprios preconceitos, desejos e imaginações. E isso, repito, é o que tem sido feito com esta parábola com tanta freqüência. Quero ilustrar isso, lembrando-lhes de algumas das falsas conclusões tiradas desta parábola. Não seria esta parábola a qual se referem constantemente quando tentam provar que idéias de justiça, juízo e ira são completamente estranhas à natureza de Deus e aos ensinos de Jesus a respeito dEle? “Não vemos nada aqui”, dizem, “acerca da ira do pai, nem qualquer exigência de certos atos por parte do filho — somente amor, puro amor, nada senão amor”. Este é um exemplo típico de uma conclusão negativa tirada desta parábola. Só porque ela não apresenta um ensino declarado sobre a justiça e ira de Deus, presumem que tais características não fazem parte da natureza de Deus. O fato de Jesus Cristo enfatizar essas características em outros textos é completamente ignorado. Outro exemplo é o ensino de que esta parábola elimina a absoluta necessidade de arrependimento. Ouvi falar de um pregador que tentou provar que o pródigo era um farsante, mesmo quando voltou para casa, que ele decidiu dizer algo que soasse bem, ainda que realmente não viesse do seu coração, apenas para impressionar o pai, e que a repetição exata de suas palavras provava isso. O ponto crucial era que, apesar de tudo isso, apesar da repetição hipócrita das palavras, ainda assim o pai o perdoou. O argumento final desse pregador era que o pai não disse uma palavra concernente ao arrependimento. Portanto, uma vez que ele nada disse a respeito, não é importante; uma vez que o arrependimento não é ensinado nem enfatizado pelo pai, isso significa que arrependimento diante de Deus não importa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez a mais séria de todas as conclusões falsas é aquela que declara que não há necessidade de um mediador entre Deus e o homem e que a idéia de expiação é estranha ao evangelho — a qual deve ser atribuída à mente legalista de Paulo. “A parábola não faz qualquer menção”, dizem, “de alguém entre o pai e o filho. Nenhuma referência é feita sobre outra pessoa pagando um resgate, ou fazendo uma expiação; vemos apenas uma interação direta entre o pai e o filho, resultante apenas da volta do filho daquela terra distante”. Desde que tais coisas não são mencionadas ou enfatizadas de forma específica na parábola, essas pessoas concordam que elas não são realmente importantes ou imprescindíveis. Como se o objetivo de nosso Senhor nesta parábola fosse apresentar um esboço completo de toda a verdade cristã, e não apenas ensinar um aspecto dessa verdade. Certamente deve ser óbvio para você que, se um processo semelhante fosse aplicado a todas as parábolas, teríamos um completo caos, e enfrentaríamos uma multidão de contradição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de uma parábola, então, é nos apresentar e ensinar uma grande verdade positiva. E se há um caso em que isso deve ser claro e evidente, é no caso desta parábola. Não é por acaso que ela é parte de uma série de três parábolas. Nosso Senhor parece ter feito um esforço especial para nos proteger do perigo ao qual estou referindo. Contudo, mesmo à parte disso, a chave de tudo nos é oferecida nos dois primeiros versículos do capítulo, que nos fornecem o contexto essencial. “E chegavam-se a ele os publicamos para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: este recebe pecadores, e come com eles”. Então se seguem estas três parábolas, obviamente com o objetivo de tratar dessa situação específica, e responder às objeções dos escribas e fariseus. E, como se desejasse acrescentar uma ênfase especial, nosso Senhor apresenta uma certa moral ou conclusão ao término de cada parábola. O elemento principal, certamente, é que há esperança para todos que o amor de Deus alcança, até mesmo publicanos e pecadores. A gloriosa verdade que brilha nesta parábola, e que o Senhor quer gravar em nós, é o maravilhoso amor de Deus, seu escopo e sua extensão; e isso é feito especialmente em contraste com as idéias dos fariseus e dos escribas sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras duas parábolas têm o propósito de nos mostrar o amor de Deus expresso numa busca ativa do pecador, esforçando-se por encontrá-lo resgatá-lo; e elas nos mostram a alegria de Deus e de todas as hostes celestiais quando uma única alma é salva. E então chegamos a esta parábola do filho pródigo. Por que ela foi acrescentada? Por que essa elaboração suplementar? Por que um homem, em vez de uma ovelha ou moeda perdida? Certamente pode haver uma resposta. As primeiras duas parábolas enfatizam unicamente a atividade de Deus sem nos dizer coisa alguma a respeito das ações, reações ou condições do pecador; porém esta parábola é apresentada para realçar esse aspecto e esse lado da questão, para que ninguém seja tolo ao ponto de pensar que todos seremos salvos automaticamente pelo amor de Deus, assim como a ovelha e a moeda foram encontradas. O ponto fundamental ainda é o mesmo, mas sua aplicação aqui se torna mais direta e mais pessoal. Qual, então é o ensino desta parábola, qual é a sua mensagem para nós hoje? Vamos examiná-la à luz dos seguintes parâmetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira verdade que ela proclama é a possibilidade de um novo começo, a possibilidade de um novo início, uma nova oportunidade, uma nova chance. O próprio contexto e cenário da parábola, como já mencionei, demonstra isso com perfeição. Foi porque eles sentiram e viram isso em Seus ensinos que os publicanos e pecadores “chegavam-se a ele para ouvir” — pois sentiam que havia uma oportunidade até mesmo para eles e que nos ensinos desse homem havia uma nova e viva esperança. E até mesmo os fariseus e os escribas viram exatamente a mesma coisa. O que irritava era que o Senhor tivesse qualquer tipo de associação com os publicanos e pecadores. Eles sempre tinham considerado tais pessoas como irrecuperáveis, sem qualquer esperança de redenção. Essa era a opinião ortodoxa de tais pessoas. Eram consideradas tão irremediáveis que eram totalmente ignoradas. A religião era para pessoas boas e nada tinha a ver com os que eram maus, e certamente nada tinha a lhes dar, nem aconselhava que boas pessoas se misturassem com os maus, tratando-os com bondade e oferecendo-lhes novas possibilidades. Então os ensinos de Senhor irritavam os fariseus e os escribas. Para eles qualquer um que visse possibilidade ou esperanças para um publicano ou pecador devia ser um blasfemo, e estava totalmente errado. Exatamente o mesmo ponto surge na parábola, nas diferentes atitudes do pai e do irmão mais velho para com o pródigo — não como ele devia ser recebido de volta, mas se ele devia ser recebido de volta, ou se merecia alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, então é o que se salienta imediatamente. Existe a possibilidade de um novo começo, e isso para todos, mesmo para aqueles que parecem estar além de toda esperança. Não podia haver caso pior do que o do filho pródigo. Todavia até mesmo ele pode começar de novo. Ele chegara ao fim de si mesmo, tinha tocado os limites máximos da degradação, caindo tanto que não podia descer mais! Não há quadro mais desesperador do que o desse jovem, num país distante, em meio aos porcos, sem dinheiro e sem amigos, desesperançado e miserável, abandonado e desalentado. Mas até mesmo ele tem a oportunidade de um novo início; até mesmo ele pode começar outra vez. Há um ponto decisivo que pode resultar em êxito e felicidade, até mesmo para ele. Que evangelho abençoado, especialmente num mundo como o nosso! Que diferença a vida de Jesus Cristo operou! Ele trouxe nova esperança para a humanidade. Nada demonstra e prova mais o fato de que o evangelho de Jesus Cristo realmente é a única filosofia de vida otimista oferecida ao homem, do que publicanos e pecadores se chegarem a Ele para ouvi-lO. E a mensagem que ouviram, como nesta parábola do filho pródigo, era algo inteiramente novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero que observem que isso não só era novo para os judeus e os seus líderes, mas também para o mundo todo. A esperança estendida pelo evangelho aos mais vis e desesperados não só contrariava o miserável sistema dos judeus, mas também a filosofia dos gregos. Aqueles grandes homens tinham desenvolvido suas teorias e filosofias; todavia nenhum deles tinha algo a oferecer aos derrotados e liquidados. Todos exigiam um certo nível de inteligência, integridade moral e pureza. Todos requeriam muito da natureza humana à qual se dirigiam. Também não eram realistas. Escreviam e falavam de forma altamente intelectual e fascinante a respeito de suas utopias e suas sociedades ideais, mas deixavam a humanidade exatamente na mesma situação. Eram totalmente alienados à vida diária do homem comum. As únicas pessoas que podiam tentar colocar em prática seus métodos idealistas e humanísticos para resolver os problemas da vida eram os ricos e os desocupados, e mesmo estes invariavelmente descobriam que esses métodos não funcionavam. Não havia, como nunca houvera antes, qualquer esperança para os desesperados do mundo antes da vinda de Jesus Cristo. Ele foi o único que proclamou a possibilidade de um novo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esse ensino não era novo apenas naquela época, durante os Seus dias aqui na terra; ainda é novo hoje em dia. Ainda é surpreendente e assombroso, e ainda espanta o mundo moderno tanto quanto espantou o mundo antigo há quase dois mil anos atrás. O mundo continua sem esperança e a filosofia que o controla ainda é profundamente pessimista. E isso talvez possa ser percebido com maior clareza quando ele tenta ser otimista, pois vemos que quando tenta nos confortar, ele sempre aponta para o futuro com suas possibilidades desconhecidas, e nos diz que no novo ano as coisas certamente serão melhores ou que de qualquer forma não podem piorar! E argumenta que a depressão já durou tanto que certamente uma mudança da maré deve ser iminente! Alegra-se que um ano terminou e outro vai começar. Qual é o segredo de um novo ano? Seu grande segredo está no fato de que nada sabemos a seu respeito! Tudo que sabemos é ruim; daí tentarmos nos consolar contemplando o que nos é desconhecido, imaginando que vai ser muito melhor. Ouçam também as suas idéias e seus planos para melhorar a humanidade. Tudo o que pode dizer é que está tentando tornar o mundo melhor para seus filhos, tentando edificar algo para o futuro e para a posteridade. Sempre no futuro! Nada tem a oferecer no presente; sua única esperança é tornar as coisas melhores para aqueles que ainda não nasceram. E quanto mais proclama isso e tenta colocá-lo em pratica, mais hesitante se torna. Como prova, basta compararmos a linguagem de 1875 com a de 1935 ou mesmo a de 1905 com a de 1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, se essa é a situação em relação à sociedade em geral, quanto mais desesperada e irremediável ela é quando considerada num sentido mais individual e pessoal! Que solução o mundo tem a oferecer para os problemas que nos afligem? A resposta a essa pergunta pode ser vista nos esforços frenéticos de homens e mulheres para tentarem resolver seus problemas. E, no entanto, nada é mais evidente do que o fato que seus esforços são inúteis e sempre fracassam. Ano após ano homens e mulheres fazem novas revoluções. Compreendem que, acima de tudo, o que precisam é de um novo começo. Decidem voltar as costas ao passado e virar uma nova página — ou, às vezes, começam um novo livro! Esse é o seu desejo, essa é sua firme decisão e intenção. Querem desvincular-se do passado, e por algum tempo fazem o possível para isso, mas nunca permanecem no intento. Ao poucos, inevitavelmente, voltam à sua velha posição e sua antiga situação. E depois de algumas experiências assim, acabam desistindo de tentar outra vez, e concluem que é tudo inútil. Lutam e se esforçam por algum tempo, mas finalmente a fadiga e o cansaço os vencem, a pressão e a força do mundo e suas filosofias parecem estar totalmente do outro lado, e eles entregam os pontos. A posição parece ser inteiramente sem esperança. Eu me pergunto: quantos, até mesmo aqui neste culto hoje, sentem que estão nessa situação, de uma forma ou outra? Meu amigo, você sente que perdeu o mundo, que se desviou? Sente-se constantemente assediado pelo que “podia ter sido”? Sente que está em tal situação, ou em tal posição, que não tem nenhuma esperança de sair dela e endireitar-se novamente? Sente que esta tão longe daquilo que devia ser e do que gostaria de ser, que não pode mais alcançá-lo? Você sente que não tem mais esperança por causa de alguma situação que está enfrentando, ou devido alguma complicação em que se envolveu, um pecado que o domina, o qual não consegue vencer? Você já disse a si mesmo: “Que adianta tentar outra vez? Já tentei tantas vezes antes, e sempre fracassei; tentar outra vez só pode produzir o mesmo resultado. Minha vida é uma confusão; perdi minha oportunidade e daí para frente devo me contentar em fazer o melhor que posso na situação em que estou”. São estes os seus sentimentos e pensamentos? Já está convencido que perdeu sua oportunidade na vida, que o que passou passou, e que se você tivesse outra oportunidade tudo seria diferente, todavia isso é impossível? É essa a sua posição? Coitado! Quantos estão em tal situação? Como é infeliz e sem esperança a vida da maioria dos homens e das mulheres! Como é triste! Ora, a primeira palavra do evangelho para os que estão nessa situação é que eles devem erguer suas cabeças, que nem tudo está perdido, que ainda há esperança, ainda há esperança de um novo começo, aqui e agora, neste momento, sem qualquer relação com algo imaginário e pertencente a um futuro desconhecido; mas algo que se baseia num fato que se passou há quase dois mil anos atrás, o qual ainda é tão poderoso hoje como era então. Até mesmo o pródigo tem esperança. Há um ponto de retorno no caminho mais tenebroso e irremediável. Há um novo começo oferecido até mesmo aos publicanos e pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, quero enfatizar em detalhes o que já mencionei de passagem: esta mensagem do evangelho não é algo geral e vago como a mensagem do mundo, mas é algo que contém condições muito definidas. E é aqui que vemos com maior clareza porque nosso Senhor proferiu essa parábola em acréscimo às outras duas. Para que possamos tirar proveito desse novo começo oferecido pelo evangelho, precisamos observar os seguintes pontos. Ouçam amigos, permitam que eu enfatize a importância de fazermos isso! Se vocês simplesmente ficarem sentados, ouvindo e permitindo que o quadro brilhante do evangelho os emocione, voltarão para casa exatamente como chegaram aqui. Todavia, se observarem cada ponto com cuidado, e o colocarem em prática, voltarão para casa como pessoas totalmente diferentes. Se estão ansiosos por tirarem proveito da nova esperança e do novo começo oferecido pelo evangelho, então devem seguir suas instruções e seus métodos. Pois bem, quais são eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é que devemos enfrentar nossa situação com franqueza e honestidade. É uma coisa estar numa posição má e difícil, outra coisa completamente diferente é enfrentá-la com sinceridade. Este filho pródigo estava numa situação péssima por muito tempo antes de chegar ao ponto de realmente compreender isso. Uma pessoa não cai subitamente na situação descrita aqui. Aquilo aconteceu aos poucos, quase sem que ele percebesse. E mesmo depois que aconteceu, ele levou algum tempo para percebê-lo. O processo é tão sutil e tão insidioso que a pessoa mal percebe. Ela contempla seu rosto no espelho todas as manhãs e não nota as mudanças que estão acontecendo. Somente alguém que não a vê com freqüência pode notar os efeitos com mais clareza. E muitas vezes, quando começamos a sentir terrível realidade da nossa situação, deliberadamente evitamos pensar a respeito. Colocamos tais pensamentos de lado e nos ocupamos com outras coisas comentando: “Que adianta pensar a respeito disso? Essa é a situação, acabou!” Ora, o primeiro passo no caminho da volta, é enfrentar a situação com honestidade e franqueza. Lemos que esse jovem “caiu em si”. Foi exatamente o que ele fez! Ele enfrentou a situação, e o fez com sinceridade. Compreendeu que seus problemas eram resultado exclusivo de sua próprias ações, que ele fora um tolo, que não devia ter abandonado a casa de seu pai, e certamente não devia tê-lo tratado da maneira que fizera. Ele olhou para si mesmo e mal conseguiu acreditar no que viu! Olhou para os porcos e as bolotas à sua volta. Encarou a situação de frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo, você já fez isso? Já olhou para si mesmo? Já pensou se todas as suas ações durante o ano que passou fossem colocadas no papel? E se tivesse mantido um registro de todos os seus pensamentos e desejos, suas ambições e imaginações? Você permitiria que isso fosse publicado sob seu nome? O que você é hoje em comparação com o que foi no passado? Olhe para suas mãos — estão limpas? E os seus lábios — são puros? Olhe para seus pés — onde eles pisaram, que caminho percorreram? Olhe para si mesmo! É realmente você? E então olhe à sua volta, para a sua posição e os seu ambiente. Não fuja! Seja honesto! Do que você está se alimentando? Comida ou bolotas lançadas aos porcos? Em que você tem gastado seu dinheiro? Para que fins você usou dinheiro que talvez devesse ser usado para alimentar sua esposa e filhos, ou vesti-los? Do que você tem se alimentado? Olhe! É alimento próprio para ser humano? Avalie o que você gosta. Enfrente-o com calma. É algo digno de uma criatura criada por Deus, com inteligência e sabedoria? É coisa que pelo menos honra o ser humano — quanto mais a Deus? É alimento de porcos, ou é próprio para ser consumido por um seu humano? Não basta que você apenas lamente a sua sorte ou se sinta miserável. Como acabou em tal estado ou situação? Olhe para os porcos e as bolotas, e compreenda que é tudo devido você ter abandonado a casa do seu pai, agindo deliberadamente contra os ditames da sua própria consciência, deliberadamente zombando da religião e de todos os seus mandamentos e princípios; tudo é resultado exclusivo de suas próprias decisões. A situação em que se encontra hoje é conseqüência de suas próprias escolhas, e de sua próprias ações. Enfrente isso e admita-o. Esse é o primeiro passo essencial no caminho da volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte é compreender que há somente Um a que você pode recorrer, e somente uma coisa a fazer. Não preciso elaborar esse ponto em detalhes, no que se refere ao filho pródigo, pois é bastante claro. “Ninguém lhe dava nada”. Tentara de tudo, esgotara todos os seus recursos e seus esforços, bem como os esforços de outras pessoas. Tudo acabara para ele e ninguém podia ajudá-lo — exceto um. O pai! A última, a única esperança. O evangelho sempre insiste que cheguemos a esse ponto. Enquanto lhe resta um centavo que seja, o evangelho não o ajudara. Enquanto tiver amigos, ou entidades às quais pode recorrer em busca de ajuda, crendo que lhe darão assistência, o evangelho nada tem a lhe dar. Naturalmente, enquanto o homem achar que pode se manter recorrendo a qualquer um desses outros métodos, ele continuará tentando fazer isso. E em nossa estimativa, o mundo ainda está longe da falência. Ele ainda crê em seus métodos e em suas próprias idéias. E de que forma patética nos agarramos a ele! Confiamos em nossa força de vontade e em nosso próprio esforço. Recorremos aos “anos novos” do nosso calendário com se ele pudessem fazer qualquer diferença em nossa situação! Buscamos a ajuda de amigos e companheiros, de parentes e queridos. Ah, vocês estão familiarizados com o processo, não só em seus esforços de acertar a sua própria vida, mas também nos esforços de endireitar a vida de outros a respeito de quem estão preocupados ou ansiosos. E assim continuamos até termos esgotados os recursos. Como o pródigo, continuamos até nos tornarmos frenéticos, e até ao ponto em que “ninguém nos dá nada” Somente então é que nos voltamos para Deus. Oh que insensatez! Permitam que eu estoure essa falácia aqui, e agora. Enfrentem-na com franqueza. Compreendam que todos os seus reforços vão falhar, como sempre falharam até aqui. Entendam que a melhora será meramente transitória e temporária. Parem de se enganar a si mesmos. Compreendam como é desesperada a sua situação. E compreendam que existe somente um poder que pode colocar suas vidas no caminho certo — o Poder do Deus Todo-poderoso. Você podem continuar confiando em si mesmos e nos outros, e se esforçando ao máximo. Mas daqui a um ano a sua situação não só será a mesma, e sim muito pior. Somente Deus pode salvá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao se voltarem para Deus, vocês precisam compreender também que nada podem pleitear diante dEle, exceto a Sua misericórdia e compaixão. Quando o pródigo abandonou o lar, sua exigência foi: “Dá-me!” “Ele exigiu seus direitos. Estava cheio de auto-confiança e até mesmo presunção, sentindo que não estava recebendo tudo a que tinha direito. “Dá-me”! Mas quando voltou para casa, o seu vocabulário mudou e o que ele diz agora é : “Faz-me”. Anteriormente ele sentira que era “alguém” e que estava na posição de exigir direitos inerentes e dignos de uma pessoa como ele. Agora ele sente-se reduzido a nada e ninguém, e compreende que sua maior necessidade é que algo seja feito de sua vida. “Faz-me!”. Amigo, se você acha que tem qualquer direito de exigir perdão de Deus, posso lhe assegurar que está perdido e condenado. Se sente que Deus tem o dever e a obrigação de perdoá-lo, você certamente não será perdoado. Se sente que Deus é severo e que está contra você, então é culpado do maior de todos os pecados. Se ainda sente que é “alguém” e que tem direito de dizer “dá-me”, você nada receberá além de miséria e contónua desolação. Todavia, se compreender que pecou contra Deus e O indignou, se sente que não passa de um verme, ou menos que isso, indigno até de ser considerado um ser homem — quanto mais indigno de Deus! — se sente que nada é, em vista da forma como se afastou dEle e Lhe voltou as costas, ingnorando-O e zombando dEle, se se lançar diante dEle e da sua misericórdia implorando-Lhe que na sua infinita bondade e amor, Ele faça algo da sua vida, então tudo será diferente. Nunca foi a vontade de Deus que você acabasse na situação em que esta. Foi contra a vontade dEle que você se afastou. A decisão foi toda sua. Diga-lhe isso, e confesse também que o que mais o preocupa e aflige não é apenas a miséria que trouxe à sua própria vida, porém o fato de ter desobedecido a Ele, insultando-O e ofendendo-O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tendo compreendido tudo isso, ponha-o em prática! Abandone a terra distante. Sua presença neste culto significa que você se levantou dentre os porcos e as bolotas. Mas afasta-te dessa terra longínqua. Faça-o! Volte-se para Deus, busque a reconciliação com Ele! Tome uma decisão. Entregue-se a Ele! Ouse confiar nEle! Como teria sido ridículo se o filho pródigo tivesse limitado a pensar aquilo tudo, sem colocá-lo em prática! Teria continuado na terra longínqua. Mas ele agiu. Pôs em pratica a sua decisão. Cumpriu sua resolução. Voltou para o pai e entregou-se à sua misericórdia e compaixão, e você precisa fazer o mesmo, da forma como já indiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se fizer isso, descobrirá que no seu caso, como no caso do filho pródigo, haverá um novo começo para a sua vida, um novo princípio firme e sólido. O impossível acontecerá, e você ficará assombrado e maravilhado com o que descobrirá. Não vou me deter na alegria e no gozo e na emoção disso tudo hoje, para que possa enfatizar a realidade desse novo começo que o evangelho nos dá. Não é algo etéreo ou trivial. Não é uma simples questão de sentimentos ou emoções. Não é uma anestesia ou um sedativo que amortece nossos sentidos, levando-nos a sonhar com um mundo brilhante e feliz. É real, é verdadeiro. Em Jesus Cristo, um novo começo, real e genuíno, é possível. E é possível somente através dele! A grandeza do amor do pai nesta parábola não é expressada tanto em sua atitude como no que ele fez. Amor não é um mero sentimento vago, ou uma disposição geral. O amor é algo ativo! É a atividade mais dinâmica do mundo, e transforma tudo. É por isso que também aqui somente o amor de Deus pode realmente nos dar um novo começo, uma nova oportunidade. O amor de Deus não se limita a falar sobre um novo começo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu...”. O pai fez certas coisas pelo seu filho pródigo; e somente Deus pode fazer por nós e para nós aquilo que nos levantará outra vez. Observemos como Ele o faz. Oh, a maravilha do amor de Deus, que realmente faz novas todas as coisas, o único que realmente pode fazer isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observem como o pai oblitera o passado. Ele vai ao encontro do filho como se nada tivesse acontecido, ele o abraça e beija como se sempre tivesse sido zeloso e exemplar em toda sua conduta! E com que rapidez ordena aos servos que removam os farrapos e andrajos da terra longínqua, e com eles todos os traços e vestígios do seu passado pecaminoso. Com todas essas ações ele apaga o passado de uma forma que mais ninguém poderia fazer. Somente ele podia perdoar de fato, somente ele podia apagar o que o filho fizera contra ele e contra a família; e ele o fez. Removeu todos os traços do passado. E essa sempre é a primeira coisa que acontece quando um pecador se volta para Deus da forma como estamos descrevendo. Voltamo-nos para Ele esperando tão pouco quanto o pródigo, cuja expectativa era que fosse feito um servo. Quão infinitamente Deus transcende todas as nossas maiores expectativas quando Ele começa a tratar conosco! Tudo que pedimos é alguma forma de começara outra vez. Deus nos maravilha e surpreende com Sua primeira ação — obliterando todo o nosso passado! E isso, enfim, é o que almejamos acima de tudo. Como podemos ser felizes e livres em vista do nosso passado? Mesmo que não cometamos mais certas ações ou um certo pecado, o passado está presente e sempre temos diante de nós o que fizemos. Esse é o problema. Quem pode nos libertar do nosso passado? Quem pode apagar do livro da nossa vida aquilo que já fizemos? Há somente Um! E Ele pode fazê-lo! O mundo tenta me persuadir que não importa, que posso voltar as costas ao passado e esquecê-lo. Mas eu não posso esquecer — ele sempre me volta à lembrança. E me lança em miséria e desespero. Posso tentar de tudo, porém meu passado permanece um fato sólido, terrível, medonho. Há alguma forma de me livrar dele? Algum modo de apagá-lo? Há somente um que pode removê-lo dos meus ombros. Eu só posso ter certeza que meus farrapos e andrajos se foram quando os vejo na Pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que os tomou sobre Si e Se fez maldição em meu lugar. O Pai mandou que Ele tirasse de sobre mim os meus farrapos, e Ele o fez. Ele levou minha iniqüidade, e Se vestiu e cobriu com meu pecado. Ele o tirou, lançando-o no mar do esquecimento de Deus. E quando eu compreendo e creio que Deus em Cristo não só perdoou meu passado, mas também o esqueceu, quem sou eu para procurar por ele e tentar encontrá-lo? Minha única consolação, quando considero o passado, é lembrar que Deus o apagou. Ninguém mais podia fazer isso. Mas Ele o fez. E este é o primeiro passo essencial para um novo começo. O passado precisa ser apagado; e ele é apagado em Cristo e em Sua morte expiatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, para ter um começo realmente novo, mais uma coisa é necessária. Não basta que todos os traços do meu passado sejam removidos. Preciso de algo no presente. Preciso ser vestido, necessito de algo que me cubra. Preciso de confiança para começar outra vez e para enfrentar a vida, as pessoas e os problemas que fazem parte dela. Embora o pai tenha corrido ao encontro do filho e o beijado, isso por si só não lhe teria dado segurança. Ele saberia que todos veriam os andrajos e a lama. Por essa razão, o pai não se limitou a isso. Ele vestiu o rapaz com roupas dignas de um filho, com todas as provas externas dessa posição. Anunciou a todos que seu filho retornou, e o vestiu de forma que o rapaz não se sentisse envergonhado diante dos outros. Ninguém mais além do pai podia fazer isso. Outros podiam ter ajudado o rapaz, mas somente o pai podia restaurá-lo à sua posição de filho e prover tudo o que estava associado a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente o mesmo acontece quando nos voltamos para Deus. Ele não só nos perdoa e apaga nosso passado, mas também nos torna filhos. Ele nos dá uma nova vida e novo poder. E Ele lhe dará tal certeza do Seu amor, meu amigo, que você poderá olhar para os outros sem qualquer sentimento de vergonha. Ele o vestirá com o manto da justiça de Cristo, e não só lhe dirá que o vê como filho, mas na verdade fará com que sinta que realmente o é. Quando olhar para si mesmo, você nem sequer se reconhecerá! Olhará para o seu corpo e verá esse manto de valor inestimável, olhará para os seus pés e os verá calçados de sandálias novas, olhará para sua mão e verá o anel, o selo do amor de Deus. E quando fizer isso, sentirá que pode enfrentar o mundo todo de cabeça erguida, sim, e poderá enfrentar o diabo e todos os poderes que o enganaram no passado e que arruinaram a sua vida. Sem essa posição e confiança, um novo começo não passa de um produto da imaginação. P mundo tenta limpar suas velhas vestes, buscando dar-lhes uma aparência respeitável. Somente Deus, em Cristo pode nos vestir com um manto novo, e realmente nos tornar fortes. Que o mundo tente apontar o dedo para nós, querendo trazer à tona o nosso passado! Que tente lançar seus piores estrategemas contra nós! Basta que olhemos para o manto, as sandálias e o anel, e saberemos que tudo está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você ainda requer uma prova clara da realidade de tudo isso, ela pode ser encontrada no fato que até mesmo o mundo tem de reconhecer que é verdade. Ouça as palavras do servo, falando com o irmão mais velho. O que ele diz? “Um homem de aparência estranha, em andrajos, apareceu aqui hoje?” Não! “Veio o teu irmão”. Como ele soube que era o irmão? Ah, ele vira as ações do pai e ouvira suas palavras! Ele jamais teria reconhecido o filho, porém o pai o reconheceu, mesmo à distancia. O pai o reconheceu! E Deus reconhece você, e quando você se volta para Ele e permite que Ele o vista, todos ficarão sabendo. Até mesmo o irmão mais velho ficou sabendo. Era a última coisa que ele queria saber, mas os cânticos e os sons de júbilo e alegria não deixavam dúvidas quanto à conclusão inevitável. Ele estava por demais aviltado para dizer “meu irmão”, no entanto, até mesmo ele teve que dizer: “Este teu filho”. Não passou prometer que todos o amarão, que falarão bem a seu respeito se entregar sua vida a Deus em Cristo. Muitos certamente o odiarão, e o perseguirão zombando de você e fazer muitas outras coisas contra você, mas, ao fazerem isso, estarão na verdade testemunhando que eles também perceberam que você é uma nova pessoa, que sua vida foi renovada e recebeu a oportunidade de um novo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais você requer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está a oportunidade para um começo realmente novo. É o único meio. O próprio Deus o tornou possível, enviando Seu Filho unigênito a este mundo, para viver, morrer, e ressuscitar. Não importa o que você tenha sido no passado, nem o que é no momento. Basta que se volte para Seus, confessandp seu pecado contra Ele, lançando-se sobre Sua misericórdia em Cristo Jesus, reconhecendo que somente Ele pode salvar e guardar você, e descobrirá que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O passado será esquecido&lt;br /&gt;Gozo dado no presente,&lt;br /&gt;Graça futura prometida —&lt;br /&gt;E uma coroa de glória no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha! Amém.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;M. Lloyd-Jones&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;* Sermão pregado em 06 de janeiro de 19&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;em&gt;5.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115752091837651312?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115752091837651312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115752091837651312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115752091837651312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115752091837651312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/parbola-do-filho-prdigo-lloyd-jones.html' title='A Parábola do Filho Pródigo - Lloyd-Jones'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115747073747281851</id><published>2006-09-05T12:38:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T15:01:24.716-03:00</updated><title type='text'>Você Tem Sede de Deus?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Três Tipos de Sede Espiritual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Embora não seja perceptível em todos os momentos, em um sentido existe uma sede em todas as pessoas. Deus não nos criou para estarmos contentes com nossa condição natural. Ou de uma forma ou de outra, em um grau ou outro, todos querem mais do que têm no presente momento. A diferença entre as pessoas é o tipo de anseio que possuem no fundo de sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de sede espiritual, podemos dizer que há pelo menos três tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Sede da alma vazia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa não convertida possui uma alma vazia. Destituída de Deus, busca contínua e freneticamente algo para preencher seu vazio. Os objetivos desta corrida desvairada podem incluir dinheiro, sexo, poder, casas, propriedades, esportes, hobbies, entretenimento, misticismo, realização, reconhecimento e estudo; em qualquer desses, porém, está essencialmente "fazendo a vontade da carne e dos pensamentos"(Ef 2.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Agostinho afirmou: "Tu nos criaste para ti mesmo e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em ti". Sempre buscando, nunca satisfeita, a alma vazia vai de um objetivo a outro, sempre incapaz de achar algo que consiga preencher o vácuo do tamanho de Deus que existe no seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia da alma vazia é que, embora seja perpetuamente insatisfeita em tantas áreas de sua vida, ela se satisfaz com tanta facilidade em relação à busca de Deus. Sua atitude para com assuntos espirituais é como o homem que disse à sua alma complacente em Lucas 12.19: "Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam quais forem os desejos da alma vazia nesta vida, estes nada têm em comum com o que o pastor e teólogo do século dezoito, Jonathan Edwards, chamava de "desejo santo, exercitado por meio de anseios, fome e sede de Deus e de santidade", que caracteriza o verdadeiro cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;2. Sede da alma árida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre a alma vazia e a alma árida é que a primeira nunca experimentou os "rios de água viva" (Jo 7.38), enquanto que a segunda já os conhece e sabe do que está sentindo falta. Isto não significa que a alma árida tenha perdido a habitação interior do Espírito Santo; de fato, como Jesus disse, "a água que eu&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.14, ênfase acrescentada). Como é, então, que a alma do verdadeiro crente em Cristo se torna árida, quando Jesus prometeu que "aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, para sempre" (Jo 4.14)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma do cristão pode se tornar árida em uma de três maneiras. A mais comum é quando se bebe demais das fontes dessecantes do mundo e se esquece dos "ribeiros de Deus" (Sl 65.9). Talvez o salmista tivesse bebido demais das águas espiritualmente salgadas e insalubres do mundo, pois escreveu duas vezes no mesmo capítulo sobre ansiar por Deus com todo o coração e, ao mesmo tempo, sobre sua firme resolução de não se afastar da Palavra do Senhor (ver Sl 119.10). Excessiva atenção a um determinado pecado ou pecados e falta de atenção à comunhão com Deus (duas coisas que freqüentemente ocorrem em conjunto) inevitavelmente definharão a vida espiritual do cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda causa de aridez na vida de um filho de Deus é o que os puritanos chamavam das deserções de Deus. Por razões nem sempre claras para nós, o Senhor às vezes retira a nossa consciência de sua proximidade. O melhor e mais conciso conselho que posso oferecer a cristãos que lutam com este tipo de aridez espiritual vem de William Gurnall: "O cristão precisa aprender a confiar num Deus que pode se afastar". Quando o sol se esconde atrás de uma nuvem, não está menos próximo do que quando seus raios podem ser sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, prolongada fadiga física ou mental pode causar aridez espiritual. Tanto a causa como a cura geralmente são bastante óbvias. A pessoa pode não perceber crescimento espiritual quando passa por fadiga ou esgotamento, entretanto é possível que tenha aprendido muitas lições na batalha que causou a fadiga, as quais serão vistas como significativos marcos espirituais na sua vida quando o sol voltar a brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiferente da causa, a aridez na vida do cristão o faz sentir como o salmista que suspirava por Deus "como a corça pelas correntes das águas"(Sl 42.1). Quando você estiver nesta condição, nada mais além da água viva do próprio Deus o satisfará. Outras coisas podem tê-lo distraído, mas agora a única coisa que importa é voltar a ter a consciência da presença do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Sede da alma saciada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer uma contradição, mas em contraste com a alma árida, a alma saciada tem sede de Deus precisamente por ter sido saciada por ele. "Oh! Provai, e vede que o Senhor é bom" (Sl 34.8). Ao provar que o Senhor realmente é bom, o sabor foi tão singularmente satisfatório que gerou um anseio por muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo demonstrou isto na sua famosa exclamação: "para o conhecer" (com a idéia: "oh, que eu o pudesse conhecer!" - Fp 3.10). Nas linhas anteriores, ele havia se exultado no relacionamento e conhecimento de Jesus que já tinha, dizendo que considerava tudo como refugo e perda diante da sublimidade desta experiência (vv. 7,8). No entanto, logo em seguida clama: "para o conhecer". A alma de Paulo estava saciada com Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, ainda sedenta por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer bem a Cristo satisfaz tanto a sede espiritual porque nenhuma pessoa, possessão ou experiência pode produzir nada semelhante ao prazer espiritual que temos nele. Comunhão com Cristo é algo incomparável porque não há desapontamento algum com o que se descobre nele. Além disso, a gratificação espiritual que se recebe através de conhecê-lo inicialmente nunca acaba. E por cima de tudo isso, o Senhor em quem se encontra toda essa satisfação é um universo infinito de vida e realização, no qual se pode imergir para explorar e desfrutar sem limites. Portanto, não há nenhuma falta de satisfação em conhecer a Cristo; contudo, Deus não nos fez de tal forma que uma só experiência pudesse saciar todo futuro desejo por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan Edwards descreveu a relação entre o bem espiritual desfrutado na comunhão com Cristo e a sede por mais que isto produz da seguinte forma: "O bem espiritual é realmente capaz de nos satisfazer; quem dele provar sentirá mais sede por ele... e quanto mais experimentar, quanto mais conhecer de fato esta excelente, inigualável, e excelsa doçura e a satisfação que traz, com mais intensa fome e sede a buscará".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus faça com que esta oração de A. W. Tozer seja uma expressão verdadeira das nossas próprias aspirações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Deus, tenho provado da tua bondade, e isto tanto me tem saciado como tem aumentado minha sede. Tenho dolorosa consciência da minha necessidade por graça ainda maior. Envergonho-me da minha falta de desejo. Ó Deus, Deus Triúno, quero desejar a ti; anseio estar cheio de anseios: tenho sede de ficar com mais sede ainda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A Bênção da Sede Espiritual&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Bem-aventurados todos os que nele esperam" (ou "os que por ele anseiam", no original), declarou o profeta Isaías (Is 30.18). "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça", reiterou Jesus (Mt 5.6). Um intenso desejo pelo Senhor e pela sua justiça é uma bênção. Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Deus inicia a sede espiritual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão de alguém ter sede por Deus é que o Espírito Santo está agindo dentro dele. Se você é um cristão, duas pessoas vivem no seu corpo: você e o Espírito Santo. Como o apóstolo Paulo explicou: "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Co 6.19). E o Espírito Santo não está passivo no seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, assim como você pode escolher pensamentos para colocar na sua mente, ele também pode – e de fato coloca. Você pode decidir que vai pensar por alguns instantes sobre o que deve fazer esta noite; da mesma forma, ele pode plantar pensamentos sobre Deus e as coisas de Deus. Esta ação faz parte do processo que ele usa para levar um cristão a se "inclinar para o Espírito" (Rm 8.5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra parte da ação dele é levar você a ter sede de Deus e anseios (como "Aba, Pai", ver Romanos 8.15), assim como outros sinais de vitalidade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Spurgeon, o singular pregador batista britânico do século XIX, descreveu assim a bênção da sede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém suspira por Deus, é fruto de uma vida secreta no seu interior: ele não suspiraria muito tempo por Deus por sua própria natureza. Ninguém tem sede por Deus enquanto ainda estiver no seu estado carnal (ou seja, não convertido). A pessoa não regenerada suspira por qualquer coisa antes de suspirar por Deus. É prova da natureza renovada ter um anseio por Deus; é uma obra de graça na sua alma e você deve ser profundamente agradecido por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;2. Deus coloca sede espiritual a fim de poder saciá-la&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deus não acende o fogo do desejo por ele a fim de nos frustrar ou para zombar de nós. Ele mesmo declarou: "Não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão" (Is 45.19). O que se aplica à linhagem natural de Jacó (Israel) é válido também para seus descendentes espirituais – aqueles que crêem no Messias de Israel, Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus gera sede no homem por ele a fim de poder saciá-la com sua própria vida. "Pois dessedentou a alma sequiosa" é a promessa de Salmo 107.9, "e fartou de bens a alma faminta". Jesus garante que são "bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos" (Mt 5.6, ênfase acrescentada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan Edwards argumentava que, de acordo com as Escrituras, "os tementes a Deus são destinados a experimentar felicidade inconcebível e além do conhecimento humano". E acrescentava: "Sem dúvida, Deus alcançará seu objetivo em gloriosa perfeição". Se Deus, de fato, nos criou para fruirmos de inimaginável plenitude de alegria, e plantou em nós o anseio para a alcançarmos, então certamente também "fez o homem capaz de experimentar este imensurável e sublime êxtase espiritual... Deduzimos que o homem foi designado para uma maravilhosa bem-aventurança, já que Deus o criou com anseios e desejos que não podem ser satisfeitos com nada menos que uma felicidade muito grande... Um desejo que não pudesse ser satisfeito seria um eterno tormento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edwards defendia, obviamente, que estes "anseios e desejos" eram evidências de sede por Deus, um anseio que só pode ser completa e finalmente saciado no desfrutar eterno e ilimitado de comunhão face a face com o próprio Senhor na vida celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contemplar sua glória, os regenerados testificarão que estão abundantemente saciados com a plenitude da casa do Senhor e que da "torrente das suas delícias" ele lhes dá de beber (Sl 36.8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem sede de Deus? Sede é uma parte do plano de Deus que nos conduz em direção ao seu magnífico e inconcebível alvo eterno! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passos Práticos Para Ter Sede de Deus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Se você possui verdadeira sede por Deus, seu anseio sem dúvida é ter mais anseio ainda. Como insistia Jonathan Edwards: "Verdadeiros e graciosos anseios por santidade não são meros desejos inúteis ou infrutíferos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Medite na Palavra de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe que devemos "meditar" e não meramente ler. Muitas pessoas que estão desfalecendo espiritualmente são leitores assíduos da Bíblia. Sem o auxílio da meditação, advertia o grande homem de fé e oração, George Müller, a simples leitura da Palavra de Deus pode tornar-se informação que apenas "passa pelas nossas mentes, tal qual água que passa por um encanamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense no fluxo incessante de informação que passa pela sua mente diariamente – todas as coisas que vê, lê e ouve. A maioria das pessoas luta com "sobrecarga de informação", sem conseguir acompanhar a entrada fenomenal de dados em suas mentes. Se não tomarmos cuidado, as palavras da Bíblia podem se transformar em mais uma corrente de dados no rio cada vez mais volumoso que passa pelos nossos pensamentos. Assim que acabam de passar, empurradas pela pressão do fluxo de outras informações, logo passamos a focalizar o que está agora diante de nós. Tantas coisas passam pelos nossos cérebros que, se não absorvermos algumas delas, não seremos afetados por nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, se devemos absorver alguma coisa de tudo aquilo que passa por nossas mentes, devem ser as palavras inspiradas do céu. Se não absorvermos a água da Palavra de Deus, não teremos como matar nossa sede espiritual. Meditação é o meio de absorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaste 25 a 50 por cento do seu tempo de leitura meditando em algum versículo, frase ou palavra daquela passagem. Faça perguntas a respeito. Ore sobre o assunto. Pegue a caneta e rabisque seus pensamentos num bloco de papel. Procure pelo menos uma maneira de aplicar ou viver aquilo. Demore um pouco ali. Sature sua alma lentamente na água da Palavra e descobrirá que isso não só trará refrigério, mas também estimulará sede por muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Ore através das Escrituras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter lido uma passagem da Bíblia, ore usando uma parte do mesmo trecho. Quer tenha lido apenas um capítulo ou vários, escolha depois uma parte da sua leitura e, versículo por versículo, permita que as palavras de Deus se tornem as asas das suas palavras a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja possível orar usando qualquer trecho das Escrituras, recomendo especialmente que, indiferente de onde tenha feito sua leitura, você depois vire para os Salmos e use um deles para orientar sua oração. O livro de Salmos era o divinamente inspirado hinário de Israel. Além disso, duas vezes no Novo Testamento (ver Ef 5.19 e Cl 3.16) recomenda-se aos cristãos que cantem salmos. De forma diferente de todo o restante da Bíblia, os Salmos foram inspirados por Deus para o explícito propósito de serem refletidos para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que você tenha escolhido o Salmo 63 para sua oração hoje. O primeiro versículo diz: "Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você poderia entrar na oração confessando que o Senhor é o seu Deus, agradecendo-o graciosamente por isto e depois simplesmente exultando em Deus pelo fato dele ser Deus. Em seguida, poderia expressar os anseios e suspiros que sente por ele, reconhecendo que é uma bênção divina ter uma sede de Deus plantada no seu coração pelo próprio Deus. Talvez depois sinta desejo de pedir ao Senhor que plante esta sede divina nos seus filhos ou em alguém com quem tenha falado do evangelho. E assim poderia caminhar pelo salmo, orando a respeito do texto e daquilo que lhe ocorre enquanto lê. Se nada lhe vier à mente enquanto está meditando sobre um versículo ou trecho do capítulo, passe adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos poéticos, entranhados e espiritualmente transparentes dos Salmos freqüentemente combinam de formas que elevam a alma e acendem uma paixão por Deus. Tratam de forma realista com toda a gama das emoções humanas e podem tomá-lo de qualquer situação espiritual onde estiver e elevá-lo em direção ao céu. Nada consegue renovar tão infalivelmente meus anseios por Deus e atirar-me como foguete ao nível experimental de comunhão com ele do que orar com as palavras dos Salmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;3. Leia livros de autores que geram sede&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois das palavras sopradas por Deus que temos na própria Bíblia, leia obras confirmadas através dos séculos de autores cristãos que escreviam com canetas que geravam sede. Clássicos como O Peregrino, autores antigos como Jonathan Edwards, Charles Spurgeon, Irmão Lawrence, Madame Guyon, e autores mais modernos como A. W. Tozer e recentemente Tommy Tenney e John Piper podem trazer grande refrigério e despertar a sede dormente no nosso interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Senhor o abençoe com uma grande sede por ele que dure toda sua vida, pois certamente seu propósito é saciá-la consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Don Whitney&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115747073747281851?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115747073747281851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115747073747281851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115747073747281851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115747073747281851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/voc-tem-sede-de-deus.html' title='Você Tem Sede de Deus?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115746672809812130</id><published>2006-09-05T11:31:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T11:32:08.120-03:00</updated><title type='text'>A Tirania do Tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ec 3.1-15&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:&lt;br /&gt;Há tempo de nascer, e tempo de morrer;&lt;br /&gt;Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;&lt;br /&gt;Tempo de matar, e tempo de curar;&lt;br /&gt;Tempo de derribar, e tempo de edificar;&lt;br /&gt;Tempo de chorar, e tempo de rir;&lt;br /&gt;Tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Talvez &lt;strong&gt;“tirania”&lt;/strong&gt; seja uma palavra forte demais para o moderado fluxo e refluxo descrito com essas palavras, o qual nos leva durante a vida inteira de uma atividade a outra oposta, e de volta novamente àquela. A descrição é agradável, com uma variedade de humor e de ação, revelando diferentes ritmos em nossas ocupações. Agrada-nos o ritmo, pois quem gostaria de uma primavera perpétua ("tempo de plantar", mas nunca de colher), ou quem invejaria o homem de negócios que não dorme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto de uma busca de finalidade, no entanto, este movimento de cá para lá e de lá para cá não é nada melhor do que um círculo vicioso, e, além disso, traz consigo suas próprias conseqüências perturbadoras. Uma delas é que nós dançamos ao som de uma música, ou de muitas delas, que não foram compostas por nós; a segunda é que nada do que buscamos tem alguma permanência. Atiramo-nos a uma atividade qualquer que nos dê satisfação, mas com que liberdade escolhemos? Dentro de quanto tempo estaremos fazendo exatamente o oposto? Talvez as nossas escolhas nem sejam mais livres do que as nossas reações diante do inverno e do verão, ou da infância e da velhice, ditadas pela marcha do tempo e por mudanças espontâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vista desta forma, a repetição “tempo... e tempo” – começa a tornar-se opressiva. Seja qual for a nossa capacidade e iniciativa, o nosso verdadeiro senhor parece ser a inexorável mudança das estações: não apenas as que&lt;/span&gt; se encontram no calendário como também aquela maré de acontecimentos que ora leva a um determinado tipo de ação que nos parece adequado, ora a um outro que coloca tudo de maneira inversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, pouco temos a dizer das situações que nos levam a CHORAR, a RIR, a PRANTEAR e a SALTAR DE ALEGRIA; mas os nossos atos mais deliberados também podem ser condicionados pelo tempo, mais do que supomos. “Quem diria”, falamos às vezes, “que chegaria o dia em que eu acabaria fazendo tal ou tal coisa, e achando que é o meu dever!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a nação pacifista prepara-se para a guerra; ou o pastor de ovelhas pega a faca para matar a criatura que ele antes cuidou para que não morresse. O colecionador distribui o seu tesouro; amigos têm desavenças amargas; a necessidade de falar vem depois da necessidade de guardar silencia. Nada do que fazemos, parece, fica livre desta relatividade e desta pressão, quase uma imposição, vinda de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa reação natural seria buscar a realidade em algo além das mudanças, tratando a esfera das experiências cotidianas como um mero passatempo. Para nossa surpresa, no versículo 11 Coelet nos faz ver que essas perpétuas mudanças não são algo desordenado, mas um padrão deslumbrante e revelador, uma dádiva de Deus. O problema não é que a vida se recuse a ficar parada, mas, sim, que nós só percebemos uma fração do seu movimento e do seu plano sutil e intrincado. Em vez da ausência de mudanças, temos uma coisa melhor: um propósito dinâmico e divino, com um PRINCÍPIO e um FIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de uma perfeição congelada temos o movimento caleidoscópico de inúmeros processos, cada um com o seu próprio caráter e com o seu período de florescer e amadurecer, FORMOSO NO SEU TEMPO, contribuindo para a obra-prima total que é a OBRA DO CRIADOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós captamos estes momentos brilhantes, mas, mesmo à parte das trevas com que se entremeiam, eles deixam-nos insatisfeitos devida à falta de uma significado total que possamos entender. Diferentemente dos animais, absorvidos pelo tempo, nós queremos vê-los em seu contexto pleno, pois conhecemos um pouco da eternidade: o suficiente pelo menos para comparar o efêmero com o ETERNO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecemos alguém desesperadamente míope, percorrendo centímetro por centímetro uma grande tapeçaria ou pintura na tentativa de entender o todo. Vemos o suficiente para reconhecer um pouco de sua totalidade, mas o grande desenho se nos escapa, pois nunca podemos nos afastar o suficiente para vê-lo como o Criador o vê, completo e por inteiro, desde o PRINCÍPIO ATÉ O FIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta incompreensibilidade é desanimadora pra o secularista pensante, mas não para o CRENTE. Ambos podem refugiar-se na vida aproveitando-a ao máximo, mas o homem que não têm fé agi no vazio. O verse 12 não é frívolo como talvez pareça em algumas versões, como na ER, onde LEVAR VIDA REGALADA é literalmente “fazerem o bem”, isto é, “viver o melhor que puder” (BLH). Mas, mesmo assim, na ER a frase final, ENQUANTO VIVEREM, lança uma sombra sobre qualquer empreendimento. Se nada é permanente, muito embora grande parte do nosso trabalho vá sobreviver a nós, estamos apenas enchendo o tempo; e disso vamos nos dar conta mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crente por outro lado, pode aceitar o mesmo tipo de programa despretensioso, não como um tapa-buraco mas como uma tarefa. É um DOM DE DEUS (v.13), uma porção distribuída em nossa vida, cujo propósito é conhecido pelo Doador e é parte de sua obra eterna; pois Deus não faz nada em vão. Como o versículo 14 destaca, os planos divinos são diferentes dos nossos e em nada precisam ser corrigidos ou acrescidos: eles perduram. O ETERNAMENTE deste versículo combina com a ETERNIDADE colocada no CORAÇÃO DO HOMEM (v.11). Participar um pouco disto, por mais modestamente que seja, é um escape da “vaidade de vaidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim todo o parágrafo fala com a “bondade” e a “severidades” simultâneas que encontramos na conhecida frase de Romanos 11.22: “...para com os que caíram, severidade; mas para contigo, a bondade de Deus...” O homem ligado às coisas da terra, à luz dos versículos 14 e 15 e de toda essa seção, é prisioneiro de um sistema que ele não consegue quebrar nem sequer vergar; e por trás disso está Deus. Não há meio de fuga, e nenhum jeito de alijar-se da carga que o estorva ou incrimina. Mas o homem de Deus ouve estes versículos sem tais receios. Para ele o versículo 14 descreve a fidelidade divina que transforma o temor de Deus em um relacionamento filial e frutífero; e o versículo 15 lhe assegura que Deus conhece todas as coisas de antemão, e nada fica esquecido. Deus não tem empreendimentos abortivos, nem homens que ele tenha esquecido. Novamente Coelet demonstra, de passagem, que o desespero que ele descreve não é o seu próprio, nem precisa ser o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;D. Kidner&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115746672809812130?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115746672809812130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115746672809812130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115746672809812130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115746672809812130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/tirania-do-tempo.html' title='A Tirania do Tempo'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115737789196501287</id><published>2006-09-04T10:51:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T10:51:31.996-03:00</updated><title type='text'>Crescendo para Baixo - Packer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;CRESCENDO PARA BAIXO&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;2Co 7.9-11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;De vez em quando, durante anos de adolescência do meu filho, pedíamos para ele ficar de pé, com as costas apoiadas na parede da sala de jantar, pra que marcássemos com um lápis sua altura na parede de madeira branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava crescendo fisicamente, ficando mais alto a cada mês que passava, e aquilo o deixava animado. O mesmo acontecia conosco. Afinal de contas, é realmente emocionante observar o crescimento de seu filho. Algo estaria errado conosco se não estivéssemos interessados no modo como ele crescia. Mas aqui queremos falar de crescer PARA BAIXO, algo que todo cristão precisa aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão “crescer para baixo” é, sem dúvida, estranha em uma cultura como a nossa. Comemoramos o crescimento físico e exortamos aqueles que escorregaram e caíram na petulância infantil para crescerem emocionalmente. Além disso, temos o hábito de falar em crescimento espiritual, e as nossas versões bíblicas fazem o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, elas traduzem um verbo grego, que nada tem a ver com a idéias de “crescer para cima” com esta conotação, como podemos ver em Efésios 4.15: “Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”, e em 1Pe 2.2: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado o crescimento para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que falar em crescer para baixo tendo este plano de fundo parece inusitado. No entanto, o objetivo de minha colocação é chamar a atenção e fazer um consideração. O que temos de perceber é que só CRESCEMOS em direção a Cristo quando DIMINUÍMOS (humildade, do latin humilis, que significa “baixo” ). Os cristãos, podemos dizer, crescem mais quando ficam pequenos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sobre seu próprio ministério, em relação ao do Senhor Jesus, João Batista declarou: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jô 3.30). Algo similar a estas palavras tem de ser dito em relação a nossa vida como cristãos. O orgulho nos infla como balões, mas a graça perfura a nossa vaidade e faz com que o ar quente do orgulho saia de nosso sistema. O resultado (muito saudável) é que diminuímos e passamos a vos ver menores – menos agradáveis – menos capazes – menos inteligentes – menos competentes – menos fortes – menos preparados – menos comprometidos e assim por diante – do que imaginávamos ser. Paramos de falar para nós mesmos que somos pessoas de grande importância para o mundo e para Deus. Aceitamos o fato de que somos dispensáveis e insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nos esvaziarmos de nossas fantasias de total competência, começamos a tentar ser confiantes, obedientes, dependentes, pacientes e abertos em nosso relacionamento com Deus. Abrimos mão do sonho de sermos admirados por fazer tudo maravilhosamente bem. Começamos a nos ensinar, impassível e praticamente, a reconhecer que, de acordo com os padrões do mundo, não temos probabilidade de parecer, ou , na verdade, ser, bem-sucedidos. Nós nos submetemos a situações que esfregam nossas fraquezas no nosso próprio nariz, e nos voltamos para Deus na tentativa de conseguir forças para vence-las. Isto é parte, no mínimo, do que significa responder ao chamado do Senhor para sermos crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Denney, um estudioso escocês, disse certa vez que é impossível deixar, ao mesmo tempo,a impressão de que sou um grande pregador e Jesus Cristo, um grande Salvador. Da mesma forma, é impossível deixar, ao mesmo tempo, a impressão de que sou um grande cristão e Jesus Cristo, um grande Mestre. Portanto, o Cristão deve fazer de sua atitude de diminuição uma prática, de modo que, nele e por meio dele, o Salvador possa mostrar-se grande. Isto é o que quero dizer com crescer para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRESCIMENTO PARA BAIXO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de santidade é uma vida de crescimento pra baixo o tempo todo. Quando o apóstolo Pedro escreve: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3.18), e Paulo fala de crescer em Cristo (Ef 4.15) e alegrar-se com o crescimento da fé dos tessalonicenses (2Ts 1.3), o alvo de ambos é um progresso na direção da pequenez pessoal, que permite que a grandeza de Cristo apareça. O sinal deste tipo de progresso é que as pessoas se sintam e digam cada vez mais que nada são e que Deus, em Cristo, tornou-se tudo de que precisam para levar a vida adiante. É dentro desta estrutura, desta contínua diminuição do nosso ego carnal que está o segredo do verdadeiro crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos são chamados a uma vida de contínuo arrependimento, como uma disciplina integral para uma vida santa saudável. A Primeira das noventa e cinco teses de Lutero, fixadas na porta da Igreja de Wittenberg em 1517, declarava: “Quando nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo disse: Arrependei-vos (Mt 4.17), ele queria que a vida toda dos cristãos fosse marcada pelo arrependimento”. O Puritano Philip Henry, que morreu em 1696, respondeu à insinuação de que enfatizara o arrependimento em demasia, afirmando que esperava carregar o seu próprio arrependimento até às portas do céu. Estas duas citações indicam a compreensão que estamos sintonizando no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde moro, a província de British Columbia, onde as chuvas são fortes, as estradas onde o sistema de drenagem de água falha logo ficam inundadas e intransitáveis. O arrependimento, é a drenagem rotineira da estrada da santidade na qual Deus nos chama a todos a trilhar. É o caminho que tomamos na nossa vida que é oposto àquele que mostrou-se cheio de água suja, parada e cheia de detritos. Esta rotina é uma necessidade vital, pois onde não há o verdadeiro arrependimento, não há o verdadeiro progresso espiritual, e o verdadeiro crescimento espiritual fica estagnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em falando de contínuo arrependimento, não quero deixar a impressão de que o arrependimento pode ser tornar algo automático e mecânico, como o são nossas regras de etiqueta à mesa e hábitos para dirigir um carro. Isto pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada gesto de arrependimento é uma ação separada e um esforço moral distinto, talvez algo que exija um alto preço. Arrepender-se nunca é agradável. Sempre, de diversas formas, é um gesto que causa dor, e continuará sendo enquanto vivermos. De modo algum,quando falo de arrependimento contínuo, tenho em mente formar e manter um hábito consciente de arrependimento tão freqüente quanto a nossa necessidade – embora isto, sem dúvida, signifique (vamos encarar os fatos ) uma prática diária na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a sabedoria de igrejas que usam liturgias de modo a fornecer orações de penitência para serem usadas em todos os cultos. Essas orações sempre caem como uma luva. Em nossos momentos particulares de devoção, as orações de penitência diárias sempre serão uma necessidade também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se fala nesses dias sobre a disciplina do arrependimento contínuo. No entanto, trata-se de uma lição básica que deve ser aprendida na escola da santidade de Cristo. Como já foi dito, o tema é vital par a saúde espiritual. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115737789196501287?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115737789196501287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115737789196501287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115737789196501287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115737789196501287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/09/crescendo-para-baixo-packer.html' title='Crescendo para Baixo - Packer'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115707906168360446</id><published>2006-08-31T23:50:00.000-03:00</published><updated>2006-08-31T23:51:01.706-03:00</updated><title type='text'>Amantes de Si Mesmos - L. Shelton</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Os efeitos de um ensino carnal no cristianismo são todos os grandes erros. A Bíblia ensina que “Nos últimos dias sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas (amantes de si mesmos), avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o coração do homem, aí estão seus afetos também; e enquanto o coração do homem não for liberto do amor ao “EU”, então sua vida estará cheia dos demais pecados. Deus odeia a avareza e nos livra dela quando nos dá nova vida em Cristo Jesus. “E assim se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus nos chama a uma vida de abnegação na qual devemos olhar para “coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.2). Portanto, visto que nosso Senhor estava tão contrário à avareza, advertiu muitas vezes a seus seguidores nos evangelhos contra o ser amantes de si mesmos. Devemos deixar nosso próprio caminho e o amor próprio. Agora, enquanto começamos a ver estas coisas nas Escrituras, decidir se um homem, cuja vida é controlada por este pecado, pode ser um verdadeiro filho de Deus. Não será mais uma alma enganada por este evangelho falso que ensina existir crente carnal?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em Lucas 14.26 ouvimos o Senhor pronunciar estas palavras assombrosas: “Se alguém vem a mim e não aborrece a sua pai, e mão, e mulher, e filhos, e irmãos e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” Sim, são palavras assombrosas, mas são palavras do Filho de Deus e Ele não pode mentir. Em outras palavras, ele está dizendo que quando uma pessoa O ama e O segue neste mundo mal, é como se aborrecesse a seu próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos e irmãs; e ainda a sua própria vida também. É a única ocasião em que Jesus fala dessa forma. Em Mateus 16.24-25 diz: “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perdê-la por minha causa achá-la-á.” Ou seja, se procuro salvar a miha vida por não praticar a abnegação na fé cristã, vou perdê-la toda. Na verdade, não a tenho salvo, mas a perdi toda. Mas se perco a minha vida por amor de Cristo, e deixo de amar a mim mesmo, então a guardarei por toda a eternidade. Logo vemos em João 12.25: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” Bom, se segues acariciando-te e não te negas a ti mesmo, mas segues fazendo o que te convém para satisfazer aos desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida, perderás essa vida que tens procurado salvar e amar; porém, o que aborrece sua vida neste mundo, para a vida eterna a guardará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nosso Senhor está dizendo aqui é que não há nenhum lugar em seu reino para os “amantes de si mesmos”. Porque seu reino se compõe daqueles que O amam sobre tudo e negam-se a si mesmos. Novamente vemos que aquele que ama mais a sua vida que a Cristo perdê-la-á, mas o que aborrece sua vida neste mundo, preferindo o favor de Deus e mostrando mais interesse em Cristo que em sua própria vida guardá-la-á para a vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, vemos nas Escrituras a conseqüência final de um amor excessivo por nossa vida, um amor excessivo por nosso “ego”. Muitos há que se enamoram demasiadamente de si mesmos e perdem suas vidas por causa desse amor. Aquele que ama sua vida animal ou suas paixões tanto que satisfaz seus apetites e alimenta seus desejos da carne, encurtará seus dias e perderá a vida que tanto estima; não herdará essa vida infinitamente melhor que é a vida eterna com Cristo em glória depois da morte. Aquele que está tão enamorado, tanto da vida deste corpo com seus ornamentos e deleites que até negaria a Cristo em vez de perdê-la, perdê-la-á; isto é, perderá uma felicidade no mundo vindouro, enquanto procura segurar-se numa vida imaginária neste mundo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o erro fatal deste falso evangelho do Cristianismo carnal que tem produzido este fruto de “amantes de si mesmos”, ou seja, o egoísmo. Sustentam que estamos vivendo em um século mais iluminado e conseqüentemente devemos amar-nos a nós mesmos, amar o dinheiro e o prazer. Não teria Cristo vindo ao mundo para dar-nos vida e vida em abundância? Não somos filhos do Rei e não devemos Ter melhor qualidade de vida? Sim, Jesus disse que veio para dar vida, e vida abundante (Jo 10.10), porém lembremos que Ele veio para dar vida espiritual a Seu povo, a qual é uma vida abundante, não se trata de uma vida de abundância material que só produz mais amor a nós mesmos e mais amor ao dinheiro e ao prazer e no fim a condenação de nossas almas. Se nossa alma está inclinada a estas coisas, nossas afeições são más devido ao pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são os argumentos de quem deseja continuar em seus pecados e deseja viver em dois reinos ao mesmo tempo: “O Senhor não quer que amemos ao nosso próximo? Como podemos amá-lo se não sabemos amar a nós mesmos? Não sabes que se não aprendermos a amar a nós mesmos corretamente não poderemos amar ao nosso próximo?” Não nos deixemos enganar por esse raciocínio carnal, mesmo que nos pareça merecedor de crédito, pois as Escrituras não ensinam isso. A razão pela qual as pessoas utilizam este argumento carnal e distorcem as palavras do nosso bendito Salvador em Mateus 22.34-40, entendendo-as num sentido errado, é que não desejam amar o próximo, mas que querem dedicar-se mais aos prazeres e deleites deste mundo. Isso vemos quando analisamos com sinceridade. Dessa maneira, entregam-se a viver num mundo onde eles mesmos é que mandam. As desculpas apresentadas são: “Tenho que amar-me, devo buscar minhas raízes. Necessito de mais auto-estima!” Crêem que necessitam de tudo isso, mas isso poderá levá-los à condenação. Têm uma forma de piedade, porém vivem para si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos um exemplo bíblico de alguém que perdeu sua vida por Cristo, porém, na verdade a salvou. Estamos falando de Saulo de Tarso, que se converteu em Paulo, o cristão, um filho de Deus e missionário. Ele disse: “Eu tinha muito amor próprio, me estimava bastante e tinha confiança na carne, porém, quantas coisas eram para minha ganância [esse egoísmo, essa grande auto-estima e essa confiança na carne]. Tudo isso tenho considerado como perda por amor de Cristo. Certamente tenho tudo como perda pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor, por amor do qual tenho perdido tudo considerando todas as coisas como refugo para ganhar a Cristo e ser achado nEle, não tendo justiça própria que é pela lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus pela fé” (parafraseado – Fp 3.4-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente Paulo diz em Romanos 7.9: “Outrora, sem a lei, eu vivia; mas sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri” – ao meu egoísmo, minha auto-estima e minha confiança na carne. A estima de Paulo era de que ele se tratava pecador que merecia o inferno, que estava debaixo da ira justa de Deus. Paulo manteve este conceito e postura de si mesmo até sua morte. Depois de sua conversão ele se referia a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (I Co 15.9). “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça...” (Ef 3.8); ele se denominou o principal dos pecadores (I Tm 1.15); disse também: “...ainda que nada sou” (II Co12.11). Aqui não vemos nenhum egoísmo nem confiança na carne, porém aqui havia uma pessoa que havia aprendido da primeira bem-aventurança: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3). “Nada sou; não sou nada; de mim mesmo não posso fazer nada.” Desta forma o apóstolo se via ao crer na graça de Deus. Assim vemos a verdade de João 12.25, ilustrada em Paulo, que havia sido anteriormente Saulo de Tarso: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu amas a ti mesmo mais do que a Deus? Estimas-te ou te amas muito? Tens confiança na carne? Se é assim, o “ego” é o teu ídolo, e nenhum idólatra pode entrar no reino dos céus (I Co 6.9); devemos fugir da idolatria (I Co 10.14). Os verdadeiros filhos de Deus adoram a “Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3). “Amantes de si mesmos mais que de Deus” são fruto desse evangelho de um cristianismo carnal. Cristo disse que aquele que não negasse a si mesmo e não O seguisse não poderia ser Seu discípulo. O verdadeiro Evangelho da graça de Deus diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito”, e o homem que é pobre de espírito sabe que não é nada, que não tem nada e não pode fazer nada sem a graça de Deus. Portanto, ele não ama sua própria vida, senão que a aborrece neste mundo para que a possa guardar por meio da graça de Deus, por toda a eternidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115707906168360446?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115707906168360446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115707906168360446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115707906168360446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115707906168360446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/amantes-de-si-mesmos-l-shelton.html' title='Amantes de Si Mesmos - L. Shelton'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115704009495183947</id><published>2006-08-31T13:01:00.000-03:00</published><updated>2006-08-31T13:01:34.976-03:00</updated><title type='text'>O Grande Prêmio - Theodore Austin-Sparks</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Leitura: Filipenses 3.1-16&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;A carta aos filipenses começa com uma declaração de Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo” (2:21) e, depois, continua a expressar seu desejo de conhecer ao Senhor mais e mais, com sua determinação de perseguir tal conhecimento como um prêmio muito desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos saber o que significa ganhar a Cristo, temos de voltar para Romanos 8:29, onde descobriremos que a intenção de Deus é que sejamos conformados à imagem do Seu Filho. Ser conformado é ganhar a Cristo – este é o prêmio, e ele envolve alcançar a plenitude de Cristo em perfeição moral. Tal plenitude deve expressar a glória a ser manifestada pelos filhos de Deus. É simplesmente isto: tornar-se moral e espiritualmente um com Cristo em Seu lugar de exaltação é o alvo e o prêmio da vida cristã. Faremos bem se mantivermos diante dos olhos este final glorioso: “a manifestação dos filhos de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Paulo falou sobre ganhar a Cristo e sobre alcançar o prêmio, ele estava expressando seu desejo ardente de ser conformado à imagem do Filho de Deus. Essa conformação é o objetivo da salvação e é o propósito de Deus na salvação, não deixando, porém, de ser algo pelo que precisamos batalhar. É claro que não fazemos nada para ganhar a salvação, e que também não precisamos sofrer a perda de todas as coisas para sermos salvos. Somos salvos pela fé, não por obras; salvação não é um prêmio a ser alcançado, não é algo pelo qual tenhamos de nos esforçar, mas é um presente, um dom gratuito. Além desse presente, contudo, Paulo ainda aspirava alcançar alturas não conquistadas e, por isso, escreveu que considerava todas as coisas como perda por causa da excelência do conhecimento de Jesus Cristo seu Senhor. Se o poder do mesmo Espírito está operando em nós, certamente produzirá o mesmo efeito de nos fazer entender quão pequeno é o valor de tudo o mais quando comparado com o grande prêmio de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A Suprema Questão&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É interessante comparar Marcos 10 com Filipenses 3, já que cada passagem nos fala de um jovem e de sua decisão em certo momento. Os dois homens eram parecidos em vários aspectos: eram ambos ricos legisladores, homens com alta posição social, intelectual, moral e religiosa entre os seus. Eram provavelmente ambos fariseus e foram ambos amados pelo Senhor. De um precisou ser dito: “Uma coisa te falta”, enquanto o outro afirmou: “Uma coisa eu faço”. O jovem sem nome retirou-se de Jesus com muita tristeza, mas não retrocedeu, e a razão foi porque ele não estava preparado para repartir suas grandes posses. Paulo também tinha muitas posses, mas elas perderam todo seu atrativo na luz da visão que ele teve de Cristo. Para ele, era uma escolha entre as recompensas terrenas ou o único e grandioso prêmio celestial - e ele alegremente optou por este último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer, de certo modo, que ele tinha uma grande vantagem e uma visão diferenciada de Cristo, porque ele viu o Senhor no pleno poder da ressurreição. Ele não viu somente Jesus de Nazaré como o outro jovem havia visto, mas ele pôde apreciar algo da sobrexcelente grandeza do poder de Deus ao levantar da morte este Único que, humilhado e rejeitado pelos homens, na cruz foi reduzido ao desamparo e aparente desespero somente para ser erguido da morte e da tumba e ser exaltado estando à direita da majestade nas alturas. Foi o poder da ressurreição que fez Paulo decidir conquistar o prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Poder da Ressurreição&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que torna tudo possível na vida espiritual é o fato de que o mesmo poder de ressurreição que levantou Cristo levando-o ao Seu destino espiritual é o poder que opera em nós (Ef 3:20). É verdade que nossa justificação repousa na ressurreição do Senhor Jesus, mas ainda assim a total abrangência daquela ressurreição vai muito além da esfera da salvação pessoal, porque seu poder é o meio pelo qual toda realização do pensamento eterno de Deus pode ser cumprida. Provavelmente uma das maiores necessidades do nosso tempo – o qual eu creio ser o tempo do fim – é a de um conhecimento experimental mais pleno da vida de ressurreição, pois o triunfo final da Igreja com sua definitiva chegada ao trono, e conseqüente desalojamento do reino satânico, só pode ser alcançado por esse meio. Essa vida é algo que confrontou todo o poder diabólico do universo e provou que não pode ser tocada ou corrompida; portanto, tanto moral quanto fisicamente é a vida que triunfou sobre a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de ressurreição não é uma idéia abstrata ou uma sensação mística, mas é uma expressão muito prática da vitória sobre o pecado e sobre Satanás. Se essa vida pudesse ser maculada ou corrompida, então Satanás teria alcançado a vitória final. Mas não há temor desta tragédia, pois a vida de Cristo é aquela que plena e definitivamente venceu a morte. E, ainda que Sua vida de ressurreição O colocou numa posição inacessível, “acima de tudo”, ela visa trazer Sua Igreja para compartilhar da Sua vitória e de Seu trono. Portanto, em sua busca pelo prêmio, Paulo primeiramente menciona sua necessidade de conhecer “o poder da Sua ressurreição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu creio que essa atitude de Paulo testa nosso próprio conhecimento de Cristo. Não consigo entender como um cristão que realmente conhece o habitar interior da vida de ressurreição de Cristo pode se apegar a coisas, mantendo controvérsia com o Senhor sobre abrir mão disto ou daquilo, quando a única alternativa é o total despojamento para Cristo. O que deveria determinar todas as disputas e questões é a percepção da natureza real de nosso supremo chamamento em Cristo e a determinação de não permitir que algo fique entre nós e a operação plena da Sua vida de ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A Comunhão dos Seus Sofrimentos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de Paulo pelo prêmio fez com que ele desejasse não somente conhecer Cristo no poder da Sua ressurreição, mas também estar pronto a penetrar nas aflições por causa dEle e com Ele. Isto coloca o sofrimento no seu devido lugar, relacionado a um caminho para a glória. Freqüentemente o sofrimento está fora de lugar em nós, nos causando problemas ao ser aquilo que nos preocupa e que prejudica tudo o mais. O Senhor pode nos fazer ver o sofrimento conforme deve ser visto, ou seja, em relação a algo que nos faz vê-lo bem menor do que poderia ser. “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”, e esta glória é a glória dos filhos de Deus. Essa foi a glória que Paulo descreveu como o grande prêmio de ganhar a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntarmos o que significa ganhar a Cristo, temos que considerar Romanos 8, onde encontraremos que a intenção de Deus é que sejamos conformados à imagem de Seu Filho. Esse processo de ser conformado a Cristo é de fato ganhar a Cristo: este é o prêmio. Isso implica alcançar a plenitude de Cristo em perfeição moral, pois esta perfeição moral e espiritual é a Sua glória. Assim, para nós, a questão básica é esta: estar moral e espiritualmente onde Cristo está em Seu lugar de exaltação é a meta, o prêmio. Fazemos bem em não perder de vista este final glorioso: “a manifestação dos filhos de Deus”, quando seremos revelados com Cristo e feitos como Ele. Enquanto isso, no tempo presente nós gememos. Se francamente analisarmos tais gemidos, descobriremos que eles representam nosso desejo ardente por sermos libertos da vida da velha criação, com seu laço de corrupção, pecado e morte, de modo que possamos conhecer a perfeição moral em Cristo. Um dia os gemidos cessarão, esse será o momento de nossa chegada à perfeita conformidade a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi o que Deus pré-ordenou, porque notamos que o trabalho de Deus numa criação que geme está relacionado com o conhecimento prévio que Ele tem e, portanto, relacionado com Sua pré-determinação das coisas. Tal predestinação não estava vinculada ao assunto básico da salvação, mas muito mais com o objetivo da salvação. Isso faz toda a diferença. O objetivo da salvação é a conformidade à imagem do Filho de Deus, pois àqueles que Ele conheceu de antemão Ele os pré-ordenou, não para serem salvos ou se perderem, mas para serem “conformados à imagem do Seu Filho”. O trabalho do Espírito do Seu Filho em nós, constituindo-nos filhos e capacitando-nos a clamar “Abba, Pai”, é o início do trabalho de Deus na criação que geme - o trabalho de manter em segredo aqueles filhos que proverão a chave para sua libertação do completo estado de vaidade e decepção que ela possui atualmente. Toda criação será levada a desfrutar da liberdade da glória dos filhos de Deus, pois esse é o objetivo do poder da ressurreição operando em nós. Estamos vinculados, em nossa própria filiação, com o emancipar toda a criação da vaidade que foi imposta sobre ela. Todavia veja: não basta a criação ser liberta no momento da manifestação, é necessário reaver seu caráter a partir de Cristo revelado nos filhos de Deus. Ela somente encontrará sua verdadeira glória quando o poder da ressurreição de Cristo tiver expressão plena na glorificação dos filhos de Deus à medida que eles recebem seus corpos redimidos, feitos como o de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode pensar que esta vasta concepção não o ajuda muito quando se depara com suas próprias dificuldades. Mas é por isso mesmo que Romanos 8:28 vincula tais experiências práticas com o total alcance do propósito de Deus em Cristo. Esse chamado e propósito governam cada detalhe de nossa jornada espiritual. Se, porém, consideramos os fatos da vida meros incidentes pessoais, não conseguiremos ver neles benefício algum. Mas, se por outro lado, consideramos a relação desses fatos com a determinação de Deus de nos fazer como Cristo, então encontramos a chave do significado deles. Isso é mais do que algo pessoal, pois a provação, dificuldade, perplexidade ou provocação carregam o segredo de desenvolver em nós a vida do Senhor Jesus, a vida de ressurreição que traz consigo o objetivo final de Deus - a glorificação de todo o universo. O Novo Testamento é muito prático: as grandes coisas das eternidades são trazidas ao nível dos mais íntimos detalhes da nossa vida espiritual, fazendo com que todas as coisas operem conjuntamente. Essas “todas as coisas” contribuirão para o bem final, se consideradas à luz do propósito divino. A intenção de Deus não deve ser esquecida. Pode parecer que estamos sofrendo uma contradição: pedimos algo e recebemos o contrário; isso ocorre porque Deus não está nos isentando da responsabilidade, mas usa experiências contrárias para forjar em nós aquela força moral que somente o Espírito Santo pode conceder.&lt;br /&gt;Conformidade com Sua Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o Espírito Santo que fez Paulo escrever as coisas nessa ordem: primeiro o poder da Sua ressurreição, depois a comunhão em Seus sofrimentos e, finalmente, ser conformado à Sua morte. Na verdade, só conseguiremos conhecer o poder da Sua ressurreição se participarmos com Ele de Sua experiência de morte, o que implica em deixarmos de lado tudo o que é pessoal para fazermos das coisas de Cristo nosso único objetivo. Não é verdade que a base do pecado é o orgulho? E o que é orgulho, essa raiz do pecado? Ele consiste em interesses pessoais, egoístas e individualistas. Foi desse modo que o pecado entrou no universo de Deus no princípio, porque Satanás caiu quando disse: “ Eu exaltarei meu trono... eu serei como o Altíssimo”. Em seguida ele persuadiu Adão a agarrar a oportunidade de ser “como Deus” (Gn 3:5), fazendo o interesse pessoal entrar para a raça humana. Tal orgulho é nativo em todos nós, somente uma experiência prática de conformidade a Cristo em Sua morte pode nos libertar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tentativas contínuas de Satanás em trabalhar no nosso interesse pessoal são tão sutis, que ele pode até parecer estar propagando Cristo se puder fazê-lo de modo a subjugar servos de Deus. Foi em Filipos, cidade para qual essa carta foi dirigida, que um dos seus demônios proclamou publicamente que Paulo era um servo do Deus Altíssimo que apresentava aos homens o caminho da salvação. O que mais Paulo poderia desejar? Ele tinha propaganda gratuita! Bem, o fato é que podemos ter certeza de que um plano sutil do diabo está a caminho quando ele começa a patrocinar o Evangelho e a tornar seus pregadores populares. O apóstolo percebeu isso e, tendo esperado em Deus, repreendeu o demônio, com resultados calamitosos para ele e Silas, pois isto os levou à prisão, com todo o inferno enfurecido contra eles. Paulo, porém, havia sido liberto de uma armadilha satânica, embora estivesse na cadeia. Embora estivesse naquele momento sendo conformado a Cristo numa nova experiência de Sua morte, isto inevitavelmente o levou a ter uma nova experiência do poder da ressurreição de Deus. Ele sobreviveu para escrever aos filipenses de uma prisão em outra cidade, e lhes assegurou mais uma vez que as coisas que lhe aconteceram possibilitaram a expansão do Evangelho. Quando idéias, preferências e desejos humanos são colocados à parte, isto pode significar privação no primeiro instante; mas quando os interesses pessoais são mortificados, um novo lugar é dado a Cristo em nossas vidas e estaremos mais e mais próximos de nosso grande prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Cristo Magnificado&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parece claro que à medida que o apóstolo seguia em direção ao fim da sua vida, mais ardentemente ele buscava o prêmio de ser conformado a Cristo. Creio que é um avanço verdadeiro quando chegamos ao lugar onde podemos viver sem a sedução de sinais visíveis de sucesso ou milagres óbvios, onde podemos ser completamente felizes com o próprio Senhor. O que eu tenho em meu coração é que você e eu venhamos mais e mais para o lugar onde o próprio Senhor Jesus é tudo para nós. Não buscamos conformidade a Ele em si mesma ou para nossa satisfação, mas somente para que Ele possa encontrar alegria ao nos aproximarmos mais dEle. Esta é a marca de crescimento espiritual e maturidade: desejar tão-somente que Cristo seja magnificado e prosseguir resolutamente neste objetivo. “Cristo é o caminho e Cristo é o prêmio.” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115704009495183947?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115704009495183947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115704009495183947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115704009495183947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115704009495183947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/o-grande-prmio-theodore-austin-sparks.html' title='O Grande Prêmio - Theodore Austin-Sparks'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115682863251864837</id><published>2006-08-29T06:16:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T02:17:12.550-03:00</updated><title type='text'>Sansão e a Sedução da Cultura - Roger Ellsworth</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Nossa palavra sedução vem do latim “sudecere”, que literalmente significa “levar para o lado”. Este vocábulo possui uma conotação negativa, ou seja, implica em que alguém é levado para o lado, afastando-se de uma coisa boa e correta para algo vil e inferior. Em outras palavras, não significa apenas ser levado para o lado, mas também “ser desen- caminhado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos capazes de pensar muito sobre alguém que foi seduzido, sem que Sansão nos venha à mente. Ele foi o grande “seduzido” de todos os tempos. A fim de apreciarmos quão trágica foi a pessoa de Sansão e quão terrível a sua sedução, precisamos começar pensando sobre aquilo do que ele foi afastado. Sansão foi chamado para ser um especial instrumento de Deus, em um tempo quando todo o povo de Deus fora seduzido pela cultura dos filisteus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época dos juízes, a nação de Israel se encontrou oprimida por seus ímpios e cruéis vizinhos, em várias ocasiões. Mas, em cada instância, “os filhos de Israel clamaram ao SENHOR” (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6- 7; 10.10). Quando chegamos ao período em que os filisteus tinham a supremacia sobre Israel, não lemos nada afirmando que o povo clamou a Deus. R. C. Sproul disse: “De maneira diferente dos outros invasores, os filisteus eram civilizados e não se mostravam terrivelmente opressivos; por conseguinte, Israel relaxou sob o domínio dos filisteus e não invocou o Senhor”. Este foi o ambiente em que Deus chamou Sansão. O povo de Israel havia se acomodado a uma existência pacífica com os filisteus; e Sansão seria o instrumento de Deus para despertar seu povo e convocá- lo a abandonar sua paixão pela cultura filistéia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para alcançar este propósito, Deus concedeu ordens ao pais de Sansão, instruindo que seu filho seria um nazireu. O cabelo de Sansão não deveria ser cortado (Jz 13.5). Ele não deveria beber vinho ou comer coisas impuras (Jz 13.7). Por ter sido dotado com uma força super-humana, Sansão foi, por muito tempo, um poderoso e eficiente instrumento nas mãos de Deus. Enquanto lemos o relato de sua vida, encontramos este refrão: “O Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele” (Jz 14.6,19; 15.14). Isto nos mostra onde realmente se encontrava a força de Sansão. Seu cabelo era o símbolo de sua força física e sua consagração a Deus, mas a fonte de sua força era o Espírito de Deus. James B. Jordan afirmou: “Não havia qualquer vínculo mágico entre a força e o cabelo de Sansão, mas havia uma conexão espiritual no fato de que Deus outorga força àqueles que são dedicados a Ele; e, no caso de Sansão, sua cabeça dedicada era o sinal de sua separação para Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter sido usado por Deus durante diversos anos, de maneira poderosa e admirável, esperaríamos que Sansão se mostrasse invencível. Ele havia contemplado Deus utilizando-o para realizar grandes vitórias e parecia ser tão forte na fé quanto era em sua força física. A última coisa que esperaríamos ouvir era que Sansão brincaria com o perder a força que Deus lhe havia concedido e utilizado. Então, Dalila apareceu no cenário da história. Muitos pensam que ela era uma filistéia; outros imaginam ter sido uma israelita apóstata. A Bíblia não o diz. Uma coisa é certa: ela era uma filistéia em seu coração; e mostrou-se tão identificada com os filisteus, que poderia ser contada com um membro deste povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalila deve ter sido muitíssimo bela, e os príncipes filisteus sabiam que Sansão possuía uma fraqueza por mulheres bonitas. Portanto, eles a arrolaram em sua causa. Ela deveria, em troca de uma boa quantia de dinheiro, descobrir a fonte da força de Sansão, enquanto os príncipes filisteus estariam escondidos em um quarto. No momento oportuno, eles sairiam e dominariam Sansão. Quando os filhos de Deus aprenderão que sempre existem inimigos escondidos por perto, esperando uma oportunidade de fraqueza, a fim de que entrem em cena e causem destruição? Três vezes Dalila pediu a Sansão que revelasse a fonte de sua força. Três vezes Sansão deu-lhe uma resposta mentirosa. Três vezes os filisteus vieram para dominá-lo, mas foram vencidos por ele. No entanto, nesses encontros, não há qualquer menção do Espírito vindo poderosamente sobre Sansão. Por causa do louco flerte de Sansão com o pecado, o Senhor já havia se retirado dele. Finalmente, Dalila importunou Sansão além de sua capacidade de suportar; ele revelou a verdadeira fonte de sua força. Quando ele dormiu, ela cortou suas longas tranças, e os filisteus vieram e o levaram preso. Essa história parece bastante fantasiosa, para acreditarmos nela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, após se tornar óbvio o que Dalila pretendia, Sansão continuou até que ela o viu falando a respeito da fonte de sua força? Por que ele correu tão grande risco? Nisto, percebemos novamente a fragilidade da natureza humana. Isto não é verdade apenas no que se refere a Sansão; também é verdade no diz respeito a todos nós. Ficamos enamorados de coisas que sabemos nos destruirão. Diga-me quantas vezes você foi abra- sado pelo pecado e se voltava para ele; eu lhe direi por que Sansão permaneceu conversando com Dalila. Sansão pagou um terrível preço por sua tolice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filisteus lhe vazaram os olhos e puseram-no a virar um moinho, no cárcere. Esta foi a maneira dos filisteus mostrarem que seu deus, Dagom — o deus do grão, havia conquistado a vitória sobre o Deus de Israel. De modo semelhante, quando um filho de Deus cai em pecado, o mundo incrédulo está sempre disposto a regozijar-se com malignidade sobre este filho de Deus e atribuir seu pecado a uma inerente deficiência no cristianismo. A vitória dos filisteus teve pouca duração. Enquanto Sansão trilhava grão, seu cabelo cresceu e, com ele, o arrependimento. Quando os filisteus trouxeram Sansão a um de seus festivais repleto de bebedice, a força de Sansão retornou ao ponto em que ele foi capaz de derrubar as colunas do edifício, matando a si mesmo e os filisteus. De que maneira Sansão se envolveu neste embaraço? Como ele perdeu sua força? Reputando as coisas como normais? Sim. Não andando em obediência a Deus? Sim. Procurando ver quão perto ele poderia chegar do fogo e não se queimar? Sim. Todas essas coisas e muito mais contribuíram, mas a resposta final é que ele mesmo tornou-se tão enamorado da cultura dos filisteus, que incorporou e expressou através de Dalila que ele estava cego para as outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que epitáfio a família de Sansão escreveu em seu túmulo, após retirarem seu corpo de entre as ruínas do templo dos filisteus. Porém, sei que poderiam ter escrito: “SEDUZIDO PELA CULTURA QUE, POR DEUS, ELE FOI CHAMADO A INFLUENCIAR”. Sansão é uma figura muito apropriada da igreja contemporânea. À semelhança dele, fomos chamados a influenciar nossa cultura, para Cristo. Fomos chamados para ser o sal que ameniza a degeneração moral do reino dos homens e a luz que mostra o caminho para o reino de Deus. Todavia, a cultura que estamos procurando influenciar não é passiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Fomos chamados a influenciar nossa cultura, para Cristo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem sua própria doutrina, agenda e pregadores, mostrando-se agressiva e militantemente dedicada em resistir nossa mensagem e pregar a sua. Muitos de nós fazemos bem, durante certo tempo, em sermos fiéis a Deus, permanecendo contra a agenda deste mundo. Mas o contínuo e sedutor namoro de Dalila começa a minar nossas defesas, e, antes que percebamos o que aconteceu, estamos pensando e conversando de maneira similar a filisteus civilizados, defendendo posturas contrárias à Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder do cristianismo se encontra na Palavra de Deus, e, quando nos permitimos ser sedutivamente afastados dela, nos achamos, assim como Sansão, roubados de poder e humilhados diante de um mundo escarnecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sansão permanece como um lembrete contínuo de que mesmo o mais forte cairá, se for prostituir-se ao seguir uma cultura pagã. Essa prostituição sempre conduz à falta de poder, à cegueira e à morte. Isto não é a explicação para a cegueira que impede a igreja de ser capaz de discernir entre o verdadeiro e o falso? Isto não explica a morte que impede a igreja de se regozijar na realidade das coisas espirituais? A figura de Sansão é tão lamentável quanto poderia ser, mas existe também grande consolação nessa história. Em última análise, os filisteus venceram Sansão, não porque eram mais fortes, mas porque ele demonstrou infidelidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos, às vezes, caem na armadilha de pensarem que seu grande inimigo é a cultura ímpia que os assedia. Sem dúvida, a cultura ímpia é um inimigo, mas apenas em sentido secundário. Nosso grande inimigo somos nós mesmos. Se estamos sendo oprimidos hoje, não é porque as crenças e o estilo de vida modernos são mais fortes do que nós, e sim porque temos sido infiéis para com Deus, que nos torna fortes. Quão profundamente precisamos guardar esta verdade em nossos corações! Nossa vocação é sermos fiéis a Deus! Mas o que dizermos sobre o filho de Deus que já se mostrou infiel para com Ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizermos sobre o cristão que foi seduzido pelos errôneos dogmas de uma cultura ímpia? Louvado seja Deus, existe outra consolação a recebermos da vida de Sansão! Os cabelos espirituais crescem novamente! O filho de Deus pode ser seduzido pela cultura pagã que o rodeia, mas, por fim, retornará ao Senhor e será renovado. E, assim como Sansão foi vindicado, este filho de Deus também o será. Está chegando o bendito dia em que seremos retirados da cultura que despreza as coisas de Deus e resplandeceremos como as estrelas do firmamento, para sempre. E todo o universo saberá que estávamos certos em andar com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Roger Ellsworth&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115682863251864837?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115682863251864837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115682863251864837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115682863251864837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115682863251864837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/sanso-e-seduo-da-cultura-roger.html' title='Sansão e a Sedução da Cultura - Roger Ellsworth'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115655024681590991</id><published>2006-08-27T14:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-27T11:23:48.636-03:00</updated><title type='text'>Não Resista, Não Entristeça, Não Extinga (G. Campbell Morgan)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Novos privilégios sempre trazem novas responsabilidades e resulta que estas responsabilidades criam novos riscos. Se esta era é a mais favorecida da história dos homens, ela tem, portanto, que enfrentar o maior e mais sério risco. Estes riscos são os de resistir, entristecer e extinguir o Espírito. Estes termos não se referem ao mesmo risco. Existem os que não resistem ao Espírito que ainda assim O entristecem; existem também aqueles que não resistem e não O entristecem no sentido em que o apóstolo usou a palavra, no entanto estão em perigo perpetuo de O extinguir. O perigo de resistir ao Espírito é daqueles que não nasceram de novo; o perigo de entristecer o Espírito é daqueles que nasceram do Espírito e são habitados por Ele; o perigo de extinguir o Espírito é daqueles sobre os quais Ele depositou algum dom para o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em João 3:7 Jesus disse a Nicodemos: “É preciso nascer de novo”. Isto se refere ao primeiro ato do Espírito em uma pessoa. Para a mulher Samaritana Ele disse em João 4:14: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. Isto se refere ao segundo aspecto da obra do Espírito no crente, como um perene e perpétuo jorrar. Para a multidão que estava na festa Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva”, referindo-se à obra do Espírito, em seu fluir através do crente a fim de renovar outras vidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os três aspectos da obra do Espírito: regeneração, habitação e provisão revelam os riscos destes tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à regeneração o perigo é definido pela palavra resistir. Em relação à habitação o perigo é definido pela palavra entristecer. Em relação à provisão para a obra o perigo é definido pela palavra extinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira destas palavras ocorre na defesa de Estevão. Depois de ter enumerado os atos de rebelião que tinham caracterizado a história do povo, ele exclamou em Atos 7:51: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito”. Resistir ao Espírito Santo consiste em uma hostilidade determinada a Seus propósitos e obra. Naquele momento nem sempre era evidentemente intencional; o pecado está no fato de que eles não perceberam a oportunidade quando ela veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando seus irmãos venderam José, eles não entenderam que estavam vendendo o seu libertador para a escravidão. Foi um pecado de cegueira. Quando o povo falhou em entender Moisés, o rejeitaram e murmuraram contra ele, eles não compreenderam toda a missão divina para a qual ele foi levantado. Eles foram hostis à obra do Espírito Santo de Deus e sua hostilidade foi o resultado da cegueira. Resistir ao Espírito Santo, no entanto, não é necessariamente intencional; pode ser o resultado da cegueira; mas quando Deus trata com as pessoas Ele leva em conta a causa da cegueira, e onde esta causa é criada por eles mesmos. Ele os responsabiliza. O ciúme e o ódio de sua legítima posição cegaram os irmãos de José; e o mesmo espírito de malícia estava na raiz da oposição a Moisés. Eles estavam cegos, e por causa da cegueira cresceu a hostilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes precisam continuamente examinar a si mesmos se estão na fé. Existem muitos que negariam veementemente a acusação de serem hostis aos propósitos divinos, cujas vidas estão fora de toda a harmonia com os movimentos do Espírito. Aquele que veio para estabelecer o reino de Deus no coração do povo, Aquele que veio para trazer para a vida humana justiça e amor como forças que transformam e transfiguram, ainda não está apto para concluir tais propósitos neles, porque o Espírito Santo está sendo resistido. Aos Corintios (II Co 13:5) o apóstolo escreveu: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé”. É um alerta solene, que ocorre depois da expressão de um temor de sua parte (II Co 12:20): “Porque temo que, quando chegar,... haja contendas, invejas, iras,..., tumultos”. Todo tipo de impureza pode ser resumido em um pensamento de falta de amor. Dentre as coisas que o apóstolo estava temendo, não havia nenhuma que fosse obra de notória impureza. Era o espírito de facção, sismo e divisão que ele temia; e seu temor provocou sua advertência. “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé”. Esta foi a palavra dita, não para o mundo lá fora, mas para os que professam ser Cristãos. A questão, tanto para as pessoas que resistem ao Espírito, quanto para as que são uma parte da força no mundo que é hostil ao Espírito, está estabelecida, não pelo julgamento que os vizinhos fazem, mas pelo julgamento claro como a luz e penetrante como o fogo, quando no lugar da intimidade com Deus a oração é sinceramente oferecida: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos, vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno”. (Sl 139:23-24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo perigo é o de entristecer o Espírito Santo. Não há palavra no Novo Testamento que mais clara e graciosamente revele a ternura do coração de Deus. A palavra ‘entristecer’ significa literalmente ‘causar mágoa’ e é revela um caso extraordinário da forma na qual Deus graciosamente usa o ser humano para a ilustração de Sua própria atividade de afeição e pensamento. Há um entendimento de que é difícil pensar que Deus se entristece, e ainda se curva para esta grande palavra, a fim de ensinar que é possível aos Seus filhos, habitados pelo Espírito, causarem tristeza ao Seu coração. Não deixe ninguém minimizar o valor desta palavra. Não aflija, não cause tristeza, não magoe o coração de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras ocorrem em meio ao mais magnífico argumento a respeito da sublime chamada de Deus para o Seu povo, e está conectada com a declaração (Ef 1:13-14), “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória”. O Espírito Santo sela para o dia da redenção. Quando Ele faz morada no coração da alma confiante, não é somente para a benção presente, mas é também para a consumação. Quando o Espírito Santo toma posse de uma alma e concede vida, aquela vida é a profecia e a promessa para uma eventualidade. Para aqueles que são filhos de Deus o completo significado do fato ainda não existe (I Jo 3:2), “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode imaginar qual será a glória da Sua vinda, nem mesmo pode saber qual será a glória dos filhos de Deus quando a obra de Deus estiver acabada em suas vidas. O Espírito Santo no interior sela até aquele glorioso fim. A selagem não consiste em simplesmente colocar uma marca de possessão sobre uma propriedade, mas no trabalhar na vida de toda a beleza e graça do Próprio Cristo. Como quando nosso abençoado Senhor foi transfigurado na montanha, não foi a transfiguração de uma glória que veio sobre Ele, mas a da glória que já era residente em Seu interior, brilhando através do véu da Sua carne. Deste modo, quando o Espírito sela, Ele assim faz pelo dom da vida, que é capaz de transformar o caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É deste segundo aspecto da obra do Espírito que surge o segundo risco. Sempre que Ele é impedido, sempre que Ele é desobedecido, sempre que Ele dá alguma nova revelação de Cristo que não traz resposta, Ele é entristecido. O coração de Deus está triste quando, pela desobediência de Seus filhos, Seu propósito de graça neles é obstruído. Que tristeza! Quão freqüentemente o Espírito Santo tem sido entristecido; quão freqüentemente Ele traz alguma visão do Mestre que exige devoção, reivindicando uma nova consagração; e porque o caminho da devoção e da consagração é sempre o caminho do altar e da cruz, os filhos do Seu amor retrocedem. O Espírito tem sido entristecido porque, impedido em Seus propósitos, o dia do aperfeiçoamento dos Seus santos tem sido postergado e a vinda do Reino de Deus tem sido atrasada. É um pensamento muito terrível o de que o entristecimento do Espírito dentro da Igreja posterga a vinda do Reino de Deus ao mundo. Na medida em que os homens são obedientes ao Espírito interior e permitem a Ele ter Seu caminho em todas as áreas da vida, nessa proporção estão apressando a vinda do dia de Deus, trazendo o Reino de Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro e último perigo é o descrito pelas palavras (I Ts 5:19), “Não extingais o Espírito”. A palavra extinguir não se refere à morada interior do Espírito para vida e desenvolvimento no crente. Ela se refere inteiramente à Sua presença como um poder em serviço. A palavra em si é sugestiva. Resistir pressupõe a vinda do Espírito Santo para atacar a fortaleza da alma. Entristecer pressupõe a residência do Espírito como o Consolador interior. A palavra extinguir pressupõe a presença do Espírito como um fogo. Esta sugestão do fogo traz de volta as palavras (At 2:3), “E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma”. Fogo era o símbolo de poder para adorar, orar e profetizar. No argumento do apóstolo as duas coisas estão ligadas (I Ts 5:19-20). “Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias”. Aqui está o terceiro perigo. O Espírito, que veio sobre o crente para adorar, orar e profetizar, pode ser extinto. É possível que o dom do Espírito Santo, concedido para o serviço, possa ser perdido. É possível que aqueles sobre os quais tenha caído, desapercebida pelos olhos mortais, a Língua de Fogo, aqueles que têm sido chamados por Deus para o lugar do verdadeiro serviço na Igreja, possam extinguir o Espírito e assim perderem o seu poder de testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita extinção do Espírito Santo pelo serviço que não espera, mas se apressa, e pela queima de fogo estranho sobre os altares de Deus. A tentativa de conduzir a obra do Reino de Deus por meios mundanos, a permanente profanação das coisas santas pela aliança com coisas que são impuras, a pressão do espírito de cobiça (mamom) no serviço de Deus, têm causado a extinção do Espírito. Porque Deus jamais permitirá que o Fogo do Espírito Santo seja misturado com fogos estranhos sobre Seus altares. O que é verdade para as Igrejas é verdade para o indivíduo. Deus tem equipado o Seu povo para o serviço com dons espirituais. Para cada um algum Fogo do dom de pregar ou de influir tem sido dado; mas tem sido perdido quando cessado de ser usado na lealdade para com Cristo. Muitos perdem seu dom de poder para o serviço e se tornam estéreis de resultados no trabalho para Deus porque prostituem um dom celestial para um serviço sórdido e egoísta, para a glorificação de suas próprias vidas, ao invés de exercitarem o dom somente para a sua verdadeira finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes constantemente extinguem o Espírito por tentarem trabalhar em sua própria força, esperando que Deus intervenha e complemente suas deficiências. Deus não virá e ajudará homens a fazerem suas próprias obras. Ele pede que eles se doem a si mesmos a Ele para fazer a Sua obra. Este não é um jogo inútil de palavras, a diferença é radical. Se os homens fazem os seus planos de serviço e então pedem a Deus para ajuda-los, eles podem, pela própria afirmação do ego, extinguir o Espírito. Se, por outro lado, esperam a visão e a voz Divina, eo caminho divinamente apontado, se esperam até que ouçam Deus dizendo, ‘Estou indo para lá, precisaria que você fosse comigo’, então o Espírito Santo pode exercitar Seu dom em suas vidas. O Espírito é extinto pela deslealdade a Cristo, ou quando Seu dom é usado em algum outro propósito além daquele n o qual o coração de Deus está posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resista, não entristeça, não extinga o Espírito! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115655024681590991?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115655024681590991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115655024681590991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115655024681590991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115655024681590991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/no-resista-no-entristea-no-extinga-g.html' title='Não Resista, Não Entristeça, Não Extinga (G. Campbell Morgan)'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115647006052742413</id><published>2006-08-26T10:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-26T11:01:13.136-03:00</updated><title type='text'>Joe's Kitchen - O Veneno do Legalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Quando o profeta Eliseu foi visitar alguns estudantes das Escrituras em Gilgal, havia fome na terra de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora do jantar e, enquanto a panela fervia, um dos estudantes saiu à procura de alguns vegetais a fim de preparar um caldo. Visto não haver por ali fazendas onde pudesse comprar provisões, o estudante pesquisou os pastos silvestres ao redor da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encontrou o que acreditava serem pepinos. Na verdade, deveria ser o que se denomina "colocíntidas", que parecem pepinos comestíveis, porém são venenosos.&lt;br /&gt;O estudante regressou e, satisfeito por haver encontrado tão depressa bastante alimento para todos, começou imediatamente a preparar o caldo. Todos viram à mesa a sopeira cheia de rodelas do que lhes pareceu ser pepino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Eliseu ensinava, a sopa borbulhava; nenhum aroma indicava que o caldo fosse venenoso. É claro que ninguém estava procurando indício de que algo estava errado. Por que haveriam de ficar procurando? Um dos companheiros colhera os vegetais e havia preparado a refeção; ele mesmo, o cozinheiro-mor, estava disposto a saboreá-la!&lt;br /&gt;Só quando a comida já estava na boca deles é que alguém descobriu o gosto de veneno, o sabor da morte. E esse pessoa gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há morte na panela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação de Eliseu foi tomar um pouco de farinha e atirá-la no caldo. Miraculosamente, a sopa tornou-se comestível, deixou de ser venenosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo em dias de fome espiritual; e o alimento não se encontra prontamente disponível onde esperaríamos que estivesse. Os famintos espirituais têm de sair e providenciar provisões, quaisquer mantimentos, onde quer que os encontrem.&lt;br /&gt;Na maioria dos casos, tais pessoas saem sem ter qualquer conhecimento das Escrituras, mas apenas com o desejo ardente de conhecer a Deus. Espantam-se quando vêem quanta coisa está crescendo nos terrenos baldios, a saber, nas livrarias evangélicas, e que uma montanha quase infinita de "pepinos" viceja nas encostas montanhosas dos programas de rádio e televisão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira colheita parece estar nas fitas gravadas – plantas que parecem crescer por toda a parte! E sempre há um pregador especial no culto carismático de uma igreja local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa procura, há pouca ou nenhuma análise das coisas que são ditas ou da maneira como as Escrituras estão sendo interpretadas. Se o pregador ou o escritor menciona o nome de Jesus ou usa a Bíblia como base daquilo que está dizendo, sua mensagem é aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém observa que muitas vezes um pregador contradiz o outro! Como acontece nas épocas de fome, come-se qualquer coisa que parece alimento para o espírito. Se o pastor é nascido de novo, e cheio do Espírito, qualquer coisa que ele disser do púlpito deve necessariamente ser verdadeiro. Se o livro está à venda numa livraria evangélica, só pode ser de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pastores acham muito difícil estudar a Bíblia. Em conseqüência, enfrentam dificuldade imensa no preparo de um sermão dominical que contenha alimento espiritual. Estão constantemente procurando, apanhando qualquer coisa com que alimentar suas ovelhas. Chega o domingo – lá vêm eles com seus sermões. Será que não estão carregando nos braços montes e montes de colocíntidas?&lt;br /&gt;Porém, os circunstantes não notarão que aquilo que está sendo dito vai envenenar os ouvintes. Por que deveriam notar? Confiam em seu pastor e muito corretamente presumem que ele vai aplicar a si mesmo aquilo que está ensinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, eu pregava numa cidade de Connecticut, e perguntei ao atendente do posto de gasolina qual seria o melhor restaurante da cidade. Estávamos famintos, e desejávamos comer alguma coisa antes do culto. Foi-nos recomendado o "Joe's Kitchen".&lt;br /&gt;Em condições normais, eu não comeria ali de modo nenhum. Mas estávamos famintos e dispúnhamos de pouco tempo. Durante toda a noite, fiquei rolando na cama em agonia, com dores estomacais. De manhã, estava fraco demais para sair da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei àquela cidade muitas vezes, mas preferiria ficar com fome do que cruzar de novo as portas do " Joe's Kitchen"! Entendi que a comida que me foi servida era responsável pela minha doença e fraqueza total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as pessoas estão exaustas e espiritualmente doentes, é preciso que primeiramente lhes pesquisemos a dieta espiritual. Em geral, a morte principia no prato em que comem, no alimento que usualmente é preparado por um pastor ou evangelista sincero que come, ele próprio, dessa comida envenenada. No fim, estarão todos esgotados espiritualmente, juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas da igreja hoje não são primordialmente falta de oração, de estudo bíblico, de fé ou de dedicação. O problema é mais profundo do que estas coisas. Alguma coisa nos tornou tão fracos que não queremos orar nem ler a Bíblia... eliminou-se de nós todo o entusiasmo pelas coisas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é que está fazendo com que o exercício da fé se transforme numa verdadeira batalha, quando sabemos que, na verdade, ali está o portal do descanso eterno em Deus? Por que é que nosso culto entusiástico veio a tornar-se tão frio a tal ponto que ficamos cansados de cultuar? Por que é que tantos crentes acabaram cansando-se de estudar a Bíblia? Por que é que nossas grandes palavras de vitória falham quando mais precisamos delas?&lt;br /&gt;Os crentes estão queimando-se e caindo de exaustão porque o alimento espiritual que estão ingerindo é venenoso. Há morte na panela!&lt;br /&gt;Um fato incontestável é que as Boas-Novas de Jesus Cristo não exaurem nem podem exaurir a pessa que Nele crê. O evangelho é chamado de "todas as palavras desta vida" (At 5.20), "palavras da vida eterna" (Jo 6.68), que nos asseguram "que passamos da morte para a vida" (1Jo 3.14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelho nos traz "a paz de Deus, que excede todo o entendimento [humano]" (Fp 4.7), "gozo inefável e glorioso" (1Pe 1.8) e nos dá "o amor de Deus (...) derramado em nossos corações pelo Espírito Santo" (Rm 5.5). Estas certamente não são expressões que descrevem o estado da pessoa que se queimou espiritualmente, que se tornou cínica, prostrada e exausta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crente é tentado, e às vezes cai. Experimenta épocas de escuridão que só podem ser comparadas ao vale da sombra da morte. Há ocasiões em que se vê perto do desespero e pode, realmente, sentir que está desistindo de lutar. Mas não desiste!&lt;br /&gt;É assim que Paulo descreve sua vida de crente: "Como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres" (2Co 6.9,10). Ele não se sente "morto" por causa da revelação de Deus que recebeu em Cristo, contida no evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a pessoa estiver vivendo segundo as verdades que nos foram trazidas por Cristo, não pode queimar-se espiritualmente! Aquele que cai exausto só cai porque acreditou numa distorção das Boas-Novas (que não é, portanto, evangelho!), ou porque se esqueceu do cerne do evangelho em que creu, numa ocasião, e se deixou extraviar.&lt;br /&gt;Se é esse o caso, podemos afirmar que a melhor coisa que tal pessoa pode fazer é tombar exausta à beira da estrada da vida. Se aquilo em que ela está crendo não é o evangelho da verdade, quanto mais cedo determinar que suas crenças são incapazes de fornecer-lhe vida espiritual e saúde, melhor será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudamos o ministério de Jesus, é significativo ver que ele não apenas ensinou a verdade, mas também atacou o erro... e fê-lo em todas as oportunidades.&lt;br /&gt;Ele veio para livrar o povo das falsidades em que criam, porque estas estavam matando as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus anunciou bem cedo com que propósito tinha vindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os&lt;br /&gt;quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, a pôr em&lt;br /&gt;liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do SENHOR.&lt;br /&gt;(Lc 4.18,19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensinamentos, os milagres e a morte, ressurreição e ascensão de Cristo quebraram o poder de tudo que mantinha a humanidade em cativeiro.&lt;br /&gt;Costuma-se esquecer que, ao fazer aquelas declarações, Jesus estava dispondo-se a livrar o povo de certo sistema de crença. Seria corretor afirmar que, durante todo o seu ministério terreno, ele esteve engajado numa guerra sem tréguas contra o sistema de crenças mantido pela seita religiosa chamada farisaísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que Jesus nunca investiu contra as prostitutas, contra os ladrões, os bêbados e os cobradores de impostos (a forma mais aproximada que Israel conheceu de crime organizado). Na verdade, Ele transformou aquelas pessoas em Seus amigos. Todavia, Seu ministério integral foi uma cruzada contra os ensinos dos fariseus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de sistema doutrinário era esse que atraía sobre si as palavras mais fortes e severas de Jesus? O fato é que os fariseus orientavam as pessoas a buscarem a aceitação da parte de Deus por meio de seus méritos pessoais, mencionando diante Dele as boas obras que cada um tivesse praticado; era a mensagem da busca da benevolência divina mediante o desempenho pessoal. Ora, coincidentemente, esta é a mensagem que se encontra no cerne de todas as religiões, e é também o que deixa as pessoas exaustas, em seus esforços no sentido de desempenhar seu papel de modo aceitável perante Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Webster define a palavra religião da seguinte forma: "Piedade, consciência aguda, escrúpulos; vem de religare, emendar; re e igare, unir de novo; estado mental ou maneira de vida em que se expressa amor a Deus e confiança Nele, e a vontade da pessoa e seus esforços no sentido de agir de acordo com a vontade de Deus"1.&lt;br /&gt;A religião leva a pessoa a unir-se fortemente a um voto de guardar as regras que governam a conduta, os ritos e fórmulas pelos quais pode aproximar-se de Deus. Isso exige o constante exercício de sua vontade, e a completa obediência aos preceitos. A finalidade principal de tudo isto é Deus ser agradado e a pessoa ser aceita por Ele.&lt;br /&gt;A religião começou no jardim do Éden, quando o homem caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira reação do homem em sua condição decaída foi fugir da presença de Deus e esconder-se atrás de algumas árvores. Desde esse dia, o homem sem Cristo sente medo de Deus. E expressa esse medo mediante o ateísmo, que é a esperança de que Deus não está mais lá, ou nunca esteve; e o materialismo, por meio do qual o homem se esconde nas coisas materiais desta vida, na esperança de que Deus vá embora ou jamais se interesse por ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião é a expressão última daquele mesmo medo. Ela apresenta Deus como estando zangado com a humanidade e procura meios de apaziguá-lo e ganhar sua atenção. Todas as religiões do mundo são o resultado das especulações do homem decaído, cuja mente pecaminosa procura o significado da vida, suas origens e objetivos, o caráter da divindade e que é que se deve fazer para tornar-se aceitável perante Deus.&lt;br /&gt;Todas as religiões do mundo, em suas bases, são iguais: enxergam um Deus distante, nem um pouco amigo, e severo distribuidor de leis pelas quais se pode aproximar dele. Tais leis são confiadas à elite dos religiosos, usualmente sob a forma de livro, e essa elite interpreta as leis para os adoradores. Todas as religiões, onde quer que as encontremos, resumem-se no homem estirando o braço, erguendo-o para encontrar um meio de agradar a Deus, de Quem sente tanto medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos definiam o amor humano com a palavra eros que, em português, expressa a idéia: "desejo para mim mesmo o mais elevado, o melhor e o mais belo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eros é o útero onde se concebem todas as tentativas do homem para alcançar Deus. Todas as regras e rituais que, conforme acredita o homem, agradam a Deus, iniciam-se em eros. Nele está também o alicerce da crença humana concernente à natureza de Deus.&lt;br /&gt;Eros é a emoção mais elevada e mais bela do homem, que almeja apenas o melhor, que o conduz sempre para cima e para longe dos padrões mais baixos, na direção dos mais sublimes. É muito natural, pois, que a mente do homem caído defina Deus afirmando que "Ele é eros em última instância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta, pois, apenas um passo mais para afirmar-se que Deus quer que as pessoas mais belas, o melhor da humanidade, as pessoas que alcançaram e conseguiram o mais elevado plano possível de vida a quem um ser humano possa atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião é escada que garante a aceitação da parte de Deus, da pessoa que galgou o degrau máximo. A religião reivindica ser a revelação do caminho montanha acima, até as estonteantes alturas da perfeição e da familiaridade com a divindade perfeita.&lt;br /&gt;Embutido nas entranhas desse sistema teológico está o orgulho. Quem se dispõe a galgar a escada acredita que tem o único sistema de regras que finalmetne agrada a Deus e, por isso, considera os outros como tendo menos valor do que o dele próprio. Acha, além disso, que é seu dever destruir todos quantos não acatam tais leis e não desejam recebê-las de suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eros constitui a base de todas as guerras religiosas, quer se tenham travado em campos de batalha, quer nos anfiteatros da teologia. Eros sempre traça círculos ao seu redor, excluindo todos quantos não se obrigaram a guardar e observar as leis reveladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conduta religiosa dos fariseus era a pior de todas, devido a sua sutileza. Em suas origens, o movimento farisaico edificava-se sobre a Palavra de Deus, de modo que, considerando-se seus objetivos, torna-se difícil incriminar o sistema farisaico.&lt;br /&gt;Fariseu era a pessoa que se havia dedicado a observar minuciosamente a lei de Moisés, chamada Torá (os primeiros cinco livros da Bíblia) na língua hebraica. O juramento dedicatório era denominado "tomar o jugo da Torá". A partir desse dia, consideravam-se separados para Deus, Sua lei e para uns com os outros. Formavam círculo bem fechado, dentro do qual só eram bem-vindos os devotos, círculo que os separava do mundo de pecadores lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, as exigências da lei eram simples: amor a Deus e ao próximo. Mas a religião sente-se perturbada pela simplicidade. Em vez de perguntar como é que a lei de Deus deveria ser observada, eles perguntavam: "Como é que vamos deixar de quebrá-la?" A partir desta pergunta, todas as formas de debates e questionamentos foram surgindo, finalizando nas determinações legalísticas dos fariseus que objetivavam evitar que a pessoa sequer se aproximasse do ponto em que poderia quebrar a lei de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas leis feitas pelo homem eram denominadas "leis da cerca", a saber, leis que circundavam a lei de Deus, tentando evitar que o devoto corresse o risco de quebrá-la. Nunca perceberam que se se apegassem ao amor, teriam guardado toda a lei e mais ainda. Em vez disso, enterraram-se num pantanal de preceitos sem fim e sem sentido.&lt;br /&gt;As "leis da cerca" procuravam circundar todas as áreas da vida. Havia leis sobre como a pessoa devia vestir-se, sobre o que podia comer ou beber, os lugares onde podia ir ou não, o que podia fazer, as pessoas com quem se podia relacionar e, mais importante do que tudo, o que não podia fazer no sábado, e outras centenas de pequenos rituais que precisvam ser observados quando a pessoa ia comer, orar ou jejuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo o israelita secular era constantemente lembrado pelos fariseus quanto aos preceitos da lei, e sentia freqüentes beliscões de consciência culpada por não estar vivendo à altura dos padrões de santidade que os intérpretes legais haviam declarado ser a verdade final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal do sistema não estava naquilo que a lei proibia ou ordenava (embora a maior parte do sistema fosse exercício tolo de futilidade), mas na raiz de eros. A guarda das regras pelos fariseus seria aceitável por Deus; o nível de sua obediência à lei seria indicação de onde ficavam na escada que galgavam com tanto esforço, na direção de Deus. Entretanto, não obstante a retidão dos objetivos, Deus não pode ser alcançado mediante a observância de mandamentos e pelo desempenho de rituais.&lt;br /&gt;Foi contra esta forma de religião que Jesus proferiu Suas palavras mais duras. Quando viu o que esse sistema doutrinário estava fazendo às pessoas, Ele se moveu de compaixão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas&lt;br /&gt;que não têm pastor.&lt;br /&gt;(Mt 9.36)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas ovelhas, cansadas e exaustas devido aos constantes jugos pesados colocados sobre elas pela religião, disse Jesus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e&lt;br /&gt;aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.&lt;br /&gt;Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.&lt;br /&gt;(Mt 11.28-30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra "cansado" significa: "exausto, ter trabalhado até que não resta força alguma". Hoje, no contexto em que Jesus estava falando, poderíamos traduzir o texto assim: "Queimados espiritualmente, esgotados de toda força espiritual, exaustos na tentativa de agradar a Deus". Aquelas pessoas estavam sobrecarregadas, esmagadas pelo peso de todas as leis e preceitos que a religião jogara em cima delas. Jesus convidou as pessoas a virem a Ele e, ao agir assim, atirou a luva desafiadora no rosto da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele usou esta expressão: "Tomai sobre vós o Meu jugo" (v. 29), frase que descrevia o juramento de fidelidade à religião com todos os seus preceitos.&lt;br /&gt;Jesus estava afirmando que Ele próprio é a nova Torá, a nova Lei, não uma lista de mandamentos, mas uma Pessoa viva; e diz mais: que a aceitação do jugo de Cristo propicia descanso. A versão chamada Bíblia Ampliada diz o seguinte: "E encontrareis descanso – alívio, consolo, refrigério, recreação e abençoado sossego – para as vossas almas".&lt;br /&gt;A religião trouxe a queima espiritual. Jesus prometeu que vir a Ele resultaria em recreação, com um período de férias... vida em que a pessoa estaria gozando de contínuo refrigério e renovação em seu relacionamento com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queimar-se espiritualmente é alternativa que só pode ocorrer quando há má compreensão fundamental do cerne do evangelho, ou quando a pessoa falha em aplicá-lo em sua vida e ministério. Um crente espiritualmente exausto está exibindo sintomas de um problema muito mais grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Noah Webster, Webster's New 20th Century Dictionary of the English Language (Dicionário do Século 20 da Língua Inglesa, de Webster), segunda edição rev. (Nova York: Simon and Schuster, 1983).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Malcolm Smith&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115647006052742413?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115647006052742413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115647006052742413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115647006052742413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115647006052742413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/joes-kitchen-o-veneno-do-legalismo.html' title='Joe&apos;s Kitchen - O Veneno do Legalismo'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115646830206333232</id><published>2006-08-25T10:07:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T15:04:32.583-03:00</updated><title type='text'>A Purificação do Templo - Lloyd-Jones</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;"Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os discípulos de que está escrito: O zelo da Tua casa Me consumirá." (João 2.13-17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, de tempos em tempos, todos consideramos o estado e a condição do mundo em que vivemos, com apreensão na mente e no coração, e este fato é inevitável e certo1. A fé cristã não é um conto de fadas. Não é algo que ignora o mundo, mas é sempre muito prática. Assim, estamos conscientes de que vivemos num mundo em constante crise, cheio de problemas. Novamente, lembramo-nos da natureza precária de qualquer tempo de paz que estejamos desfrutando, já que somos, uma vez mais, confrontados pelos conflitos, que estão longe de serem apenas conflitos de idéias e podem, a qualquer momento, se tornar embates físicos2. Então, recordamo-nos do tipo de mundo em que vivemos: um mundo de guerras, de discórdias e derramamento de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, a grande pergunta para nós é: Qual é a mensagem do Cristianismo? O que a Igreja tem a dizer? Qual é a mensagem da Bíblia à luz de tudo isso? Ainda vivemos neste mundo e temos de compartilhar as conseqüências das quais a raça humana é herdeira. Porém, somos distintos por possuir uma visão diferente de todas as coisas, e nossa tarefa é descobrir, exatamente, o que deveríamos estar pensando e falando aos nossos vizinhos que não conhecem a Cristo e estão fora da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, não há dificuldade alguma em se responder às questões que mencionei acima. Está tudo muito claro. Pregamos que a Bíblia, por si só, nos dá a compreensão de por que as coisas são como são. Não há outra explicação para o mundo e sua condição, fora daquilo que a Palavra de Deus nos fornece. Conhecemos muito bem, como um fato puramente histórico, que o discurso ufanista e otimista dos homens de Estado e outros ilustres, particularmente no século 19, não se cumpriu. O mesmo ocorre com os estadistas do século 20. Sabemos que o mesmo pode ser dito sobre os pensadores e suas filosofias idealistas, sobre a teoria da evolução e do avanço. Quão ridículo tudo isso parece quando olhamos para os problemas globais! O mesmo pode ser dito a respeito dos humanistas e outros que depositam toda a sua fé na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, cristãos, o que temos a dizer? O que a Bíblia diz para todos os que acreditam nisso? Desejo mostrar a vocês que a resposta encontra-se nessas palavras do Evangelho de João. No relato de João sobre a purificação do templo, uma explicação é fornecida e somente uma única solução para o problema é apresentada a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está em uma Pessoa abençoada. Ele é a resposta para todas as coisas. É Sua chegada a este mundo que faz a diferença e marca o ponto de transformação da História. Finaliza uma era e dá início a outra. É a “plenitude do tempo” (Gl 4.4). A resposta está em Sua vinda a este mundo, em todas as maravilhas que realizou enquanto esteve aqui e em tudo o que continua a fazer, pois desde então temos a chave para o problema. Jesus, e somente Ele, é a única solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, devo apressar-me em acrescentar que é muito importante que O escutemos como Ele é, que permitamos que Ele fale a nós. Muitos se extraviam e falham na percepção das bênçãos e dos benefícios da vida cristã apenas porque não O escutaram. Creio ser este o principal problema do presente tempo. Em vez de dar a palavra a Cristo, as pessoas preferem falar. Acrescentam suas próprias idéias ao ensino do Senhor. Distorcem e pervertem Seus ensinamentos. As pessoas estão tão ansiosas para falar que tomam emprestadas algumas de Suas idéias e imaginam que isto é Cristianismo. Por conseguinte, claro, essas pessoas perdem a bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Evangelhos, pode ser claramente percebido que Jesus sempre controla toda a situação quando surge em cena. Estamos estudando a festa de casamento de Caná da Galiléia, onde a situação ficou tensa e problemática pela falta de vinho e nada se podia fazer para remediá-la. Então, Ele começa a agir e o problema é solucionado. A resposta está sempre Nele. Ele comanda a situação. Afirmo que a essência da sabedoria consiste em escutá-Lo quando Ele fala. Esta é a suprema necessidade do mundo. Literalmente, não há esperança em nenhum outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras coisas que precisamos compreender é que Jesus apresenta muitas facetas. Essa falta de compreensão explica, em parte, porque muitas pessoas se extraviam. Elas sempre procuram moldar Jesus às suas próprias imagens. Algumas enfatizam somente um dos aspectos: há as que destacam apenas Sua morte na cruz, o que, para elas, é a suprema ilustração do pacifismo; há aquelas que acentuam o aspecto estético de nosso Senhor, enquanto outras focalizam, talvez em demasia, o aspecto severo. O que pretendo sublinhar é que devemos aceitar Jesus como Ele é e não tentar enquadrá-Lo a certos pontos de vista. Ele supera todos os limites que as pessoas sempre procuram impor-Lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, aqui este ponto é apresentado a nós de uma forma interessante e dramática. Detivemos nosso olhar sobre Jesus na festa de casamento em Caná da Galiléia, onde, naquela ocasião festiva, transformou água em vinho. Que quadro mais feliz é este! Temos discorrido sobre como este evento nos ensina a respeito da plenitude da bênção que Ele pode dar a todo aquele que, verdadeiramente, enxerga sua necessidade, cai aos pés do Senhor, obedece a tudo quanto o Senhor lhe ordena e espera Nele. Que bem-aventurança e alegria esta passagem nos transmite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, isto é o que lemos neste outro episódio: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio.” É um quadro bem diferente daquele primeiro, não é mesmo? A mesma pessoa, mas um contraste impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Batista viu tudo isso e resumiu o que viu em uma afirmação notável. Quando as pessoas começaram a pensar que ele, João, era o Cristo, ele negou dizendo: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem O que é mais poderoso do que eu, do Qual não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3.16). Encontramos estas palavras: “Espírito Santo! Fogo!” As bênçãos da plenitude, o batismo do Espírito Santo – que maravilha e glória! Porém, não se esqueça de que há também o fogo. Então, João prossegue: “A Sua pá, Ele a tem na mão, para limpar completamente a Sua eira e recolher o trigo no Seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível” (v. 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, esse é o grande equívoco dos nossos tempos. Nosso Senhor tem sido considerado apenas como o Príncipe da Paz, mas nos esquecemos de que Ele também é o Rei da Justiça. Ele exerce os dois papéis. Jesus é o perfeito Salvador da humanidade – e, repito, a essência da sabedoria está em cair a Seus pés, olhar para Sua face e ouvir o que Ele tem a nos dizer. Nunca antes a Igreja e o mundo necessitaram ouvir com tamanha atenção. Não se esqueça do mundo em que você vive. Olhe-o de forma direta e justa. Não pisque diante de nada. Não encubra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é a mensagem que o mundo tanto precisa ouvir? Deixe-me, primeiro, colocar o que ela não é. A mensagem do Senhor e Sua Palavra não são um pensamento emocional ou geral. Há pessoas que se deixam levar pelas emoções. Normalmente, elas só pensam no Senhor em determinadas ocasiões, quando estão apenas buscando uma vaga e emocional mensagem de conforto. Claro que Ele tem consolo a nos oferecer, mas é Seu consolo, é Sua paz. Ele afirmou: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). O Senhor não oferece uma paz que o mundo já conhece. Sua paz é composta pelos elementos da retidão, justiça e verdade. Não é simplesmente a ausência de guerras. Tampouco é uma conversa geral e vaga sobre sacrifício e seu valor intrínseco. O sacrifício é uma atitude grandiosa, maravilhosa e nobre, mas não como o mundo a utiliza. Freqüentemente, o Evangelho é transformado em um tipo de mensagem terrena sobre sacrifício, dever e coragem. Todas estas coisas são corretas, nos seus devidos lugares, mas não devem ser elevadas a tão suprema posição. Não estamos interessados em nenhuma idéia sobre sacrifício, dever e coragem que não seja diretamente derivada dos ensinamentos do Filho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o Evangelho é uma mensagem de conselho aos estadistas e líderes mundiais. Não é a pregação do pastor, pois este não é meu negócio. A Igreja não está aqui para dizer aos estadistas o que eles devem fazer ou não. Ela possui um chamado muito maior e mais profundo, como pretendo mostrar a você. Assim, não desperdicemos o tempo expressando nossa opinião a respeito de como as coisas deveriam estar acontecendo em períodos de crises políticas, dividindo a Igreja em grupos de posições diferentes. Tampouco é função do pregador apelar aos líderes do mundo para que promovam a paz e terminem as guerras. Sempre haverá guerras e rumores de guerras. Não é isso de modo algum! O pastor deve proclamar a verdade.&lt;br /&gt;Então, qual é a mensagem do Evangelho? É uma mensagem radical a proclamar a única esperança e o único caminho de salvação. É exatamente o que nosso Senhor fez quando foi a Jerusalém por ocasião da Páscoa, e é muito interessante que este episódio apareça aqui, nos capítulos iniciais do Evangelho de João, no começo do ministério de Jesus Cristo. Este é um dos mais significativos e cruciais eventos ocorridos durante a vida e o ministério do Senhor na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na purificação do templo, vemos o Senhor dando aos judeus uma advertência final. Ele lhes estava fornecendo uma indicação de que, a menos que obedecessem ao que Ele lhes veio anunciar, não haveria salvação para a nação judia. De fato, Jesus estava dizendo: “Ouçam as Minhas palavras e as coloquem em prática, ou estejam preparados para o ano 70 d.C.” A História nos mostra que, neste ano, as tropas romanas marcharam sobre Jerusalém e a saquearam, destruindo o templo e forçando os judeus a se espalharem entre as nações. Neste episódio, o Senhor está-lhes mostrando a única maneira de evitar aquela catástrofe.&lt;br /&gt;Grande parte do ministério de Jesus foi devotada a essa palavra. O Senhor apresentou aos judeus essa única possibilidade, essa singular esperança, e eles a rejeitaram. Então, nada lhes restou a não ser o cumprimento da destruição que fora predita. Assim, no final de Seu ministério, Jesus olhou para a cidade de Jerusalém e disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, então, está a mensagem do Senhor, que permanece inalterada para nós, hoje. Por essa razão é que desejo mostrá-la a vocês. Longe de ser uma mensagem dos líderes da Igreja aos estadistas, dizendo-lhes o que devem fazer em suas funções, ela é, primariamente, uma palavra aos cristãos e seus líderes, a fim de dizer-lhes o que eles devem fazer em sua própria esfera. Esta é a tragédia quando a Igreja tenta dizer ao mundo o que fazer e a pergunta que surge é: “A Igreja está em uma condição apropriada para agir assim?” Por isso, não deve causar surpresa o fato de o mundo não nos dar ouvidos.&lt;br /&gt;A primeira ênfase da mensagem cristã reside na verdade de que a coisa mais importante na vida de uma pessoa ou nação é o relacionamento de cada um com Deus. E tudo isso é tipificado pelo templo. Afinal de contas, o templo era o maior e mais grandioso de todos os palácios e edificações em Jerusalém. Os judeus eram o povo de Deus e era naquele lugar que o povo se reunia para cultuá-Lo e para se relacionar com Ele. Aquele local era o centro da vida da nação. Eis por que nosso Senhor não somente foi ao templo, mas reagiu daquela maneira e disse o que disse, naquela ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ler a história dos filhos de Israel no Antigo Testamento, descobrirá que quando tudo estava em seus devidos lugares no templo e os filhos de Israel eram leais a Deus, todos os outros aspectos da vida da nação iam bem - nas guerras, na prosperidade material, e assim por diante. Porém, a partir do instante em que havia um declínio na qualidade de culto, via de regra essa deterioração também ocorria na vida das pessoas, ou seja: tais pastores, tal povo. Este tema surge ao longo de todo o Antigo Testamento. Portanto, neste incidente nosso Senhor está, como estava, indicando que esta verdade ainda é relevante, que as leis de Deus não mudam nunca e que são a única forma de as pessoas viverem em segurança e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, há muitas frases gloriosas que expressam a mesma verdade. Aqui estão algumas delas: “Não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29.18), não importa quanta riqueza possuam ou quão poderosos sejam seus armamentos. “Não havendo profecia” – isso é o que controla tudo o mais. A História mostra que é possível para uma pessoa ou nação caminhar por longo tempo na visão daqueles que vieram antes deles. A queda não ocorre de forma súbita. Sempre há um declínio gradual. Porém, uma vez que essa visão se perde, você pode esperar o que estamos colhendo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja outro versículo: “A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (14.34). O mais importante não são as possessões, nem as riquezas ou o poder material, mas a “justiça”. E quando uma nação ou qualquer indivíduo pratica a justiça, todas as outras coisas são supridas. Nosso Senhor resumiu tudo isso em uma frase, proferida durante o Sermão do Monte: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, a ilustração mais notável seja a história de Eli, o sacerdote, encontrada em 1 Samuel. Eli era um bom homem, porém muito brando e indulgente. Ele permitia que seu sentimento e temperamento o guiassem, em lugar de ser guiado pela lei de Deus. Por conseguinte, seus dois filhos eram maus. No livro de 1 Samuel capítulo 2 você poderá ver como os filhos de Eli abusaram de suas funções de sacerdotes. Aquele pai idoso sentia-se débil para deter os filhos, de modo que eles prosseguiram no erro, juntando bens e privilégios para si mesmos por meio de seus santos ofícios, vivendo de maneira imoral e indigna. Observamos ali o declínio começar a cair sobre a casa de Deus e logo atingir toda a nação. O exército filisteu veio, e Israel foi fragorosamente derrotado, tendo o inimigo até mesmo levado embora a Arca da Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a mensagem típica do Antigo Testamento, e agora a encontramos no Novo. Quando as coisas não vão bem no templo, tudo o mais começa a declinar. A chave para tudo é nosso relacionamento com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o princípio controlador e, inevitavelmente, surge o segundo princípio – estou apenas expondo o que encontramos aqui em João 2.13-17 –: o maior perigo que corremos é interpretar mal e abusar dos meios da graça, mediante os quais Deus fortalece nosso culto individual e nossa caminhada com Ele. Nós os usamos para alcançar nossos próprios fins e propósitos. Esta é a grande lição que os filhos de Israel colocam diante de nós, de forma dramática, aqui e mais tarde, nos acontecimentos do ano 70. O problema dos judeus é que eles sempre usavam mal o que Deus lhes dava. Como mostrado por nosso Senhor neste episódio, eles abusaram do templo. Este não foi apenas seu problema, mas a causa do trágico fim que atingiu a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, solenemente, sugiro que a explicação para a condição crítica de muitas nações nos dias de hoje é o abuso e mau uso do “templo”: a apropriação indébita das coisas que Deus lhes deu e a utilização desta dádiva para fins indignos e egoístas. Esta sempre é a causa de todos os problemas e, com o passar do tempo, não somente será uma atitude errada, mas insana.&lt;br /&gt;Do que estou falando? Bem, com extrema freqüência em Israel, a primeira coisa que começava a dar errado quando os judeus perdiam o Espírito vivente é que eles transformavam o culto no templo em algo formal e exterior. Não existe nada mais terrível na vida de uma pessoa ou nação do que uma religião calcada no formalismo, apenas agindo de acordo com as conveniências, sem qualquer sentimento, sopro do espírito ou fé real, indo à igreja em ocasiões especiais porque é uma boa atitude. O formalismo e a ênfase no que é exterior é uma grande maldição. E não somente a história dos judeus demonstra isso, mas se você ler a história subseqüente da era cristã, encontrará exatamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é extraordinário nesse incidente de João 2 é que a presença de bois, ovelhas, pombas e de cambistas, por si só, não deveria ser considerada como imprópria, mas, ao contrário, até mesmo necessária. Por ocasião destas festas, as pessoas iam a Jerusalém de muito distante e não podiam trazer os animais consigo na longa viagem. Assim, era legítimo que houvesse vendedores de bois, ovelhas e pombas. Ainda, para lá afluíam pessoas de diferentes partes do mundo que traziam diferentes moedas e era necessário que houvesse cambistas para viabilizar a troca. Não havia nada de errado com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis o que estava errado: o comércio ocorria dentro do templo, e para muitas pessoas esta atividade era o único motivo para que estivessem ali. Homens estavam enriquecendo com ela. Nosso Senhor estava preocupado com o mau uso daquilo que era correto e adequado. Deus tem indicado a forma de culto para nós. Na época do Antigo Testamento, Deus instituiu os rituais exteriores do templo e o cerimonial que deveria ser obedecido. Em nossos dias, nós O cultuamos de uma forma mais interior, espiritual. Porém, o princípio permanece o mesmo, e Deus tem ordenado estas coisas.&lt;br /&gt;Aqui é que está o perigo. Corremos o risco de nos apropriarmos das coisas que o próprio Deus nos tem indicado e utilizá-las para servir nossos próprios objetivos, da nossa maneira, adequando-as aos nossos interesses e conveniências. Eis contra o que o Senhor se revolta daquela majestosa e dramática maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ser práticos a esse respeito. Você está realmente preocupado com a condição do mundo? Se estiver, este não é o momento para sentimentalismos, mas para ouvir o Filho de Deus e Sua mensagem. E creio que, nos dias em que vivemos, Ele está falando de uma forma mais intensa e urgente, especialmente à luz dos recentes acontecimentos mundiais. Isto é um assunto muito sério. É um indicativo de que algo profundo está em marcha, e acho que a principal causa é o uso, em causa própria, daquilo que Deus nos tem dado, especialmente em Sua Igreja e em Seu culto. O uso da igreja, como parte da vida da nação, é como um departamento de Estado, um cenário para grandes ocasiões e para cerimônias de batismos, casamentos e enterros. O cerimonial, dado por Deus, está sendo utilizado para nossos próprios fins e propósitos. Assim, por exemplo, cultos cristãos comemorativos são mantidos por homens e mulheres não-cristãos, conhecidos escarnecedores da fé cristã. O uso da Igreja desta maneira e a boa vontade desta em ser assim usada são abusos daquilo que Deus nos deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é importante? Bem, creio que é importante por estas razões: sustenta e fortalece a razão alegada por muitas nações nominalmente ateístas. Em tais países, o Estado e a Igreja estavam ligados de tal forma que, quando o povo desejou uma mudança no Estado, a Igreja foi envolvida. Foi a associação entre a família real russa e a Igreja Ortodoxa, especialmente representada pelo diabólico Rasputin, que levou à revolução russa. O povo abominava a Igreja. As pessoas diziam que, se aquilo fosse Cristianismo, elas não o queriam. Eis a razão pela qual elas se voltaram ao comunismo ateu. Os franceses fizeram o mesmo, por ocasião da sua revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, tudo isso tem muito a nos dizer. Podem os ingleses alegar inocência da acusação de terem utilizado a Igreja como parte de sua política de colonização? Hoje, este fato assume grande relevância porque as outrora colônias têm-se tornado nações independentes e, em muitas delas, estamos vendo a mesma história se repetir. Nesses países, a política colonial é identificada com o Cristianismo. A Igreja e o Estado estiveram juntos. A espada e o bispo, assim como o foram no passado, estão entrelaçados, e quando um é rejeitado, o outro sofre o mesmo tratamento. Estes assuntos são vitais e muito sérios. Se a Igreja for utilizada como parte de uma política colonialista ou como parte de uma tentativa de impor a civilização ocidental a essas nações, então, quando houver uma rebelião contra o Ocidente, a Igreja também será envolvida no conflito. Colhemos apenas o que plantamos e os resultados não devem nos surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve o risco, especialmente na Primeira Guerra Mundial, de usar a Igreja como um tipo de posto glorificado de recrutamento. A mensagem cristã foi transformada em apelos para heroísmo, sacrifício e coragem, em benefício dos interesses do Estado. Por isso, não deve ser motivo de espanto o fato de multidões estarem fora da Igreja. As pessoas não são tolas. Elas observam estas coisas e muitas reagiram de modo violento ao que aconteceu na Primeira Grande Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, à parte de tudo isso, há muitos que utilizaram a Igreja, e ainda o fazem, simplesmente para propagar teorias e ensinamentos humanos. Alguns até mesmo defendem o comunismo em nome do Cristianismo. Eles passam adiante suas próprias filosofias, sempre pregando a política e lidando com assuntos materiais, mas usando as Escrituras, a terminologia e idéias fora de seu verdadeiro significado, sempre visando a seus próprios interesses. Além disso, com freqüência, a Igreja tem sido inocente o suficiente para permitir-se ser usada pela cultura. Muitas pessoas vão aos cultos cristãos apenas para ouvir as músicas, sem demonstrar interesse por nada mais. E a Igreja tem-se permitido ser utilizada pela música, pela arte e por outros movimentos artísticos. Outros têm usado a Igreja para servir à sua ambição pessoal, buscando uma carreira bem-sucedida e avanços mundanos. Quantas vezes se disse no passado, que nas famílias tradicionais, o filho mais velho ia servir a Marinha, o segundo, o Exército e, então, lá no fim da linhagem, o mais novo ia servir a Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso é, simplesmente, apropriação indébita. Aqui nós vemos a ovelha, os bois, as pombas e os cambistas. E esta é a razão pela qual multidões estão fora da Igreja. As pessoas argumentam: “Se isto é Cristianismo, não temos interesse.”&lt;br /&gt;Portanto, a história de nosso Senhor no templo é relevante, não acha? Foi Jesus quem expulsou os animais e cambistas do interior do templo. Não estou expressando aqui minhas próprias opiniões. Estamos estudando Suas reações quando foi a Jerusalém, por ocasião da Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meu próximo princípio é que, nos dias de hoje, é de suprema necessidade que as pessoas conheçam a presença do Senhor em poder, na Igreja. Eis por que não estou pregando sobre fatos políticos. A necessidade não é para que algo aconteça no meio governamental, mas no meio da Igreja. Por que razão os estadistas a ignoram? Porque a Igreja não detém nenhum poder. Já houve tempos em que os estadistas davam ouvidos a ela. Pense em John Knox pregando a mensagem e, sentada na audiência, a rainha da Escócia ouvindo e tremendo. Esta é a ordem certa. Porém, isto somente acontece quando Cristo está presente no templo, com poder. Assim, ao olhar para o mundo e lembrar das duas guerras mundiais e toda a devastação que trouxeram, ao ver o que está acontecendo a multidões de pessoas, padecendo de dores diferentes em muitos lugares, quando percebo as sombrias possibilidades existentes, eu afirmo que a mensagem necessária é esta que surge quando Cristo entra no templo e começa a falar e a agir. E, portanto, se você e eu estamos sinceramente preocupados com a situação atual e os rumos que o mundo está tomando, nossa primeira tarefa é orar pedindo um reavivamento na Igreja. Não é dizer coisas ao mundo, mas buscar este poder que nos tornará capazes de falar ao mundo de tal maneira que as pessoas temerão ao nos ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, devemos examinar o que Ele faz quando aparece em cena. “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém” - e as coisas começaram a acontecer. E o que descobrimos? Imediatamente, vemos a manifestação de Sua glória, de Sua autoridade, de Seu zelo e poder. Você percebeu, ao ler esta passagem, que isto é um milagre? Foi tão milagroso como a transformação da água em vinho, na festa de casamento em Caná da Galiléia. Olhe para esses homens, ricos e espertos, comercializando no interior do templo e, ainda assim, uma pessoa indefesa, somente munida com uma espécie de chicote feito de cordas, os expulsou a todos daquele lugar, com suas ovelhas e bois. Após ter feito isso, voltando-se para os homens que vendiam pombas, disse: “Tirai daqui estas cousas.” Então, Ele vira as mesas dos cambistas, e joga ao chão todo o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como uma coisa dessas pode acontecer por meio de uma única pessoa, munida de um chicote improvisado? Há somente uma resposta possível, qual seja: é a manifestação de Sua glória, assim como na festa de casamento. Lembre-se do que lemos ao final daquela passagem: “Com este, deu Jesus princípio a Seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a Sua glória” (2.11). A palavra de Cristo tem poder. Ele é o Filho de Deus encarnado. Ele falava com autoridade, e os homens sentiam isso em seu íntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos o mesmo fato acontecer em inúmeras outras passagens nas páginas dos quatro Evangelhos. Quando Jesus falava, ou mesmo olhava para homens e mulheres, eles reconheciam esse poder e autoridade, pois não conseguiam sequer fitá-Lo. Jesus é o Filho de Deus, detentor de toda a autoridade e poder. Eis por que devemos orar para que esse poder seja conhecido hoje. Foi Ele que nos constituiu e é o único que pode nos capacitar, conforme Sua promessa. Nossa maior necessidade está Nele, em Sua força, para que possamos falar com igual autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse incidente, vemos Jesus agindo como sempre faz. Ele anuncia e executa julgamento. Ele vê esta situação acontecendo: “E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados”. E sente indignação. O zelo pela Casa do Pai O consome. Ele está tomado de um santo senso de justiça e, desta forma, anuncia o julgamento sobre todos.&lt;br /&gt;Eu me desespero só de pensar que você não tem consciência do julgamento de Deus sobre a Igreja de nossos dias. Você não consegue ouvir isso? Não consegue sentir ou ver? Por que essa tremenda confusão? Por que pessoas comuns de todos os países vêem a Igreja como algo ridículo? Este é o julgamento de Deus. Deus está permitindo que a Igreja seja ridicularizada em virtude do abuso e mau uso dos quais todos nós somos culpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais? Bem, nosso Senhor institui a reforma. Ele lança fora as coisas que não pertencem ao lugar. E, repito, a maior necessidade de nossos dias é uma reforma na Igreja e sua doutrina, é lançar fora todo o traço de paganismo. Ouça as palavras do Senhor: “Tirai daqui estas cousas.” Todos os ornamentos e parafernália, todo o incenso e as tentativas de oferecer sacrifícios e ofertas queimadas, a liturgia vazia, devem ser lançados fora. Este é o exemplo dado pelo Senhor. Deve haver uma ampla reforma, abrangendo a doutrina, todas as superstições e mentiras. Tudo aquilo que torna os homens grandes e importantes, que encobrem o Senhor e Sua glória eterna, deve ser lançado fora. Foi isso o que aconteceu na Reforma Protestante e se repete em cada um dos outros períodos de reforma e reavivamento. Ele extirpa o que é falso, seja na doutrina, na prática ou no comportamento. Em suma, o que Ele faz? Ele restaura a simplicidade original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o Senhor falou algo muito similar porque as pessoas não Lhe deram atenção. Ao fim de Seu ministério, Jesus diz que os homens haviam transformado a casa do Pai em covil de salteadores (Mt 21.13). Porém, a casa do Pai deveria ser um lugar de oração! A função da Igreja é trazer homens e mulheres a Deus, mantendo-os em comunhão com Ele. A Igreja deveria ser tão repleta do poder de Deus que todas as pessoas, em certo sentido, seriam forçadas a ouvir. A partir do instante em que você simplifica sua religião, o poder aumenta. Todas as outras coisas, a falsidade doutrinária, a mentira na conduta, colocam-se entre a verdade e as multidões e precisam ser removidas. Temos de retornar àquela simplicidade que está em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;O que acontece quando se faz isso? Procure conhecer a história da Igreja, leia sobre a Reforma Protestante. O que resultou destes movimentos? Bem, entre outras coisas, levou ao período Elizabetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo aconteceu na época do Movimento Puritano. Você pode rir dos puritanos, se quiser, mas lembre-se de que o período correspondente ao governo de Oliver Cromwell, o período do Commonwealth – referente ao governo republicano na Inglaterra, de 1649 a 1660 –, foi um dos melhores períodos de toda a história da Inglaterra e País de Gales. Todos concordam, inclusive historiadores seculares, que a base da grandeza destes países está naquela época, quando havia uma ética moral na nação, quando homens e mulheres colocavam Deus em primeiro lugar em sua vida. Assim, toda a nação foi elevada, como está escrito: “A justiça exalta as nações” (Pv 14.34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É correto e verdadeiro dizer-se que tudo o que era glorioso e grandioso no século 19 foi resultado direto do Despertamento Evangélico, ocorrido no século 18. Isso pode ser estabelecido historicamente. Certo historiador afirma que foi este fato, e apenas ele, que salvou o país de experimentar algo semelhante à Revolução Francesa. Outros historiadores confirmam que o movimento evangélico deu origem, não somente ao engrandecimento da nação, mas também ao esclarecimento do povo. O movimento sindicalista, por exemplo, resultou diretamente deste reavivamento. Tudo o que eleva homens e mulheres, tudo o que os faz compreender quem e o que são, que os faz lembrar de que possuem mente e os inspira a aprender e a progredir, tudo isso resulta da bênção original de ouvir o Filho de Deus e permitir que Ele lide com a Igreja e, individualmente, conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a pessoa certa esteja no centro e que o templo esteja purificado, reformado e renovado, a mudança começa a permear toda a vida e um novo tom surge. Não havendo profecia, o povo se corrompe. Havendo profecia, o povo é bem-sucedido. Esta é a suprema necessidade de nossos dias. Precisamos recapturar a visão, voltarmo-nos a Ele, permitir que Ele atue e fale a nós, purificar e lançar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para mim, esta é a mensagem da Bíblia para este mundo. Que este Cristo volte e, novamente, com Sua autoridade enfrente os oportunistas, vire as mesas, lance fora e purifique o templo, dando-nos a conhecer, uma vez mais, em simplicidade e pureza de coração, Sua fé e o poder que, inevitavelmente, cai sobre todos aqueles que crêem e se submetem a Ele, todos os que desejam ser cheios do abençoado Espírito Santo. Ah! Que Jesus venha mais uma vez ao templo! Vamos começar a oferecer aquela oração. Tudo bem, ore pelos outros, mas esta não é a oração primordial. A principal oração não é pelos estadistas, parentes ou amigos, tampouco pelas nações. Em primeiro lugar, devemos orar para que Jesus volte ao Seu templo, que manifeste Sua glória e nos mostre um pouco de Sua autoridade e poder, enchendo-nos com este poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Este sermão foi pregado no domingo, Dia do Armistício, 1965.&lt;br /&gt;2 Em novembro de 1965, a comunidade branca da antiga Rodésia do Sul, atual Zimbábue, recusou-se a aceitar as regras impostas pela maioria negra e proferiu uma declaração de independência unilateral e ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Extraído do livro O Segredo da Bênção Celestial, cap. 6, de Martin Lloyd-Jones, co-edição Editora Textus e Editora dos Clássicos, 2002, com permissão da Editora Textus para publicação no sítio Campos de Boaz.) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115646830206333232?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115646830206333232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115646830206333232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115646830206333232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115646830206333232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/purificao-do-templo-lloyd-jones.html' title='A Purificação do Templo - Lloyd-Jones'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115633560606941674</id><published>2006-08-23T13:19:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T09:20:06.086-03:00</updated><title type='text'>O Perigo de Escolher o Bom e não o Melhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Concedeu-lhes o que pediram,mas fez definhar-lhes a alma” &lt;strong&gt;(Sl 106.15).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;O evangelho coloca diante de nós Cristo e seu Reino em contraste com o mundo e suas atrações. Insta conosco para escolher. De fato, toda sua influência é direcionada para mostrar que a escolha é inevitável. Mas quando a vontade faz sua escolha eterna, e abre sua vida ao reinado e governo do Salvador, somente o primeiro passo na vida cristã foi dado. Existe diante de nós todo um caminho de peregrinação que teremos de percorrer com paciência na companhia do nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no decorrer deste caminho, sempre rondando nossos passos, existe a cilada sutil de se escolher um bem menor. Pois a vida é uma longa série de escolhas, escolhas que precisam ser feitas diariamente, entre aquilo que é supremo e superior e aquilo que é secundário, entre o que agrada a si mesmo e o que agrada a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo mais comum não é o que muitos imaginam: desviar-se e cair no pecado. É antes a tentação que aparece com freqüência alarmante de escolher o bom ao invés do melhor; de escolher algo que tem inúmeros pontos a favor, mas que não é a vontade explícita de Deus para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos comprometemos a qualquer outro curso de vida, que não seja de absoluta fidelidade ao bem superior, estamos nos posicionando lamentavelmente fora de contato vivo com Deus, que às vezes pode conceder-nos nossos desejos e, ao mesmo tempo, deixar nossa alma definhar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel, a quem este texto nos Salmos se refere, foi um forte exemplo disso. O propósito de Deus&lt;/span&gt; para a nação era que não tivesse um soberano terreno; ele mesmo seria seu Senhor e seu Rei. Israel seria um exemplo e modelo ao mundo inteiro. Mas Israel se rebelou. O povo queria ser igual, e não diferente, das outras nações. Pediram um rei para guiá-los à batalha; queriam um monarca com toda sua pompa e esplendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, Deus não os deixou para seus próprios desejos, nem os rejeitou. Com efeito, Deus disse a Samuel: “Muito bem; nomeie um rei para eles; não estão escolhendo o melhor, e vou permitir que tenham o bem inferior escolhido por eles mesmos. É a única maneira de mostrar-lhes a tolice do que estão fazendo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história subseqüente da nação mostrou realmente o perigo de se escolher um bem inferior. Israel tinha uma posição geográfica crucial e visada por todos os povos que levantavam impérios. Desta forma, era mais importante ainda que estivesse sob a proteção de Deus. Mas escolheu um caminho diferente, e qual foi o resultado? Desastre após desastre em guerras e conquistas por outros povos. A terra foi dilacerada por dissensões e agitações e, finalmente, o povo foi retirado e levado ao cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estas ilustrações de um princípio de vida puderem servir de alguma forma para nós, certamente seria para mostrar a ênfase que Deus dá nas escolhas que são feitas em cada crise moral e espiritual. É comum dizer que nossas escolhas atestam o nosso caráter, e que a direção em que a mente da pessoa vira involuntariamente mostra que tipo de pessoa é. A seriedade da vida é que cada dia somos testados a respeito dos fundamentos e inspirações vitais do nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos quando somos tentados para seguir rumos em que ganho material e vantagem pessoal estão em primeiro lugar. Somos tentados a garantir para nós mesmos vantagens atuais, e para colocar conforto, facilidade e prosperidade como nossos objetivos principais. Perguntamos: “Não podemos tirar proveito máximo dos dois reinos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo é, ao tentar conciliar as duas coisas, escolhermos o bem inferior. E, se isto acontecer, Deus não nos abandonará, pois ele nunca faz isso. Mas ele permite que a escolha inferior corrija nossa vontade própria, e nos conduza de volta ao lugar de obediência de todo coração ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de um bem inferior pode resultar no abafamento dos nossos instintos mais espirituais, na perda de uma comunhão mais íntima com Deus, e na ausência daquela divina parceria de poder em que Deus fortalece e usa as pessoas para sua glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre um grande desafio de fé compreender o que é o melhor de Deus, mas quando o reconhecemos, traz a exigência imediata de uma resposta. Seguir a luz divina que vem para nos guiar, e submeter todas nossas escolhas à vontade de Deus, são os testes mais severos que a vida nos reserva. Mas feliz de fato é o homem cuja coragem não hesita, cujos ideais não são renegados, na hora da sua provação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda nossa vida presente e o treinamento que temos aqui são apenas uma preparação para o serviço eterno. A escolha de um bem inferior sempre resultará no empobrecimento da influência presente; pois se um homem quiser exercer influência superior, ele deve viver em função das coisas superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos de pais que se dizem cristãos, mas cuja escolha de um bem inferior se reflete nas vidas insatisfatórias dos seus filhos. Ao invés de buscarem primeiro o Reino de Deus, a perspectiva da sua vida no lar é influenciada em grande medida pelo mundo, pelas convenções da sociedade, e não pelas convicções do coração. E seus filhos pegaram uma medida muito inferior de Deus por causa desta imagem distorcida que os pais refletiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Exemplo do Nosso Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo não é desalento, porém. Para nos aliviar no meio de todas estas advertências, temos sempre presente a inspiração da própria vida do Senhor – onde encontramos o mais forte apelo ao nosso coração para escolher o mais alto. Pois ao lermos o registro da sua vida, nos dias da sua carne, vemo-lo como aquele que sempre, coerentemente, escolhia o melhor de Deus. “Desci do céu, não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). “... o Filho do homem...não veio para ser servido, mas para servir...” (Mt 20.28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim da sua vida, quando o cálice estava cheio, amargo e pesado, ouvimo-lo no Jardim, ainda fiel ao propósito governante da sua vida redentora: “Todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14.36). E, escolhendo o melhor de Deus, ele bebeu o cálice até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os homens hoje, o melhor de Deus se expressa no chamado de Cristo: Segue-me. Segui-lo corajosa, coerente e lealmente é escolher a melhor e mais alta de todas as alternativas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;J. Stuart Holden&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; era um pregador anglicano no início do século XX. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115633560606941674?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115633560606941674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115633560606941674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115633560606941674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115633560606941674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/o-perigo-de-escolher-o-bom-e-no-o.html' title='O Perigo de Escolher o Bom e não o Melhor'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115625612852418439</id><published>2006-08-22T11:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T11:20:16.470-03:00</updated><title type='text'>O Santuário do Deus Vivo - Lloyd-Jones</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;"Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os discípulos de que está escrito: O zelo da Tua casa Me consumirá." (João 2.13-17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Detivemos nosso olhar sobre a purificação do templo, considerando, em termos gerais, a mensagem transmitida por esta passagem à Igreja, como um todo. Mas, como muitos comentaristas ao longo dos séculos concordam, obviamente, também há uma mensagem individual ao cristão. Vimos como as pessoas, imediatamente, obedecem ao Senhor quando O ouvem, e compreendemos que a única explicação para tal obediência é que essas pessoas se conscientizaram do poder eterno e da divindade Dele. Portanto, precisamos ter isso em mente ao aplicar individualmente a mensagem desse acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho afirmado, minha proposição é que o grande tema do Evangelho de João está neste versículo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (10.10). Também estou sugerindo que cada um dos dramáticos acontecimentos relatados no Evangelho de João nos fornece algum aspecto adicional do ensino referente à forma pela qual Ele nos propicia a grande bênção de Sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante, portanto, que O consideremos como Ele é, ou seja, como o Senhor. É Ele quem age, quem decide quando e como agir. A pergunta que desejo colocar diante de você é esta: Você já recebeu de Sua plenitude e graça sobre graça? Sempre devemos nos fazer esta pergunta porque todas as ações de Jesus podem ser compreendidas e interpretadas à luz disso. Tudo o que Ele realizou e afirmou é uma indicação do que é essencial antes de alcançarmos aquela plenitude, e aqui Jesus nos mostra, de forma clara e definitiva, uma dessas condições.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra que Jesus foi a Jerusalém por ocasião da Páscoa, conforme a lei ordenava que todos os judeus fizessem. Nós O vimos chegando ao templo e soubemos o que Ele encontrou ao entrar lá: no pátio externo, mercadores vendiam bois, ovelhas e pombas para os sacrifícios, e cambistas trocavam moedas estrangeiras pela moeda local. Aquele cenário encheu nosso Senhor com um sentimento de terror e indignação. Ele virou as mesas dos cambistas, expulsou os mercadores e seus animais e ordenou aos que vendiam pombas para que as retirassem daquele local. Ele, como o fez naquela ocasião, purifica o templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é, então, o ensino? Qual é a mensagem que recebemos como indivíduos? Permita-me colocar desta forma: nossa alma é como templo no qual nosso Senhor faz moradia. Esta é nossa proposição básica e fundamental. Isso é definitivo neste assunto sobre salvação cristã. Esta salvação não apenas significa que nossos pecados são perdoados, ou que temos a certeza de que não iremos viver eternamente no inferno porque Deus perdoou aos nossos pecados. Tampouco apenas significa que recebemos uma nova natureza. De fato, todas essas coisas são verdadeiras e gloriosas, e devemos agradecer a Deus por elas. Porém, a salvação cristã nos oferece algo além disso que é, nada mais, nada menos, que o próprio Senhor Jesus Cristo habitando em nós. Essa é a ilustração que encontramos em diversos lugares da Bíblia. Realmente, no Antigo Testamento somos informados de que o templo não deveria apenas nos ensinar a respeito da Igreja em geral e sobre como prestar culto na casa de Deus, mas também nos fornece um quadro individual da nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, no Evangelho de João, essa verdade é colocada diante de nós de forma clara e explícita. Nosso Senhor está lembrando aos discípulos que Ele irá deixá-los, mas acrescenta que não os deixará sem consolo. Ele disse: “Naquele dia, vós conhecereis que Eu estou em Meu Pai, e vós, em Mim, e Eu, em vós. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (14.20, 21). Logo depois, no versículo 23, lemos: “Respondeu Jesus: Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” Esta é a plenitude da experiência cristã. O propósito supremo de Deus é habitar em nós, homens e mulheres, ou seja, “a vida de Deus na alma do homem”, como afirmou Henry Scougal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como Paulo expressa isso, na Segunda Carta aos Coríntios. Ao questionar: “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos”, ele lembra aos seus leitores esta grande promessa: “Porque nós somos santuário do Deus vivente, como Ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (6.16). Em 1 Coríntios, ele diz: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós” (6.19). Esta é a suprema verdade que deveríamos sempre ter em mente com respeito à nossa fé. Como já vimos, a oração de Paulo pelos efésios era esta: “Para que, segundo a riqueza da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé” (3.16, 17). Paulo estava escrevendo aos cristãos, mas também estava orando para que eles perseverassem nesse conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca devemos nos contentar com algo que seja inferior a essa vida cristã. Temos de aprender a considerar nossa alma como santuário no qual Deus faz moradia: Deus, o Pai, Deus, o Filho e Deus, o Espírito Santo. Notamos que este ensino está sempre presente quando cristãos são levados a perceber tudo o que lhes é possível como crentes em Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, havendo iniciado este capítulo com a proposição de que cada um de nós é o santuário de Deus, a próxima questão que devemos responder é esta: Em que condição se encontra este santuário? Agora é que percebemos a relevância daquele incidente ocorrido no templo de Jerusalém. Em tempo, quero deixar bem claro que não estou preocupado com aqueles que não são cristãos. Estou falando especificamente para aqueles que são cristãos. Nosso Senhor está no templo, o lugar que Deus concedeu aos filhos de Israel. Aqui Ele não está lidando com os gentios, mas com o povo judeu. Ele está lidando com pessoas religiosas, com o próprio povo de Deus. É importante ter isso bem claro em mente porque, caso contrário, poderemos perder o ponto principal desse incidente. Sempre estamos alertas para enxergar certas coisas que falam aos não-cristãos, porém aqui estamos preocupados com o que deve ser feito e com o que o Senhor fará com os crentes, a fim de que Ele possa vir e fazer moradia no coração deles, pela fé. Assim, é necessário que examinemos o templo, exatamente como o Senhor fez, quando foi a Jerusalém por ocasião da Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um antigo puritano colocou esse assunto de forma muito clara utilizando uma analogia. Considerando primariamente os irregenerados, ele afirmou que a condição de homens e mulheres no pecado, como resultado da Queda, é similar ao estado de muitos dos antigos castelos, facilmente encontrados nos países europeus. Você encontra o castelo em ruínas, tomado pela vegetação de espinhos e outras, mas, se olhar atentamente, com freqüência, descobrirá uma pequena inscrição, em algum lugar, onde lerá: “Em tal época, fulano e beltrano moraram aqui.” Aquele castelo foi moradia de alguma pessoa de destaque no passado. O antigo puritano disse que este é o tipo de inscrição que encontramos gravada na alma de cada um dos não-cristãos: “Deus já morou aqui.” Deus não mora mais ali, o local está em ruínas, em processo de destruição. As paredes e ameias estão parcialmente desmoronadas e a vegetação invadiu o local de tal maneira que é difícil perceber que aquelas ruínas já foram, algum dia, a morada de alguém. Este é o não-cristão, mas estamos considerando o cristão; por isso, a questão é: O que encontramos neste santuário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, a mensagem é de que a condição da alma de muitos crentes é muito similar àquela encontrada por Jesus, no templo de Jerusalém. Aqui está a casa de Deus, com todos os cerimoniais indicados e ordenados pelo próprio Deus, mas nosso Senhor descobre que há certo abuso de tudo isso. O lugar está sendo usado para servir aos propósitos egoístas dos homens, e atividades que, em si mesmas, são legítimas, como comprar e vender bois, ovelhas e pombas ou trocar dinheiro, têm-se transformado no centro, na atividade principal. Assim, nosso Senhor afirmou que eles haviam tornado “a casa do Pai em casa de negócio”. E aqui cada um de nós é desafiado a examinar o estado de nossa própria alma, este lugar no qual Deus deseja habitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Senhor examinasse nossa alma, neste exato instante, como a encontraria? O que há para ser descoberto ali? Seria pecado? Seria maldade? Jesus encontraria coisas que não deveriam estar lá? Haveria certo elemento de descrença, dúvida ou incerteza? Haveria coisas horripilantes, tolas e sem valor? E sobre nossos pensamentos, fantasias e intenções do coração? Estas são as coisas pelas quais Ele esquadrinha nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, ao examinar todos os detalhes que Deus ordenou, primeiramente a Moisés, depois a Davi e Salomão sobre a construção do tabernáculo e do templo, podemos ver que tudo foi projetado com o intuito de criar um local adequado para que Deus pudesse ali habitar. Porém, há outra maneira, mais importante, pela qual devemos nos examinar. O grande problema com aquelas pessoas é que elas estavam fazendo um mau uso de muitas coisas que Deus indicou como formas e meios de culto, buscando servir a seus fins indignos. Portanto, o mais importante é nos questionarmos: Que uso estamos fazendo do Evangelho de nosso Senhor e Salvador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremos na doutrina da justificação pela fé, no perdão gratuito dos pecados. Isso é correto, mas que uso estamos fazendo disso? Estamos dizendo que, portanto, não importa mais como agimos ou nos comportamos, que podemos pecar porque sabemos que seremos perdoados? Estamos fazendo algum tipo de “comércio” com a cruz de Cristo? Esta é uma expressão utilizada por Pedro: “Movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias” (2 Pe 2.3). As pessoas transformam o sangue e a cruz de Cristo em benefício pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, será que estamos dizendo: “Bem, agora creio no Senhor Jesus Cristo. Eu sei que serei perdoado, não há dúvidas sobre isso. Portanto, posso fazer o que desejar. Tudo o que tenho de fazer é me arrepender, dizer que sinto muito e serei perdoado”? Se pensamos desta maneira, estamos fazendo um mau uso, um comércio com o sangue de Cristo.&lt;br /&gt;Assim, este é o tipo de lição que nosso Senhor está nos ensinando quando, munido de um chicote de cordas, expulsou aquelas pessoas do templo. Estamos usando a graça, as glórias do Evangelho, simplesmente para cauterizar nossa consciência, para permanecer em pecado e evitar a punição? Esta é uma atitude terrível, e creio que, quando examinamos nosso interior, com freqüência, nos descobrimos culpados da acusação de estar, da maneira mais sutil e diabólica, fazendo mau uso das coisas que Deus nos concedeu em nosso próprio benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitas coisas mais sobre as quais podemos nos examinar - não entrarei em detalhes. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”. Esta foi a instrução que Paulo nos deixou quando da celebração da Ceia do Senhor. Paulo disse isso porque os coríntios estavam abusando desta cerimônia. Alguns deles participavam da Ceia apenas para beber e comer em demasia. Por esta razão, encontramos esta terrível advertência: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo.” Por quê? Porque, diz Paulo, quer você faça isso ou não, acumulará juízo para si. Porque ele não criam como deveriam, havia entre ele muitos fracos e doentes e não poucos que dormiam (1 Co 11.28-30). Se você não deseja ser julgado e condenado com o mundo, examine-se a si mesmo, livre-se dessas coisas. E devemos fazer o mesmo, em todo o tempo. Não há nada mais terrível do que utilizar o dom da graça, a casa de Deus, as glórias e as bênçãos do Evangelho para servir a propósitos pessoais e egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu creio - graças a Deus por isso! - que hoje em dia há menos possibilidade de encontrarmos essa situação do que no passado. Há cem anos ou mais, quando o costume de ir à casa de Deus era mais freqüente, as pessoas eram mais culpadas desse pecado do que nos dias atuais. Como indiquei no capítulo anterior, as pessoas utilizavam a casa de Deus e os meios da graça em benefício de seus negócios pessoais ou sua carreira. Não há muito disso hoje, talvez porque vivemos em um tempo no qual o culto a Deus não seja mais tão popular como era no passado. Porém, ainda em nossos dias há a possibilidade de estarmos utilizando as coisas que Deus nos concede de forma indigna. Portanto, quando nos auto-examinamos, estou certo de que estamos prontos a compartilhar com aquele que disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem as ruínas da minha alma reparar,&lt;br /&gt;e meu coração uma casa de oração tornar.&lt;br /&gt;Charles Wesley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tendo expressado o princípio geral, permita-me mostrar-lhe as coisas particulares que precisamos compreender à luz deste ensino. A primeira é o senhorio de Cristo. Aqui está Ele, indo ao templo e assumindo o controle, a despeito de ser apenas um carpinteiro nazareno. Ele faz isso como Alguém que tem o direito de fazê-lo, que tem autoridade. O lugar Lhe pertence. Ele menciona, no versículo 16, “a casa de Meu Pai”. Ele não disse “nosso” Pai, mas “Meu” Pai, indicando, portanto, que Ele não era outro senão o Filho de Deus e que vinha como o Senhor do templo, o Único a ter o direito de fazer o que desejasse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É trágico perceber que no evangelismo, com freqüência, se faz uma distinção de Jesus Cristo como Salvador e como Senhor. Claro que há uma diferença, mas se você força uma divisão está cometendo um dos mais perigosos erros que se pode conceber. Isso acontece, não é verdade? Jesus Cristo é apresentado apenas como o Salvador, transmitindo a idéia de que, em primeiro lugar, você deve aceitá-Lo como Salvador e, somente mais tarde, você será apresentado a Ele como Senhor. E, então, lhe dirão: “Já que você O aceitou como o Salvador, aceite-O agora como o Senhor de sua vida.” Como se fosse possível receber Jesus como Salvador e não como Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das lições mais importantes desse incidente é que devemos aceitar Jesus como Ele é. Ele sempre surge na plenitude de Sua abençoada pessoa. Nós não acreditamos em “Jesus”, mas no Senhor Jesus Cristo. Não podemos dividi-Lo desta maneira. Ele insiste para que O recebamos integralmente. Não existe a possibilidade de recebermos as bênçãos do perdão e da purificação sem, ao mesmo tempo, crer em Jesus como o Senhor. Ele não veio apenas para que fôssemos perdoados, mas Ele “se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). Ele veio para conduzir-nos a Deus (1 Pe 3.18). Ele veio para nos tornar um povo santo, e nenhum aspecto da salvação deve ser visto isolado desta verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que crê na morte de Cristo na cruz por seus pecados. Muito bem, mas imediatamente isso implica outra dedução, como Paulo escreveu: “Acaso não sabeis (...) que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço” (1Co 6.19, 20). Ao morrer na cruz, Jesus “comprou” você e, portanto, você Lhe pertence, você é Dele. Ele é o Senhor do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro princípio da vida cristã. No momento em que somos convencidos do pecado, do perigo da punição e do inferno, compreendemos que temos sido escravos do pecado e de Satanás, mas que a partir daquele instante, mediante a fé em Jesus, não somos somente perdoados, mas estamos livres do antigo senhorio e pertencemos a Ele. Tornamo-nos escravos do Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos problemas seriam evitados em nossa vida se apenas tivéssemos em mente esta compreensão! O cristão nunca é livre. Todos somos escravos, pois servimos ao diabo ou servimos ao Filho de Deus. O apóstolo Paulo gloriava-se com este título. Ele escreveu: “Paulo, servo de Jesus Cristo” (Rm 1.1). Portanto, desde o início nosso Senhor insiste em que observemos este senhorio.&lt;br /&gt;Como vimos na festa de casamento em Caná da Galiléia, Ele não recebe ordens – Ele nem mesmo aceita sugestões. Ele é o Senhor que toma as decisões e determina o que fazer. Jesus agiu exatamente da mesma maneira no templo. Portanto, não há o que se discutir a esse respeito. Nós somos Sua legítima propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo fato que Cristo deixa claro é que, quando Ele visita Sua propriedade, nada fica sem ser inspecionado. Não podemos esconder coisa alguma de Jesus. Novamente, há um grande princípio que aparece ao longo de toda a Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento. O exemplo clássico é o de Davi, filho de Jessé. Ele foi o maravilhoso rei de Israel, o “doce salmista”. Sim, este homem de Deus caiu em pecado. Ele planejou e conspirou, pensando que era muito esperto. Davi pensou que não havia deixado pista alguma, que todos os seus passos estavam encobertos. E, realmente, conseguiu enganar a quase todos. Somente uma ou duas pessoas sabiam o que ele havia feito. Davi pensou que tudo estava indo muito bem, mas logo percebeu que estava enganado. Deus enviou o profeta Natã para desmascará-lo, e seu pecado foi exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Salmo 51, Davi faz uma confissão completa, escrevendo palavras como estas: “Eis que Te comprazes na verdade no íntimo” (v. 6). Por fim, ele compreendeu que Deus não apenas se interessa por nossas ações externas, mas Ele conhece nosso coração.&lt;br /&gt;Mais adiante, Davi escreveu: “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (66.18). Agora, esta idéia significa esconder algo no coração. Ao mesmo tempo em que dizemos que somos cristãos, deliberadamente, escondemos algum pecado em nosso íntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi escreveu que isso não era bom, pois o Senhor não o ouviria. Deus exige honestidade absoluta nesse assunto. Ele exige completa transparência, pois não pode ser enganado. Ele é onisciente e onipresente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos a mesma idéia no Salmo 139: “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também (vv.7, 8). Não importa onde eu esteja – norte, sul, leste ou oeste –, não posso escapar da presença de Deus. Esta verdade é fundamental para a vida cristã. O problema é que muitos de nós imaginam Deus nos olhando em termos de pecados particulares. Mas não devemos pensar assim. Devemos pensar em termos de relacionamento e compreender que Deus conhece tudo a nosso respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a afirmação mais clara sobre o conhecimento que Deus possui de nós encontra-se no capítulo quarto da grande carta aos hebreus. O autor escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência. Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há nenhuma criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as cousas estão descobertas e patentes aos olhos Daquele a quem temos de prestar contas.&lt;br /&gt;(vv. 11-13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do Evangelho de Marcos, encontramos outra tremenda afirmação dessa verdade. Somos informados de que, pouco antes do fim, Jesus foi novamente ao templo em Jerusalém e observou tudo (11.11). Gosto de pensar que agora mesmo Ele está observando tudo em nossa alma, onde nada pode ser encoberto de Seus olhos, como o autor deste hino escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teu gentil, mas penetrante olhar,&lt;br /&gt;pode esquadrinhar&lt;br /&gt;as muitas chagas que a vergonha encobre.&lt;br /&gt;Henry Twells&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos lidando com uma pessoa que é o Senhor, que não somente detém o direito e a autoridade, mas também possui completo conhecimento, visão e “poder de esquadrinhar” nosso interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o próximo princípio é que, desde cedo, Jesus deixa claro que abomina certas coisas. Ele não as tolerará em Sua casa e jamais caminhará lado a lado com elas. Essa é uma grande mensagem, não é? Não é incrível que possamos nos esquecer desta verdade? Estes são os primeiros princípios da vida cristã. Não há necessidade de apresentar grandes argumentos sobre os pecados particulares e tentar decidir o que é certo ou errado. É uma questão de relacionamento pessoal. Se você, simplesmente, pensar nisso, a maioria de seus problemas estará resolvida. Não haverá mais sentido em tentar fingir ou explicar certas atitudes, pois Ele está observando, vendo tudo o que fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, Ele revela o que pensa do pecado, e Sua atitude é clara. Há algo poderoso nisso. Possui seu aspecto terrível, mas também glorioso. Lemos no livro de Apocalipse como João O vê: “Os olhos como chama de fogo” (1.14). Seu olhar é de amor, de compaixão, o olhar de quem morreu por nossos pecados, mas também não podemos esquecer que Seus olhos são como chama de fogo. Este é o elemento de julgamento que é colocado no Evangelho de João nestes termos: “O zelo da Tua casa Me consumirá” (2.17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão o Senhor desceu dos céus? Porque Ele viu a ruína e os estragos que o pecado no coração de homens e mulheres estava causando no Universo de Deus, especialmente na alma humana. Ele viu o que o diabo havia feito, e Sua alma de justiça foi afligida: “O zelo da Tua casa Me consumirá.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é consumido pela paixão da retidão, glória e justiça divinas. Este zelo está presente em Seu relacionamento conosco. Ele odeia o pecado: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar” (Hc 1.13). Isso também é verdadeiro com respeito ao nosso amado Senhor. Deus habita nesta “luz inacessível, a quem homem algum jamais viu” (1 Tm 6.16). Pense na visão de Isaías, encontrada em seu livro, no capítulo 6: a santidade de Deus, a fumaça enchendo toda a casa e as bases do limiar se movendo. Esta é uma visão de Deus e Sua glória eterna. Isso sempre revela o pecado e a impureza. Isaías clamou: “Então, disse eu: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (v. 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, em todo este ensinamento, nosso Senhor mostra a condenação ao pecado. Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24). Há uma absoluta incompatibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, veja o que escreveu o apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 6. Aqui vemos uma afirmação lógica do que Cristo representava no templo de Jerusalém. Ouça as perguntas que Paulo faz. Primariamente, referindo-se à questão do cristão casar-se com um não-cristão, o apóstolo afirma: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (v. 14). Ele diz para não fazermos isso. Mas, qual a razão dessa proibição? Paulo apresenta argumentos na esfera de princípios gerais e pergunta: “Que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (vv. 14-16). Essas coisas, Paulo afirma, são completamente opostas. Você não pode misturar a justiça com a injustiça, a fé com a descrença. Tentar fazer isto sempre resultará em tragédia. Nosso Senhor deixa isso bem claro por Sua reação no templo de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago também tratou desse tema: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (3.11, 12). João utilizou uma linguagem ainda mais forte quando escreveu: “Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1Jo 2.4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o Senhor não habitará com bois, ovelhas, pombas e cambistas. Ele não fará moradia em um lugar de descontrole, enganos e impurezas. O último livro da Bíblia, Apocalipse, revela claramente esta verdade. Nos dois capítulos finais, uma visão do céu é apresentada, e lemos: “Nela, nunca jamais penetrará cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira” (21.27). Somente o que é puro, limpo e santo terá lugar no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, à luz de tudo isso, o que acontece? A resposta é, de certo modo, bem simples. Há duas atividades; a nossa e a Dele. É sempre assim: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo (...) e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente - creio que isso tornará as coisas mais claras para todos nós - a maneira como Jesus agiu naquele acontecimento, surpreendeu a muitos de nós. Não conseguimos entender Suas atitudes e começamos a nos perguntar o que está acontecendo. Com freqüência, quando percebemos que não estamos vivendo a vida cristã que deveríamos, quando enxergamos que podemos ir além, pensamos que tudo o que precisamos fazer é confessar a Ele e pedir-Lhe por Sua bênção, que a receberemos imediatamente. No entanto, isso é puro engano. Você sabe o que conseguirá? Provavelmente, será açoitado. Se você assumir essas coisas com seriedade e desejar que sua alma seja a moradia de Deus, esteja preparado para receber os açoites. Se você pensa que, no mesmo instante, receberá um presente e uma resposta positiva, sendo preenchido com uma grande alegria e maravilhoso êxtase, está incorrendo em um grande erro. Sempre deverá acontecer uma limpeza antes, sempre haverá um processo de exame terrível. Deus revelará o que está escondido nos recantos escuros de sua alma, Ele explorará os calabouços úmidos, e você verá coisas em seu interior que lhe causarão arrepios e horror. Com certeza, você irá se queixar. Por vezes, desejará nunca ter iniciado esse processo. Sentir-se-á miserável e perceberá que as coisas, em vez de melhorarem, ficarão piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso está correto e faz parte do tratamento. Se você não estiver preparado para ser açoitado, com certeza se sentirá desapontado e não conseguirá ir muito longe no processo. Ele sempre age dessa maneira. No instante em que você se achegar a Ele e dizer-Lhe: “Sim, este é Teu templo, Tu tens direito a ele, podes iniciar a limpeza”, Ele começará a agir em você, confeccionando um pequeno chicote de cordas e o utilizando. Ele expulsará o que não prestar. Lançará fora coisas que você tem valorizado ou amado. Jesus o fará sentir que está contra você e que já não há mais esperança. Porém, esta é a maneira de agir Dele. “O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12.6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa terrível é não conhecer a disciplina do Senhor. Se você não conhece isso, diz o autor de Hebreus, então, é um bastardos e não filho (v. 8). O texto prossegue: “Toda a disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza” (v. 11). No entanto, é Seu trabalho – permita que Ele vá até o fim. Você é santuário do Senhor e Ele sabe o que é melhor. Portanto, afirmo que não devemos apenas esperar por Sua disciplina, mas devemos até mesmo orar por ela. Creio que é um excelente teste para verificar nosso relacionamento com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma coisa debaixo do sol&lt;br /&gt;que a Ti meu coração reluta em revelar?&lt;br /&gt;Ah! Extirpe-a, então, e reine absoluto,&lt;br /&gt;o Senhor de todas as ações em mim.&lt;br /&gt;Então, meu coração da terra será livre,&lt;br /&gt;quando repouso encontrar em Ti.&lt;br /&gt;Gerhard Tersteegen (tradução de John Wesley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está Tersteegen, sendo tratado com açoites e começando a compreender o propósito de Deus. Ele diz: “Há algo a ser removido que eu ainda não tenha visto? Ah! Extirpe isso, então.” Ele não consegue fazer isso, assim pede ao Senhor que o faça. “Remova o que está errado”, ele solicita. “Extirpe o que é necessário e reine absoluto. Seja o Senhor de todas as ações em mim”. Você já clamou por algo assim? Já solicitou ao Senhor que retire certas coisas de seu coração? Este é um claro sinal de que Ele está trabalhando em você e tem usado Seu abençoado açoite a fim de limpar, purificar Sua casa, Seu santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Ele nos conclama a realizar certas coisas. Jesus se volta para os vendedores de pombas e lhes diz: “Tirai daqui estas coisas.” Isso é um mistério. Não vou fingir que compreendo esta palavra. Por que Ele não tira tudo de errado que temos em nós? Quando os filhos de Israel foram levados do Egito para a terra de Canaã, muitos dos inimigos que encontraram pela frente foram destruídos por Deus. Porém, certos inimigos foram deixados para que os judeus enfrentassem e, se não fossem combatidos pelo povo de Deus, esses inimigos permaneceriam como ameaça constante. Moisés disse: “Os que deixardes ficar, ser-vos-ão como espinhos nos vossos olhos e como aguilhões nas vossas ilhargas” (Nm 33.55). O povo tinha de fazer a parte que lhe cabia. Deus realizou grande parte da tarefa, mas deixou que os judeus a terminassem. Esta lógica parece ser a regra em todos esses assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, há uma grande ligação em 2 Coríntios 7.1: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” Ou podemos colocar desta forma: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta” (Ap 3.20). Bem, usar este texto como uma mensagem evangelística é deturpar o contexto. Esta mensagem faz parte de uma carta endereçada às igrejas, aos crentes. Após o Senhor ter realizado certas coisas, Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém (...) abrir a porta” – esta é nossa parte. Ele atua e, então, nos convoca a agir. “Aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Co 7.1); purificando-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito. Esta é a maneira mediante a qual nos prepara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para o que somos preparados? Bem, Ele está preocupado em nos possuir integralmente. Ele deseja que o santuário seja como deve ser, um lugar para Sua moradia. Ele deseja que a casa do Pai não seja um lugar de comércio, mas um lugar onde o Pai possa habitar. Esta é a grande promessa: “Nós somos santuário do Deus vivente, como Ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (6.16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Deus está em sua alma? Isso é a verdadeira fé cristã, o que foi planejado para ser. Não é somente tomar uma decisão, acreditar que seus pecados estão perdoados e, então, prosseguir em grandiosas atividades. Isso não é o Cristianismo em essência. O real Cristianismo é saber que Deus está em sua alma, que caminha em seus caminhos e habita no santuário. É saber que Cristo come e bebe com você. É conhecê-Lo intimamente, que é a vida eterna (veja Jo 17.3). Ele veio ao mundo para que Sua experiência fosse vivida em cada um de nós. E, quando compreender isso e começar a desejar e a clamar por isso, então, esteja preparado para ser visto pelos olhos que são “como chama de fogo”. Nada poderá ser ocultado. Ele trará todas as coisas que estiverem erradas para a luz e as extirpará. Então, e somente então, você saberá que Ele está habitando no santuário e terá a certeza de que Cristo está morando em seu coração, pela fé. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115625612852418439?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115625612852418439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115625612852418439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115625612852418439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115625612852418439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/o-santurio-do-deus-vivo-lloyd-jones.html' title='O Santuário do Deus Vivo - Lloyd-Jones'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115605764509311019</id><published>2006-08-20T04:05:00.000-03:00</published><updated>2006-08-20T04:07:25.113-03:00</updated><title type='text'>A Vida Trocada - Hudson Taylor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;J. Hudson Taylor (1832-1905) foi o fundador da Missão do Interior da China (The China Inland Mission – atualmente chamado Overseas Missionary Fellowship). Este artigo foi extraído de uma carta escrita para a sua irmã na Inglaterra em 1869.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O mês passado, ou um pouco mais, tem sido o período mais feliz da minha vida. Talvez fique mais claro se eu voltar um pouco antes. Minha mente tem sido grandemente exercitada nos últimos seis a oito meses, sentindo a necessidade tanto pessoalmente, quanto para a nossa missão, de mais santidade, vida, poder nas nossas almas. Contudo, a necessidade pessoal ficou em primeiro lugar e era a mais forte. Eu senti a ingratidão, o perigo, o pecado de não viver mais perto de Deus. Orei, agonizei, jejuei, lutei, tomei resoluções, li a Palavra mais diligentemente, busquei mais tempo para retiro e meditação – tudo, porém, sem resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia, quase a cada hora, a consciência do pecado me oprimia. Eu sabia que se tão-somente conseguisse permanecer em Cristo, tudo estaria bem, mas não conseguia. Eu começava o dia com oração, determinado a não tirar os meus olhos dele por um momento sequer; entretanto, a pressão dos deveres, algumas interrupções muito fortes e contínuas que me desgastavam, geralmente me faziam esquecê-lo. Depois os nossos nervos tendem a ficar tão inquietos neste clima (na China) que a tentação de irritar-se, alimentar pensamentos duros e usar palavras indelicadas são ainda mais difíceis de controlar. Cada dia trazia seu registro de pecado e fracasso, de falta de poder. O querer estava presente dentro de mim, mas como fazer eu não descobria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí veio a pergunta: “Não há nenhum socorro? Terá de ser assim até o fim – conflito constante e, em vez de vitória, derrotas e mais derrotas?” Além disso&lt;/span&gt;, como poderia eu pregar com sinceridade que para aqueles que recebem Jesus é dado “o poder de se tornarem filhos de Deus" (quer dizer, serem semelhantes a Deus), quando essa não era a minha própria experiência? (Jo 1.12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de me fortalecer mais e mais, parecia que eu estava ficando cada vez mais fraco, com menos poder contra o pecado, o que não era de se estranhar, pois a fé e até mesmo a esperança estavam cada vez mais baixas. Eu odiava a mim mesmo; odiava o meu pecado; no entanto, não encontrava força alguma contra ele. Eu me sentia um filho de Deus, e, a despeito de tudo, o seu Espírito gritava dentro do meu coração "Aba, Pai" (Rm 8.15,16): porém, para tomar posse dos meus privilégios de filho, eu estava completamente impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que santidade, vitória prática poderia ser alcançada gradualmente pela aplicação diligente dos meios de graça. Sentia que não havia nada que eu mais desejasse neste mundo, nada de que eu mais necessitasse. Mas longe de conseguir alcançá-la, nem ao menos uma pequena medida sequer, quanto mais eu perseguia e lutava por isso, mais ela fugia do meu alcance; até que a própria esperança quase morreu, e comecei a pensar que, talvez para tornar o céu ainda mais doce, Deus não no-la daria aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que estava me esforçando para consegui-lo na minha própria força. Eu tinha consciência da minha impotência. Eu até disse isso ao Senhor, e pedi-lhe que me ajudasse e me desse forças; e em algumas ocasiões, cheguei a acreditar que ele me guardaria e me sustentaria. Mas, ao final do dia, quando olhava para trás, que lástima! Só havia pecado e fracasso para confessar e lamentar diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Lamentável Falta de Poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero lhe dar a impressão de que essa era a experiência diária de todos aqueles longos e tristes meses. Era um estado de alma muito freqüente; era a tendência geral e, por pouco, teria acabado em desespero total. Ao mesmo tempo, nunca Cristo me pareceu mais precioso – um Salvador que podia e queria salvar um pecador como eu! E houve alguns períodos não somente de paz, mas até de alegria no Senhor. Entretanto, eram passageiros, e mesmo no melhor deles, havia uma lamentável falta de poder. Oh, como o Senhor foi bom em levar a um término todo esse conflito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo esse tempo, eu me sentia seguro de que em Cristo havia tudo o que eu precisava, mas a questão prática era como obtê-lo. Ele era rico, de verdade, mas eu era pobre; ele forte, mas eu fraco. Eu sabia muito bem que na raiz, no caule, havia nutrientes em abundância; mas como trazê-los para o meu raminho raquítico é que era a questão. À medida que a luz ia raiando no meu interior, pude perceber que a fé era o único pré-requisito, era a mão que eu precisava estender e usar para pegar da sua plenitude e dela me apropriar. Contudo, eu não tinha essa fé. Estava me esforçando para consegui-la, porém ela não vinha; tentei exercitá-la, mas nada acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo cada vez mais o maravilhoso suprimento de graça provisionado em Jesus, a plenitude do nosso precioso Salvador – minha impotência e culpa pareciam aumentar. Os pecados cometidos pareciam migalhas insignificantes quando comparados com o pecado da incredulidade que estava por trás deles. A incredulidade é que não consegue ou não quer aceitar a palavra de Deus, sem questionamento, fazendo dele um mentiroso! Esse era, para mim, o pecado mais amaldiçoador do mundo, contudo eu estava me entregando a ele. Orei pedindo fé, mas não a recebi. O que eu devia fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Unidade com Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a minha agonia estava no auge, uma frase numa carta do meu querido amigo McCarthy foi usada para remover as escamas dos meus olhos, e o Espírito de Deus me revelou a verdade da nossa união com Jesus como eu nunca havia visto antes. McCarthy, que fora muito provado pelo mesmo sentimento de fracasso, mas que vira a luz antes de mim, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas como fortalecer a fé? Não por se esforçar para obtê-la, mas por repousar naquele que é fiel.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que eu lia, pude ver claramente! “Se somos infiéis, ele permanece fiel” (2 Tm 2.13). Olhei para Jesus e vi (e quando vi, oh, como jorrou a alegria!) que ele tinha dito: “Nunca, jamais te abandonarei” (Hb 13.5). “Ah, então há descanso!”, pensei. “Tenho me esforçado em vão para descansar nele. Não me esforçarei mais. Pois ele não prometeu permanecer comigo, nunca me deixar, nunca me abandonar?” E, de fato, ele nunca me abandonará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi só isso que ele me mostrou, nem a metade. Enquanto meditava sobre a Videira e os ramos, quanta luz o bendito Espírito derramou diretamente na minha alma! Como pareceu enorme o meu engano em ter desejado obter a seiva, tentando tirar a plenitude dele para mim. Percebi que não somente Jesus nunca me deixaria, mas que eu era um membro "do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos" (Ef 5.30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A videira que vejo agora não é só raiz, mas é tudo – raiz, caule, ramos, brotos, folhas, flores, fruto; e Jesus não é somente isso: ele é solo e luz do sol, ar e chuva, e dez mil vezes mais do que qualquer coisa que jamais tenhamos sonhado, desejado ou necessitado. (Leia João 15.1). Oh, que alegria eu tive ao ver toda essa verdade! Oro de verdade para que os olhos do seu entendimento possam ser iluminados; que você possa conhecer e desfrutar as riquezas que nos são dadas livremente em Cristo (Ef 1.18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa maravilhosa é ser realmente unido com um Salvador ressurreto e exaltado; ser um membro de Cristo! Pense no que isso significa. Pode Cristo ser rico e eu pobre? Pode a sua mão direita ser rica, e a esquerda pobre? Ou a sua cabeça ser bem alimentada enquanto o seu corpo passa fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense no significado disso na oração. Pode um funcionário de banco dizer a um cliente: “Foi só a sua mão que escreveu este cheque, não você”; ou: “Eu não posso pagar este dinheiro para a sua mão, mas só para você mesmo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim não podem mais as suas orações, ou as minhas, ser desacreditadas se oferecidas no nome de Jesus (isto é, não no nosso próprio nome, ou simplesmente pelo amor de Jesus, mas baseadas no fato de que fazemos parte dele, somos seus membros), conquanto que nos mantenhamos dentro dos limites do crédito de Cristo – um limite toleravelmente amplo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós pedimos alguma coisa que não condiz com as Escrituras ou não está de acordo com a vontade de Deus, Cristo mesmo não poderia fazer isso; mas “Se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve; e... estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1 Jo 5.14-15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completa Identificação com Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais doce, se é que se pode falar de uma parte sendo mais doce do que outra, é o descanso que a completa identificação com Cristo nos traz. Não estou mais ansioso por coisa alguma, quando compreendo isso; porque ele, eu sei, é capaz de realizar a sua vontade, e a vontade dele é a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa onde ele me coloca, ou como. Isso é muito mais assunto dele do que meu; porque, nas posições mais fáceis, ele precisa me dar a sua graça, e nas mais difíceis, a sua graça é suficiente. Pouco importa ao meu servo se eu o mando comprar alguns itens baratinhos, ou a mercadoria mais cara da loja. Em qualquer um dos casos, ele espera de mim o dinheiro necessário e me traz as compras. Assim, se Deus me coloca numa grande perplexidade, não deve ele me dar muita orientação? Em posições de grande dificuldade, muita graça; em circunstâncias de grande pressão e provação, muita força. Nunca os seus recursos serão desproporcionais à emergência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os seus recursos são meus, porque ele é meu, e está comigo, e habita em mim. Tudo isso flui da unidade do crente com Cristo, e já que Cristo está agora habitando em meu coração pela fé, como eu tenho sido feliz!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115605764509311019?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115605764509311019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115605764509311019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115605764509311019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115605764509311019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/vida-trocada-hudson-taylor.html' title='A Vida Trocada - Hudson Taylor'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115570330171424157</id><published>2006-08-16T13:41:00.000-03:00</published><updated>2006-08-16T11:40:53.610-03:00</updated><title type='text'>DEZ MENTIRAS SOBRE O PECADO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;DEZ MENTIRAS SOBRE O PECADO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;EM QUE O DIABO QUER QUE VOCÊ ACREDITE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira (Jo 8.44).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este versículo nos fala muito a respeito da natureza do diabo. O diabo é um mentiroso. As mentiras são a sua língua nativa, e ele as usa ardilosamente. Elas são o seu principal instrumento para a ruína e destruição da humanidade. Na verdade, o diabo assassina através das suas mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo tece um comentário sobre as mentiras do diabo numa advertência aos crentes de Corinto: "O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo" (2 Co 11.3). Observe as palavras "a mente de vocês" - esta é a área que está sob ataque constante do diabo. A corrupção da mente é uma das principais maneiras de o diabo desviar as pessoas de Cristo (veja também 2 Ts 2.9-10; 1 Tm 4.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imperativo, portanto, desmascarar as artimanhas de Satanás de tal modo que não abracemos as suas mentiras. O grau da nossa santificação é proporcional à extensão da nossa crença e prática da verdade (Jo 17.17). Devemos estar preparados para resistir aos ataques do diabo familiarizando-nos com os seus desígnios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Um&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Pecado Traz Realização&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe um pecado que não seja influenciado por essa racionalização. Pensamos que o pecado nos torna mais felizes. Mas, na realidade, o pecado é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na vida por vir. Morte, doença, desavenças, guerra, fome, vício (de qualquer espécie), famílias desmanteladas, ódio, dor, sofrimento e uma miríade de outros males, tudo isso encontra a sua origem no pecado. Não havia nenhuma dessas coisas antes que o pecado tivesse entrado no mundo, e quando os céus e a terra forem recriados em justiça, também lá não estarão (Ap 21.2-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pecado contradiz diretamente o propósito para o qual nós fomos criados, e jamais seremos felizes num tal estado. Bem no âmago da nossa humanidade, Deus nos fez com o desejo de buscá-lo (At 17.24-28), de aprender os seus mandamentos (Sl 119.73) e de servi-lo com alegria (Sl 100.1-3). A Escritura mostra com muita clareza que a alegria e a satisfação vêm somente do Senhor (Sl 16.11). Nunca seremos verdadeiramente felizes até que realizemos o propósito de Deus para as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso deveria ser evidente, já que Deus é a fonte de todas as bênçãos, tanto naturais quanto espirituais. Como o doador é maior do que o dom, é razoável supor que a nossa alegria em Deus deveria ser maior do que a nossa alegria pelos dons. É uma afronta a Deus encontrar maior satisfação nos seus dons do que nele próprio. Fazendo isso, estamos trocando o Criador pela criatura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É muito importante lembrarmos que o pecado pode oferecer somente prazer temporário (Hb11.25). A satisfação do pecado não só não dura, como também sempre acaba em miséria maior ainda (1 Jo 2.17). Portanto, a questão verdadeira é: queremos prazer temporário ou alegria duradoura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Dois&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Pecado é Facilmente Derrotado &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas em que o diabo quer que acreditemos, a fim de que a nossa vigilância diminua, é que o pecado não é um inimigo perigoso. Mas a Bíblia nos ensina que o pecado é tão poderoso que, a menos que o poder sobrenatural de Deus intervenha, nós nos tornamos seus escravos e permanecemos sob a escravidão das suas ordens (Jo 8.34). Embora nascidos de novo, a depravação é uma força poderosa dentro de nós, como testemunha o apóstolo a respeito da sua própria experiência (Rm 7.14-25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que complica o assunto é que o pecado é enganoso (Hb 3.13); nem sempre aparenta ser mau. O escritor de Hebreus faz referência ao pecado "que tenazmente nos assedia" (Hb12.1). Por essa razão, a Bíblia nos ordena a tomarmos muito cuidado com o pecado e a lutarmos com força contra ele. Paulo disse que esmurrava o seu corpo e o mantinha sob controle a fim de não ser reprovado (1 Co 9.24-27). Em outro lugar, comparou a vida cristã a uma batalha (2 Tm 2.3). Para derrotar o pecado, precisamos estar armados para a guerra (Ef 6.10-20). John Owen deu o seguinte conselho sábio: "Mate o pecado ou o pecado matará você... Não existe um dia sequer em que o pecado não derrote se não for derrotado, e não prevaleça se não for subjugado; e assim será enquanto vivermos neste mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Três&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você Pode Lidar com o Pecado Sem Recorrer a Cristo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo desta mentira é que ela leva à frustração e ao desespero. Infelizmente, muitas pessoas que aceitam esta mentira descobrem que não podem competir em condições de igualdade com a depravação que existe dentro delas e, por isso, desesperançadas, desistem de lutar contra o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o evangelho é apresentado no Novo Testamento, o foco é sempre na obra de Cristo e na paz com Deus que encontramos nele (2 Co 5.17-21). A Bíblia exorta as pessoas a primeiro abraçarem a Cristo e, só depois disso, a buscarem a santidade. O evangelho não é um simples apelo a um viver moral e, sim, a uma transformação sobrenatural. Ninguém é capaz de vencer o pecado separado de Cristo e do Espírito Santo (Rm 8.13). Deus não é honrado quando tentamos remediar a nossa situação pecaminosa sem a sua graça, por isso é inimaginável supor que Deus irá abençoar um sistema de justiça produzido pelo próprio homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Quatro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É Impossível Atingir os Padrões de Deus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tendência humana culpar as circunstâncias ou as outras pessoas pelos nossos escorregões no pecado. Preferimos pensar que, diante das circunstâncias, seria impossível deixar de pecar. Queremos pensar dessa maneira porque alivia as nossas consciências e nos isenta de responsabilidade quando pecamos. Afinal de contas, como Deus pode nos responsabilizar por aquilo que é impossível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um sentido em que a santidade de Deus, de fato, representa um padrão impossível para a humanidade pecadora. Quando os discípulos ouviram Jesus explicar o custo do discipulado para o jovem rico, perguntaram: "Então, quem pode ser salvo?" (Lc 18.26). Jesus respondeu: "O que é impossível para os homens é possível para Deus" (v.27). Portanto, é um erro fundamental desculpar-se do comportamento pecaminoso, já que Deus prometeu graça para obedecer a quem o busca pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe pecado que não possamos vencer nem tentação que não possamos resistir pela graça (1 Co 10.13; 2 Co 12.9; Fp 4.13). Deus quebra o poder do pecado na nossa conversão. Este é o ponto focal de Paulo no sexto capítulo de Romanos: estamos mortos para o pecado; portanto não precisamos viver nele (vv.1-2). A graça de Jesus remove a carga pesada da obrigação de guardar os mandamentos de Deus (1 Jo 5.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Cinco&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você Não Precisa Tratar com o Pecado Imediatamente&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Procrastinação é um pecado do qual todos nós somos culpados e a respeito do qual temos costume de brincar. Mas a demora nas coisas espirituais pode ser fatal. A Bíblia nos diz que "agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação" (2 Co 6.2). E o escritor de Hebreus, citando o Salmo 95, exorta-nos a ouvir hoje a voz de Deus (Hb 3.7,13,15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que isso se torna tão necessário? Primeiro, quanto mais o pecado permanece em nós sem que haja arrependimento, mais difícil será nossa mudança, devido à força do hábito. Quanto mais acalentamos um desejo pecaminoso ou uma atitude errada, mais o pecado ficará entranhado na nossa natureza. Será menos e menos notado. Terá um lugar mais permanente nas nossas afeições. A nossa resistência a ele irá se tornando cada vez mais fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, é necessário porque a conseqüência maligna do pecado começa a fazer efeito no momento em que consegue entrada na alma. Foi somente um leve toque na arca que matou Uzá, e é somente uma simples brincadeira com o pecado que pode matar a alegria espiritual e os frutos nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Seis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Posso Pecar Sem Sofrer Conseqüências&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se eu pecar, nada de mal vai realmente me acontecer." Não pensamos assim, às vezes, especialmente se o pecado é "pequeno"? É espantoso observar os multiformes enganos do diabo neste assunto. Por um lado, ele convence as pessoas de que não existe um verdadeiro inferno e que, portanto, não faz mal pecar. Por outro lado, para aqueles que acreditam no inferno, ele os convence de que não há perigo, no caso deles, de irem para lá! Mas sempre há conseqüências para o pecado, porque Deus é um Deus de justiça que odeia o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Êxodo 34.7, Deus testificou que de nenhuma maneira livrará o culpado. Se não precisasse existir qualquer conseqüência do pecado, Jesus nunca teria morrido numa cruz pelos pecadores. Ele mesmo o declarou, quando clamou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice" (Mt 26.39). E, realmente, não era possível, porque a fim de que Deus fosse justo e justificador dos ímpios, foi preciso punir os seus pecados na pessoa de Jesus (Rm 3.25-26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não é a única testemunha das conseqüências do pecado; também o são todas as multidões que estão no inferno, sofrendo a vingança do fogo eterno (ver Mt 10.28; 25.46; 2 Ts 1.8-9; Jd 6-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas se eu sou redimido por Cristo", alguém poderia perguntar, "como é que posso ser punido pelos meus pecados?" Se cremos em Jesus, não somos propriamente punidos pelos nossos pecados; pelo contrário, nosso Pai nos disciplina misericordiosamente a fim de que sejamos participantes da sua santidade (Hb12.5-11). Deus ama demais a santidade para permitir que os seus próprios filhos venham a chafurdar no pecado. Portanto, disciplina pelo pecado é a marca registrada do amor de Deus pelos seus filhos, e deve ser esperada sempre que pecarmos (Sl 119.67,71; Tg 5.14-15). Na verdade, se não somos disciplinados, não somos filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos bem em lembrar que o mero fato de tais castigos não serem eternos não significa que as conseqüências do pecado sejam indolores para os crentes. Às vezes, até um redimido tem de viver com as conseqüências de um pecado seu pelo resto da sua vida (observe o que o Rei Davi teve de suportar por causa do seu pecado com Bate-Seba). Isso já é razão suficiente para não pecar. O nosso Pai não somente tem uma equipe para afastar os nossos inimigos, mas também uma vara para corrigir os nossos erros. Sejamos gratos a ele por isso, porque é para o nosso bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Sete&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus Não Vai Me Julgar, Porque Todo o Mundo Faz o Mesmo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabo, às vezes, engana-nos fazendo-nos adotar uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das pessoas os considera comportamento normal. Entretanto, devemos sentir medo quando estamos seguindo a maioria. O cristianismo, pela sua própria natureza, é uma religião de contracultura. Seguir a Cristo é como nadar contra a correnteza. Jesus disse: "Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7.13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, eu li um pequeno panfleto com uma história imaginária de uma pessoa diante de Deus, desculpando-se de seus erros com o argumento de que todo o mundo vivia da mesma maneira. Deus, então, respondeu: "Bem, se você pecou com a maioria, você pode ir para o inferno com a maioria". É essa resposta que podemos esperar se pautarmos a nossa vida por semelhante filosofia destrutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Oito&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus Não Vai Me Julgar, Porque Não Sou Tão Mau Quanto os Outros&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se não racionalizarmos o nosso pecado por incluir-nos na multidão, o diabo vai tentar nos levar a racionalizá-lo excluindo-nos da multidão. Essa atitude era a essência do farisaísmo, e é sempre uma ilusão fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez exista um pecado na sua vida que Deus queira trazer à luz, mas você vem resistindo à convicção do Espírito, argumentando que não é uma pessoa tão má em relação às outras. Mas esse é um pensamento ilusório e contrário às Escrituras. Em primeiro lugar, deixa de levar em conta que Deus não somente estabelece o padrão; ele é o padrão. "Sejam santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16). A questão não é como nos comparamos com outras pessoas e, sim, como nos comparamos com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, deixa de levar em conta o fato de que Deus não fica satisfeito com obediência incompleta. Deus quer tudo dos nossos corações, tudo das nossas vidas e o mínimo possível de pecado. Quando tentamos estabelecer meios compromissos com Deus, estamos roubando de nós mesmos tremendas bênçãos espirituais. D.L.Moody, certa vez, ouviu um homem dizer: "O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com, em e através de um homem cujo coração esteja totalmente devotado a ele." Mas o homem estava errado. O mundo já tinha visto homens tais como &lt;strong&gt;Calvino&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;George Whitefield&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Jonathan Edwards&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;McCheyne&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Spurgeon&lt;/strong&gt;. É somente quando estivermos dispostos a nos consagrar como esses homens fizeram que sentiremos o mesmo gosto do seu sucesso. Mas nunca o experimentaremos enquanto nos satisfizermos a nós mesmos, avaliando-nos pela comparação com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Nove&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia fala de homens que se insinuaram na igreja, inspirados por Satanás, para espalhar esta doutrina demoníaca. Paulo faz referência a esses homens que dizem: "Façamos o mal, para que nos venha o bem" - e depois acrescenta: "a condenação dos tais é merecida" (Rm 3.8). Judas nos adverte contra aqueles que transformam a graça de Deus em libertinagem (Jd 4). A Bíblia torna bem claro que é impossível desfrutar o perdão e continuar vivendo no pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ainda escreveu em Romanos 6.1-2: "Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?" É impossível porque sempre que Deus perdoa um homem, ele também transforma a sua natureza. A graça muda de tal forma a pessoa que esta não vai mais querer viver em pecado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma pessoa é dominada pelo desejo de fartar-se do pecado é uma indicação de que ela nunca nasceu de novo. Um dia, conta-se, Spurgeon e um outro homem estavam caminhando numa rua e passaram por um bêbado deitado na sarjeta. Disse o homem: "Ué, Sr. Spurgeon, eis aí um dos seus convertidos!" "Deve ser mesmo um dos meus", replicou Spurgeon, "porque de Deus com certeza não é!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mentira Dez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deus Nunca Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, vemos quão versátil é Satanás nos seus enganos. Ele sabe que precisa preparar uma mentira apropriada para cada tipo de pessoa. Para aquele que é inclinado ao desespero, o diabo espera por oportunidades de assoprar nos seus ouvidos que todas as tentativas de uma recuperação posterior serão inúteis porque ele já foi longe demais. Tentará convencê-lo que cometeu o pecado imperdoável, que agora pode muito bem se entregar totalmente ao pecado porque de todo jeito já está indo para o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a ele. "Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei" (Jo 6.37). Isso foi verdade quando nosso Senhor falou estas palavras e ainda é verdade agora. Não permita que o diabo amplie a sua condenação tentando-o a se abandonar totalmente ao pecado e ao desespero. As misericórdias do Senhor duram para sempre. A porta da graça está aberta para todos aqueles que se aproximam através de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como é que podemos derrotar as mentiras do diabo? Somente pela Palavra de Deus. É a verdade que nos dá base sólida e que não permite que sejamos levados por qualquer vento de doutrina. É a verdade que santifica. É a verdade que é a mola-mestra do crescimento à maturidade em Cristo. É a chave para derrotar o diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura da Bíblia, meditação e memorização da Bíblia, e encarnação da Bíblia - experimentando as suas verdades nas nossas vidas - são para sempre as únicas ferramentas disponíveis ao povo de Deus para sobrepujar o inimigo. Como em todas as coisas, Jesus é o nosso modelo para lidar com as mentiras do diabo. Quando tentado por Satanás no deserto, ele citou as Escrituras em resposta a cada mentira (Mt 4.1-10). "Está escrito" deve ser a nossa senha tanto quanto foi a dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;K&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;J. Bass&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115570330171424157?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115570330171424157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115570330171424157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115570330171424157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115570330171424157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/dez-mentiras-sobre-o-pecado.html' title='DEZ MENTIRAS SOBRE O PECADO'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115564856568789424</id><published>2006-08-15T10:28:00.000-03:00</published><updated>2006-08-15T10:29:25.736-03:00</updated><title type='text'>A Última Noite deste Mundo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O REGRESSO DE JESUS À TERRA é considerado pelo apóstolo Paulo a “bendita esperança” dos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que o pessimismo e o juízo apocalíptico caracterizam a perspectiva dos cientistas numa extensão quase tão grande como a dos teólogos, ousamos afirmar diretamente, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que aguardamos novos céus e nova terra enquanto esperamos pelo Senhor da glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina da segunda vinda não tem sentido se, pelo que nos dia respeito, não nos fizer compreender que em qualquer momento do ano se pode aplicar devidamente à nossa vida a pergunta: “Que seria, se fosse esta a última noite do mundo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, incomoda-nos essa idéia, acompanhada de profundo terror, o qual é incutido em nós por aqueles que nem sempre se aproveitam devidamente dela. Não é justo, creio céu, pois estou longe de aceitar que se pense no temor religioso como algo desumano e degradante, a ponto de se optar por sua exclusão da vida espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o amor, quando puro, não admite nenhuma espécie de temor. O mesmo já não sucede com a ignorância, o álcool, as paixões, a presunção e até a estupidez. Seria&lt;/span&gt; bom que todos alcançássemos aquele amor puro, em que o temor já não existe; mas não convinha que qualquer outro agente inferior pudesse bani-lo, enquanto não conseguíssemos chegar à perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, é um caso diferente o argumento que não raro surge de que a idéia da segunda vinda de Cristo pode provocar um terror contínuo nas almas. Decerto não é fácil, pois o temor é uma emoção e, como tal, mesmo fisicamente não pode manter-se por muito tempo. Pela mesma razão, não é fácil admitir uma ânsia contínua de esperança na segunda vinda. O sentimento-crise é essencialmente transitório, já que os sentimentos vêm e vão, e só se pode fazer bom uso deles nesta altura. De forma alguma poderiam constituir o nosso alimento de todos os dias na vida espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa não é o terror ( ou esperança) que possamos ter em relação ao fim; o que é necessário é não esquece-lo, tendo-o em devida conta. Vejamos um exemplo. Uma pessoa normal em seus setenta anos não vai pensar (muito menos falar ) na morte que se aproxima; mas não procede assim o avisado, o inteligente, embora os anos ainda não lhe pesem. Seria loucura aventurar-se em ideais baseados em esquemas que supõe uns vinte anos de vida; loucura seria não satisfazer a sua vontade. Ora, a morte está para cada indivíduo como a segunda vinda está para a humanidade inteira. Todos acreditamos, suponho, que o homem tem de desprender-se da sua vida individual, lembrando-se de que essa vida é breve, precária e provisória, e não abrindo o coração a nada que possa findar com ela. O que os cristãos de hoje parecem esquecer com facilidade é que a vida de toda a humanidade neste mundo é também breve, precária e provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer moralista nos dirá que o triunfo pessoal de um atleta ou de uma dançarina é certamente provisório, mas o principal é lembrar que um império ou uma civilização são também transitórios. Sob o aspecto meramente mundano, todos os empreendimentos e triunfos nada significarão quando chegar o fim. De parabéns, os cientistas e os teólogos: a terra não será sempre habitada. E o homem, por mais que viva, não deixa de ser mortal. Há apenas uma diferença: enquanto os cientistas esperam uma desagregação lenta, vinda do interior, nós a temos como uma interrupção rápida vinda do exterior, a qualquer momento. Será então a “última noite deste mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;C. S. Lewis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115564856568789424?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115564856568789424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115564856568789424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115564856568789424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115564856568789424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/ltima-noite-deste-mundo.html' title='A Última Noite deste Mundo.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115527603287347329</id><published>2006-08-11T06:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T03:00:32.896-03:00</updated><title type='text'>A Fé se Arrisca a Falhar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nesse mundo os homens são julgados pela habilidade com que fazem as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São avaliados de acordo com a distância que cobriram na escalada do monte da realização. No sopé jaz o fracasso total; no topo o sucesso completo; e entre esses dois extremos a maioria dos homens civilizados sua e labuta, da juventude a velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desistem e escorregam para o sopé, e se tornam ocupantes da Fileira do Raspa-Chão. Ali, perdida a ambição e rota a vontade; subsistem graças a empréstimos, até a natureza executar-lhes a hipoteca e a morte os levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto estão os poucos que, por uma combinação de talento, árduo trabalho e boa sorte, conseguem chegar ao pico,e ao luxo, fama e poder que ali se encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nisso tudo não há felicidade. O esforço para ter sucesso exerce muita pressão sobre os nervos. A excessiva preocupação com a luta pela conquista aperta a mente, endurece o coração e veda mil visões fulgurantes que poderiam ser desfrutadas se tão-somente houvesse vagar para notá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que chega ao pináculo raramente é feliz por muito tempo. Logo é devorado por temores de que pode escorregar uma estaca abaixo e ser forçado a dar seu lugar a outro. Acham-se exemplos disso no modo febril como o astro da TV observa a classificação do seu valor, e como o político examina a sua correspondência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça-se saber a um magistrado eleito que um levantamento de dados mostra que ele é dois por cento menos popular em agosto do que fora em março, e ele começa a suar como um homem a caminho da prisão. O jogador de bola vive por sua média de rendimento no campo, o homem de negócios por seu gráfico ascendente, e o concertista pelo&lt;/span&gt; medidor dos seus aplausos. Não é incomum suceder que o lutador desafiante no ringue chore abertamente por não conseguir nocautear o campeão. Ser o segundo colocado o deixa completamente desconsolado; tem de ser o primeiro para ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mania pelo sucesso é a perseverança de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito pelo qual fomos criados é, por certo, dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro dos homens é arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vamos a Cristo entramos num mundo diferente. O Novo Testamento nos apresenta um filosofia espiritual infinitamente mais elevada do que a que motiva o mundo, e inteiramente contrária a ela. Conforme o ensino de Cristo, os humildes de espírito são bem-aventurados; os mansos herdam a terra; os primeiros são os últimos, e os últimos são os primeiros; o maior homem é aquele que serve melhor os outros; o que perde tudo é o único que por fim possuirá tudo; o homem do mundo coroado de êxito verá os tesouros que acumulou serem varridos pela tempestade do juízo; o mendigo justo vai para o seio de Abraão,e o rico arde nas chamas do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor morreu em aparente fracasso, desacreditado pelos líderes da religião estabelecida, rejeitada pela sociedade e abandonado pelos Seus amigos. O homem que O mandou para a cruz foi o estadista de sucesso cuja mão o ambicioso mercenário político beijara. Coube a ressurreição demonstrar quão gloriosamente Cristo havia triunfado e quão tragicamente o governador tinha fracassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a impressão que se tem hoje é que a igreja não aprendeu nada. Continuamos vendo como os homens vêem e julgando à maneira do julgamento humano. Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer o bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos homens! Quanto dinheiro sagrado é despejado sobre homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram uma bela e carnal exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristão verdadeiro deve fugir disso tudo. Especialmente os ministros do Evangelho devem sondar os seus corações e examinar lá no fundo os seus motivos íntimos. Ninguém merece sucesso enquanto não estiver disposto a fracassar. Ninguém é moralmente digno de sucesso nas atividades religiosas enquanto não quiser que a honra da vitória vá para outrem, se for essa a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus talvez permita que o Seu servo tenha êxito depois de o ter disciplinado, a tal ponto que ele não precise vencer para ser feliz. O homem a quem o sucesso exalta e o fracasso abate é carnal ainda. Na melhor das hipóteses, o fruto que der terá bicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus permitirá sucesso a Seu servo quando este aprender que o sucesso não o torna mais caro a Deus, nem mais valioso no esquema global das coisas. Não podemos comprovar o favor de Deus com grandes reuniões ou com a distribuição de Bíblias. Todas essas coisas podem ser realizadas sem o auxílio do Espírito Santo. Uma boa personalidade e um penetrante conhecimento da natureza humana é tudo que qualquer pessoa necessita para ser um sucesso nos círculos religiosos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa grande honra está em sermos precisamente o que Jesus foi e é. Ser aceito pelos que O aceitam, rejeitado pelos que O rejeitam, amado pelos que O amam e odiado por todos os que O odeiam – que maior glória poderia advir a alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dispor-nos a seguir a Cristo rumo ao fracasso. A fé se arrisca a falhar. A ressurreição e o juízo demonstrarão perante os mundos todos, quem ganhou e quem perdeu. Podemos esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;A. W. Tozer&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115527603287347329?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115527603287347329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115527603287347329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115527603287347329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115527603287347329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/f-se-arrisca-falhar.html' title='A Fé se Arrisca a Falhar.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115495665565006932</id><published>2006-08-07T10:16:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T10:17:35.666-03:00</updated><title type='text'>Este Mundo – Parque de Diversões ou Campo de Batalha?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;As coisas não são para nós apenas aquilo que são, mas aquilo que &lt;strong&gt;julgamos &lt;/strong&gt;que sejam. O que vale dizer que nossa atitude em relação a elas em análise final, é mais importante do que as coisas em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um conhecimento comum, como uma moeda velha, amaciada pelo uso. Todavia, traz sobre si a marca da verdade e não deve ser rejeitado por ser familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses fatos é o mundo em que vivemos. Ele está aqui e tem estado aqui através dos séculos. Esse é um fato estável, praticamente imutável como o passar do tempo, mas quão diferente é a visão do homem moderno daquela dos nossos pais. Vemos claramente neste ponto como é enorme o poder da interpretação. O mundo para todos nós não é apenas aquilo que é, mas aquilo que cremos que seja. E o sofrimento ou a felicidade depende em grande parte de nossa interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ser preciso ir muito além da época em que nosso país foi descoberto e começou a desenvolver-se, podemos observar o imenso contraste entre o comportamento moderno e o de nossos ancestrais. Nos primeiros tempos, quando o cristianismo exercia influência predominante sobre o nosso modo de pensar, os homens concebiam o mundo como um campo de batalha. Nossos pais acreditavam que o pecado, o diabo e o inferno compunham uma força única; enquanto Deus, a justiça e o céu era a força contrária à eles. Os dois poderes estavam em luta constante na natureza humana, sendo a sua inimizade profunda, grave e irreconciliável. O homem, segundo nossos pais, tinha de escolher qual o lado em que queria ficar; não podendo manter-se neutro. Para ele era um caso de vida ou morte, céu ou inferno, e se decidisse colocar-se ao lado de Deus, podia esperar guerra declarada contra os inimigos do Senhor. A luta seria real e mortífera, durando enquanto houvesse vida aqui na terra. Os homens consideravam o céu como uma volta da guerra, uma deposição da espada, a fim de gozar da paz do lar preparado para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sermões e hinos daqueles dias tinham quase sempre um tom marcial, ou talvez um traço de saudade do lar. O soldado cristão pensava no lar, no descanso, na reunião com os seus, e sua voz se alterava plangente, ao cantar a batalha ganha e a vitória conquistada. Mas quer estivesse enfrentando as armas inimigas ou sondando sobre o fim da guerra e a acolhida do Pai, jamais se esquecia da espécie de mundo em que habitava. Era um campo de batalha e muitos&lt;/span&gt; ficavam feridos ou eram mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conceito é indiscutivelmente bíblico. Descontando os símbolos e metáforas contidos nas Escrituras, trata-se mesmo assim de uma doutrina sólida: tremendas forças espirituais acham-se presentes no mundo e o homem, devido à sua natureza espiritual, se encontra preso entre elas. Os poderes malignos desejam destruí-lo, enquanto Cristo acha-se presente para salva-lo mediante o poder do evangelho. A fim de obter livramento ele deve colocar-se ao lado de Deus em fé e obediência. Em resumo, nossos pais pensavam dessa forma e, segundo creio, é isso que a Bíblia ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo mudou hoje: o fato permanece o mesmo, mas a interpretação modificou completamente. Os homens pensam no mundo não como um campo de batalha, mas como um parque de diversões. Não estamos aqui para lutar, mas para nos divertir. Esta não é para nós uma terra estranha, e sim o nosso lar. Não nos preparamos para viver, já estamos vivendo, e o melhor a fazer é livrar-nos de nossas inibições e frustrações e vivermos plenamente. Em minha opinião, resume-se nisso a filosofia religiosa do homem moderno, abertamente professada por milhares e tacitamente mantida por outros milhões que vivem segundo a mesma sem terem dado expressão verbal aos seus conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mudança de atitude com relação ao mundo teve e continua tendo seus efeitos sobre os cristãos. Através de uma curiosa manipulação dos números eles conseguem uma soma errada, mas alegam ter a resposta certa. Parece fantasia, mas não passa de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de este mundo ser um parque de diversões e não um campo de batalha foi agora aceito na prática pela vasta maioria dos cristãos evangélicos. Eles poderiam tentar furtar-se a uma resposta se lhes pedissem diretamente que declarassem a sua posição, mas seu comportamento os acusa. Estão fazendo as duas coisas, alegrando-se em Cristo e no mundo e contando a todos que é possível aceitar Jesus sem abandonar as “diversões” e que o cristianismo é a coisa mais “alegre” que se pode imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “adoração” derivada dessa perspectiva de vida é tão descentrada quanto o próprio conceito em si, uma espécie de vida noturna santificada, sem bebidas e os bêbados vestidos a rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mostra-se tão grave ultimamente que tornou-se agora dever da cada cristão reexaminar sua filosofia espiritual à luz da Bíblia e, uma vez descoberto o caminho das Escrituras, ele deve segui-lo, mesmo que tenha de separar-se de muita coisa antes aceita como real, mas agora à luz da verdade sobre ser falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão correta de Deus e do mundo futuro exige que nós também tenhamos uma perspectiva do mundo em que vivemos e nossa relação com ele. Tanta coisa depende disso que não podemos ser negligentes a este respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;A. W. Tozer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115495665565006932?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115495665565006932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115495665565006932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115495665565006932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115495665565006932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/este-mundo-parque-de-diverses-ou-campo.html' title='Este Mundo – Parque de Diversões ou Campo de Batalha?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115470085114801295</id><published>2006-08-04T14:13:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T11:14:11.163-03:00</updated><title type='text'>A Morte da Consciência.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É perturbador notar como o declínio da nossa sociedade corresponde precisamente à descrição de Paulo da espiral descendente do pecado.&lt;br /&gt;Maurice Roberts escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O movimento da História fechou o círculo. Estamos, como civilização, de volta à mesma situação descrita pelo apóstolo Paulo no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos...&lt;br /&gt;Houve uma época quando os comentaristas da Bíblia explicavam o capítulo 1 de Romanos mais ou menos apenas sob o prisma do primeiro século do mundo romano. Mas aqueles dias se foram para sempre. O cristão moderno do Ocidente agora pode ver a si mesmo na arena de uma sociedade reprovável tanto quanto os apóstolos. O estado da religião e dos costumes modernos é exatamente semelhante àquele da era apostólica e pode ser resumido em uma palavra: DECADÊNCIA. A Roma pagã teria muito pouco a ensinar ao homem moderno que ele ainda não conheça sobre a maldade sofisticada. A Grécia pagã, o Egito pagão, a Babilônia pagã, poderiam até mesmo aprender com esta geração uma ou duas coisas sobre como afastar a luz do evangelho e sobre como aumentar a grande massa das provocações do homem.&lt;br /&gt;O que faz com que o leitor da Bíblia fique mais triste com tudo isso é o reconhecimento de que a sociedade atual não aprendeu nada com o passado ou com os dois mil anos de produção e impressão da Bíblia, mas está repetindo os mesmos vícios que sempre levam Deus a entregar o mundo à sua própria sensualidade e destruição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja mais penoso perceber que já alcançamos o estágio final. A consciência já se calou. Nada foi deixado para instruir o comportamento do homem além da sua própria mente depravada. A mente se transformou em uma ferramenta da paixão incontida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição reprovável, para praticarem coisas inconvenientes , cheios de toda injustiça, malícia, amor ao dinheiro e maldade; possuídos de inveja, homicídios, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são possíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que&lt;/span&gt; assim procedem” (Rm 1.28-32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela terceira vez no espaço de cinco versos, Paulo usou a palavra PARADIDOMI – “os entregou” – Primeiro disse: “Deus entregou tais homens à imundícia” (v.24); então, “Deus os entregou à paixões infames” (v.26); “Deus os entregou à uma disposição mental reprovável” (v.28). Perceba a progressão descendente. Novamente, isso faz paralelo com o declínio que se tem verificado na sociedade contemporânea ao longo das últimas três ou quatro décadas. Aquele que lê os versos acima podem negar que eles descrevem nossa sociedade atual com uma precisão fantástica? A mente é moralmente inútil. Ela não consegue discernir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Poderíamos assumir que alguém imaginaria que um padrão moral bíblico retificaria muito do que está errado com a nossa sociedade, mas aquela idéia simples e racional escapa à mente reprovável. Pecadores confessos logicamente não podem pensar de modo lógico sobre questões morais. A própria consciência está vitimizada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ato final de julgamento temporal, Deus abandonou completamente as pessoas às perversidades que elas amam tanto: “injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, , homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia” (vs. 29-31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra traduzida como “desamor” é ASTARGOS, que literalmente significa “sem afeição natural” – e é assim traduzida na versão King James em inglês. Essa expressão fala daqueles que não tem o amor instintivo pela família – como mães que abandonam seus filhos, maridos que batem na esposa, filhos que desprezam os pais, pais que molestam os filhos, ou irmãos e irmãs que odeiam um ao outro. A nossa sociedade está repleta desse mal; talvez nenhuma outra descrição melhor caracterize a nossa sociedade contemporânea do que dizer que as pessoas não têm afeição natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros itens na lista de Paulo – como amor ao dinheiro, inveja, arrogância, orgulho, invenção de males, desobediência aos paia, falta de misericórdia, aborrecimento de Deus – descrevem perfeitamente os traços mais visíveis da sociedade moderna. Não que a geração anterior não tivesse tais maldades. Mas, ao contrário dos nossos antepassados, as pessoas em nossos dias abertamente exibem tais pecados com uma arrogância desavergonhada. “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (v.32). Algo está séria e desesperadamente errado com a nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que segue a cultura mais do que a Palavra de Deus é totalmente indesculpável. Paulo escreve no versículo 32: “Conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam”. A sua própria consciência testemunham contra ele. Ele agora pode anular o senso de culpa, mas quando for prestar contas a Deus, sua própria consciência se levantará contra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que lidam de maneira falsa com sua consciência se colocam sob a ira de Deus, até mesmo em vida. “Deus os entregou a uma disposição mental reprovável” (v.28). Em outras palavras, isso confirma que o prejuízo que eles trouxeram à sua própria consciência é o castigo imediato de Deus contra eles. Jesus disse: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jô 3.19). Aqueles que rejeitaram a luz estão condenados a viver nas trevas. Deus os entregou à suas próprias depravações e a consciência deles não funciona mais corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma situação terrível e lamentável. Nossa sociedade abertamente desculpa e defende as piores formas de maldade. Como bem sabemos, a uma sentença de condenação divina. A consciência do homem foi cauterizada, degradada, subjugada, obstruída e derrotada. Sem uma consciência ativa, as pessoas estão destinadas a afundar cada vez mais profundamente em suas perversidades. A humanidade meramente está acomulando contra si ira para o dia da ira (cf Rm 2.5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há esperança? Para aqueles dispostos a se arrepender e seguir a Cristo, há. Eles podem “salvar-se dessa geração perversa” (At 2.40). A consciência deles pode ser renovada e purificada (Hb 9.24). Eles podem tornar-se novas criaturas (2Co 5.17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria sociedade pode ser salva? Sem um reavivamento em larga escala, certamente não. A menos que multidões se rendam a Cristo, a espiral descendente com certeza continuará. Com tantas consciências enfraquecidas e tantos corações endurecidos, seria necessário um reavivamento de proporções sem precedentes para mudar a espiral descendente da nossa cultura. Os problemas são espirituais e não podem ser resolvidos pela política e pela educação. Os cristãos que acreditam que o ativismo político pode reverter as tendências da nossa sociedade não entendem a natureza do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os verdadeiros crentes devem perceber que a condição na qual a nossa sociedade se encontra é o resultado do justo julgamento de Deus. Deus não comissionou o seu povo pra reconstruir a sociedade. Não fomos chamados para gastar nossas energias em reformas morais. Somo sal – um conservante para uma geração caída (Mt 5.13). Somos luz designada a brilhar de uma maneira que capacite as pessoas a verem nossas boas obras e glorifiquem nosso Pai Celestial (vs. 14-16). Em outras palavras, nossa tarefa básica é pregar a verdade da Palavra de Deus, viver em obediência à verdade e nos manter limpos pela palavra (Tg 1.27). A nossa influência na sociedade deve ser fruto desse tipo de vida, não o produto de uma energia carnal ou de um poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos fazer, e devemos fazer, é conservar a nossa consciência pura. Devemos saturar nossa mente e nosso coração com a verdade das Escrituras, e nos recusar a ceder ao espírito da nossa era. Para fazer isso, devemos entender a nossa própria pecaminosidade e conhecer a maneira de trabalhar com nossos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;J. MacArthur.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115470085114801295?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115470085114801295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115470085114801295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115470085114801295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115470085114801295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/morte-da-conscincia.html' title='A Morte da Consciência.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115452849223451843</id><published>2006-08-02T11:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T11:21:32.256-03:00</updated><title type='text'>Duas Árvores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Não é nosso propósito proporcionar uma exposição detalhada e exaustiva de Gênesis, mas, sim, tentar selecionar alguns dos tesouros menos óbvios desta maravilhosa e rica fonte, na qual estão guardadas inesgotáveis provisões de riquezas espirituais. Este primeiro livro da Palavra de Deus é repleto de quadros simbólicos, prefigurações proféticas e um resumo dispensacional, bem como de importantes lições práticas, e será nosso deleite chamar atenção para alguns destes, à medida que passamos de capítulo para capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudarmos os ensinamentos simbólicos das Escrituras do Velho Testamento, delas aprendemos, algumas vezes, por contraste e outras por comparação. Uma ilustração surpreendente deste duplo fato, encontra-se no segundo capítulo de Gênesis. No nono versículo lemos: “E a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Em At 5:30, lemos: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro” (1); e, novamente , em 1Pe 2:24 “Carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (2). Agora, o leitor contemplativo naturalmente perguntará: Por que deveria a Cruz de nosso abençoado Senhor ser mencionada como uma “árvore”? Ao certo, deve haver algum significado mais profundo do que aquele que aparenta na superfície. Não seria intenção do Espírito Santo que nos referíssemos novamente a Gn 2:9 para compararmos e contrastarmos estas duas árvores? Cremos que sim, e uma meditação silenciosa sobre o assunto revela alguns aspectos extraordinários tanto de comparação como de contraste entre a árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore (madeiro) sobre a qual nosso Senhor foi crucificado. Vamos considerar, primeiro, alguns aspectos de contraste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A primeira árvore foi plantada por Deus. “Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal” Gn 2:9. Então, esta árvore não foi plantada por Adão, mas pelo Criador de Adão – Deus. Mas a segunda árvore, a árvore sobre a qual nosso Senhor foi pregado, foi plantada pelo homem. “Depois de ( eles ) o crucificarem” Mt 27:35 é o breve, porém terrível registro. Foram as mãos humanas que planejaram, prepararam e erigiram aquela árvore cruel na colina do Calvário. Em marcante contraste&lt;/span&gt; com a primeira árvore, foram as mãos da criatura, e não do Criador, que plantaram a segunda árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; A primeira árvore era agradável aos olhos. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu” Gn 3:6. Exatamente em que consistia esta “boa aparência” não sabemos, mas o registro Divino parece indicar que esta árvore era objeto de beleza e prazer. Que contraste com a segunda Árvore! Nela, tudo era feio e repulsivo. O Salvador sofredor, a multidão ofensiva, o escárnio dos sacerdotes, os dois ladrões, o sangue derramado, as três horas de trevas – nada havia ali que agradasse os olhos. A primeira árvore era “agradável aos olhos”, mas no que diz respeito Àquele, na segunda árvore está escrito – “Mas nenhuma beleza havia que nos agradasse” Is 53:2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Deus proibiu o homem de comer da primeira árvore. “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás” Gn 2:17. Uma proibição divina foi colocada sobre a fruta desta árvore. Novamente, que diferença da segunda árvore! Que contraste assustador! Não há nenhuma restrição aqui. Neste caso, o homem é livremente convidado a se aproximar e comer do fruto dela. O pecador está oculto(?) para “Provai e vede que o Senhor é bom” Sl 34:8 . “Vinde, porque tudo já está preparado” Lc 14:17. A posição está corretamente invertida. No momento em que foi ordenado ao homem que não comesse da fruta da primeira árvore, agora lhe é ordenado que coma da segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Porque Deus proibiu o homem de comer da primeira árvore, Satanás usou de todos artifícios para conseguir que o homem comesse dela. Por outro lado, porque Deus, agora, convida o homem a comer da Segunda árvore, satanás utiliza todo o seu poder para evitar que o homem o faça. Não seria este um outro contraste intencional manifestado a nós pelo Espírito Santo? Humanamente falando, foi somente devido à astúcia e malícia do grande inimigo de Deus e do homem que nossos primeiros pais comeram da fruta proibida , e porque também não dizer que, atualmente, é principalmente devido aos conselhos sutis (astutos?) da velha serpente, o Diabo, que os pecadores são impedidos de comer da fruta da Segunda árvore?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; A ingestão do fruto da primeira árvore trouxe o pecado e a morte, “Porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” Gn 2:17. Foi através da ingestão do fruto desta árvore que a maldição desceu sobre a nossa raça acompanhada de toda sua desgraça. Ao comer da segunda Árvore, alcança-se vida e salvação. “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna” Jo 6:53,54. Não há, nestas palavras do nosso Senhor, uma referência latente à história da queda do homem e um contraste intencional da primeira árvore? Se pelo ato de “comer” o homem perdeu sua vida espiritual, então, agora, por um mesmo ato de “comer”, ele obtém vida espiritual e eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Adão, o ladrão, quando comeu da primeira árvore, foi expulso do Paraíso , enquanto o ladrão arrependido, ao comer da segunda Árvore, entrou no Paraíso. Não duvidamos que há, novamente, uma antítese proposital nestes dois aspectos. Um ladrão está relacionado a ambas as árvores, pois ao comer da fruta proibida, nossos primeiros pais cometeram um ato de roubo. Então, não seria mais do que coincidência que encontrássemos um “ladrão” (sim, dois ladrões) relacionados à segunda Árvore também? E quando observamos as experiências amplamente diferentes dos dois ladrões, o ponto se torna ainda mais impressionante. Como dissemos, um foi expulso do Paraíso (o jardim), o outro, recebido no Paraíso e, para dizer o mínimo, é notável que nosso Senhor empregasse a palavra “Paraíso” nestas relações – a única vez que Ele a usou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, agora, resumidamente, considerar alguns aspectos de comparação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Ambas as árvores foram plantadas num jardim. A primeira no jardim do Éden, a segunda, num jardim sem denominação. “No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim” Jo 19:41 Isto não nos é dito, por alguma razão, para que relacionássemos as duas árvores? Não seria um aspecto analógico impressionante que ambos, o primeiro Adão e o último Adão, morressem num “jardim”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Em relação às duas árvores, encontramos a palavra “no meio”. “A árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal” Gn 2:9. A palavra “e” unindo as duas árvores e anunciando sua justaposição no meio do jardim. De maneira semelhante lemos de nosso Salvador, “Onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio” Jo 19:18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ambas são árvores do Conhecimento do Bem e do Mal. Onde, em todo o mundo, ou em toda a Escritura, aprendemos do conhecimento do bem e do mal, como aprendemos com a segunda Árvore – a Cruz? Ali, vemos Deus encarnado. Ali, contemplamos a manifestação da Santidade de Deus como em nenhum outro lugar! Ali, descobrimos o insondável amor e a graça sem par da Divindade revelados como nunca antes. Mas ali também vemos o Maligno vê-la em todo seu horror nativo(?). Ali testemunhamos a consumação e o climax da iniquidade da criatura. Ali contemplamos, como em nenhum outro lugar, a baixeza, o horror, a feiura do pecado da maneira como ele se apresenta sob a ótica da santa trindade de Deus. Sim, há tanto uma semelhança como um contraste intencionais entre as duas árvores. A Cruz é também a árvore do conhecimento do bem e do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Finalmente, há uma outra árvore ao lado da que foi plantada no Éden, como indica Gn 3:6, “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu”. Ah! Aquela segunda Árvore certamente também é “boa para se comer”. A Cruz de Cristo e tudo o que ela representa é o próprio alimento e essência da vida do crente. É “bom” como “alimento” para a alma! E quão “agradável” é aos “olhos da fé”! Nela vemos todos os nossos pecados cancelados. Nela, vemos nosso velho homem crucificado. Nela vemos a base sobre a qual um Santo Deus pode encontrar-se com um pecador culpado. Ali vemos a Obra Consumada de nosso adorável Redentor. Verdadeiramente, é “agradável aos olhos”. Não é esta segunda Árvore “desejável para dar entendimento” também? Sim, a pregação da Cruz não é somente o poder de Deus, mas também “sabedoria de Deus”. O conhecimento desta segunda Árvore torna o pecador “sábio” para salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluirmos esta breve meditação, vamos destacar um ou dois textos em que a “árvore” notabiliza-se com proeminência. Primeiro, aprendemos de Gn 3:17 que a “árvore” está diretamente ligada com a Maldição, “Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida”. À luz desta passagem, quão significativas são as seguintes: em Gn 40 , está registrado os sonhos dos dois homens que estavam na prisão juntamente com José. Ao interpretar o sonho do padeiro, disse José: “Dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro ” Gn 40:19. Novamente em Josué 8:29 lemos: “Ao rei de Ai, enforcou-o e o deixou no madeiro até à tarde; ao por do sol, por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver”. Ainda em Ester2:23 temos: “Investigou-se o caso, e era fato; e ambos foram pendurados numa forca (1) (tree). Isso foi escrito no Livro das Crônicas, perante o rei”. Que exemplos surpreendentes são estes diante do que encontramos em Gl 3:13, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ”.!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo; traga-se um pouco de água, lavai os pés e repousai debaixo desta árvore” Gn 18:1-4. Que sugestivas são as últimas palavras desta citação. Por quê foi-nos feito saber que Abraão convidou seus três visitantes a “descansar sob a árvore”, a menos que haja algum significado simbólico para estas palavras? A “árvore”, como temos visto, fala da Cruz de Cristo , e é lá que se encontra “descanso”. Um aspecto adicional é revelado em Gn 18: 8: “Tomou-lhe também coalhada e leite e o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore ; e eles comeram”. Comer é símbolo de comunhão, e foi debaixo da árvore que estes três homens comeram; então, é a Cruz de Cristo que é a base e o fundamento de nossa comunhão com Deus. Que surpreendente, também, a ordem aqui: primeiro, descanse sob a “árvore”, e em seguida, coma , isto é, comungue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTA: (1) A palavra “forca” está no original como árvore (tree).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;A. W. Pink&lt;br /&gt;Tradução: Mariângela Paranaguá&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115452849223451843?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115452849223451843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115452849223451843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115452849223451843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115452849223451843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/duas-rvores.html' title='Duas Árvores'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115440510723491381</id><published>2006-08-01T05:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T01:10:24.400-03:00</updated><title type='text'>Apresentando o Evangelho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A apresentação do evangelho é assunto sempre importante, pelas consequências eternas que dependem da nossa atitude para com o evangelho. Para mim não há necessidade de argumentar que é especialmente importante nos dias atuais por duas razões: a apostasia geral, o fracasso da parte das igrejas em não apresentarem o evangelho de Jesus do modo como deveria ser apresentado; e a consequente impiedade e o consumado materialismo que crescentemente, caracterizam a vida do povo. Também é um assunto de urgente importância, em face da natureza dos tempos pelos quais estamos passando. A vida é sempre incerta, mas é excepcionalmente incerta hoje. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que privilégio maravilhoso o Senhor Deus Todo-poderoso confiar a homens como nós esta obra de propagar e pregar o evangelho! Ao mesmo tempo é uma responsabilidade tremenda. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este assunto é tão amplo e importante que, obviamente, é impossível tratar dele adequadamente numa só preleção. Tudo o que posso fazer é selecionar o que considero como alguns dos mais importantes princípios relacionados com ele; procurarei ser tão prático quanto poder. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora se me fosse pedido falar sobre este assunto em certos círculos, meu primeiro trabalho seria tentar definir a natureza do evangelho, e eu iria adiante e perguntaria: o que é o evangelho? Em muitos círculos as pessoas se extraviaram; caíram em heresias; pregam um evangelho que, para nós, não é evangelho nenhum. Pode ser que alguns de vocês perguntem: "Será necessário gastar tanto tempo no estudo da apresentação do evangelho? Não seria uma coisa que podemos considerar ponto pacífico? Se o homem crê no evangelho, ele está incumbido de apresentá-lo do jeito certo. Se um homem é ortodoxo e crê nas coisas certas, a sua aplicação do que ele crê é algo que cuidará de si mesmo". Isso, para mim é um erro muito grave; e quem quer que seja tentado a falar assim, não somente ignora a sua própria fraqueza, porém, ainda mais, ignora o adversário das nossa almas, que está sempre tentando frustrar a obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(...) Tomo como prova dois exemplos: Há, por exemplo, homens que parecem evangélicos em sua crença e doutrina; são perfeitamente ortodoxos em sua fé e, todavia, a obra que realizam é completamente infrutífera. Jamais conseguem quaisquer resultados; nunca ficam sabendo de algum convertido resultante do seu trabalho e do seu ministério. Eles são tão firmes quanto você, entretanto o ministério deles não leva a nada. Por outro lado - e esta é a minha Segunda prova - há aqueles que parecem conseguir resultados fenomenais do seu trabalho e dos seus esforços. Empreendem uma campanha, ou pregam um sermão e, como resultado, há numerosas decisões por Cristo, ou o que eles chamam de "conversões". Contudo, muitos desses resultados não duram; não são permanentes; são apenas de natureza temporária ou passageira. Qual a explicação desses dois casos? (...) Há uma lacuna entre o que o homem crê e o que ele apresenta em seu ensino ou pregação. O perigo quanto ao primeiro tipo é o de apenas falar ACERCA do evangelho, exulta nele; porém, em vez de pregar o evangelho, ele o elogia, diz coisas maravilhosas sobre ele. O tempo todo fica simplesmente falando sobre o evangelho, em vez de apresentar o evangelho. O resultado é que, embora o homem seja altamente ortodoxo e firme, o seu ministério não mostra resultado nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo quanto ao segundo homem é o de interessar-se tanto e preocupar-se tanto pela aplicação do evangelho e pela obtenção de resultados, que deixa abrir-se uma brecha entre o que ele está apresentando (aquilo que ele crê) e a concreta obtenção dos resultados propriamente dito. Como eu disse, não basta você crer na verdade; você deve ter o cuidado de aplicar da maneira certa o que você crê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Métodos de Estudo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há dois meios principais pelos quais podemos estudar este assunto da apresentação do evangelho. O primeiro é estudar a Bíblia mesma, com especial referência a Atos dos apóstolos e às Epístolas do Novo Testamento. Isso deve ser posto em primeiro lugar, se queremos saber como se faz este trabalho. Devemos&lt;/span&gt; retornar ao nosso livro-texto, a Bíblia. Devemos retornar ao modelo primitivo, à norma, ao padrão. Em Atos, e nas Epístolas é-nos dito, uma vez por todas, o que é a Igreja Cristã e como é, e como se deve realizar a sua obra. Devemos sempre certificar-nos de que os nosso métodos estão em harmonia com o ensino do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo método é suplementar; é fazer um estudo da história da Igreja Cristã subsequente aos tempos do Novo Testamento. Podemos concentrar-nos especialmente na história dos avivamentos e dos grandes despertamentos espirituais; e também podemos ler biografias dos homens que no passado foram grandemente honrados por Deus em sua apresentação do evangelho. Mas devemos notar aqui um princípio da maior importância. Quando digo que é bom fazer um retrospecto e ler a história do passado e as biografias de grandes homens que Deus usou no passado, espero que esteja claro em nossas mentes que precisamos retornar para além dos últimos 100 anos. Vejo muitos bons evangélicos que parecem ser de opinião que não houve nenhum real labor evangelístico até por volta de 1870. Há os que parecem pensar que não se conheceu obra evangelística antes do surgimento de Moody. Conquanto demos graças a Deus pela gloriosa obra realizada nos últimos 100 anos, eu os conclamo a fazerem um estudo completo da história pretérita da Igreja. Vão até o século dezoito. Vão até o tempo dos puritanos, e para mais atrás ainda, à Reforma Protestante. Retrocedam mais ainda, e estudem a história daqueles grupos de evangélicos que viveram no continente europeu na época em que o catolicismo romano detinha o poder supremo. Vão direto aos Pais Primitivos que defendiam idéias evangélicas. É uma história que pode ser rastreada ininterruptamente até a própria Igreja Primitiva. Esse estudo é de importância vital, para que não venhamos a supor, em função de uma falsa visão da história, que a obra evangelística só pode ser feita de uma certa maneira e com a aplicação e o uso de certos métodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de recomendar a vocês um bem completo estudo daquele teólogo americano, Jonathan Edwards. Foi uma grande revelação para mim, descobrir que um homem que pregava como ele podia ser honrado por Deus como o foi, e Ter tão grandes resultados para o seu ministério como teve. Ele era um grande erudito e filósofo, que redigia cada palavra dos seus sermões. Tinha vista fraca, e costumava ficar no púlpito com o seu manuscrito numa das mãos e uma vela na outra e, conforme lia o seu sermão, homens não somente foram convertidos, mas alguns deles literalmente caíam no chão sob a convicção de pecado sob o poder do Espírito. Quando pensamos na obra evangelística em termos de evangelização popular dos 100 anos recém-passados, acho que poderíamos ser tentados a dizer que um homem que pregasse daquela maneira não teria a menor possibilidade de obter conversões . todavia, ele foi um homem usado por Deus no Grande Despertamento ocorrido no século 18. Assim, eu os concito a se entregarem completamente ao estudo da história da Igreja e das coisas grandiosas que Deus fez em várias eras e períodos. Aí estão, pois, as duas linhas mestras que seguiremos na abordagem deste assunto - o estudo da Bíblia e um estudo da Igreja Cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Princípios Fundamentais&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O objetivo supremo desta obra é glorificar a Deus. Esse é o ponto central. Esse ;é o objetivo que deve dominar e sobrepujar todos os demais. O primeiro objetivo da pregação do evangelho não é salvar almas; É GLORIFICAR A DEUS. Não se tolerará que nenhuma outra coisa, por melhor que seja nem por mais nobre, usurpe esse primeiro lugar.&lt;br /&gt;O único poder que realmente pode realizar esta obra é o Espírito Santo. Quaisquer que sejam os dons naturais que um homem possua , o que quer que um homem seja capaz de fazer como resultado das suas propensões naturais, o trabalho de apresentar o evangelho e de levar àquele supremo objetivo de glorificar a Deus na salvação dos homem, é um trabalho que só pode ser feito pelo Espírito Santo. Vocês vêem isso no próprio Novo Testamento. Sem o Espírito, é-nos dito, não podemos fazer nada. (Desde os tempos bíblicos até a história da igreja nos mostra que somente através da obra do Espírito Santo é que o evangelho foi pregado com poder e autoridade).&lt;br /&gt;O único e exclusivo meio pela qual o Espírito Santo opera é a Palavra de Deus. Isso é algo que se pode provar facilmente. Vejam o sermão que foi pregado por Pedro no dia de Pentecoste. O que ele fez realmente foi expor as Escrituras. Ele não se levantou para relatar as suas experiências pessoais. Ele deu a conhecer as Escrituras; esse foi sempre o seu método. E esse é também o método característico de Paulo, como se vê em Atos 17:2: "disputou com eles sobre as Escrituras". No trato com o carcereiro de Filipos, vocês vêem que ele pregou-lhe Jesus Cristo e a Palavra do Senhor. Vocês recordarão as suas palavras na Primeira Epístola a Timóteo, onde ele diz que a vontade de Deus ;e que todos os homem sejam salvos e sejam levados ao conhecimento da verdade (1 Tm.2:4). O meio usado pelo Espírito Santo é a verdade.&lt;br /&gt;A verdadeira motivação para a evangelização deve provir da apreensão destes princípios. E, portanto, de um zelo pela honra e glória de Deus e de um amor pelas almas dos homens.&lt;br /&gt;Há um constante perigo de erro e de heresia, mesmo entre os mais sinceros, e também o perigo de um falso zelo e do emprego de métodos antibíblicos. Não há nada sobre o que somos exortados mais vezes no Novo Testamento do que sobre a necessidade de constante auto-exame e de retorno às Escrituras.&lt;br /&gt;Aí, penso eu, vocês têm cinco princípios fundamentais claramente ensinados na Palavra de Deus e confirmados profusamente na subsequente história da Igreja Cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Aplicação dos Princípios&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me leva à Segunda divisão principal do nosso assunto, que é a aplicação desses princípios à obra concreta da apresentação do evangelho. Este é um assunto que se divide naturalmente em duas partes principais. Há primeiro a obra de evangelização, e depois a obra de edificação e instrução na justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Evangelização e os Seus Perigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O primeiro é o de exaltar a decisão como tal, e este é um perigo especialmente quando vocês estão trabalhando com jovens (...). Mostra-se às vezes no uso da música. (...) Fiam-se na música e no cântico de coros para produzirem o efeito desejado e de ocasionarem decisão. (...) Há os que tem o Dom de contar histórias de maneira comovente e eficaz. Outros parecem por a sua confiança no encanto pessoal do orador.(...)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O segundo perigo é que as pessoas podem chegar a uma decisão resultante de um falso motivo. Às vezes as pessoas se decidem por Cristo simplesmente porque estão desejosas de ter a experiência que outros tiveram (...) Ou pode ser o desejo de Ter este maravilhoso tipo de vida do qual lhe falaram. O evangelho de Jesus Cristo dá-nos uma vida da maravilhosa, e louvamos a Deus por isso, mas a verdadeira razão para nos tornarmos cristãos não é que tenhamos uma vida maravilhosa; é, antes, que estejamos em correta relação com Deus. Às vezes Cristo é apresentado como herói. (...) poderá ser que (...) se unam a nossa classe bíblica ou à nossa Igreja simplesmente porque a mensagem atraiu o seu instinto heróico. (...)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; E, a seguir, o último perigo que desejo acentuar sob o presente título, é a terrível falácia de apresentar o evangelho em termos de "Cristo precisa de você", e de dar a impressão de que, se o rapaz não se decide por Cristo, é um mal sujeito. (...)&lt;br /&gt;Devemos apresentar a verdade; esta terá que ser uma exposição positiva do ensino da Palavra de Deus. Primeiro e acima de tudo, devemos mostrar aos homens a condição em que se acham por natureza, à vista de Deus. Devemos levá-los a ver que, independentemente do que façamos e do que tenhamos feito, todos nós nascemos com "filhos da ira"; nascemos num estado de condenação, culpados aos olhos de Deus; fomos concebidos em pecado e fomos formados em iniquidade. Isso vem em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso, devemos prosseguir e demonstrar a enormidade do pecado. Não significa apenas que devemos mostrar a iniquidade de certos pecados. Não há nada que seja tão vital como a distinção entre pecado e pecados. (...) Depois devemos conclamar os nossos ouvintes a confessarem e a reconhecerem os seus pecados diante de Deus e dos homens. E então devemos ir adiante e apresentar a gloriosa e estupenda oferta de salvação gratuita , que se acha unicamente em Jesus Cristo, e Este crucificado. A única decisão, que é do mais diminuto valor, é a que se baseia na compreensão dessa verdade. Podemos fazer os homens se decidirem como resultado dos nossos cânticos, como resultado do encanto da nossa personalidade, mas o nosso dever não conseguir seguidores pessoais. O nosso dever não é simplesmente aumentar o tamanho das nossas classes de estudo da Bíblia ou das organizações e igrejas. O nosso dever é reconciliar almas com Deus. Repito que não há nenhum valor numa decisão que não esteja baseada na aceitação da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Edificação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Segunda subdivisão relacionada com a apresentação do evangelho é a obra de edificação. Este é um grande tema, e tudo o que eu posso fazer é simplesmente lançar certos princípios. Em nenhuma oura parte o perigo de um falso método é mais real do que esta particular questão de edificação, como o que me refiro ao ensino concernente à santificação e à santidade. Não se pode ler o Novo Testamento sem perceber logo Que a Igreja Primitiva reagia contra problemas, perigos e heresias incipientes que a assediavam. Havia os que diziam, por exemplo: "Continuemos no pecado para que a graça seja mais abundante". Havia os que diziam que, contanto que você fosse cristão, não importava o que você tinha feito, que, contanto que você estivesse certo em suas crenças, o seu corpo não importava e você podia pecar o quanto quisesse. Isto é conhecido como antinomianismo. Havia os que se diziam sem pecados. Havia os que partiam em busca de "conhecimento", que alegavam Ter alguma experiência esotérica especial que os outros , cristãos inferiores, ignoravam. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se posso fazer um sumário de todos esses perigos, é o perigo de isolar um texto ou uma idéia e construir um sistema em torno dele, em vez de comparar Escritura com Escritura. Isso é procurar atalho no mundo espiritual. As pessoas tentam chegar à santificação com um só movimento, e assim se privam do processo descrito no Novo Testamento. A maneira de evitar esse perigo é estudar o Novo Testamento, especialmente as Epístolas. Devemos ter o cuidado de não tomar um incidente dos Evangelhos e tecer uma teoria em torno dele(...) Devemos compreender que o nosso padrão nesta questão particular(santidade/santificação) acha-se nas Epístolas.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Permitam-me resumir tudo o que eu venho tentando dizer, da maneira seguinte: se vocês quiserem ser competentes ministros do evangelho, se quiserem apresentar a verdade de modo certo e verdadeiro, terão que ser estudantes assíduos da Palavra de Deus, terão de lê-la sem cessar. Terão que ler todos os bons livros que os ajudem a entendê-la e os melhores comentários da Bíblia que puderem encontrar. Terão que ler o que denomino teologia bíblica, a explicação das grandes doutrinas do Novo Testamento, para que venham a entendê-las cada vez mais claramente e, daí, sejam capazes de apresentá-las com clareza cada vez maior aos que venham ouvi-los. A obra do ministério não consiste meramente em oferecer a nossa experiência pessoal, ou em falar das nossa vidas ou das vidas de outros, mas sim, em apresentar a verdade de Deus de maneira tão simples e clara quanto possível. E o jeito de fazer isso é estudar a Palavra e toda e qualquer coisa que nos ajude nessa tarefa suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez vocês me perguntem: quem é suficiente para estas coisas? Temos outras coisas que fazer; somos homens ocupados. Como poderemos fazer o que você nos pede que façamos? Minha resposta é que nenhum de nós é suficiente para estas coisas, todavia Deus pode capacitar-nos para fazê-las, se de fato estamos desejosos de servi-lO. Não me impressionam muito esses grandes argumentos de que vocês são homens ocupados, de que vocês têm que fazer muitas coisas no mundo e, por isso, não têm tempo de ler estes livros sobre a Bíblia e de estudar teologia, e por esta boa razão: alguns dos melhores teólogos que conheci, alguns dos mais santos, alguns dos homens mais culto, tiveram que trabalhar mais duro que qualquer de vocês e, ao mesmo tempo, foram-lhes negadas as vantagens que vocês gozam. "Querer é poder". Se eu e vocês estivermos preocupados com as almas perdidas, jamais deveremos alegar que não temos tempo para preparar-nos para este grande ministério; temos que fabricar tempo. Temos que aparelhar-nos para a tarefa, consciente da séria e Terrível responsabilidade da obra. Temos que estudar, trabalhar, suar e orar para podermos conhecer a verdade cada vez mais e cada vez mais perfeitamente. Temos que pôr em prática em nossas vidas as palavras que se acham em 1 Tm.4:12-16. Conceda-nos Deus a graça e o poder para fazê-lo, para a honra e a glória do Seu santo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;M. L. Jones&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29328113-115440510723491381?l=josemarcuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/feeds/115440510723491381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29328113&amp;postID=115440510723491381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115440510723491381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29328113/posts/default/115440510723491381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarcuriosidades.blogspot.com/2006/08/apresentando-o-evangelho.html' title='Apresentando o Evangelho.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29328113.post-115414732261070022</id><published>2006-07-29T05:02:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T01:30:22.063-03:00</updated><title type='text'>A Revelação da Justiça de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Todos os seres humanos, de todas as raças e classes sociais, de todos os credos e culturas, tanto judeus como gentios, imorais e moralistas, religiosos e ateus - todos, sem exceção, são pecadores, culpados, indesculpáveis e sem defesa diante de Deus! Eis o quadro terrível e desolador com que Paulo descreve a situação da raça humana em Romanos 1.18 - 3.20. Sem um raiozinho de luz, nenhuma fagulha de esperança, sem a mínima perspectiva de socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Mas agora"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Paulo interrompe de súbito - o próprio Deus interveio. "Agora" parece ser uma referência marcada por três dimensões: uma lógica (a elaboração do argumento), uma cronológica (o momento presente) e outra escatológica (chegou um novo tempo). Depois da longa e escura noite, raiou o sol, amanhece um novo dia e o mundo é inundado de luz. "Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei..." (21a). É uma revelação totalmente nova, centralizada em Cristo e Sua cruz, se bem que dela "testemunham a Lei e os Profetas" (21b) em previsões e prefigurações parciais. E assim Paulo contrasta a injustiça de uns e a auto-justificação de outros com a justiça de Deus. Em contraposição à ira de Deus sobre quem pratica o mal (1.18; 2.5; 3.5) ele anuncia a graça de Deus, que envolve os pecadores que crêem. Diante do julgamento, apresenta-nos a justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo começa retratando a revelação da justiça de Deus na cruz de Cristo e lançando os alicerces para o evangelho da justificação (3.21-26). Em seguida defende o seu evangelho contra as críticas dos judeus (3.27-31). E finalmente, ilustra-o através da vida de Abraão, que foi, ele mesmo, justificado pela fé, tornando-se assim o pai espiritual de &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;todos os que crêem (4.1-25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a. A justiça de Deus se revela na cruz de Cristo (3.21-26)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os versículos 21-26 constituem um bloco firmemente compactado, que o professor Cranfield acertadamente chama de "o centro e o cerne" do todo que constitui a parte principal da carta; já o Dr. Leon Morris diz que eles seriam "possivelmente o parágrafo mais importante que jamais se escreveu". A sua expressão-chave é "a justiça de Deus", expressão já considerada por nós quando ela ocorreu a primeira vez, em 1.17. Aqui, em 3.21, a tradução da NVI refere-se a uma justiça que provém de Deus, frisando dessa maneira a iniciativa salvadora que ele tomou a fim de conceder aos pecadores a condição de justos aos seus olhos. Os dois versículos (1.17 e 3.21) dizem que essa justiça foi "revelada" ou "manifestada". Os dois a apresentam como algo inovador, ao dizerem que ela se dá a conhecer ou "no evangelho" (1.17) ou independente da lei (3.21). Ambos, no entanto, a representam como um cumprimento das escrituras do Antigo Testamento, o que demonstra que não se trata de uma elaboração posterior da parte de Deus. E dos dois afirma que podemos ter acesso a ela pela fé. A única diferença significativa entre estes dois textos está no tempo em que são usados os verbos principais. De acordo com 3.21, uma justiça de Deus se manifestou, no pretérito perfeito, uma provável referência à morte histórica de Cristo e suas conseqüências, válidas até hoje, enquanto que em 1.17 a justiça de Deus é revelada (tempo presente) no evangelho, o que deve significar toda vez que ele é pregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No versículo 22 Paulo volta a anunciar o evangelho, repetindo a expressão justiça de Deus, e agora acrescenta mais duas verdades a seu respeito. A primeira é que ela vem mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Além disso, ela é oferecida para todos porque todos têm necessidade dela. Não há distinção entre judeus e gentios nesse aspecto (conforme Paulo vem argumentando nos versículos 1.18 - 3.20) ou entre qualquer outro grupo humano, pois todos pecaram (hemarton - o passado cumulativo de todo mundo é resumido aqui pelo uso do tempo aoristo) e estão destituídos (um presente contínuo) da glória de Deus (230. Essa "glória" (doxa) de Deus poderia significar Sua aprovação ou louvor, que todos perderam; o mais provável, porém, é que seja uma referência à imagem ou glória de Deus, segundo a qual todos nós fomos criados as deixamos de viver de conformidade com ela. É claro que o pecado pode manifestar-se em diferentes níveis e dimensões; mas ainda assim ninguém chega sequer a aproximar-se dos padrões de Deus. Handley Moule expressa isso de maneira dramática: "A prostituta, o mentiroso e o assassino estão destituídos dela [da glória de Deus]; mas você também está. Pode ser que eles estejam no fundo de uma mina e você no cume da montanha; no entanto, tem tanta capacidade quanto eles de encostar nas estrelas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda inovação contida nestes versículos é que agora, pela primeira vez, "uma justiça que provém de Deus" é identificada com a justificação: sendo justificados gratuitamente por sua graça...(24a). A justiça de (ou que provém de) Deus é uma combinação de três elementos: o caráter justo de Deus, a Sua iniciativa salvadora e a Sua dádiva, que consiste em conferir ao pecador a condição de justo perante Ele. Trata-se de Sua justificação justa do injusto, a maneira justa como Ele "justifica o injusto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justificação é um termo legal ou jurídico, extraído da linguagem forense. O contrário de justificação é condenação. Os dois são pronunciamentos de um juiz. Dentro do contexto cristão eles são os veredictos escatológicos alternativos que Deus, como juiz, poderá anunciar no dia do juízo. Portanto, quando Deus justifica os pecadores hoje, está antecipando o Seu próprio julgamento final, trazendo até o presente o que de fato faz parte dos "últimos dias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos sustentam que "justificação" e "perdão" são sinônimos. Por exemplo, Sandlay e Headlam escreveram que justificação é "simplesmente Perdão, Perdão Gratuito"; já o professor Jeremias, mais recentemente, insiste em dizer que "justificação é perdão, nada mais que perdão". Mas isso com certeza não pode ser verdade. Perdão é algo negativo, é a absolvição de uma penalidade ou uma dívida; justificação tem conotação positiva - é declarar que alguém é justo, é dar ao pecador o direito de desfrutar novamente o favor e a comunhão de Deus. Marcus Loane escreveu: "A voz que anuncia perdão dirá: 'Pode ir. Você está livre da pena que o seu pecado merece.' Mas o veredicto que significa aceitação [sc. justificação] dirá: 'Pode vir. Você é bem-vindo para desfrutar todo o meu amor e a minha presença'". C.H. Hodge esclarece com mais profundidade essa diferença ao elaborar a antítese entre condenação e justificação: "Condenar não é meramente punir, mas sim declara o acusado culpado ou digno de castigo; e justificação não é meramente liberar desse castigo, mas declarar que o castigo não pode ser aplicado com justiça...Perdão e justificação são, portanto, essencialmente distintos. O primeiro é a absolvição do castigo, o outro é uma declaração de que não existe nenhuma base para a aplicação do castigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se justificar não é o mesmo que perdoar ou desculpar, tampouco é o mesmo que santificar. Justificar é considerar ou declarar justa uma pessoa, e não torná-la justa. Este foi um ponto essencial no debate que se deu no século XVI com respeito à justificação. A posição católico-romana, conforme expressa no Concílio de Trento (1545-64), era que a justificação se dá no batismo e que a pessoa batizada, além de ser purificada dos seus pecados, recebe também, simultaneamente, uma justiça nova e sobrenatural. Dá bem para entender o motivo que levou a tal insistência. Foi o medo de que, com uma mera declaração de justiça, a tal pessoa permanecesse em estado de injustiça e não-renovação, podendo até sentir-se encorajada a persistir no pecado (antinomismo). Foi exatamente a crítica que levantaram contra Paulo (6.1, 15) e que o levou a enfatizar com todas as forças que os cristãos batizados tinham morrido para o pecado (de tal forma que não podiam, em hipótese alguma, continuar&lt;/span&gt; vivendo nele) e que haviam ressuscitado para uma nova vida em Cristo. Ou, em outras palavras: a justificação (um novo status) e a regeneração (um novo coração), embora não sejam idênticas, são simultâneas. Todo crente justificado foi também regenerado pelo Espírito Santo e, dessa forma, destinado à santificação constante. Ou, se quisermos citar Calvino, "ninguém pode ostentar a justiça de Cristo sem a regeneração". Ou então, "o apóstolo
